sábado, novembro 05, 2005

Bombeiro da Lousã morre após 2 meses de internamento


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100 anos de Bombeiros na Lousã

Faleceu ontem o bombeiro Franklin Gonçalves, após um internamento de várias semanas nos Hospitais Universitários de Coimbra, devido a queimaduras graves em cerca de 75% do corpo quando combatia um incêndio florestal no princípio de Setembro.

Não é altura de tecer comentários, apenas de manifestar o luto pela perda e a solidariedade a todos quantos com ele privaram, mas convém não esquecer que este bombeiro morreu em consequência dos ferimentos sofridos num fogo posto por um menor, com reconhecidas deficiências mentais, que já por 3 vezes fora anteriormente responsável por atear incêndios apenas para ver os bombeiros em acção.

Infelizmente, só após os graves ferimentos de que resultaram a morte deste bombeiro, as autoridades competentes tomaram a decisão de internar quem ateou os fogos, pelo que hoje nos podemos interrogar sobre as responsabilidades de cada uma das entidades envolvidas.

Actividades solidárias


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Land Rover Série 2 numa floresta

Mencionamos nos últimos textos várias actividades que se podem complementar, de custo reduzido e que exigem um mínimo de equipamentos, se exceptuarmos a questão relacionada com a eventual utilização de veículos todo o terreno.

Actualmente o turismo de aventura e os desportos chamados radicais estão cada vez mais em voga e começam a ter a preferência de um número crescente de praticantes oriundos dos mais diversos meios e profissões, que desejam uma actividade que faça esquecer o stress de uma intensa vida profissional enquanto enfrentam novos desafios e adquirem conhecimentos e valências que lhes poderão ser úteis no futuro.

As entidades que promovem estas actividades fazem-no tendencialmente com fins lucrativos, na sua maioria esquecendo as possíveis e desejáveis interligações com a área onde se efectuam as suas actividades, retirando assim dos programas uma desejável vertente de solidariedade social que seria benéfica para ambas as partes.

É exactamente neste aspecto que pretendemos introduzir uma diferença e tansformar programas de actividades com propósitos unicamente lúdicos em formas de intervenção sem que com isso diminua o interesse dos participantes, apelando a uma imaginação, inovação e criatividade que tem sido preterida em favor de um tradicionalismo cada vez mais desactualizado.

Por outro lado, o envolvimento em acções de solidariedade devidamente organizadas e certificadas, para além de pessoalmente compensadoras, pode ainda envolver benefícios fiscais para as entidades que as promovem e respectivos participantes, para além de proteger um património de que todos queremos continuar a usufruir.

Esta complementaridade entre lazer e serviço parece-nos ser inevitável num futuro a curto prazo, sobretudo num País em que, de ano para ano, as áreas disponíveis para os amantes da Natureza, e muito especialmente do todo o terreno, vão diminuindo enquanto o seu acesso tende a ser mais restrito, pelo que será vantajoso começar a equacionar esta nova realidade antes que seja demasiado tarde.

sexta-feira, novembro 04, 2005

Jogos de pista - 1ª parte


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Sinais de pista

Para quem foi escuteiro, provavelmente estes sinais não são desconhecidos, embora alguns possam estar um pouco esquecidos.

Os jogos de pista, como actividade lúdica ou como complemento de um percurso de orientação, mesmo que nele sejam utilizados outros meios, são uma forma divertida de contactar a Natureza e solidificar o espírito de equipa ou patrulha.

A eles voltaremos brevemente, acrescentando o significado de cada um dos sinais apresentados, no entanto e caso alguém ainda se lembre ou queira tentar adivinhar, pode deixar uma mensagem nos comentários.

Propostas de actividades


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GPS num 101 Forward Control

Já apresentamos aqui várias propostas como o Adopt-a-Trail ou actividades como o Geocaching, eventualmente em ligação com todo o terreno, tal como a esperiência realizada em conjunto com o Fórum Land Rover.

