segunda-feira, dezembro 31, 2007

Tata apresenta automóvel por 1.900 dólares


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O protótipo do Tata Nano

Será certamente batido um "record" mundial quando o fabricante indiano Tata apresentar o seu modelo "Nano", cujo preço está estimado em 1.900 dólares, acrescendo, naturalmente, impostos e outras despesas.

A Tata, que já por diversas vezes surgiu como uma eventual compradora da Land Rover, pretende apresentar o protótipo deste novo modelo na feira do automóvel de Nova Deli, a decorrer entre 10 e 17 de Janeiro de 2008.

O novo modelo tem quatro portas, um motor a gasolina de 660 centímetros cúbicos a debitar 30 cavalos ou um diesel de 700 cc, prevendo a Tata fabricar 250.000 veículos nos primeiros anos, mas com possibilidade de atingir uma produção anual da ordem do milhão de unidades.

O Indigo não será, pelo menos nesta fase, exportado para a União Europeia, dado não respeitar as exigências ambientais, pelo que os seus mercados serão essencialmente a América Latina, a África, a Europa de Leste e alguns países asiáticos.

Eventualmente, com algumas pequenas alterações de motor e a implementação de catalisadores, o "Nano" poderá vir a respeitar as normas comunitárias, mas duvida-se que os fabricantes europeus permitam que um modelo que pode ser comercializado por poucos milhares de euros venha a ocupar o lugar das suas dispendiosas viaturas, necessárias para a sustentação das empresas que os produzem e de que dependem em muito os países onde estas operam.

Apesar de estarmos longe de ver o Tata, não quisemos deixar de mencionar um modelo que, segundo a cotação do dólar, custa na origem menos de 1.500 euros, pelo que, mesmo adicionando o Imposto Único de Circulação, IVA e transporte, continuamos perante um preço final que andará pelos 3.000 euros o que, para um citadino, será sempre uma opção a ter em conta.

Já foram encerrados 33 SAP - 2ª parte


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Gouveia: outra das vítimas desta política

Para além da Ordem dos Médicos, que sempre se opôs a esta política de encerramentos, também populações e autarquias concordam que não existe nenhum objectivo técnico a presidir a uma reorganização que se rege por critérios meramente economicistas, prejudicando seriamente as populações e o desenvolvimento regional.

O Ministério da Saúde e as administrações regionais, que dele dependem, têm vindo a justificar os encerramentos com falta de utentes ou defeciências nos serviços, chegando a afirmar que colocam em risco a saúde dos utentes, enquanto garantem a existência de alternativas e de novos meios de socorro, nomeadamente em termos de ambulâncias de Suporte Imediato de Vida (SIV).

Já nos insurgimos diversas vezes contra esta forma de promiscuidade que mistura vários tipos de cuidados médicos, de socorro, de emergência pré-hospitalar e de assistência social, que são complementares e não podem nem devem ser prestados pelas mesmas entidades.

Pensar que uma ambulância, por muito bem equipada que esteja, pode substituir o apoio médico local, que para além de uma função clínica desempenha um importante papel social, ou supor que uma evacuação mais rápida, que acaba por depender de um conjunto de factores imponderáveis, é uma alternativa para uma urgência próxima, é algo que não faz sentido do ponto de vista técnico nem tranquiliza as populações.

Lamentavelmente, já há autarcas a imaginar soluções baseadas na iniciativa privada, que cada vez mais substitui o Estado em funções essenciais, com custos substanciais para as populações, mas facilitando o equilibrio das contas públicas, as quais incluem cada vez menos serviços prestados aos cidadãos.

Esta é, no entanto, uma falsa esperança, dado que os grupos privados de saúde a actuar em Portugal, com excepção das Misericórdias, não pretendem instalar-se nos locais onde o Estado garante não haver o número suficiente de habitantes que viabilizem os serviços, pelo que a ilusão de termos uma alternativa real aos serviços públicos apenas existe na ideia dos mais incautos.

Temos, portanto, uma situação em que não existem alternativas reais, do que resultam graves riscos para as populações, sendo que caso existissem estatísticas sérias e credíveis em breve poderiamos tirar conclusões de uma opção manifestamente errada, que compromete princípios básicos de subsidariedade, de solidariedade e de coesão nacional.

domingo, dezembro 30, 2007

Estatísticas de mortes na estrada no "Expresso"


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Um acidente de viação em Portugal

Apesar de não ser uma novidade para nós, é importante que um semanário de referência como é o caso do "Expresso" publique um artigo que replica muito do que escrevemos, onde a falta de rigor das estatísticas das mortes em acidentes de viação é abordada.

É do conhecimento público que apenas são contabilizados como mortes os óbitos que ocorrem antes da entrada no hospital ou serviço de saúde de destino, pelo que uma substancial percentagem dos feridos graves, que vem a falecer em consequência dos acidentes de viação, não são incluidas nas estatísticas.

Com a melhoria dos meios de socorro, das estradas e do suporte imediato de vida, a possibilidade de sobrevivência até à chegada a uma unidade hospitalar aumenta, sem que tal se traduz num significativo aumento da percentagem de vítimas que vêm a recuperar.

Os próprios números da Direcção-Geral de Saúde e da Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária (ANSR) são díspares, com uma diferença substancial a favor da primeira, diferindo ainda das estatísticas enviadas para Bruxelas.

A ANSR defende o rigor dos seus números dizendo que os números de mortes na estrada são incrementados através de uma estimativa que considera que 14% dos feridos graves morrem nos hospitais, valor que é abaixo do acompanhamento efectuado pela Polícia de Segurança Pública (PSP) de Lisboa, única entidade que efectua um controle das vítimas de acidentes ocorridos na sua área de actuação.

Mesmo considerando que o perfil do ferido grave num acidente urbano, que muitas vezes é um atropelamento, é diferente do que acontece numa via fora de uma povoação, que normalmente envolve apenas vítimas que se encontravam em viaturas, a projecção da ANSR peca por defeito quando comparada com os mais de 50% da PSP de Lisboa.

Também não nos espantou que o Governo, através do Secretário de Estado da Protecção Civil, opte por manter o actual erro, alegando a necessidade de manter critérios que facilitem a comparação com anos anteriores.

Tal justificação, de tão absurda, nem merece comentários sendo de lembrar que os critérios de avaliação do desemprego foram alterados de modo a apresentar números mais favoráveis, não tendo, na altura, o Governo demonstrado preocupações com eventuais problemas ou dificuldades na comparação.

No entanto, igualmente grave, é a falta de vontade política para assumir a realidade, optando os sucessivos governos por manter uma ilusão que talvez beneficie a imagem do País no exterior, mas que, na verdade, já não engana nem mesmo os mais incautos.

Tal como em muitas outras áreas, onde não existem estatísticas de fontes independentes, os números dos acidentes de viação não inspiram qualquer confiança, pecando por defeito e não traduzem em nada a realidade nacional, sendo manifestamente manipulados de modo a esconder a tragédia que se vive nas estradas portuguesas.

sábado, dezembro 29, 2007

Bombeiros vão dar curso com equivalência ao 9º ano


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Formação de bombeiros

Os Bombeiros Voluntários de Oliveira de Azeméis organizaram um curso na área da protecção civil e da prestação de socorros, integrado no programa "Novas Oportunidades".

O curso tem uma duração total de 2.010 horas e dará equivalência ao 9º ano de escolaridade, incluindo a mesma formação dada aos bombeiros, que corresponde a 970 horas do currículo.

Os destinatários deste curso de nível 2, cujo início está previsto para a segunda quinzena de Janeiro, são maiores de 18 anos, que frequentarão aulas de segunda a sexta-feira em horário pós laboral, entre as 19:00 e as 23:00, correspondendo a uma carga horária de 40 horas.

Os voluntários de Oliveira de Azeméis esperam que alguns dos formandos venham a integrar os quadros da corporação após terem concluido o curso que, para além da equivalência ao 9º ano, permitirá entrarem directamente para o quadro operacional.

Trata-se de uma iniciativa interessante, que surge como uma alternativa a formas de aprendizagem mais tradicionais mas que falham, muitas vezes, em termos de componente prática e não conferem nenhuma formação em áreas profissionais.

Por outro lado, não se limita a uma simples certificação de competências que, sendo uma opção válida quando parâmetros de exigência e de seriedade são seguidos, acaba por não acrescentar novos conhecimentos, limitando-se a verificar os existentes o que, num País com as carências educativas como o nosso, pode ser insuficiente e inadequado ao Mundo competitivo em que vivemos.

Para além do justo elogio aos bombeiros de Oliveira de Azeméis, não queremos deixar de lembrar que os bons exemplos devem ser seguidos e melhorados, sendo que este será um dos caminhos a seguir sobretudo no Interior do País, onde a formação é cada vez mais necessária.

