sábado, março 25, 2006

Soldados da Paz Comandados pelos Senhores da Guerra


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Bombeiros em acção no Verão de 2005

Depois de ler o comunicado da APBV em relação à nomeação de militares para os Comandos Distritais de Operações de Socorro fiquei desapontado e triste retirando-me a esperança que tinha de que esta Associação pôde-se vir a defender verdadeiramente os bombeiros;

Exmo. Sr. Presidente da APBV

1º Em primeiro lugar, a sua Associação neste momento não representa mais que 400 e poucos bombeiros situação que devia divulgar no comunicado para não confundir os portugueses ainda mais;

2º Essa sua opinião não se revê em grande parte dos seus associados pelo menos em alguns que conheço e gostam dos bombeiros;

3º Será difícil de perceber que todas estas recentes alterações e condicionantes ao nível do INEM das ambulâncias privadas e da criação dos GIPS da GNR, são o inicio do fim dos Bombeiros Voluntários e da sua associação;

4º Em relação aos comandos distritais acha que um GNR da BT tem competências para o cargo???? Exército é mau mas GNR BT é demais... só vejo isto como ignorância e desconhecimento do que é um CDOS e como funciona, e para aqueles que se desculpam com a ideia de que a Protecção Civil não é os bombeiros devem se esquecer que algumas das funções dos comandos distritais são tutelar os corpos de bombeiros e não os restantes agentes de protecção civil;

5º E por último para corrigir o que está mal nunca é tarde e se não remarmos todos para o mesmo lado não vai ser fácil, a união faz a força;

Luís Araújo


Tal como referimos, este espaço de reflexão está aberto a todos os contributos e ao debate, pelo que as opiniões, comunicados ou citações não reflectem necessariamente a nossa opinião, mas com a sua divulgação pretendemos dar voz a todos quantos queiram contribuir para a resolução do problema dos incêndios florestais.

Governo quer reduzir 100.000 hectares de área ardida até 2012


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Bombeiros Voluntários no Verão de 2005

Foi 5ª feira apresentado e disponibilizado para consulta pública o Plano Nacional de Defesa da Floresta Contra Incêndios (PNDFCI), podendo ser descarregado na versão final e integral a partir desta ligação.

Trata-se do mesmo Plano que já fora colocado à disposição de quem o quisesse ler há vários meses, como noticiamos oportunamente, e que agora surge na sua versão defenitiva.

Jaime Silva, Ministro da Agricultura, admitiu, após a sessão do Conselho de Ministros em que o documento foi analisado, que este "consolida as decisões que o Governo vem tomando desde o ano passado".

Portanto, não há medidas realmente inovadoras e a lógica da prevenção assenta em medidas já conhecidas para rentabilizar a exploração da floresta e organizar a sua gestão, como a constituição de zonas de intervenção florestal, a elaboração de planos de gestão, o apoio aos gabinetes técnicos municipais ou a criação de incentivos fiscais.

Quase cinco meses depois de ter sido entregue a proposta técnica do plano elaborada por uma equipa de investigadores do Instituto Superior de Agronomia, o Governo deixou cair as sugestões mais inovadoras a nível organizacionais, para as quais afirma não haver disponibilidade orçamental, e, baixou os objectivos de redução de área ardida.

As metas impostas pelo Governo também ficam aquém do previsto na proposta inicial, elaborada anteriormente pelo Instituto Superior de Agronomia que preconizava reduções anuais de 44.000 hectares até 2008, enquanto a versão final aponta a meta de 100.000 até 2012 e 50.000 até 2018.

O Ministro da Agricultura recusa ter havido falta de ambição e salienta que o Governo não poderia "criar falsas expectativas" e considera ser necessário "ter noção da realidade", salientando que as metas serão revistas anualmente, em função da avaliação que será auditada anualmente por uma entidade exterior ao sistema.

A nível organizativo, prevê-se a criação, na Direcção-Geral de Recursos Florestais, de uma subdirecção de "Defesa da Floresta Contra Incêndios", apoiada por equipas técnicas de operações de prevenção nos distritos, enquanto se melhora a rapidez de intervenção e o rescaldo, com maior participação das Forças Armadas.

Dos 500.000.000 de euros disponibilizados pela União Europeia, entre 2007 e 2013, Jaime Silva prometeu investir "parte importante" na floresta.

O plano agora aprovado em Conselho de Ministros estará durante 30 dias em consulta pública e prevê acções para três vertentes: prevenção estrutural, vigilância e combate onde as falhas a nível de logística deverão ser combatidas através da criação de uma "Estrutura Nacional de Apoio Logístico".

Entretanto, já foram anunciadas medidas, como a atribuição à GNR da vigilância e da primeira intervenção, com a criação do Grupo de Intervenção, Prevenção e Socorro (GIPS), ou redução do IVA de 21% para 5% na floresta.

As opções mais inovadoras, as medidas estruturantes, a colaboração da sociedade civil, a integração da protecção da floresta com o turismo rural e o desenvolvimento do Interior, os incentivos fiscais para voluntários ou a formação, tudo acabou por ficar esquecido, não obstante a insistência com que propusemos soluções alternativas.