São várias as hipóteses de actividade capazes de se complementarem mutuamente e dar origem a um programa mais completo e enriquecerdor com uma importante vertente de intervenção social de que hoje o País tanto necessita.

Com algum trabalho e imaginação, que obriga a uma preparação prévia e à aquisição de diversas competências, é possível elaborar um programa, com duração de vários dias, que proporcione aos participantes não apenas uma aventura, mas também a aquisição de novos conhecimentos e valências que podem vir a ser úteis na sua vida profissional.

Sempre foi nosso propósito propor actividades de carácter multi-disciplinar que mobilizassem e entusiasmassem os participantes não apenas em função dos objectivos que nos orientam, mas também do lazer, da formação e das aventura proporcionadas.

A proposta que estudamos actualmente pretende conciliar, dentro das possbilidades existentes e de acordo com os objectivos de proteger a floresta, actividades tão variadas como a orientação, a descoberta, a condução todo-o-terreno e o contacto com a Natureza.

A quem tiver sugestões, ideias ou qualquer tipo de contributo, agradecemos que nos contacte através de correio electrónico ou coloque um comentários a seguir a este texto.

A todos, desde já, o nosso muito obrigado!

quinta-feira, novembro 03, 2005

Cintos de segurança em Séries - 6ª Parte


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Suportes superiores de Defender

Na sequência dos artigos anteriores, apresentamos uma fotografia, bem conhecida pelos possuidores de Defender com capota rígida, dos suportes superiores dos cintos de segurança.

No entanto, para além da sua posição original, estas peças podem ser usadas como reforços no angulo da parte superior da caixa de carga, fornecendo também um ponto de fixação, embora numa posição diferente da inicialmente prevista.

Esta posição alternativa, utilizando o parafuso comprido e o espaçador, permite colocar o ponto de fixação do cinto alguns centímetros atrás do banco e a uma altura de 5 a 6 centímetros superior em relação à altura da divisória, o que pode ser suficiente para evitar um contacto com o banco.

Embora a instalação não seja tão fácil como a do modelo equivalente feito para os Série, a sua disponibilidade imediata em bom estado, o baixo preço a que se podem encontrar e a flexibilidade de posicionamento no veículo, tornam esta peça uma opção natural.

Aconselhamos uma pesquisa no EBay ou num fórum onde quem transformou um Defender com capota rígida num modelo com capota de lona pode ter estas peças sem uma utilização à vista e dispensá-las por um valor razoável.

Manual Haynes


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Manual Haynes de Série 2A e 3 Diesel

Provavelmente são tão divulgados que poucos os desconhecem, mas numa altura em que se começa a pensar em prendas de Natal, vamos ainda sugerir a aquisição do manual da Haynes para o modelo possuido ou desejado.

Com uma colecção que abarca a maioria dos modelos, os manuais da Haynes são um clássico que pode ser adquirido em lojas da especialidade ou nas grandes livrarias "on-line" como a Amazon.

É de ter em atenção que, devido à sua especificidade, cada um destes manuais cobre um reduzido número de modelos, como por exemplo apenas as versões diesel ou gasolina, ou apenas as referentes a determinados anos de fabrico, pelo que é de ter um especial cuidado na sua encomenda.

Em certos casos, existem ainda revisões, pelo que uma edição mais recente pode apresentar diferenças em relação a uma mais antiga, concretamente a nível de equipamentos opcionais entretanto surgidos ou de alterações durante o próprio fabrico da viatura.

A título de exemplo, o manual da imagem apenas inclui os Série com motor Diesel de 2286 cc, começando no 2A até ao Série 3 revisão de fábrica C, mas não contempla o motor Diesel de 2.5 que foi utilizado por alguns modelos 109.

Por um preço módico, estes manuais são uma ajuda inestimável, pelo que em muitos casos, se pagam rapidamente, poupando ao seu proprietário várias idas à oficina.