Já foram encerrados 33 SAP - 1ª parte


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Serviço de Atendimento Permanente de Ovar

Ainda antes do fim de 2007, os Serviços de Atendimento Permanente (SAP) de Alijó, Murça e Vila Pouca de Aguiar, em Viana do Castelo, foram encerrados, juntando-se a uma lista crescente que atinge especialmente as populações do Interior.

No total, desde o início de 2006 foram encerrados 33 serviços de atendimento nocturno em centros de saúde, prevendo-se que mais dois encerrem no dia 2 de Janeiro e que nos próximos meses mais 23 serviços tenham o mesmo destino.

Serão encerrados, no total 56 SAP, com uma maior incidência na região Centro, onde já foram fechados 16 unidades, e prevendo-se para breve que este número suba significativamente.

No Norte, foram 9 as unidades encerradas e outras tantas seguirão em breve o mesmo caminho, enquanto no Alentejo encerrou um SAP e outro também será fechado.

Em Lisboa já encerraram três SAP, seguindo-se outros cinco e no Algarve foram seis as unidades afectadas, tendo cinco sido substituidas por urgência básicas.

Mas não são apenas os SAP a encerrar, pois a lista de blocos de parto ou maternidades também é extensa e já atinge a dezena de unidades, estando previsto para breve que em Cascais, Vila Franca de Xira, Torres Vedras, Guarda, Covilhã e Castelo Branco deixe de haver esta valência.

sexta-feira, dezembro 28, 2007

"O Avião": localização GSM na investigação criminal - 2ª parte


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Detecção de posição através de triangulação

Caso seja possível seguir o telemóvel e o registo em antenas subsquentes, talvez o veículo em que este segue tenha sido filmado por câmaras de vigilância noutros locais, como portagens, podendo-se então analisar comparativamente horas de passagem e transição de uma antena para outra de modo a isolar uma só ou um grupo restrito de viaturas.

Obviamente, tal pesquisa é condicionada pela existência de registos por parte dos operadores a nível de antena GSM e dá trabalho a pesquisar, mas é uma das possibilidades existentes de vir a conhecer qual o cartão de origem, de destino e, com alguma sorte, os IMEI ou número identificador único dos telemóveis, um dos quais poderá ainda existir com o mesmo ou com outro cartão SIM.

No limite, pode-se, inclusivé, tentar apurar qual o número de cartão e IMEI do telemóvel que foi contactado a partir da zona do atentado e que nunca mais foi usado ou registado numa antena, presumindo-se que tenha sido o que foi destruido na explosão.


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Uma antena da rede de GSM

Em Portugal tende-se a abusar da prova testemunhal, que pode ser pouco fiável e muitas vezes acaba por se alterar durante o processo, ou em escutas telefónicas, que nem sempre obedecem aos requisitos legais e muitas vezes não interceptam nada de relevante ou comprometedor.

Em contrapartida, prova documental ou pericial tende a ser secundarizada ou usada como mero recurso quando tudo o resto falha, mas muitas vezes quando se envereda por esta via grande parte das provas já foram destruidas ou estão de tal forma degradadas que não são conclusivas, tal como aconteceu no caso Maddie com os resultados que todos conhecemos.

Não é nosso propósito alongar-nos nas questões da investigação criminal, mas muitos dos sistemas de localização, seguimento, detecção e outros que temos vindo a descrever ou analisar podem ser excelentes instrumentos de investigação, capazes de ajudar em muito na identificação de quem recorra a dispositivos que usem o espectro radio-eléctrico público.

Três novos satélites do Glonass já estão em órbita


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Visão esquemática de um satélite do Glonass

Com a colocação em órbita dos três últimos satélites que integram o sistema de navegação Glonass, a Rússia passou a dispor de um equivalente ao GPS americano, dispondo de uma cobertura global.

Espera-se que até ao final de 2009, estejam 24 satélites em operação, garantindo redundância e verificação e calibração, de modo a que a precisão e cobertura permitam concorrer com o GPS.

O Glonass foi iniciado como um sistema de mapeamento e orientação destinado a fins essenialmente militares ou de defesa civil do território nos anos setenta, ainda no tempo da antiga União Soviética, tendo o projecto ficado quase parado durante os anos noventa devido a falta de fundos.

Sob a presidência de Vladimir Putin, o projecto Glonass foi retomado, ultrapassadas as dificuldades financeiras e o que era sistema essencialmente destinado às forças estratégicas soviéticas passou a ter uma vertente comercial que poderá vir a rentabilizá-lo, tal como acontece com a indústria aero-espacial russa.

A conclusão do Glonass antes do Galileo e a capacidade que a Rússia demonstra em termos espaciais pode, efectivamente, vir a dificultar a exploração comercial do sistema de navegação por satélite europeu que, certamente, não estará pronto antes de 2009, altura em que os receptores poderão passar a ter um conjunto de sinais de orientação alternativos ou complementares do GPS.

Para o Galileo, a conclusão do Glonass pode ser um sério revés em termos comerciais, caso a Agência Espacial Russa decida comercializar os serviços e concorrer directamente com o GPS, atirando o sistema europeu para o terceiro lugar da corrida neste mercado em franca expansão.

quinta-feira, dezembro 27, 2007

"O Avião": localização GSM na investigação criminal - 1ª parte


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Explosão controlada junto do bar "O Avião"

Neste texto vamo-nos referir a atentado no exterior do bar "O Avião", ocorrido em Lisboa, como exemplo da localização via GSM.

Uma investigação deste tipo é como um novelo, onde, por vezes há pontas soltas que se podem desenrolar, outras podem estar de tal forma presas que não se conseguem puxar.

O essencial é ter um ponto de partida que permita começar e ir do registo de chamadas até aos telemóveis, que têm um identificador único e daí, se possível, até ao comprador ou ao utilizador, caso ainda esteja em uso.

Apesar de, segundo o artigo publicado no Expresso, o cartão de telemóvel que activou a bomba ter o número rasurado, a sua identificação depende da existência de registos do operador e de uma cronologia que, pela existência de câmaras de segurança que terá gravado a saida da vítima, deverá ser bastante precisa.

Seja o telemóvel que efectuou a chamada, seja o que a recebeu estariam registados na antena de GSM do respectivo operador com melhor sinal no local dos eventos, eventualmente a mais próxima, pelo que, havendo registos será possível tentar obter alguns indícios a partir desses dados.


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Mapeamento de cobertura de uma antena GSM

Será, neste caso, de verificar no local e nas várias redes, qual a antena onde os telemóveis se registam, algo para o que é necessário o apoio dos operadores.

Tendo uma hora relativamente precisa, eventualmente poderá ser averiguado que chamadas foram efectuadas passando pelas antenas do local aquela hora e com destino a um equipamento na mesma zona.

Será também de verificar que telemóvel de destino, que accionou a bomba, deixou na altura de estar registado de forma defenitiva e se, eventualmente, o que originou a chamada voltou a ser usado ou se se foi registando sucessivamente noutras antenas GSM, o que indica movimento e direcionalidade.

Internet Explorer 8 surgirá nos primeiros meses de 2008


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Logo do Internet Explorer

A versão beta do Internet Explorer 8 deverá ser apresentada e estar disponível para "download" nos primeiros meses do próximo ano, mas encontra-se já em "sites" de partilha na Internet.

Após os testes realizados com as versões Alfa, a Microsoft vai permitir aos utilizadores experimentar a nova versão do "browser" que foi concebido de modo a implementar um novo conjunto de standards, mas que também incorporará novas funções e uma maior interacção com o conceito "Live", que preside à forma de relação entre o fabricante e os utilizadores deste portal.

Esta versão já se encontra disponível em "sites" de partilha de ficheiros, sendo que desaconselhamos a sua utilização dado poderem estar infectados ou alterados, correspondendo ainda a versões iniciais cuja estabilidade desconhecemos.

Também reforçamos a ideia de que mesmo as versões Beta distribuidas pelos fabricantes não devem ser instalados em computadores que desempenham funções onde a estabilidade é essencial, dado que já não será a primeira vez a que assistimos a um comportamento imprevisível que leva à perda de tempo ou do trabalho em curso.

Lembramos que com o "Safari", que recentemente viu apresentada a versão Beta 3.04, tivemos experiências muito negativas com as "releases" iniciais desta geração, com falhas sucessivas quando eram lidos caracteres internacionais, o que impossibilitava a sua utilização e obrigou a proceder à sua remoção.

Também não queremos deixar de recordar que estas versões preliminares, muitas vezes, não premitem o "upgrade", necessitando de ser completamente desinstaladas antes de darem lugar à versão defenitiva, do que resulta um processo moroso e, por vezes, algo complexo.