Em conclusão, passados vários meses após a apresentação inicial do plano, o Governo reanuncia intenções e mantém basicamente o actual "statuos quo", pelo que o futuro se perspectiva como sombrio.

sexta-feira, março 24, 2006

A opinião no "Verão Verde"


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Incêndios florestais no Verão de 2005

É nossa intenção manter este espaço aberto a todas as opiniões, desde que devidamente identificadas e que não ofendam os princípios fundamentais pelos quais nos regemos.

Assim, temos publicado na íntegra comunicados, informações ou declarações de diversas instituições ou entidades, sempre que estas o solicitam ou sejam considerados relevantes para as áreas que abordamos e independentemente da nossa concordância.

Quem, em nome colectivo ou individual, pretender ver o seu texto ou opinião publicado, com excepção dos comentários que são livres, deverá, portanto, identificar-se e solicitar a inclusão do texto, sendo que esta condição de o fazer sem recurso ao anonimato se destina a enquadrar da melhor forma o conteúdo, de modo a que todos os leitores possam interpretá-lo mais facilmente.

O nosso propósito é divulgar, tanto quanto possível, informações e opiniões que contribuam para o debate da problemática dos incêndios florestais e visem a solução deste constante flagêlo, pelo que todas a colaboração de todos é sempre bem vinda, mesmo que abordem temas colaterais, como a orientação, o todo o terreno ou outros que sejam considerados úteis ou relevantes.

A todos quantos nos enviarem textos para publicação, desde já, o nosso obrigado.

"Site" do Verão Verde novamente operacional


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"Site" do Verão Verde

Após os problemas que mencionamos, o "site" do Verão Verde já se encontra novamente disponível no seu endereço habitual.

No entanto, e porque já não é a primeira vez que surgem problemas, manteremos um "site" de "backup" de modo a poder redirecionar os nossos leitores sempre que tal se justifique.

Criada a Associação Portuguesa de Bombeiros e Técnicos Especialistas


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Associação Portuguesa de Bombeiros e Técnicos Especialistas

A Associação Portuguesa de Bombeiros e Técnicos Especialistas (APBTE) nasceu esta quinta-feira e tem como principal objectivo dar apoio psicológico e técnico, assim como formação, aos bombeiros de todo o país, desde comandantes a cadetes.

A APBTE considera vir preencher a falta de apoio técnico aos bombeiros dizendo que apenas "existe a Liga dos Bombeiros Portugueses que funciona como entidade patronal e a Associação Nacional dos Bombeiros Profissionais que tem uma vertente mais sindical".

Esta nova associação está no "meio" e pretende aumentar o conhecimento quer através da investigação, quer da formação técnica, explicou em primeira mão ao Portugal Diário, Pedro Rios, porta-voz desta iniciativa privada sem fins lucrativo.

Um dos primeiros passos é ensinar os bombeiros a lidar com situações de "stress extremo" para que o cidadão possa ser melhor servido, considerando que uma formação inicial que será completada sempre que os homens no terreno necessitarem.

"Pela primeira vez os bombeiros vão ter ao seu dispor especialistas para dar assistência também a nível psicológico, além de técnico", explicou o responsável.

A Associação está representada na Federação Europeia das Associações de Oficiais de Bombeiros e Portugal é já o mentor do modelo de Control Incident Stress Management (CISM) para a Europa.

"Existe um modelo americano de gestão destas situações, no entanto, na Europa existia essa falha. Portugal assumiu essa responsabilidade de adaptar um modelo mais leve que o americano. Os outros países vão basear-se nos resultados da experiência portuguesa", adiantou.

O apoio psicológico estará também disponível, numa fase posterior, para as vítimas de acidentes e fogos, desde que "não nos sobreponhamos às competências do Ministério da Saúde".

Em cima da mesa também estão protocolos com câmaras ou escolas. "Assim, podemos ser independentes e não depender de subsídios", explicou Pedro Rios.

Apesar do carácter particular, a Associação já pediu audiências com o Serviço Nacional de Bombeiros e Protecção Civil e com o Ministério da Administração Interna.

Os contactos desta Associação, via correio electrónico, são:

Geral – geral.apbte@sapo.pt
Aristides Ferreira – aristides.apbte@sapo.pt
Bruno Brito – brunobrito.apbte@sapo.pt
Eugénio Laborinho – laborinho.apbte@sapo.pt
José Abel Ramos – abelramos.apbte@sapo.pt
Jorge Santiago – jorgesantiago.apbte@sapo.pt
Pedro Rios – pedrorios.apbte@sapo.pt

À nova Associação, desejamos, desde já, as maiores felicidades na prossecução dos seus objectivos e fazemos votos de que desenvolva uma colaboração frutuosa com as suas congéneres e restantes entidades a actuar neste sector.

quinta-feira, março 23, 2006

Governo apresenta plano de incêndios hoje


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Entrada do Ministério da Administração Interna

A dois meses do arranque da fase crítica de época de incêndios florestais, antecipada este ano para 15 de Maio, os ânimos estão mais "quentes" do que nunca.