Sequência de ignição em Série 3 Diesel


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Manual de utilizador de Série 3

O manual de utilizador distribuido com os Série 3 fornece um conjunto de indicações relativamente aos procedimentos a adoptar para por em funcionamento os motores diesel.

Segundo o manual, a sequência, dependendo da posição da chave, será a seguinte:

(a) Chave a direito, desligado.
(b) Primeira posição para a direita, sistema eléctrico ligado.
(c) Continuar o movimento para a direita até ao primeiro stop, velas de aquecimento ligadas.
(d) Novo movimento pressionando a mola de retorno, opera o motor de arranque.

Após esta sequência, a mola de retorno reposiciona a chave na posição (b), mantendo o sistema eléctrico ligado e as velas e o motor de arranque desligados.

A Land Rover recomenda no seu manual que as velas de aquecimento estejam ligadas durante pelo menos 10 segundos se o motor estiver frio e a temperatura exterior for de 0ºC, embora este valor, por experiência própria, nos pareça insuficiente.

Com temperaturas na ordem dos 20ºC negativos, o período de acionamento das velas será de até 30 segundos, mas mesmo com a bateria parcialmente descarregada até 70%, o motor deverá arrancar sem problemas se sujeito a uma manutenção adequada.

Um erro comum é tomar a luz que surge no painel de instrumentos quando o sistema eléctrico é ligado, de cor vermelha, pela indicação de acionamento das velas de aquecimento, de cor mais amarelada, do que resulta tentar acionar o motor sem que estas tenham sido activadas.

Também é recomendado que o acelerador manual, de que falamos, esteja a meio curso, o que evita usar o pé para pressionar o acelerador e deve permitir ao motor arrancar sem problemas.

Para desligar, deve-se puxar o cabo que corta o abastecimento de combustível ao motor sendo que, em teoria, só depois disso é que seria possível colocar a chave na posição de desligado e retirá-la, mas pela experiência, tal só deverá acontecer em modelos com tranca de direcção e será uma medida de precaução para evitar manter o veículo a funcionar e eventualmente em andamento com a direcção bloqueada.

Logicamente, deve-se ter o cuidado de empurrar novamente e até ao fim o cabo do sistema de corte de combustível sem o que o motor não será alimentado e, consequentemente, não funcionará.

Os manuais de Série 3 ainda podem ser encontrados com alguma facilidade quer na Internet, quer em lojas da especialidade e são um auxiliar valioso para quem possua uma destas viaturas, pelo que aconselhamos sinceramente a sua aquisição, sendo também um presente interessante para o Natal que se avizinha.

quarta-feira, novembro 02, 2005

Cubos de roda livre


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Cubos de roda livre Selectro

Embora os Série 3 sejam 2x4 e 4x4, com raras excepções, mesmo com a tracção dianteira desligada os semi-eixos e diferencial associados continuam a girar, do que resulta um desgaste inútil destes componentes.

Como forma de obviar a este desgaste e a um eventual aumento de consumo derivado dos atritos daí resultantes, vários fabricantes desenvolveram cubos de roda que permitem, de uma forma simples e sem recurso a ferramentas, desligar todos os componentes mencionados de forma a que não se movam de forma inútil.

Se a maioria dos modelos são funcionalmente equivalentes, sendo os mais conhecidos os da Fairey, o número de estrias difere conforme o modelo do veículo em que são instalados.

Assim, na maior parte dos Série antigos, são usados componentes com 10 estrias, enquanto nos veículos mais recentes e em determinadas versões militares passaram a ser de 24, obrigando a um modelo de cubos apropriado.


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Detalhe de cubo de roda livre de 10 estrias

O modelo das fotografias é um Selectro, de 10 estrias, podendo-se ver as indicações de rotação para bloquear ou libertar o trem dianteiro, bastando para tal rodar a parte interior nesse sentido e a indicação do estado actual.