A quem estiver interessado nesta versão de Explorer aconselhamos a esperar pela sua disponibilização por parte da Microsoft e a apenas instalá-la num computador de teste, eventualmente com um "browser" de outro fabricante, como o "Firefox" devidamente instalado para servir como alternativa para funções mais críticas.

quarta-feira, dezembro 26, 2007

Afinal não são só os bombeiros a ser voluntários


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Emblema e sede da Polícia Judiciária

Não vamos comentar a operação "Noite Branca", que envolveu duas centenas de elementos da Polícia Judiciária (PJ) enquanto operação policial, mas o facto de esta só ter sido possível de realizar devido ao voluntariado dos participantes, merece um breve comentário.

Desde há muito se sabe que restrições económicas têm vindo a dificultar seriamente o trabalho da PJ, impossibilitando o pagamento de horas extraordinárias e obrigando a um esforço acrescido quem se debate com falta de meios materiais e humanos, nomeadamente a nível de especialistas.


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Evolução dos crachás da Polícia Judiciária

Não obstante as dúvidas que esta operação levanta e cujo sucesso só daqui a meses ou anos será possível de avaliar, fica uma justa homenagem a todos quantos se voluntarizaram para nela participar, correndo os riscos que uma acção deste tipo envolve, para cumprir algo que ultrapassa os deveres de um elemento de uma força policial.

Brevemente, como homenagem ao esforço dos elementos da PJ, iremos publicar um texto referente ao uma das investigações em curso, sobre as quais muito se tem escrito, mas pouco se tem analisado.

Pais querem sistemas de geo-localização para os filhos


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Trajecto obtido a partir de um localizador pessoal

Um inquérito realizado entre pais nos Estados Unidos revela que quase quatro em cada cinco dos inquiridos pensa oferecer aos filhos um telemóvel.

A razão essencial está relacionada com a segurança, que sentem será reforçada caso exista a possibilidade de a criança estar permanentemente contactável em caso de emergência.

Apenas uns escassos 13% fará esta aquisição para que a criança possa estar em contacto com a família ou amigos e menos ainda, apenas 6%, pensam em comprar um telemóvel por insistência da criança.

Curiosamente, ou talvez não, metade estariam interessados num equipamento que implementasse um sistema de geo-localização, baseado em GPS ou WiFi, de modo a saber em permanência onde estão os filhos, mas aparentemente quase todos desconhecem a existência deste tipo de aparelhos a preços cada vez mais acessíveis.

Lembramos que nos Estado Unidos os telemóveis recentes só podem ser activados se implementarem um sistema de localização, que normalmente será do tipo "Assisted GPS" ou AGPS, baseado num sistema de triangulação de antenas de GSM, mais barato do que o GPS tradicional, utilizável no interior de edifícios, mas com precisão inferior à do receptor dedicado que estamos habituados a ver.

Quase desconhecidos entre nós, os sistema de geo-localização que integram GPS e GSM, os mais precisos e os que dependem menos de tecnologia a instalar, serão uma alternativa interessante que, consideramos, poderem ser uma prenda de Natal simultaneamente útil e divertida que contribuirá em muito para a segurança dos mais novos.

terça-feira, dezembro 25, 2007

Feliz Natal


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Noite Feliz, Noite de Paz...

Desejamos um Feliz Natal a todos os nossos amigos e leitores, agradecendo o interesse com que leram os textos que publicamos e esperamos continuar a contar convosco durante o ano de 2008 que em breve começa.

Nesta época de paz e de solidariedade, queremos também lembrar aqueles que estão sós, os que nada têm, os que esperam pela paz ou anseiam por liberdade, bem como todos os que sofrem ou precisam de consolo, e que estão nos nossos pensamentos.

Para todos, aqui fica o nosso cartão de Natal, com os mais sinceros votos de Festas Felizes.

segunda-feira, dezembro 24, 2007

"Clip" para cinto em aço


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"Clip" para cinto em aço com mola de segurança

Existem vários modelos de "clips" para cintos, sendo os mais populares os que são extensíveis, mas quando existe a exigência de uma maior resistência, um sistema rígido em aço e com mola de segurança é a opção a ter em conta.

Esta é uma solução para transportar preso ao cinto e com segurança objectos que podem ir desde um porta-chaves a uma bolsa, passando por uma identificação, mas também por ser colocado ao contrário, com a saída virada para cima, dependendo da utilização.

Por poucos euros, esta é uma peça de múltiplas utilizações que pode ser usada em cintos com até cerca de 6 cm de altura, sendo uma recordação a ter em conta este Natal.

MAI prevê menos de 900 mortos nas estradas em 2007


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Bombeiros numa operação de socorro

Num ano em que o número de mortos nas estradas portuguesas aumentou em relação ao anterior, o ministro da Administração Interna (MAI), impossibilitado de falar em redução, optou por comentar o facto de o número de vítimas mortais ficar, "previsivelmente", abaixo das 900.

Fazendo a comparação com 2006, recorrendo aos dados do "site" da Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária, que aponta para os 850 mortos durante o ano passado, as 869 vítimas mortais ocorridas até 16 de Dezembro deste ano, representam uma subida que, em termos de tratamento estatístico, será pouco significativa para o MAI.

Para o titular do MAI, os números de mortes no final de 2007 "não serão muito diferentes em relação aos do ano passado", "seguramente um número abaixo dos 900, registados em 2006, um objectivo que apontámos para 2009 e que já concretizámos no ano passado e este ano".

Como justificação para o aumento do número de mortos, o ministro lembrou acidentes com várias vítimas mortais, como o que se verificou em 5 de Novembro em Castelo Branco, de que resultou a morte de 16 pessoas, mas o facto de a duas semanas do fim do ano estarmos a cerca de 30 mortos dos 900, transforma esta previsão numa aposta de risco.

Tal como em ocasiões anteriores, estamos diante de uma manipulação dos números, dado que, por um lado, não há um acompanhamento das vítimas, que permita conhecer o número exacto de mortes, e, por outro, se avaliarmos a redução do consumo de combustíveis, o número de quilómetros percorridos foi bastante inferior ao de anos anteriores.

Infelizmente, não houve ninguém que colocasse estas questões ao ministro, que quase certamente não responderia, pelo que o País continua a acreditar que morrem menos de 900 pessoas por ano em acidentes rodoviários e que da alteração das condições viárias e da diminuição de trânsito nada resultou em termos de sinistralidade.

Quando se discutem diferenças de poucas dezenas de vítimas mortais, brincando com estatísticas, em vez de avaliar a dimensão da tragédia, incorporando nos dados quem perde a vida em consequência dos acidentes, estamos a discutir detalhes e a esquecer o essencial.

Quando o ministro diz que, caso os números subam, tal será motivo não para investigar o que de errado se passa, mas para trabalhar com maior empenho num sentido que se desconhece, seria bom que fizesse correctamente as contas e adicionasse os feridos graves que perdem a vida nos hospitais, para que depois meditasse numa realidade que continua a ser ignorada.

domingo, dezembro 23, 2007

Verbas extraordinárias referentes aos fogos continuam por pagar


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Land Rover Série I com 50 anos

O atraso nos pagamentos aos bombeiros é, lamentavelmente, um tema recorrente, pelo que a notícia de que o Estado ainda deve perto de 500.000 euros aos bombeiros, resultantes de despesas extraordinárias no combate aos incêndios florestais deste Verão, acaba por não surpreender ninguém.

As despesas extraordinárias resultantes dos combates aos incêndios são as resultantes da necessidade de repor ou reparar equipamentos danificados ou destruidos, como veículos, mangueiras ou agulhetas, do que depende a capacidade operacional das corporações.

A esta verba, que deve ser paga através da Autoridade Nacional de Protecção Civil (ANPC), acresce problema de atrasos em despesas com combustíveis e o reembolso de pagamentos efectuados à segurança social.

Estes atrasos, que têm um impacto severo nas associações humanitárias, já levou a que o presidente da Liga de Bombeiros Portugueses (LBP) tenha solicitado a adopção de medidas urgentes que permitam regularizar imediatamente as verbas devidas.

Este ano, o atraso é substancialmente superior ao normal, dado que as verbas referentes ao combate aos fogos do Verão eram normalmente, apesar de não haver nada de estipulado oficialmente, liquidadas entre Outubro e Novembro, algo que desta vez não se verificou.

Dado que só na passada quinta-feira a ANPC liquidou as despesas com combustíveis e segurança social relativos ao segundo e terceiro trimestre de 2007, é expectável que o atraso no pagamento das restantes verbas se venha a prolongar.

Para além destas dívidas, e para agravar a situação, também as verbas provenientes dos jogos sociais da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa dexaram de ser transferidas desde o mês de Julho, pondo em causa o normal funcionamento das corporações que se vêm forçadas a adiar pagamentos ou a tentar obter empréstimos.

Lamenta-se que o Estado não use do mesmo rigor com que cobra dívidas de contribuintes quando se trata de pagamentos seus que estão em atraso, comprometendo actividades da maior importância e provocando um efeito de dominó que, honestamente, ninguém sabe onde termina nem que custos ou consequências acarreta.