A Liga acusa o Governo de tratar os bombeiros como "meros números" e avisa que, quando chegar o Verão, pode não haver voluntários suficientes para integrar os dispositivos distritais e nacional.

O ministro António Costa apela ao fim das "guerras de capela" e assegura que não há ninguém "nem acima nem abaixo dos bombeiros".

"Nós não somos um grupo de rapazes endiabrados", disse ontem ao Correio da Manhã Duarte Caldeira, Presidente da Liga dos Bombeiros Portugueses (LBP). "A estrutura do dispositivo de protecção civil sustenta-se em 90% nos bombeiros. Qual é a aposta que o Governo quer fazer nesta força?"

Enquanto se esperam respostas, explica Duarte Caldeira, a LBP vai promover até 7 de Abril uma série de encontros regionais com as corporações de bombeiros.

"Neste momento estamos cansados. Chegou a altura do murro na mesa", assegura o presidente da LBP. "As condições para existir voluntariado para os dispositivos distritais e nacional podem não ficar reunidas", admite Duarte Caldeira, de que pode resultar não haver bombeiros dispostos a combater incêndios para lá da sua área de intervenção, seja freguesia ou concelho.

Os dispositivos distritais ou nacionais, apresentados anualmente e que actuam como colunas de reforço nos maiores incêndios, são compostos por elementos voluntários das corporações, que, segundo o Presidente da Liga "são esses voluntários que podem não aparecer".

Mesmo recusando "estar em guerra com a GNR", o presidente da LBP socorre-se com frequência de comparações com o Grupo de Intervenção de Protecção e Socorro (GIPS) da GNR, para sublinhar as suas dúvidas.

"O GIPS actua na primeira hora de cada incêndio. Se o fogo não for controlado, serão os bombeiros a ir para o terreno. Como se vai fazer a transferência de comando? Por outro lado, a GNR vai actuar nos cinco distritos de risco mais elevado totalmente equipada. Os outros 13, incluindo cinco de risco médio, ficam para a primeira intervenção dos bombeiros. Mas, até agora, não houve uma única palavra sobre os meios que vão ser atribuídos", diz Duarte Caldeira.

"Na directiva operacional os papéis vão estar bem definidos", disse o Ministro da Administração Interna, recusando qualquer polémica e sublinhando que a LBP tem trabalhado com o Governo.

Na semana passada, como noticiamos, vários comandantes de bombeiros do distrito de Coimbra demitiram-se por recusarem ser comandados por militares da GNR nas estruturas distritais de protecção civil.

Anteontem, Dia Mundial das Florestas, António Costa revelou que o combate às chamas vai apostar, este ano, em quatro vertentes: melhor vigilância e mais fiscalização, melhor detecção, intervenção mais rápida e extinção mais rápida, num ano que vai marcar a estreia dos 315 militares do GIPS, largados de helicóptero para o combate inicial às chamas.

Hoje, o Conselho de Ministros vai aprovar o Plano Nacional de Defesa da Floresta contra Incêndios e o Ministro da Agricultura, Jaime Silva, adiantou que, ao contrário do que foi proposto por especialistas do Instituto Superior de Agronomia, não será criada qualquer empresa para gerir a protecção das florestas, facto que sempre contestamos.

Quando tivermos acesso às medidas anunciadas pelo Governo no ambito da prevenção e combate aos incêndios florestais, depois de devidamente analisadas, emitiremos a nossa opinião, certos de que só após a pacificação do sector, as mesmas produzirão os efeitos desejados.

"Site" do Verão Verde indisponível


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"Site" da Amen Portugal

O "site" do Verão Verde, alojado num servidor da Amen, tem estado com problemas desde a passada manhã, ficando indisponível o carregamento de páginas.

Apesar da informação da Amen de que o problema estaria resolvido no final da tarde de ontem, tal não veio a acontecer e a óbvia inexistência de um sistema redundante, algo que é indispensável para quem assume a responsabilidade de alojar "sites", veio penalizar as inúmeras empresas ou entidades que recorrem aos serviços desta empresa.

Infelizmente, já não é a primeira vez que surgiram problemas com o alojamento, facto que mencionamos oportunamente, esperando que esta lamentável situação não se volte a repetir.

Neste momento a mesma informação está entretanto disponível num "site" de "backup" acessivel através desta ligação ou da barra lateral.

Pelo incómodo, a que somos completamente alheios, apresentamos o nosso pedido de desculpas e informaremos quando o "site" estiver disponível no seu endereço habitual.

Sistema de navegação por satélite europeu operacional em 2010


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Satélite da Agência Espacial Europeia

A Agência Espacial Europeia (ESA) considerou hoje "realista" e "muito possível" que o sistema de navegação por satélite Galileo esteja operacional em finais de 2010.

Numa conferência de imprensa no centro de controlo de operações da ESA em Darmstadt, nos arredores de Frankfurt, o Director de Operações e Infraestruturas da ESA, Gaele Winters, disse que a Agência também vai participar no desenvolvimento e nas aplicações do sistema de navegação Galileo.

