A Associação Nacional de Escolas de Condução também já se pronunciou de forma muito negativa face a esta possível alteração, considerando-o um "retrocesso civilizacional", tal como o fez o Automóvel Clube de Portugal, que também tem a sua própria escola de condução e considerou perigosa esta opção, mesmo faltando ainda a devida regulamentação que, para manter a segurança no ensino, ou altera o essencial da proposta, ou a condiciona de tal forma que, basicamente, a torna inoperacional.
Também as seguradoras deverão ter uma palavra a dizer, sendo complexo descriminar os segurados de acordo com o tipo de ensino de cada um, mas evitando onerar quem terve uma formação convencional, que consideramos a mais adequada, e não deve ser penalizado nesta vertente, sendo certo que irá enfrentar maiores riscos durante a condução.
Obviamente, caso a sinistralidade rodoviária aumente, todos seremos penalizados, não apenas no preço dos seguros, mas também, e sobretudo, na enorme perda humana, no sofrimento dos envolvidos e de todos os que lhe são queridos, podendo surgir uma conflitualidade juridíca complexa na atribuição de responsabilidades e, no limite, no envolvimento do Governo na criação de um cenário potencialmente muito perigoso.
Num País onde a sinistralidade é elevada, em grande parte como resultante do comportamento dos condutores, seja em termos técnicos, seja por uma manifesta falta de cultura de segurança, com um parque automóvel envelhecido e estrada com escassa manutenção, esta decisão do Governo parece-nos incompreensível, completamente desligada da realidade e potencialmente perigosa.
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