Tal como em muitos outros sectores, existe uma manifesta sub-orçamentação do que resulta um aparente maior equilíbrio das contas públicas, fácil de obter quando se adia o processamento e o pagamento de dívidas ou se transferem custos de funcionamento para empresas de capitais públicos cujo défice pode mais facilmente passar desapercebido do que quando incluidas nas contas de um qualquer ministério.

No entanto, quando se apuram não as contas mas as consequências, os atrasos nos pagamentos do Estado acabam sempre por ser suportados por todos, seja através de encargos ou juros, seja devido a uma quebra nas actividades que dependem da verbas em atraso para serem efectuadas, sendo que o verdadeiro custo económico e social da eternização de dívidas nunca é verdadeiramente apurado.

sábado, dezembro 22, 2007

Perto de 3.000 efectivos participam nas Operações de Natal e Ano Novo


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Automóvel da GNR durante uma patrulha

Na época de Natal e de Ano Novo estarão nas estradas nacionais perto de 2.200 efectivos da Guarda Nacional Republicana (GNR), correspondendo a perto de um milhar de patrulhas diárias.

Para além dos elementos da Brigada de Trânsito, também as brigadas territoriais da GNR vão reforçar o efectivo disponível, sendo de prever que diariamente participem nesta operação uma média de 850 viaturas, a maior parte das quais dispõe de alcoolímetro, e perto de 40 radares de controle de velocidade.

A este número acrescem cerca de mil bombeiros, que efectuarão missões de socorro, mas cuja presença nos principais eixos viários servirá, também como forma de dissuação de comportamentos de risco.

Segundo a Autoridade Nacional de Protecção Civil (ANPC), serão incluidos no dispositivo um total de 966 bombeiros, apoiados por 252 viaturas e dois helicópteros com equipas médicas.

Num ano em que o número de vítimas mortais resultantes de acidentes de viação subiu em relação ao ano anterior, nota-se um manifesto esforço no sentido de evitar que estas estatísticas negras aumentem ainda mais, pelo que se verifica uma opção no sentido de uma maior presença de efectivos ao longo das estradas.

Tal como em anos anteriores, quando se aproxima o Natal, também nós recomendamos prudência durante a condução e uma especial atenção que permita, tanto quanto possível, prever as manobras dos outros condutores, de modo a ser possível antecipar algumas das situações mais complexas e de maior risco que se vivem nas estradas portuguesas.

sexta-feira, dezembro 21, 2007

Estado paga aos bombeiros que prestam serviço na estrada


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Intervenção numa estrada nacional

Este ano, pela primeira vez, os bombeiros voluntários que prestam serviço ao longo das estradas portuguesas durante o período de Natal e de Ano Novo vão receber uma compensação monetária equivalente ao valor atribuido durante o combate aos fogos.

Cada bombeiro irá receber 40 euros por um turno de um dia, que poderá ser repartido caso este período seja coberto por diversos elementos, sendo que este valor, apesar de reduzido, é um incentivo e um reconhecimento por parte do Estado pelo serviço prestado por quem aceita passar esta quadra longe da família.

Outro dos factores que levaram a atribuir esta verba terá sido a cada vez maior dificuldade em mobilizar voluntários, facto que também se verifica no combate aos fogos e que tem levado a uma opção no sentido da profissionalização.

Para além das missões de socorro, a presença ds bombeiros ao longo das principais estradas utilizadas nestes períodos deverá levar os condutores a assumirem um comportamento mais prudente, reduzindo o número de acidentes que este ano já ultrapassa os que se verificaram em 2006.

Apesar de este incentivo monetário, só por sí, não resolver a falta de voluntários, nem ser uma compensação adequada relativamente ao esforço efectuado neste período, consideramos que é um passo importante no sentido de compensar quem se dispõe a sacrificar o seu tempo e a sua segurança para que uma época sempre trágica em termos de acidentes rodoviários se torne mais segura.

Não tem havido por parte do Estado um esforço adequado para compensar, seja do ponto de vista financeiro, seja a nível social, aqueles que optaram pelo voluntariado e que desempenham funções que, de outra forma, dificilmente seriam realizadas caso implicassem os custos de uma actividade remunerada para a qual as verbas são virtualmente inexistentes.

Espera-se que este seja apenas um primeiro passo e que, para além da vertante financeira, o Estado encontre outras formas de mostar o apreço e respeito que as missões de voluntariado merecem.

Helicópteros SIV sem médico a bordo - 2ª parte


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Helicóptero do INEM

Os três helicópteros SIV, após a aquisição que será feita através de concurso internacinal, ficarão baseados no Norte, Centro e Sul do País e serão utilizados quando a deslocação for considerada demasiado longa ou demorada para uma viatura que se desloca em estrada.

Esta é mais uma forma de obviar ao encerramento de centros de saúde e de urgências, mas dificilmente poderá devolver às populações a confiança que tinham nas unidades que funcionavam em permanência na sua região.

A agravar o problema, existe o condicionante de os helicópteros não poderem operar em quaisquer condições, de serem em número reduzido, facto agravado devido a necessidades de manutenção ou reparações, e de não transportarem um médico a bordo, do que resulta um risco acrescido para os pacientes que estiverem a bordo.

Por outro lado, o transporte de pacientes não pode ser, dependendo da situação concreta, efectuado à velocidade máxima e a todas as altitudes, pelo que a duração do trajecto pode ser muito superior à estimada pelo INEM.

Existe ainda o problema de, ao contrário do transporte terrestre, o helicóptero não poder parar imediatamente, em caso de necessidade, ou de recorrer a qualquer posto de urgência, muitos dos quais não têm locais de aterragem nas proximidades.

Devemos dizer que, a presença de um médico a bordo parece essencial, tal como é, numa menor escala nas viaturas SIV que surgem como uma versão pobre das VMER, mas havendo falta de clínicos, seriamos favoráveis a que estes transitassem, mesmo que provisoriamente, das VMER para os helicópteros.

A ideia de não alocar a melhor tripulação possível aos meios mais dispendiosos parece absurda, contraria o próprio senso comum e surge como uma opção inaceitável, colocando em risco quem seja transportado a bordo de um helicóptero sem a devida assistência.

quinta-feira, dezembro 20, 2007

Blusão de alta-visibilidade em promoção


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Blusão de alta-visibilidade em promoção no EBay

Já apresentamos vários modelos de blusão de alta-visibilidade mas, nesta época de Natal em que a ideia para uma prenda útil em de valor não muito elevado, optamos por sugerir um que encontramos em promoção no EBay inglês, onde é vendido por perto de oito libras, correspondendo a uma dúzia de euros a que acrescem portes.

Sendo pouco vulgar entre nós, mas bastante popular em Inglaterra em países do Norte da Europa, os blusões de alta visibilidade obedecem às mesmas normas (EN471) dos coletes obrigatórios e são uma alternativa a estes durante os meses de Inverno, quando o frio e a chuva requerem maior protecção e o conforto adicional de uma peça de roupa quente e impermeável.

Estes blusões existem em modelos curtos e longos, sendo semelhantes aos utilizados pelos elementos de vários serviços de emergência, mas, como é lógico, não incluem distintivos ou logotipos de qualquer entidade.

Mesmo sabendo que os portes podem ser algo elevados, quando comparados com o preço do blusão, podemos estar diante de um valor total de 20 a 25 euros, aceitável para uma prenda de Natal, e que contribuirá para a segurança de quem a receba.

Helicópteros SIV sem médico a bordo - 1ª parte


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Helicóptero Bell UH-1D do INEM

Os helicópteros de Suporte Imediato de Vida (SIV), com que o Ministério da Saúde pretende resolver o problema do encerramento de urgências e a prestar socorro no Interior do País, não incluirão na tripulação nenhum médico.

Esta decisão surge na linha adoptada pelo Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) quando decidiu que as tripulações das novas viaturas SIV dispensam a presença de um médico, mas incluirão um enfermeiro com formação e treino para praticar o que foi descrito como "alguns actos clínicos".

As SIV diferem das Viaturas Médicas de Emergência e Reanimação (VMER) pela ausência de um médico e de equipamentos cujo manuseamento implica a presença de alguém com formação em medicina, mas continuam a dispor de meios para reanimar ou entubar um paciente, para o que foi dada formação ao técnico que incorpora a tripulação.

Segundo a direcção do INEM, esta opção tem a concordância dos médicos do próprio instituto, considerando que há um conjunto de actos que podem ser efectuados por técnicos treinados e não apenas por clínicos.

A justificação da direcção do INEM vem na sequência das acusações da Ordem dos Médicos (OM), que já se havia insurgido contra as viaturas SIV devido à ausência de um médico na tripulação, sendo perfeitamente expectável que estas fossem estendidas aos helicópteros que actuam segundo a mesma filosofia.