Winters recordou que o segundo satélite de prova do sistema Galileo, o Giove-B, será lançado em Abril.

O centro de controlo de operações da ESA é responsável pelo lançamento de uma parte importante dos 30 satélites que compõem o sistema de navegação Galileo, que competirá com o GPS (Global Positioning System), controlado pelo Exército dos Estados Unidos, dado que o sistema russo continua vocacionado unicamente para fins militares.

A propósito da segunda conferência sobre os usos do sistema europeu de navegação, a ESA, que é responsável pelo projecto junto da União Europeia, anunciou a criação de um centro, na cidade de Darmstadt, que facilitará a informação sobre as suas aplicações e financiamento a partir de Julho deste ano.

Winters assegurou que o sistema Galileo permitirá nas próximas décadas a criação de 100.000 postos de trabalho, 10.000 dos quais na área da alta tecnologia.

Em finais de Dezembro de 2005, o primeiro dos dois satélites de prova da constelação Galileo, o Giove-A, cujo lançamento noticiamos, ficou instalado numa órbita a 23.250 quilómetros da Terra e com um ângulo de inclinação de 56 graus em relação ao equador.

O Giove-A e o Giove-B têm como objectivo não perder as órbitas atribuídas à Galileo pela União Internacional de Telecomunicações, analisar as condições do meio ambiente da órbita e proceder a validações.

O sistema de navegação Galileo tem aplicações, entre outras, nas áreas do transporte e logística, segurança do trânsito, turismo, socorro e emergências.

O sistema Galileo proporcionará, por exemplo, um acesso mais rápido dos bombeiros, dos serviços de socorro e da polícia ao local de um acidente, bem como uma maior segurança rodoviária, com um menor número de acidentes, de mortos e feridos nas estradas.

A tecnologia de navegação por satélite teve originariamente aplicações militares, mas tem evoluído desde há 30 anos e encontrando novas aplicações, sendo hoje commummente utilizada e permite ao utilizador, com a ajuda de um aparelho, determinar a sua posição horária ou espacial através da recepção de sinais do satélite.

Com o Galileo, a Europa encabeça o primeiro sistema de navegação por satélite de uso civil, embora também tenha aplicação militar e permitirá utilizar os actuais equipamentos receptores.

O Galileo enfrentou numerosos atrasos devido a disputas no seio da União Europeia e da própria ESA, devido aos interesses nacionais dos países que participam no projecto.

Embora o arranque definitivo do Galileo não esteja previsto até 2010, dois anos antes a ESA contará com quatro satélites de navegação no espaço e poderá começar a comercializar os serviços na Europa.

Nessa altura, também será possível efectuar testes preliminares e os fabricantes de equipamentos receptores poderão começar a desenvolver os seus produtos e a preparar a sua divulgação no mercado como concorrência aos concebidos originariamente para o GPS.

Este é um projecto que nos interessa particularmente, capaz de integrar diversas das soluções que temos vindo a propor com uma plataforma autónoma e tecnologicamente avançada, eliminando a dependência relativamente ao sistema GPS.

quarta-feira, março 22, 2006

Comunicado da APBV


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Site da Associação Portuguesa dos Bombeiros Voluntários

A APBV – Associação Portuguesa de Bombeiros Voluntários tem vindo a acompanhar com atenção e preocupação a situação e algumas tomadas de posição a propósito da nomeação de militares para os Comandos Distritais de Operações de Socorro.

A APBV – Associação Portuguesa de Bombeiros Voluntários entende que a continuação de tais tomadas de posição só virá a prejudicar os Bombeiros e a denegrir a sua imagem já muito desgastada.

A solução para quaisquer problemas deve ser encontrada no diálogo, em sede própria, e dentro da Lei e da disciplina que caracteriza os soldados da paz.

A APBV – Associação Portuguesa de Bombeiros Voluntários bem como a generalidade dos Bombeiros respeitam as leis e são disciplinados.

Entendemos que a Protecção Civil deverá ser encarada como um todo. Não é apenas o serviço de bombeiros, não esquecendo, no entanto, a importante componente de que este é parte.

A competência da nomeação dos Comandantes e dos Segundos Comandantes Operacionais Distritais é conferida por Lei ao Presidente do Serviço Nacional de Bombeiros e Protecção Civil. O que confere às nomeações toda a legitimidade democrática.

A APBV – Associação Portuguesa de Bombeiros Voluntários como pessoa de bem, que é, orienta-se pelo cumprimento da Lei. E a Lei pela qual estão a ser nomeados os Comandos Distritais teve a audição e o assentimento de todos os que agora a criticam, sem que no momento certo tivessem colocado qualquer objecção.

Se vier a verificar-se que a Lei produz resultados menos positivos, então sim deverá ser alterada.

A APBV – Associação Portuguesa de Bombeiros Voluntários não se pronuncia antecipadamente sobre qualquer nomeação. A avaliação será feita por esta Associação em função do desempenho do cargo.