Logicamente, e caso seja engrenada a tracção integral, deve-se ter o cuidado de bloquear os cubos das rodas dianteiras de forma a que estas funcionem correctamente.

Se bem que ainda seja possível adquirir unidades novas, a um preço que pode alcançar algumas centenas de euros, um conjunto em 2ª mão vende-se por perto de 50 euros, a que acrescem custos de transporte que, sendo proveniente de Inglaterra, não andam longe dos 30 euros.

Velas de aquecimento ou incandescência


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Velas de aquecimento ou incandescência

Na sequência do texto relativamente ao acelerador manual do Série 3 com motor de 2286 cc a diesel, vimos disponibilizar uma fotografia e a referência que permita a aquisição das velas de aquecimento ou incandescência nele mencionadas.

Chamamos a atenção para o facto de haver vários fornecedores a produzir velas idênticas, pelo que a cor e pequenas particularidades podem diferir das velas fotografadas, não deixando por isso de ser compatíveis.

No conjunto que adquirimos por uma dezena de libras no EBay inglês, pode ler-se gravado em cada vela GP 3045 V 1.7 A 01, correspondendo ao modelo e informação técnica.

A expressão "GP" é a abreviatura de "Glow Plug", equivalente a vela de incandescência e será o termo de pesquisa para quem pretender fazer a compra num site inglês, sendo que habitualmente os preços praticados em Inglaterra são normalmente muito mais baixos do que os portugueses, mesmo fazendo contas aos custos de transporte.

terça-feira, novembro 01, 2005

Reunião do Conselho de Ministros Extraordinário - Diplomas aprovados no âmbito do Sector Agrícola


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Ministério da Agricultura, do Desenvolvimento Rural e das Pescas

No site do Ministério da Agricultura encontram-se disponíveis para consulta os diplomas aprovados na Reunião do Conselho de Ministros Extraordinário realizado a 29 de Outubro de 2005 na Tapada de Mafra e que aqui noticiamos oportunamente.

Os mais interessados podem assim ler o texto dos diplomas aprovados e decidir da sua valia e exequibilidade à luz da actual conjuntura económico-financeira e na sequência da análise dos incêndios florestais dos últimos anos.

Esquema de guincho Capstan


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Esquema de guincho Capstan

Para além do "Fairey Overdrive", o guincho mecânico Capstan, que referimos no texto anterior, ocupa um lugar especial junto dos proprietários dos Séries, sendo uma das opções da época mais desejáveis e, infelizmente, mais dispendiosas.

Embora sejam poucos a possuir um exemplar, não queremos deixar de apresentar o esquema mecânico desta autêntica preciosidade, de resistência e durabilidade raras, cujo maior inconveniente é o de apenas operar se o motor do veículo em que está instalado estiver a trabalhar.

Para uns como informação, para outros como simples curiosidade, aqui fica o diagrama de peças, com referências, deste guincho tão típico na época de produção dos Séries.

Acelerador manual em Série 3


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Acelerador manual em Série 3 modelo militar

Bem conhecido por parte de quem tem um guincho mecânico, como o Capstan, a importância do acelerador manual escapa por vezes aos proprietários dos Land Rover, que não recorrem a ele durante a sequência de arranque.

Sendo um opcional nas versões a gasolina, embora quase obrigatória nos Land Rovers militares, é um equipamento standard nos diesel com motor de 2286 cc, e a sua utilização durante o arranque é recomendada pelo fabricante no manual do utilizador.

Assim, antes de proceder ao arranque, o acelerador manual deve ser colocado a meio curso, após o que se pode proceder à ignição, assumindo que as velas de aquecimento já estiveram activadas durante 15 a 30 segundos, conforme a temperatura seja mais alta ou mais baixa.

Nestas condições, com a bateria carregada a pelo menos 70% a 75%, o óleo apropriado e sem carregar no pedal do acelerador, o motor de um Série Diesel deve arrancar na 1ª ou 2ª rotação do motor, cabendo ao acelerador manual determinar nesta altura o nivel do ralenti.