Para a OM este "é um acto criminoso do INEM e do ministro da Saúde", que coloca em risco a vida de quem é transportado, que será, normalmente, alguém em estado grave que obriga a uma evacuação aérea, e avisou os médicos para a responsabilidade de dar aconselhamento telefónico aos actos praticados nas viaturas e helicópteros SIV.

Para a OM, médicos que dêm apoio ou aconselhamento telefónico, afastados dos pacientes, estão "exclusivamente por sua conta e risco e contra o parecer técnico da Ordem dos Médicos".

quarta-feira, dezembro 19, 2007

Cuidado com os endereços falsos na Internet


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Um nome conhecido ligeiramente modificado

É sobretudo nesta época de Natal que surgem os maiores perigos para quem navega na Internet, com um fenómeno designado por "typo-squating" que pretende enganar os cibernautas através de pequenas variações em nomes de "sites".

Basicamente estamos a falar de erros ortográficos intencionais ou da adição de um nome conhecido a uma expressão, de modo a que um simples erro de digitação leve a que o cibernauta vá ter a um "site" que não o pretendido.

No exemplo que consta da imagem, um erro ortográfico em que um "o" é substituido por um "p", algo que é fácil de acontecer pois as teclas estão lado a lado, pode levar-nos do "site" de uma conhecida empresa a operar na área da segurança e dos antí-virus para outro que nada tem a ver com o nome que pretende simular.

Muitos destes "sites" são inofensivos, tendo o objectivo de conseguir o maior número de visitas para um espaço publicitário, mas outros há que tentam enganar os cibernautas e podem solicitar dados pessoais ou informações bancárias que possam ser usados em fraudes ou que utilizarão o endereço de correio para o envio de mensagens indesejadas.

Este é um perigo que afecta a rede global, mas estudos da McAfee colocam Portugal entre os países mais vulneráveis, colocando-nos entre os cinco países de maior risco, excluindo os Estados Unidos.

Assim, para além de cuidado na digitação de endereços dos "sites", sugerimos que, em caso de dúvida, recorram a uma pesquisa no Google, que fará a necessária correcção e apontará ou sugerirá a direcção certa, avisando para eventuais perigos na navegação.

Será também de manter o nível de segurança do "browser" em médio-elevado, recusando correr "scripts", instalar programas ou mesmo receber "cookies", de modo a que uma eventual infecção seja evitada.

Tal como mencionamos anteriormente, são vários os perigos existentes, mas com atenção, um anti-vírus actualizado, um programa de detecção de "spyware" e, sobretudo, bom senso e prudência, a navegação na Internet pode ser considerada como segura e a probabilidade de um problema é extremamente baixa.

Mais um bombeiro perde a vida em missão de socorro


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Operações de socorro após o acidente

Um bombeiro perdeu a vida durante uma missão de socorro, quando se dirigia ao local de um dos muitos acidentes de viação que ocorreram durante o dia de ontem, com a chuva, gelo e frio a afectar as condições de circulação nas estradas.

A ambulância, ao serviço do Instituto Nacional de Emergência Médica, em que seguia a vítima mortal despistou-se em Abrantes, na saída da A23, sentido Sul-Norte, que iria prestar auxílio a automobilistas envolvidos nos vários acidentes provocados por derramamento de gasóleo na via.

O bombeiro ainda foi transportado com vida para o Hospital de Abrantes, mas acabou por morrer em virtude dos ferimentos sofridos.

Do despiste da ambulância resultaram ainda dois feridos graves, enquanto os restantes acidentes, que envolveram seis veículos, provocaram seis feridos ligeiros.

No socorro às vítimas destes acidentes participaram 34 bombeiros e 12 viaturas dos Bombeiros Municipais de Abrantes e Voluntários do Sardoal, Constância e Vila Nova da Barquinha, par além de 30 elementos de forças policiais.

Entretanto, elementos da investigação criminal da Esquadra de Abrantes da Polícia de Segurança Pública já terão identificado o responsável pelo derramamento de gasóleo que provocou esta sequência de despistes.

Não temos, neste momento, informações que possam confirmar ou desmentir se os tripulantes usavam cintos ou se a ambulância oferecia todas as condições de segurança exigíveis para deslocações de carácter urgente nas difíceis condições em que muitas vezes têm que operar, mas uma observação do estado do veículo após o acidente não pode deixar de levantar algumas questões.

As consequências para a tripulação parecem pouco consistentes com os danos materiais, a avaliar pelo estado da ambulância, que não parece ter sofrido danos estruturais nem excessiva deformação da carroçaria, pelo que teremos que equacionar outra vez a possibilidade de os cintos de segurança não estarem a ser utilizados.

A questão da utilização dos cintos em veículos de socorro ou em outras missões urgentes, como no caso das forças policiais, já foi diversas vezes abordada e continuamos a ser da opinião que o lapso de tempo correspondente à sua colocação dificilmente será decisivo para os resultados da missão.

Em contrapartida, a opção pela não utilização dos cintos, fruto de uma mentalidade e de hábitos enraizados, tem, muitas vezes consequências graves para as tripulações, que ficam sofrem graves lesões em acidentes de que resultam danos pouco significativos para o veículo.

Consideramos que o uso ou não dos cintos é, sobretudo, uma opção que pouco tem a ver com a rapidez com que o veículo é posto em movimento, facto sobretudo visível quando este tem motor a diesel, no existe um lapso de tempo de pré-aquecimento que corresponde a escassos segundos, mas que pode ser aproveitado para colocar os cintos de segurança.

Mesmo correndo o risco de sermos repetitivos, esta é uma questão da maior importância que as estruturas hierárquicas deviam analisar e decidir, optando por uma solução que garanta, tanto quanto possível, a segurança de todos quantos participam em missões de socorro.

terça-feira, dezembro 18, 2007

Suporte para hi-lift


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Suporte para "hi-lift"

Existem diversos modelos de suporte para os "hi-lift" disponíveis no mercado, alguns bastante conhecidos, outros menos convencionais mas que não deixam de ser interessantes.

Este modelo permite acomodar objectos com diametros entre os 25 e os 40 mm, mas pode ser esticado até aos 64 mm, de modo a que utensílios comuns, como pás, picaretas ou os "hi-lift" possam ser transportados em segurança.

Também é possível usar estes suportes para o encaminhamento de tubagens, sendo que a sua construcção evita qualquer corrosão.

Cada um dos suportes tem capacidade para 10 kg, pelo que com dois é possível transportar um equipamento com até 20 kg de peso.


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Esquema de funcionamento do suporte

A instalação dos suportes é extremamente simples, bastanto um parafuso, porca e uma anilha para o fixar no local desejado, podendo sistema de fixação ser colocado em qualquer direcção sem problemas de maior.

Após colocar o objecto no suporte, basta puxar a lingueta de modo a apertar de acordo com o pretendido, ficando este fixo no suporte.

Este modelo custa perto de 15 euros, a que acrescem portes, e inclui 4 suportes, o que permite instalar um par de "hi-lifts" ou outros equipamentos ou utensílios, fixando-os com solidez num veículo.

Para além de substituirem o convencional macaco utilizado na maioria dos veículos, o "hi-lift" permite realizar um conjunto de tarefas, mesmo na área do socorro, pelo que a sua existência em todas as viaturas todo o terreno será aconselhável.

Localizadores pessoais já só custam 200 euros


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Localizadores pessoais Globalsat

Após alguns meses, os localizadores pessoais da Globalsat TR-101e TR-102 já podem ser adquiridos no EBay por preços que começam pelos 190 dólares, o que corresponde, actualmente, a perto de 135 euros, acrescendo portes e impostos.

O preço mais atractivo será o de perto de 1.900 dólares por um conjunto de 10 TR-102, adequado para instituições, corporações de bombeiros, clubes ou, eventualmente, para revenda, mas os valores agora praticados já permitem a aquisição de um destes equipamentos pelo preço de um telemóvel de gama média.

Nunca é fácil calcular o custo final, mas podemos estimá-lo em 260 a 270 dólares, que arredondamos para as duas centenas de euros, sendo que este será o valor deste tipo de equipamento que se encontra preparado para funcionar em todo o Mundo.

Os localizadores pessoais são uma integração de um receptor de GPS com um telemóvel que, recorrendo a uma rede de GSM ou de GPRS permite que estejam permanentemente georeferenciados, com possibilidade de a posição ser afixada num programa informático como o Google Earth, de modo a integrar-se num mapa virtual.

As aplicações são inúmeras e podem ser tão variadas como o acompanhamento de crianças ou idosos, o seguimento de veículos ou a coordenação de operações num cenário de crise, sendo fácil de imaginar várias outras situações onde os localizadores podem ser extremamente úteis dada a sua maior precisão quando comparados com outros métodos de referenciação geográfica.

