terça-feira, fevereiro 03, 2026

Restrições em vez de meros alertas - 2ª parte

É de notar que entre as comunicações afectadas se encontram as da rede SIRESP que, mais uma vez, demonstrou as suas fragilidades, dependendo de um operador comercial para que o seu funcionamento se mantenha durante situações mais críticas, sendo que, tal como aconteceu durante o apagão e foi largamente comentado, as baterias do operador não permitem manter em funcionamento as torres de comunicações durante um período aceitável.

Seria de limitar a circulação em áreas de maior risco, por exemplo, promovendo o tele-trabalho, quando possível, suspendendo as aulas presenciais e encerrando estabelecimentos comerciais, como forma de reduzir os riscos inerentes à necessidade de deslocações que, no limite, não são críticas e podem ser evitadas, seguindo o exemplo do que se praticou durante a pandemia.

Tendo em conta que a previsão existia, seria possível estabelecer as medidas necessárias com a antecedência necessária, informando os residentes das áreas mais expostas sobre as limitações a impor e sobre como evitar deslocações, efectuando as compras com antecedência e preparando-se para o trabalho remoto, de modo a obedecer às instruções das autoridades,

Várias das vítimas, incluindo-se vítimas mortais, dirigiam-se para o trabalho ou tinham ido fazer compras, numa altura em que o alerta já vigorava e um conjunto de actividades deviam estar suspensas, pelo menos presencialmente, tornando óbvio que este tipo de deslocação não devia ter sido permitida, o que só podia suceder face a uma intervenção política mais musculada.

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