A APBV – Associação Portuguesa de Bombeiros Voluntários está certa que os Bombeiros Portugueses desempenharão com brio, abnegação e disciplina a missão que lhes é confiada e pela qual prestaram juramento. Dessa forma continuarão a garantir o socorro e a protecção de pessoas e bens, onde e quando for necessário, pelo que a população deverá continuar a orgulhar-se e confiar nos seus Soldados da Paz, bem como, continuar a sentir-se em tranquilidade e em segurança.

Novo endereço da IP-Redes.Net


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Site da IP-Redes.Net

A IP-Redes.Net desenvolve um projecto de recurso a satélites na prevenção de incêndios florestais que aqui já mencionamos.

Recentemente, o endereço na Internet foi alterado, pelo que ficam aqui os novos contactos de forma a que seja facilmente acessível.

Sugerimos aos nossos leitores uma visita ao "site" deste Projecto inovador e, a quem possa, uma eventual colaboração nesta área tecnológica em franco progresso.

Bombeiros ameaçam não intervir fora das suas áreas


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Viatura de museu - Bombeiros da Guarda

A Liga dos Bombeiros Portugueses (LBP) deverá decidir, no próximo dia 20 de Maio, apenas quatro dias após o início da "Fase Bravo" dos incêndios florestais, se os bombeiros vão participar em acções de combate fora das respectivas áreas de actuação.

Esta forma de protesto deve-se à falta de coordenação e clarificação das competências das várias forças do dispositivo, disse ao Diário de Notícias Duarte Caldeira, presidente da Liga dos Bombeiros Portugueses.

Se a medida for aprovada num congresso extraordinário anunciado ontem e realmente concretizada, muitas corporações poderão não sair da sua freguesia ou do seu município, deixando sem apoio bombeiros que combatam fogos de grandes dimensões fora da sua jurisdição.

"Se não estiverem reunidas as condições de coordenação entre o nosso trabalho e o do Grupo de Intervenção, Protecção e Socorro da GNR, designados por GIPS ou, admitimos não nos deslocar a outros locais para ajudar no combate", adiantou o Presidente da Liga.

Ou seja, dentro da sua área de jurisdição não está em causa a actuação pois é uma obrigação a que os bombeiros não se vão negar, mas se o combate implicar sair da sua zona e ficar debaixo de um comando superior, deixa de haver condições para trabalhar, afirmou a LBP.

Esta situação só poderia, então ser ultrapassada caso sejam activados os planos de emergência municipal, distrital e nacional.

A criação das brigadas helitransportadas da GNR e a atribuição do primeiro combate aos incêndios aos militares está a criar um forte mau estar no seio das corporações, porque os bombeiros não aceitam que o Governo tenha investido noutra força em vez de apostar na sua qualificação e melhor equipamento das suas corporações.

Esta opção já levou vários comandantes dos bombeiros a demitirem-se, recusando-se a ser comandados por militares da GNR.

Além disso, os representantes dos bombeiros afirmam que não estão claras as atribuições de cada um no cenário de operações. "Se é suposto nós actuarmos depois dos GIPS vamos ficar com o ónus do que correr mal. Como sempre, vamos ser responsabilizados por tudo o que não correr bem", considera o dirigente da Liga.

"O poder político não pode aspirar ganhar esta batalha sem envolver os bombeiros, transformando-os em meros espectadores e tentando resolver tudo com leis", acusa o representante dos bombeiros.

"Não há valorização nem motivação nenhuma para este trabalho", lamenta Duarte Caldeira, mostrando-se muito preocupado com as consequências que este mau estar pode ter no terreno.

Anunciada após uma reunião do Conselho Nacional da LBP, segundo um despacho da agência Lusa, a medida é um desafio ao Governo que o Ministério da Administração Interna, segundo a mesma agência, declinou comentar.

No entanto, numa entrevista dada esta noite à SIC, o Ministro António Costa acabou por minimizar esta situação, dando a entender que, chegada a hora, os bombeiros irão dar o seu contributo como até hoje, independentemente das queixas que tenham.

Provavelmente, o Ministro da Administração Interna crê que, em caso de necessidade, os bombeiros serão vítimas do seu próprio espírito de missão e esquecerão todo e qualquer conflito ou protesto, actuando desinteressadamente em favor das populações.

Embora também acreditemos que, em caso de necessidade, os bombeiros actuarão como sempre onde for preciso, a forma como o espírito de missão dos voluntários é utilizado deliberadamente pelas instâncias governativas, para não resolver este conflito através do diálogo e do consenso, surge como algo de completamente perverso que só podemos repudiar.

terça-feira, março 21, 2006

Protocolo para formação em fogos controlados


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Início de um fogo controlado num exercício

Portugal assinou um protocolo, várias vezes anunciado e noticiado, com os Estados Unidos para a prevenção de incêndios florestais.

O objectivo é, através da técnica do fogo controlado, aumentar o número de hectares de floresta tratados durante os próximos anos, prevenindo incêndios florestais, e fomentando a colaboração entre os dois países.