Não vamos alongar-nos relativamente ao funcionamento do Globalsat nem às funções específicas de um localizador pessoal, mas sugerimos que, como alternativa a um telemóvel, esta seja uma opção a ter em conta na altura de adquirir um modelo novo, certos de que providenciará uma muito maior segurança para o utilizador.

segunda-feira, dezembro 17, 2007

Mais uma alternativa para uma caixa interna para os Série


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Caixa militar no EBay

Na sequência de um texto recente, optamos por pesquisar uma caixa alternativa, cujas dimensões se aproximem mais das que constam do projecto que realizamos.

Das dimensões do modelo mais recente que descrevemos, resulta uma volumetria francamente inferior, resultante sobretudo de uma muito menor altura, o que restringe em muito a sua utilidade e o tipo de objectos que podem ser colocados no interior.

Hoje, optamos por apresentar um modelo em aço, de construção extremamente resistente, originalmente destinada ao transporte de munições, que se vende em condição de usada em muito bom estado por um valor que ronda os 15 a 20 euros.

A dimensão de 58 x 26 x 22 centímetros torna-a bastante adequada, quase feita por medida, para ser colocada do local pretendido, ou seja, sobre a cava da roda de um Série de caixa curta sem bancos traseiros e sem interferir com a entrada do depósito de combustível.

Esta caixa tem pegas de transporte, algo inúteis para quem a quer fixar de forma permanente e pode ser fechada através de um sistema de cadeado, tornando-a num sistema de armazenamento seguro e espaçoso, capaz de albergar a maioria das ferramentas ou utensílios transportados num Série.

Esta será, sem dúvida, uma das melhores alternativas para quem pretenda colocar uma caixa segura num Série e não pretenda ou não possa efectuar um projecto ou, com base nos esquemas que publicamos, encomendá-la a um serralheiro.

Estatísticas de mortos em acidentes: 1.000 ou 2.500


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Acidente de viação em Portugal

Num recente artigo publicado no semanário "Expresso" era mencionada uma realidade que há muito denunciamos, nomeadamente o facto de as estatísticas de vítimas de acidentes rodoviários em Portugal ocultarem o verdadeiro número de vítimas mortais.

Com excepção da Polícia de Segurança Pública (PSP) de Lisboa, não há acompanhamento da evolução do estado das vítimas, sendo que apenas as que perdem a vida na altura do acidente serão contabilizados como mortes.

Segundo os dados da PSP, serão mais de metade os feridos graves que acabam por falecer no primeiro mês de internamento hospitalar, pelo que, não havendo dados dos vários distritos, será sempre possível fazer uma extrapolação e considerar que 50% daqueles que sofreram ferimentos graves tenham vindo a perder a vida.


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Acidente de viação no Marão

A título de exemplo, no primeiro ano de vigência do novo Código da Estrada, entre Abril de 2005 a Março de 2006, os dados da Direcção Geral de Viação contabilizam 36.642 acidentes com vítimas, de que resultaram 1.003 mortos, 3.725 feridos graves e 44.760 feridos ligeiros.

No entanto, ninguém sabe quantos dos feridos graves faleceram em consequência do acidente, pelo que podemos estimar os números extrapolando os dados obtidos pela PSP de Lisboa e projetando-o para o total nacional.

Assim, no período supra citado, teriams não 1.003 mortos, mas 2640, considerando que metade dos feridos graves, que passam de 3.275 para 1638, terão sido, efectivamente, vítimas mortais.

Usando este critério, que sabemos ser menos rigoroso do que o ideal, mas que, sem dúvida traduz melhor a realidade nacional, as estatísticas relativamente ao número de mortes decorrentes de acidentes de viação iriam colocar-nos num lugar muito abaixo da nossa classificação actual, traduzindo uma realidade que muitos pretendem ocultar.

Talvez se houvesse uma maior transparência e fossem revelados dados perto da realidade, a sensibilização dos condutores fosse mais fácil do que quando se tenta transmitir a ideia absolutamente ilusória de que os números, por graves que sejam, estão muito abaixo dos quase 2.500 mortos que resultam de uma projecção.

domingo, dezembro 16, 2007

Já está disponível a versão Beta do Firefox 3


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Écran do Firefox 3

Já está disponível para "download" a versão Beta do Firefox 3, um dos mais populares "browsers" da actualidade e um sério concorrente do Internet Explorer.

Lembramos que o Firefox implementou um conjunto de funções, como a leitura de "feeds" RSS ou o sistema de "tabs" antes do "browser" da Microsoft, que só na versão 7 passou a disponibilizar aquilo que era então já padrão na concorrencia.

Apesar das suas capacidades e da inegável rapidez, o Firefox sempre se deparou com a dificuldade de concorrer com um produto instalado juntamente com o Windows, tendo apenas ganho alguma vantagem durante o período de tempo em que era necessário validar o sistema operativo para instalar o Internet Explorer 7.0.

Sugerimos que testem o Firefox, mesmo sabendo que esta é ainda uma versão Beta, pois resultados com as versões anteriores apontam para uma menor vulnerabilidade quando comparado com o produto da Microsoft.

O País dos pequenos feudos - 5ª parte


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Vassalagem perante um senhor feudal

Mas será injusto pensar que é apenas o vassalo a depender do seu senhor, quando, efectivamente, existe uma relação de interdependência que roça a simbiose.

Sem poder apresentar ao seu suserano os respectivos vassalos, sem a sua obediência e o seu serviço, bem como o peso dos números daqueles que dele dependem, todo o sistema feudal se desmorona, deitando por terra não apenas as relações de interdependência e de poder, mas também a forma de relacionamento pessoal que serve de base à convivência entre os membros de cada grupo assim constituido.

Temos, pois uma nova forma de feudalismo, baseada em micro-sistemas de dependência hierárquica, de subserviência funcional e de vassalagem orgânica, cada vez mais como base da estrutura do Estado e, através deste, da própria sociedade, obrigando quem dela quer beneficiar a submeter-se e integrar-se nesta teia de relações e interesses.

Talvez esta seja uma forma algo cruel de descrever parte da nossa sociedade, sobretudo no respeitante ao sector Estado e à cada vez maior partidarização que este sofre, mas a alternativa seria um paralelo com algo de bem pior o que, a bem ver, talvez até seja uma comparação mais exacta com o que a realidade nos apresenta.

sábado, dezembro 15, 2007

Geolocalização via WiFi chega a Portugal


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Mapa de cobertura do Loki para Lisboa

O Loki, um sistema de localização que dispensa o uso de GPS e recorre a um sistema de triangulação de antenas WiFi para determinar a posição de um computador ou de um PDA, já incluiu a cidade de Lisboa entre as zonas cobertas pelo sistema, conforme o mapa anexo.

não é a primeira vez que abordamos este interessante "add-on" que se assume como um GPS virtual, tendo no passado referido algumas das suas limitações, como a menor precisão quando comparado com um receptor convencional, mas a possibilidade de operar dentro de paredes.


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Écran do Windows Mobile

A versão de "software" actualmente disponível é a 2.0, existindo em versão para Microsoft Windows, para Macintosh e para Windows Mobile, sendo que no primeiro caso obriga a ter instalado o Windows XP com o Service Pack 1 e Internet Explorer 5.5 ou superior.

A versão para Windows Mobile, presente na maioria dos PDA's e em diversos outros equipamentos móveis, é particularmente interessante e a que pensamos ter maior interesse, adequando-se a diversas funções e podendo vir a substituir os GPS convencionais por um sistema interactivo e em permanente actualização.

Ainda não tivemos ocasião de testar o Loki em Lisboa, mas deixamos desde já esta sugestão que pode ser uma alternativa interessante e que começa a ser cada vez mais explorada pelos utilizadores de equipamentos com WiFi.

sexta-feira, dezembro 14, 2007

Emblema de Técnico de Emergência de Nova Iorque


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Emblema de EMT de Nova Iorque

Os emblemas sempre foram uma das escolhas favoritas dos colecionadores, sendo extremamente populares em países onde a variedade é mais abundante, como acontece nos Estados Unidos, onde a cada estado ou condado corresponde, na maior parte dos casos, a um exemplar único.

Como exemplo, optamos por apresentar o distintivo de um técnico de emergência médica (EMT) do estado de Nova Iorque, que desempenha funções de socorro que podemos equiparar, genericamente, ao nosso Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM).

Este distintivo é metálico, maciço, com perto de 6 centímetros de altura e incluiu o número atribuido ao portador, situação comum nos Estados Unidos e que facilita a identificação do mesmo junto do público.

No verso, existe um alfinete com fecho de segurança que pode ser usado para prender o emblema numa peça do uniforme ou a um suporte apropriado que permita utilizar no cinto, fixo através de um "clip" ou suspenso por uma correia em redor do pescoço.