Após alguns minutos de funcionamento, e dependendo das condições, pode-se por o acelerador manual na posição neutra, de forma a não influir no regime do motor, ficando a sua próxima utilização reservada para um novo arranque ou para selecionar a velocidade de um guincho mecânico.

No próximo texto iremos apresentar o esquema do guincho Capstan aqui mencionado, incluindo referências das várias peças que o constituem.

segunda-feira, outubro 31, 2005

Cabos de bateria


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Cabos de bateria de 400 Amperes

Se há uma situação em que o ditado "o barato sai caro" tem uma verdadeira aplicação, é nos cabos de bateria a utilizar no arranque de motores a gasóleo.

Se bem que a maioria dos modelos comercializados são de 200 amperes, o que na verdade serve bem para um utilitário, ou de 300 amperes, aceitável para motores a gasolina, quando se chega aos motores diesel como os de 2286 cc que equipam os Série, o pico durante o arranque atinge facilmente entre 350 e 380 amperes.

Este máximo pode parecer exagerado, sobretudo se pensarmos que a bateria aconselhada para este modelo é de 95 amperes, mas este valor é para funcionamento contínuo, não para picos ocorridos durante o arranque.

Dado que a qualidade varia muito de um fabricante para outro, é sem dúvida possível que alguns dos cabos de 300 amperes existentes no mercado permitam arrancar sem problemas estes motores ou equivalentes, mas também podem criar uma sensação de segurança ilusória que normalmente é desfeita na pior altura, ou seja, quando existe uma emergência.

Sabemos, por experiência própria, que o valor mínimo que nos garante segurança, é o de 400 amperes, pelo que, mesmo sabendo que o custo é substancialmente superior ao dos restantes modelos mencionados, não encontramos outra opção que nos garanta alguma tranqulidade.

Liga de Bombeiros Portugueses reage às propostas do Governo


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Dr. Duarte Caldeira

Através do seu Presidente, Dr. Duarte Caldeira, a Liga dos Bombeiros Portugueses já reagiu às medidas propostas ontem pelo Governo.

Segundo este dirigente declarou ao Correio da Manhã, os Bombeiros “não estão para ser transformados” em pelo menos duas coisas: “mão-de-obra barata do novo sistema e, muito menos, em marionetas dos generais sem tropas”.

Estes “generais” serão “os muitos comandantes municipais, regionais ou distritais”, tal como está previsto no diploma ontem aprovado e onde os níveis de comando parecem multiplicar-se sem que a isso corresponda um aumento de efectivos operacionais.

Só faz sentido definir níveis de comando, quando se garante a existência digna e qualificada dos comandados – o que não é o caso”, afirmou Duarte Caldeira.

Olhando para o Orçamento de Estado, não vislumbramos sustentabilidade financeira para a estrutura anunciada”, mas como o Governo já garantiu que o dinheiro não será problema, Duarte Caldeira diz não perceber é “como será possível compatibilizar o actual quadro de missão legal atribuído aos bombeiros, com a missão a atribuir a este grupo especial de intervenção (da GNR)”.

Da primeira resposta da Associação dos Profissionais da Guarda ouvimos exprimir a mesma preocupação que partilhamos, a de que os efectivos envolvidos nesta operação sejam retirados de outras funções operacionais onde a sua falta rapidamente se fará sentir, sendo que a sua acção nesta nova missão só será eficaz dispondo de treino e equipamentos que terão ainda de ser orçamentados.

A proposta do Governo estará em discussão pública durante 30 dias, para que os interessados e envolvidos possam pronunciar-se, sendo que reiteramos a impressão com que ficamos ontem, no dia da apresentação, quando exprimimos as nossas reservas quanto à capacidade de implementar este dispositivo que, segundo cremos, não será a via mais adequada à solução de um problema cujas raizes estruturais permanecem ignoradas.

domingo, outubro 30, 2005

Corta-circuitos modelo Land Rover


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Corta-circuitos modelo Land Rover

A Land Rover possui em catálogo um modelo próprio de corta-circuitos de dois polos com cablagem destinada aos seus veículos.