Cinco especialistas norte-americanos estiveram em Portugal para colaborar na prevenção dos incêndios e na formação de técnicos, defendendo a utilização do método do fogo controlado para prevenir incêndios e proteger a floresta.

"Acho que, em primeiro lugar, o recurso ao fogo controlado pode ser usado, antes de mais, para proteger as localidades", defendeu o técnico florestal norte-americano Art Torrez.

Esta técnica já foi utilizada nos concelhos de Manteigas, Bragança, Amarante e Vieira do Minho, onde, desde o início do ano, 600 hectares de floresta foram tratados, sendo intenção aumentar esse número e estender a acção a todo o País nos próximos anos.

"A floresta é um dos sectores prioritários. Vamos ter fundos financeiros para fazer acções como esta, que não podem ser pontuais. Daí termos um protocolo com vários países terceiros no sentido de dar formação, criar cada vez mais equipas de sapadores florestais", afirmou o Ministro da Agricultura, Jaime Silva.

Foram atribuidos 100.000.000 de euros do orçamento de Estado para aplicar na floresta, sendo a formação uma das áreas de investimento.

Actualmente, 30 portugueses estão credenciados para executar fogo controlado e para ensinar o que aprenderam a outros técnicos em Portugal.

A partir de agora, e com o protocolo que vai ser assinado, a ideia é que a ajuda entre os dois países passe a ser recíproca.

Sem por em causa o interessea da assinatura do protocolo em causa, lembramos que desde o longínquo reinado de D. Dinis, há cerca de 700 anos, é utilizada a técnica do fogo controlado, estando a mesma documentada em manuscritos da época, tendo este processo de combate aos incêndios continuado em uso entre nós ao longo dos anos.

Só recentemente, a utilização de fogo controlado parece ter caido em desuso em Portugal, mas o "know-how" ainda existe, nomeadamente a nível das corporações de bombeiros do Interior, pelo que é caso para nos interrogarmos de não seria mais útil uma colaboração noutra das áreas onde a formação, sobretudo em novas tecnologias, é bastante mais necessária.

Land Rover Série 3 SWB da Monogram


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Land Rover Série 3 SWB 1/24 da Monogram

Durante muitos anos, não foi fácil obter uma miniatura de um Série 3 na versão curta, menos ainda com as dimensões de um modelo à escala 1/24, sendo esta versão para montar feita pela "Monogram", hoje integrada no grupo da Revell, uma das muito poucas disponíveis.

Dentro de uma caixa ilustrada com fotografias do "kit" montado, encontram-se a pouco mais de uma centena de peças que o constituem, de boa qualidade de moldagem, uma grelha de transparências, um conjunto de 5 pneus em borracha, uma folha de decalques e outra de instruções.

O "kit" da Monogram é relativamente detalhado, incluindo detalhes do chassis, um capot que se pode abrir e onde se pode apreciar uma boa reprodução do motor, e um interior correcto, com os mostradores, pedais e alavancas que se podem encontrar nos Série.

Na caixa da carga existe um conjunto e quatro bancos individuais, substituindo os populares bancos corridos que é hábito encontrar entre nós, e que podems ser facilmente visíveis removendo a capota, caso optem por não a colar, tal como nós o fizemos.


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Vista de trás, sem capota rígida nem porta traseira

O "kit" também inclui um conjunto de decalques, com matrículas e um conjunto de faixas laterais algo fantasistas, que optamos por não colocar, bem como alguns pequenos acessórios, como um "jerry-can" para combustível ou a grade no tejadilho.

Talvez a maior desilusão desta miniatura, provavelmente feita a pensar no mercado americano, sejam as jantes e os pneus, de dimensão exagerada, que substituem os que estamos habituados a encontrar nos nossos Série, mas que é possível encontrar na capa de um livro da Brookland Books dedicado a este modelo.

Também não deixaria de ser interessante se possuisse peças para uma versão "soft-top" ou, pelo menos a estrutura desta, mas infelizmente a Monogram optou por fornecer unicamente a capota rígida.

Esta é, apesar de algumas pequenas falhas que serão detectáveis por quem conheça bem veículo real, uma das melhores reproduções de um Série 3 curto a que tivemos acesso, sendo relativamente fácil de montar e pintar, utilizando um "spray", mesmo para quem tenha pouca experiência com "kits" em plástico.

Esperamos, numa futura ocasião, apresentar fotografias do motor bem como de alguns detalhes que mereçam especial destaque, de modo a convencer os nossos leitores da valia deste "kit".

Caso encontrem este modelo à venda numa loja da especialidade ou no Ebay, onde adquirimos este exemplar, sugerimos que não percam a oportunidade de o adquirir, pois esta miniatura deixou de ser produzida há vários anos e já rareia no mercado.

segunda-feira, março 20, 2006

LBP suspeita que INEM tem um "plano secreto"


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Ambulância do INEM numa emergência

Um artigo que hoje será publicado no jornal "Bombeiros de Portugal", da Liga dos Bombeiros de Portugal (LBP), acusa o Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) de ter um "plano secreto" para criar uma rede autónoma de ambulâncias, duplicando os serviços de socorro actualmente prestados pelas corporações de bombeiros em vários concelhos.