Este e outros modelos podem ser obtidos no EBay alemão ou em lojas da especialidade "on-line" a preços que começam nos dois a três euros, a que acrescem portes, pelo que começar uma colecção ou elaborar um expositor com alguns exemplares diferentes será pouco dispendioso e uma forma interessante de decorar uma parede de um escritório ou de uma habitação.

Microsoft, Nokia e TomTom adquirem empresas de mapas digitais


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Écran com menus do Multimap

A Microsoft comprou a Multimap, uma das principais empresas britânicas que desenvolvem trabalhos e investigação no desenvolvimento de mapas "on-line".

Ainda não foram divulgados os montantes envolvido na aquisição da Multimap, que vem complementar a oferta da Microsoft na área de aplicações como o Virtual Earth ou os mapas do Windows Live Search.

O interesse da Microsoft pela Multimap terá, sobretudo a ver com o "know-how" da empresa que opera num sector onde produtos como o Google Earth tem sido o líder do mercado e o preferido pelos utilizadores da Internet.


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Écran de localização do Multimap

Recentemente, a Nokia adquiriu a Navteq, num negócio que envolveu 8.100.000.000 de dólares e a TomTom comprou a Tele Atlas, demonstrando que este mercado tem uma especial vitalidade e que é cada vez mais necessário reforçar a excelência dos produtos de forma a enfrentarem uma competição extremamente agressiva.

Esta é uma área em franco crescimento, sendo a utilização de mapas digitais cada vez mais popular com a difusão de GPS e de telemóveis inteligentes, com capacidade de geolocalização através do sinal das antenas GSM.

O aumento exponencial da utilização de mapas digitais e a sua inclusão num cada vez maior número de dispositivos móveis é uma das tendências que esperamos para os próximos anos, mesmo sabendo que a privacidade vai sendo menor, em prol de uma maior segurança que é dada pela permanente geolocalização de quem possua um destes sistemas.

A questão da localização de pessoas e objectos, essencial para a segurança em muitas circunstâncias, é um tema que temos vindo a abordar e a que voltaremos em breve, nomeadamente no respeitante à cada vez mais presente referenciação geográfica de telemóveis, que tem vindo a ser cada vez mais discutida nos meios de comunicação social.

quinta-feira, dezembro 13, 2007

Internet Explorer Google Toolbar Beta


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Google Toolbar

O Google apresentou uma nova versão, ainda Beta, do seu Toolbar para o Internet Explorer da Microsoft, onde o conjunto de utilitários e de pequenas aplicações disponíveis é o ponto forte.

Possibilidades como as de gravar defenições "on-line", mantendo a informação dispnível para diferentes computadores, vem complementar o esforço do Google para tornar a navegação independente do dispositivo físico.

É, ainda, possível colocar botões configurados ou defenidos pelo utilizador, que incluem sistemas de pesquisa ou leitura de "feeds" RSS, mas também incluir novas aplicações ou "gadgets" que podem ser programados pelos próprios utilizadores.

O Google Notebook está agora incluido no Toolbar, facilitando a gravação de conteúdos "on-line" no computador e existe um sistema de pesquisa de novas aplicações compatíveis com a nova barra de tarefas.

O Google Toolbar também passou a incluir sugestões de navegação, em vez de um simples erro de página ou "site" não encontrado, enquanto mantém todas as características originais das primeiras versões, que vão desde o bloqueio de "pop-ups" até ao completar de campos, passando pela correcção ortográfica.

É também objectivo desta Toolbar tornar a navegação mais segura, detectando algumas das habituais ameaças, particularmente intensas nesta época de Natal.

Quem tenha o Internet Explorer e for adepto deste tipo de "add-ons", pode obter a nova versão e testá-la, esperando-se que brevemente uma versão defenitiva e nas várias línguas estejam disponíveis.

Nokia desenvolve telemóvel com sensor ambiental


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O Nokia Eco Sensor Concept

O fabricante sueco Nokia tem vindo a desenvolver um conceito de telemóvel considerado mais seguro para a saúde do utilizador e amigo do ambiente.

Para além de construido, tanto quanto possível, com materiais reciclados, o novo modelo implementa um conjunto de funções de monitorização das condições atmosféricas locais e terá um consumo energético reduzido.

O conjunto de funções integram-se no "Eco Sensor Concept", que também inclui sistemas de avaliação das condições meteorologicas, integrando um sensor alimentado a energia solar e têm capacidade de monitorar a saúde do utilizador, avaliando um conjunto de funções vitais, como o ritmo cardíaco.

O sensor incluido no novo modelo também regista valores ambientais, como temperatura, a humidade, níveis de monóxido de carbono, qualidade do ar e nível de radiações ultravioleta.

Mais do que as inovações presentes, é objectivo da Nokia expor um conjunto de conceitos novos, apresentar pistas e formentar a troca de ideias entre os fabricantes e os utilizadores, de modo a repensar o telemóvel num futuro que se quer sustentável.

Talvez o mais interessante seja a inclusão de um conjunto de dados ambientais que serão da maior utilidade em diversas situações, sendo que, caso esteja implementada a possbilidade da sua transmissão automática, viria a resolver alguns problemas que hoje implicam a instalação de estações de recolha dados cujo sistema de comunicações é complexo e dispendioso.

Este é um projecto que convém acompanhar, pois um simples telemóvel poderá fornecer dados importantes na informação, por exemplo, de níveis de risco, sendo que associados a um sistema mais complexo, poderão servir de base a um conjunto de implementações a nível da Protecção Civil.

quarta-feira, dezembro 12, 2007

Partido Político - Sociedade Anónima


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Uma sessão na bolsa de Nova Iorque

O Líder estava desgostoso, frustrado pelas sondagens que não lhe dão a popularidade que ambiciona e distante de qualquer aspiração ao poder e, sobretudo, do mérito que julga possuir.

Também já não se sente estimulado quando o chamam "presidente" ou "secretário-geral", epítetos que de tão gastos já pouco prestígio encerram, sonhando agora com títulos que misturem o prestígio e a actualidade.

Mesmo a sede, onde repousa a história do partido, parece ultrapassada e cheia de fantasmas de um passado com que não se identifica, incapaz de albergar os serviços que imagina para o futuro e, menos ainda, sem possibilidade de albergar os eventos sociais a que almeja.

Talvez o passo seguinte seja converter o vetusto partidos político, cuja estrutura organizacional há muito está ultrapassada, numa sociedade anónima, dirigida por um "chairman" ou por um "Chief Executive Officer" (CEO), que permita afastar-se do abismo em que a impopularidade o faz mergulhar.

Ocorre-lhe que a etapa subsquente será a de cotar um partido na Bolsa de Valores, atribuindo acções aos militantes-accionistas que poderão reforçar o seu peso político adquirindo mais acções, transacionveis ao valor de mercado.

Esta possibilidade poderia parecer chocante aos mais puristas, é bem mais transparente do que pagar quotas a militantes falecidos, que nem depois de partir deste Mundo podem repousar em paz, longe das controvérsias e dos escândalos que o seu voto involuntário apoiou.

E tal como acontece com os clubes de futebol, boa parte do valor das acções depende dos resultados, das sondagens, novas contratações, leia-se adesões, ou outros factores que podem condicionar o valor daquilo que passa a ser muito mais do que um simples capital político.


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O jogo da bolsa em computador

Mais do que simples acções transacionáveis, estas poderão, em determinadas alturas, normalmente coincidentes com vitórias eleitorais, dar um dividendo especial, também conhecido como cargo de nomeação política, a que corresponde, tipicamente, a valorização da carteira de investimentos de cada accionista.

Teremos, portanto, aquisições, fusões, "spin-off's", as inevitáveis OPA's, provavelmente hostís, e toda uma série de operações financeiras taxáveis, tão do agrado do Ministério das Finanças, que assim encontrará uma nova forma de receita, não obstante as isenções fiscais que rodeiam certas actividades especulativas muito especialmente quando esta é de carácter político-partidário.

Temos, portanto, o partido-empresa, uma sociedade anónima de capitais privados que será regido por um conjunto de regras mais exigentes do que as ditadas por um orgão de nomeação política, como o Tribunal Constitucional, passando a ser supervisionado pelos especialistas da Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), do que resulta uma maior transparência para todos.

Podem, alguns, criticar esta opção que parece fazer desaparecer qualquer conteúdo programático, mas com a ideologia cada vez mais esquecida e as diferenças entre as várias forças partidárias cada vez mais ténues, tornando-as quase indistintas no conteúdo, será esta uma das formas de atrair novos interessados para a vida política, dando-lhes de forma legítima, clara e transparente o que muitos nem nos seus mais recondidos sonhos confessam.

terça-feira, dezembro 11, 2007

Memória selectiva


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Fogo florestal durante a noite

O ministro da Administração Interna (MAI), Rui Pereira, voltou a congratular-se com os resultados obtidos este ano no combate aos incêndios florestais, salientando a melhoria da cooperação e da coordenação entre as várias entidades que integram a Protecção Civil.