Em teoria, trata-se de um modelo universal, com excelentes acabamentos e bom isolamento, mas o facto é que a suposta universalidade rapidamente se vê desmentida pela dimensão dos cabos incluidos, demasiado curtos para alguns modelos.

Assim, quem possuir um Land Rover com a bateria perto da grelha dianteira, terá inevitavelmente de acrescentar ou substituir os cabos, dado que estes, a partir do interior, não chegam à bateria.

Sugerimos, portanto, aos possuidores de Séries e de outros modelos onde a bateria esteja afastada do habitáculo, a aquisição de um vulgar modelo sem marca e muito mais barato, e a instalação de cabos com a dimensão e diâmetro suficientes para efectuar as ligações sem necessidade de emendas.

Quem avisa, amigo é.

Aprovada a criação de uma Autoridade Nacional de Protecção Civíl


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Site da Guarda Nacional Republicana

O Governo aprovou hoje, num Conselho de Ministros extraordinário realizado na Tapada de Mafra, a criação de uma Autoridade Nacional de Protecção Civil, em substituição do Serviço Nacional de Bombeiros e Protecção Civíl, e de um Grupo de Intervenção de Protecção e Socorro no âmbito da GNR.

Em conferência de imprensa, os Ministros de Estado e da Administração Interna, António Costa, e da Agricultura, do Desenvolvimento Rural e das Pescas, Jaime Silva, referiram que os diplomas agora aprovados sobre reordenamento florestal e prevenção, vigilância e combate a incêndios, ou outras calamidades, estarão em discussão pública por um prazo de 30 dias.

"O diploma organiza-se em torno do princípio da subsidiariedade, que aponta para uma determinação atempada da natureza e gravidade da ocorrência e consequente avaliação da suficiência dos recursos mais próximos para lhes fazer face", e baseia-se "nos princípios da coordenação numa perspectiva organizacional e da unidade de comando numa perspectiva operacional".

Entre as medidas a introduzir, está a criação de uma unidade especial de protecção e socorro da GNR composta inicialmente por cerca de 500 elementos profissionais, e que actuará em todo o tipo de catástrofes.

"Estes 500 homens e mulheres serão mobilizados dentro da GNR", disse o Ministro António Costa, referindo ainda que os actuais elementos da Guarda Florestal passam também para a esfera da GNR.

Ainda de acordo com o Ministro da Administração Interna, o Estado irá adquirir quatro aviões pesados e um total de dez helicópteros médios e ligeiros, estando ainda prevista a realização de contratos plurianuais de aluguer de meios aéreos adicionais para o combate aos incêndios.

Na vertente operacional de resposta a incêndios, "vamos fazer uma reforma do Serviço Nacional de Bombeiros de forma a tornar esta entidade uma verdadeira Autoridade Nacional de Protecção Civil", prometendo ainda "um reforço de meios humanos e técnicos".

Faltou esclarecer quais os custos destas medidas, a sua calendarização e os passos concretos que levarão à sua efectivação, esperando-se que durante os 30 dias de discussão pública seja possível proceder aos esclarecimentos necessários.

Também é de lembrar que o Serviço de Protecção da Natureza da GNR tem, segundo o site daquela instituição, um total de 416 elementos, pelo que os 500 efectivos de que se fala poderá ser uma renomeação do Serviço ou redistribuição de efectivos que farão falta nas actuais funções e não o necessário reforço.

Muito há ainda a esclarecer, pois a experiência diz-nos que mesmo as mais louváveis das ideias têm tendência a apresentar graves deficiências de execução ou ficarem, pura e simplesmente, paralisadas devido ao sub-financiamento crónico a que nos vamos habituando.
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