Segundo a Liga, a ambulância do INEM está a prestar socorro a partir das instalações da Academia Militar, na Amadora, sem que os bombeiros tenham sido informados.

Ao Correio da Manhã uma fonte do INEM adiantou que "a ambulância foi colocada para responder a carências verificadas na zona".

De acordo com o artigo, cujo título é "Plano secreto pode complicar socorro", as ambulâncias do INEM devem chegar em breve a Sintra, Odivelas, Cascais, Setúbal e também a Coimbra, cidade que terá sido visitada recentemente pelo Presidente do INEM para observar "instalações desactivadas do Exército".

Uma terceira mudança que, segundo a Liga, consta do "plano secreto" é a mudança do helicóptero do INEM, actualmente estacionado em Sintra, para a Amadora, algo que também é desmentido pelo INEM.

Esta mudança terá sido desencadeada depois da assinatura de um protocolo entre os ministério da Defesa e da Saúde, em Julho do ano passado e o mesmo jornal cita, sem a identificar, uma de várias fontes do INEM contactadas para escrever que a colocação dos meios do instituto nas instalações do Exército é "outra estratégia para desacreditar os bombeiros".

Além da duplicação de meios, sem coordenação, o jornal denuncia ainda a intenção do INEM em apostar num sistema próprio de comunicações, contra a proposta dos bombeiros para centrais conjuntas de socorro.

Já nos pronunciamos relativamente à questão das centrais conjuntas, sendo da opinião que é necessária uma coordenação única e centralizada, com recurso aos mais recentes meios tecnológicos.

Num texto anterior, propusemos sistemas de geolocalização a instalar nos veículos de emergência, de modo a que, a partir de um sistema centralizado a nível nacional, possa ser enviado o meio adequado que se encontrar mais perto do local de intervenção.

Por outro lado, defendemos soluções baseadas no diálogo e no consenso, evitando situações de conflito ou suspeição que decorrem facilmente de "estudos prévios" feitos à revelia de uma das partes, os quais podem indiciar a imposição de uma decisão tomada à revelia dos restantes intervenientes no processo.

Miniatura Range Rover 2003


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Miniatura Range Rover 2003 à escala 1/72

Periodicamente, surgem em lojas de conveniencia ou geridas por chineses algumas miniaturas de Land Rovers à escala 1/72.

Embora a variedade não seja muita, continuam a encontrar-se os já conhecidos Freelanders, Range Rovers e Série 3 109, em diversas cores ou versões e com preços a partir dos 1.50 euros.

Tendo em conta o baixo custo, seja como recordação ou promocional, dentro de uma caixa que transmita uma mensagem publicitária, esta miniatura pode ser interessante sobretudo para quem possua o veículo que esta reproduz.

Observando a miniatura em causa, que não tem mais do que 6 cm de comprimento, produzida pela Cararama, marca representada entre nós pela Didabrinca, pode-se observar um conjunto interessante de detalhes, que incluem um interior cuidado, as jantes correctamente reproduzidas, espelhos retrovisores detalhados ou os logotipos da marca à frente e atrás.

Assim, mesmo faltando alguns dos detalhes que esta marca introduz nos modelos que produz à escala 1/43 que aqui temos vindo a apresentar, o preço convidativo incentiva a adicionar este pequeno Range a qualquer colecção sobre Land Rover.

Entretanto, para os mais interessados, iremos brevemente disponibilizar um texto sobre miniaturas mais detalhadas e que serão certamente mais do gosto dos colecionadores.

domingo, março 19, 2006

Trocado o adjunto dos bombeiros de Viseu


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Cheias do rio Tejo em Constância em 1989

Rui Pedro, o engenheiro dos Serviços Florestais escolhido pelo Serviço Nacional de Bombeiros e Protecção Civil (SNBPC) para adjunto do novo comandante do Centro Distrital de Operações de Socorro de Viseu (CDOS), César Fonseca, decidiu, à última hora, não aceitar o cargo.

Para o seu lugar foi nomeado Henrique Pereira, antigo comandante dos Bombeiros Voluntários de Cinfães e ex-inspector regional de Bombeiros do Porto, tendo ambos tomado posse na passada 4ª feira.

Recorde-se que a escolha de Rui Pedro foi muito contestada pelas estruturas de comando da maior parte das corporações de bombeiros do distrito de Viseu, por ser um homem sem experiência no sector e praticamente desconhecido da "família" dos Voluntários, levantando ainda mais protestos do que o nome de César Fonseca, também ele contestado por 28 das 33 corporações de bombeiros que exigiam a recondução no cargo de João Marques.

"Lamento que isso não tenho acontecido", desabafa Vasco Lima, comandante dos Voluntários de Tarouca, nomeado porta-voz dos revoltosos, e que elogia a competência do novo adjunto do CDOS.