O titular do MAI recordou, mais uma vez, que estão previstos investimentos em meios para as forças de segurança e serviços de Protecção Civil, que vão ser reforçados até 2013 com 150.000.000 de euros, provenientes de fundos da União Europeia, a que acrescem mais 40.000.000 do Estado português.

Para o responsável do MAI "nunca mais vamos assistir à atrapalhação e desorganização de anos anteriores" pois "existe actualmente um clima de boa coordenação entre todos os agentes".

O ministro fez estas declarações durante a inauguração do quartel dos bombeiros de Vila Viçosa, cujo valor de 1.000.000 de euros, foi suportada em 50% pelo Estado, sendo o restante proveniente da venda do antigo quartel à autarquia para ser instalado o posto da Guarda Nacional Republicana.

Cerca de duas semanas após o pior mês de Novembro de que há memória em termos de incêndios florestais, o MAI parece já ter esquecido as dificuldades que então se viveram após grande parte do dispositivo ter sido desmobilizado, bem como a necessidade de proceder a reforços ou a queda de um helicóptero.

Enquanto se espera pelos resultados dos inquéritos e por uma avaliação isenta da campanha do Verão passado, resultados conjunturais são exibidos por quem pouco ou nada contribuiu para os excepcionais números verificados em 2007 em termos de ocorrências e de área ardida, pelo que nos interrogamos sobre os comentários e desculpas que ouviremos caso no próximo ano se verifiquem piores resultados no combate aos fogos.

Felizmente, a memória humana é selectiva e acontecimentos tramáticos ou simples más recordações tendem a ser apagadas, sendo o espaço vazio preenchido por um conjunto de fantasias que, podendo ser inofensivas na maioria dos casos, são de extremo perigo quando protagonizadas por alguém com poder político.

Época de Natal deve ser sinónimo de alerta contra fraudes "on-line"


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O computador, por vezes um cenário de crime

É nesta altura de Natal, em que o consumo aumenta e o comércio electrónico apresenta um maior número de transações, que se torna necessário maior cautela nas compras via Internet.

Todos os anos, sucessivamente, se têm verificado novos máximos em termos de comércio electrónico, estimando-se mais de 20.000.000.000 de euros em 2007, com uma concentração maior na época natalícia que acaba por ser a mais propícia a fraudes.

De entre os factores de risco existe a tendência para um menor cuidado nas compras de última hora, com menos atenção na verificação da idoneidade dos "sites" e a sua detecção tardia quando efectuadas via cartão de crédito, normalmente só detectadas quando o extrato chega às mãos do titular.

Na época de Natal, com férias, pontes e atrasos na correspondência, para além de um maior número de transações, que pode quase camuflar as que não foram da iniciativa do titular do cartão, é fácil que este só entre 30 a 45 dias após uma fraude se aperceba do sucedido, dando tempo para que a mercadoria seja entregue numa qualquer morada diferente da sua.

Este ano, estima-se que o aumento em termos de fraudes electrónicas chegue aos 20% relativamente ao ano de 2006, em parte porque a maioria das vítimas se limita a confiar na entidade emissora do cartão de crédito ou no comerciante que recebe o pagamento e não se assume como parte activa no combate à fraude.

Nos "sites" que temos mencionado em diversos artigos, os pagamentos são efectuados através de sistemas de processamento seguros, que tornam a fraude virtualmente impossível, sendo esta uma segurança adicional relativamente à implementada pelos emissores dos cartões de crédito e do Paypal, caso esta seja a opção utilizada.

segunda-feira, dezembro 10, 2007

Proíbida contratação de médicos de países sub-desenvolvidos


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Atendimento médico em África

Um dos principais problemas com que os países sub-desenvolvidos se deparam é a falta de pessoal qualificado, sobretudo na área da saúde, algo que é agravado pela contratação destes profissionais por parte de países comparativamente mais ricos e que podem oferecer melhores condições.

Para muitos países, o esforço no sentido de formar e qualificar profissionais é imenso e desproporcionado, comprometendo preciosos recursos que, muitas vezes, não representam uma melhoria efectiva das condições de vida das populações, dado prestarem pouco tempo de exercício da sua profissão antes de serem atraidos por contratos de trabalho vantajosos provenientes da Europa ou dos Estados Unidos.

A decisão de tomar medidas no sentido de parar a sangria de pessoal qualificado, impondo restrições em contratações que impliquem a sua saida do país de origem é bem vinda e necessária para evitar este autêntico flagelo, apesar de poder colidir com a liberdade individual de cada profissional.

Compatibilizar estas duas vertentes é, sem dúvida, complexo, pelo que somos favoráveis a que, como contrapartida pela sua formação, exista uma obrigatoriedade de prestar serviço na área da especialidade durante um número de anos que rentabilize o investimento feito, após o que estes profissionais estariam livres para optar por uma carreira no estrangeiro.

Esta hipótese deve ser, obviamente, encarada com cautelas, dado que, após os anos de trabalho, estes serão profissionais cuja experiência é necessária para a formação de novos técnicos e para o desempenho de funções de chefia, coordenação ou para as quais seja necessária uma maior especialização.

Estamos, no entanto, crentes que após alguns anos de carreira e a possibilidade de ascender a cargos de maior relevo, serão numerosos os que escolham ficar nos países de origem, desempenhando funções mais qualificadas e melhorando o nível de vida das populações.

Há muito que este tipo de medida se impunha, sendo escandaloso que países desenvolvidos subsidiassem a formação em nações pobres para, no termo do processo de aprendizagem, recuperarem os formandos, obtendo assim mão de obra especializada a um baixo preço.

Espera-se que se passe rapidamente das palavras aos actos, repondo alguma justiça e favorecendo os cuidados de saúde entre os que mais necessitam.

Caixas de arrumações para Série no EBay


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Caixas de munições no EBay

Um problema comum aos proprietários dos Land Rover Série é a falta de um local onde colocar, com alguma segurança e fora da vista dos amigos do alheio, aquelas peças ou equipamentos que são normalmente transportados em qualquer veículo.

Sabendo que o compartimento existente sob o banco não permite grandes arrumações, vários fabricantes fornecem soluções diversas que, não obstante a sua qualidade, tendem a ser demasiado dispendiosas, pelo que a opção tende a ir no sentido de uma caixa feita à medida ou por uma de proveniencia militar.

Por 15 libras, mais portes, podem ser adquiridas no EBay inglês 3 caixas de munições em metal com um comprimento 665 mm, largura de 250 mm e com 140 mm de altura, sendo este uma solução comparativamente acessível, não obstante o preço do envio para Portugal.

Com base em experiências anteriores, é expectável que os portes andem pelas 25 libras, chegando-se a um total de 40 libras ou 60 euros para um conjunto de 3 caixas, resultando em perto de 20 euros por caixa.

Estas caixas podem ser aparafusadas sobre as cavas das rodas traseiras, no caso dos Série que não tenham bancos instalados, aproveitando os orifícios de fixação existentes, ficando abaixo da face relativamente à caixa de carga, portanto sem constituir um obstáculo ou destoar em relação ao veículo.

Como contraponto a uma caixa que planeamos, este é um modelo sólido, bem executado e cujas medidas são aceitáveis para muitos, se bem que inferiores às que pretendiamos, podendo ser uma solução adequada para os proprietários dos Série de 88".

domingo, dezembro 09, 2007

Range Rover da Bburago à escala 1/24


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Range Rover em versão Experience

O Range Rover na sua versão de 1984 continua a ser um dos todo o terreno mais populares e com maior número de adeptos, pelo que é a sua reprodução em miniatura é uma escolha natural para qualquer fabricante.

A Bburago, uma marca italiana que conhecemos há muito, tem no seu catálogo diversas versões, incluindo uma sem decorações adicionais, a da "Land Rover Experience", uma da Polícia inglesa e outra de bombeiros, sendo possível adquirí-los montados ou em "kit", com as partes metálicas já devidamente pintadas.

Os dois modelos que apresentamos são ambos em "kit", com diversos acessórios e decoração específica, com carroçaria em metal pintado, jantes e peças metalizadas, pneus em borracha e interiores em plástico.


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Range Rover em versão dos bombeiros

Apesar de serem para montar, estes modelos não oferecem dificuldades de maior e são adequados para principantes, sendo que os mais experientes podem adicionar alguns detalhes, pintar interiores ou melhorar alguns aspectos, de modo a obter um aspecto mais real.

A Bburago é uma das marcas de miniaturas mais acessíveis, possuindo uma gama interessante na qual se incluem outros modelos da Land Rover, como o 109 em versão longa ou o Freelander, também estes disponíveis em várias versões e nas escalas 1/24 e 1/43.

Esta é mais uma sugestão, a acrescentar a outras, que fazemos a pensar no Natal que se avizinha, destinada sobretudo aos adeptos dos Land Rover.
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