Lancaster da RAF a ser carregado com bombas
Obrigados a operar de noite e a alta altitude devido às defesas aéreas alemãs, sem dispor dos actuais instrumentos de orientação e com aparelhos de mira pouco precisos, a RAF cedo verificou que os ataques eram extremamente imprecisos e raramente atingiam o alvo.
Assim, para compensar a falta de precisão, aumentou-se desmedidamente a área onde as bombas eram largadas, de modo a que o erro de alguns quilómetros não impedisse que algumas atingissem o objectivo.
Esta táctica, que para além de terríveis efeitos colaterais, obrigava a um número altíssimo de aviões, eles próprios sujeitos a perdas devastadoras, bem como a custos em termos de material e logística pesadíssimos, hoje parece-nos absurda e, no limite, criminosas.
No entanto, se atentarmos às limitações técnicas e operacionais da época, podem-se encontrar algumas justificações que hoje seriam inaceitáveis a todos os níveis.
Infelizmente, quando se fala em aumentar em 43% a capacidade de transporte de água, sem que sejam melhoradas tácticas, coordenação com equipas de terra, sistemas de orientação e controle e tantos outros factores decisivos, parece-nos que pouco se aprendeu com as terríveis lições dos anos da última Guerra Mundial.
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