"Ele devia era ter sido indicado para comandante e não para adjunto. Era a pessoa ideal para o cargo", afirma, aplaudindo o gesto de recusa de Rui Pedro ao declarar que "Mostrou ser um homem perspicaz e inteligente. Ele percebeu que não era bem vindo pela esmagadora maioria dos comandantes e recusou o lugar. Fez muito bem".

A mesma opinião tem o comandante da corporação de Penedono, António Nogueira que considera esta "uma atitude de muito bom senso", acrescentando que se mantém indisponível para integrar escalas de serviço durante a época dos fogos florestais, acrescentando "só tenho uma palavra e vou cumpri-la até ao fim".

A recusa do nomeado para adjunto e a sua substituição veio, indiscutivelmente, amenizar um pouco a situação delicada que se vive entre os bombeiros do distrito de Viseu, mas, como se pode verificar pela reacção de alguns comandantes, o problema está longe de estar resolvido, o que poderia ter acontecido se todos os nomeados fortemente contestados tivessem recusado os respectivos cargos.

Liga dos Bombeiros Portugueses quer extinção do SNBPC


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Um país que arde em cada Verão: até quando?

O Presidente da Liga dos Bombeiros Portugueses, Duarte Caldeira, defendeu ontem a extinção do actual Serviço Nacional de Bombeiros e Protecção Civil (SNBPC), criado em 2003, e reivindicou o regresso ao anterior sistema autónomo.

"Defendemos a separação da função protecção civil da função dos bombeiros, com a extinção do actual serviço nacional", afirmou à Lusa o presidente da Liga dos Bombeiros Portugueses (LBP), após um reunião do conselho nacional, que decorreu hoje em Sintra.

Na opinião da LBP, a actual estrutura nacional, que resultou em Março de 2003 da fusão dos Serviços Nacionais de Bombeiros e do de Protecção Civil, "hoje custa mais do que o serviço nacional de bombeiros e envolve mais pessoas, sem ter qualquer retorno".

"O argumento utilizado na altura da criação do SNBPC de que implicaria menos recursos financeiros e humanos cai por terra", considerou Duarte Caldeira.

Para a LBP, nos três anos de funcionamento do SNBPC, "a área ardida não reduziu", os investimentos na protecção e socorro "diminuíram" e "passou a observar-se uma instabilidade jurídica, com vários presidentes deste serviço e várias alterações à lei orgânica".

No encontro, os bombeiros consideraram também que "faz sentido" que "as competências da protecção civil possam passar para a esfera da Defesa" e sustentaram que "a política de protecção civil deve ser definida pelo Governo".

O SNBPC foi criado em Março de 2003 pelo então Ministro da Administração Interna Figueiredo Lopes, com o objectivo de "racionalizar os meios" então existentes, considerando que existia "uma falta de coordenação no terreno" entre as delegações distritais dos serviços nacionais de bombeiros e da protecção civil, sendo "importante a unificação e concentração desses serviços".

A LBP constatou ainda "um mal-estar" decorrente "do que parecem ser as opções políticas do Governo que vão no sentido da fragilização das estruturas dos bombeiros".

Segundo o presidente da Liga, os bombeiros estão a ser substituídos por "dispositivos do Estado no combate aos incêndios, com a criação de um Grupo de Intervenção, Protecção e Socorro (GIPS) da GNR, e no socorro pré-hospitalar, com uma estrutura paralela do Instituto Nacional de Emergência Médica".

Estas medidas são entendidas pelos bombeiros como "uma estratégia para reduzir os bombeiros ao território da sua sede e criar estruturas detidas pelo próprio Estado, para que possa concentrar a decisão, comando e orientação".

As delegações da LBP vão analisar estas reivindicações até ao próximo dia 7 de Abril, uma altura em que o conselho nacional voltará a reunir-se, em Fátima.

Duarte Caldeira anunciou que está marcado um congresso extraordinário para 20 de Maio, em que a Liga "tomará decisões finais" quanto à reivindicação de um Serviço Nacional de Bombeiros, podendo ser decidido que as corporações não actuaram fora das suas áreas de jurisdição sem a declaração de calamidade pública.

O mesmo congresso extraordinário servirá para decidir se os bombeiros irão participar nas acções de combate a incêndios fora das suas áreas de actuação, uma medida que admitem adoptar "caso não se verifique uma alteração na política e atitude do Governo para este sector".

Não sendo, por princípio, favoráveis à separação entre os Bombeiros e a Protecção Civil, o estado actual do SNBPC leva-nos a considerar a necessidade da sua extinção e substituição por outra entidade que não enferme dos actuais vícios.

Assim, reiteramos a nossa convicção de que a nova entidade deverá ser constituida, na sua essência, por quadros que não transitem do SNBPC, de modo a que as conhecidas deficiências e conflitos internos deste, não sejam transpostas para um novo Serviço, evitando assim que apenas mude o nome enquanto são mantidas as práticas actuais.

Mesmo sabendo que se poderá perder a valiosa experiência de vários colaboradores, parece-nos essencial cortar com um passado do qual, infelizmente, não há grandes razões para ter orgulho.
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