A tendência para o aumento do número de acidentes de viação, que abordamos recentemente, tem-se vindo a confirmar, sendo óbvio, face ao decréscimo no consumo de combustíveis, que ronda os 10%, que tal não se deve ao aumento da circulação, podendo a redução desta ter um impacto na sinistralidade grave.
A redução do número de veículos em circulação, sjea pelo menor número de viaturas, seja pela menor quilometragem individual, implica vias mais desimpedidas, onde podem ser alcançadas velocidades mais elevadas, pelo que pode ter como efeito a redução na sinistralidade menos grave, tipicamente representada pelo acidente urbano a baixa velocidade, potenciando acidentes mais graves, nomeadamente aqueles dos quais resultam vítimas com alguma gravidade.
Complementa o aumento de velocidade, o mau estado do parque automóvel, que tem vindo a envelhecer, facto confirmável através da diminuição das vendas, apenas contrariada nos meses mais recentes, e a degradar-se, com muitos proprietários a poupar na manutenção e mesmo em reparações essenciais à segurança viária, omitindo-a em absoluto ou recorrendo a peças usadas de qualidade muito duvidosa.
Disponíveis em cada vez maior quantidade, as peças ditas compatíveis, muito mais baratas, mas que nem sempre estão de acordo com as especificações do fabricante, podendo falhar quando submetidas a um maior esforço, permitem reparações mais em conta, pelo que são uma opção crescentem, mesmo que a sua não genuinidade ou eventuais questões de qualidade seja omitida ao proprietário do veículo.
terça-feira, julho 14, 2015
segunda-feira, julho 13, 2015
Land Rover Owners de Agosto de 2015 já nas bancas
Já chegou às bancas a edição de Agosto de 2015 da Land Rover Owners International, com o destaque de capa a ir para um Defender Td5, cujo motor foi preparado para atingir perto de 200 cv, sendo óbvio que, quando se aproxima o termo da produção deste modelo, este vai ganhando um protagonismo crescente.
Na mesma linha comemorativa, segue o artigo que descreve o 2.000.000 Defender a ser produzido, sendo igualmente interessante a preparação de um Freelander, talvez o modelo mais menosprezado da marca, para participar em competições, ou o restauro dos Serie, que continuam a estar entre os favoritos dos leitores, que tanto apreciam a longevidade e fiabilidade destes modelos.
Mas se os Defender continuam a ter o protagonismo entre os modelos da marca selecionados pela LRO, e devemo-nos interrogar sobre a abordagem após o termo da produção do modelo, em termos de excursões este vai para a Serra da Estrela, considerado como um dos melhores destinos a nível internacional para os adeptos da condução fora de estrada.
Também os vários artigos técnicos, incluindo a manutenção que, havendo local apropriado e alguma vontade, pode ser efectuada pelo próprio proprietário, bem como a habitual apresentação de alguns novos produtos, complementada pela publicidade temática, algumas viaturas de modelos menos conhecidos e dos próprios leitores, justificam a leitura deste número da LRO.
Na mesma linha comemorativa, segue o artigo que descreve o 2.000.000 Defender a ser produzido, sendo igualmente interessante a preparação de um Freelander, talvez o modelo mais menosprezado da marca, para participar em competições, ou o restauro dos Serie, que continuam a estar entre os favoritos dos leitores, que tanto apreciam a longevidade e fiabilidade destes modelos.
Mas se os Defender continuam a ter o protagonismo entre os modelos da marca selecionados pela LRO, e devemo-nos interrogar sobre a abordagem após o termo da produção do modelo, em termos de excursões este vai para a Serra da Estrela, considerado como um dos melhores destinos a nível internacional para os adeptos da condução fora de estrada.
Também os vários artigos técnicos, incluindo a manutenção que, havendo local apropriado e alguma vontade, pode ser efectuada pelo próprio proprietário, bem como a habitual apresentação de alguns novos produtos, complementada pela publicidade temática, algumas viaturas de modelos menos conhecidos e dos próprios leitores, justificam a leitura deste número da LRO.
domingo, julho 12, 2015
Projecto para tejadilho do Defender - 2ª parte
Apoiado nos extremos das barras de tejadilho, de ambos os lados, caso se pretenda o tansporte de quatro "jerry cans", ou apenas de um, caso bastem dois "jerry cans", soldam-se dois perfís metálicos em "L", virados para dentro, e que serão terminados com um rectangulo em metal, de modo a ficarem duas caixas, que se podem dividir a meio para efeitos de uma melhor acomodação.
Os "jerry cans" militares de 20 litros são padronizados, com dimensões de 470 milímetros de altura por 345 de largura e 165 de profundidade, que, neste caso, ficarão deitados, com duas unidades, no sentido do comprimento e separadas, a ficar perto dos 950 milímetros, pelo que será este o comprimento do conjunto.
Com as caixas aparafusadas sobre as barras de tejadilho, à face destas, fica o conjunto disposto num rectangulo com 95 centímetros de comprimento, com a parte central basicamente ocupados pelo pneu, ficando de cada lado o espaço para os quatro "jerry cans", deixando 110 centímetros entre sí, o que permite colocar, sobre a barra da rectaguarda, as placas de desatascanço, presas por dois parafusos com porcas de orelhas.
Existem duas possibilidades para colocar as placas de desatascanço, que no nosso caso são de um metro de comprimento, sendo uma, talvez a mais simples, a de assentarem directamente sobre a barras de tejadilho traseira, razão pela qual descentramos o pneu, e a outra a de ficarem lateralmente presas nas caixas para os "jerry cans".
Os "jerry cans" militares de 20 litros são padronizados, com dimensões de 470 milímetros de altura por 345 de largura e 165 de profundidade, que, neste caso, ficarão deitados, com duas unidades, no sentido do comprimento e separadas, a ficar perto dos 950 milímetros, pelo que será este o comprimento do conjunto.
Com as caixas aparafusadas sobre as barras de tejadilho, à face destas, fica o conjunto disposto num rectangulo com 95 centímetros de comprimento, com a parte central basicamente ocupados pelo pneu, ficando de cada lado o espaço para os quatro "jerry cans", deixando 110 centímetros entre sí, o que permite colocar, sobre a barra da rectaguarda, as placas de desatascanço, presas por dois parafusos com porcas de orelhas.
Existem duas possibilidades para colocar as placas de desatascanço, que no nosso caso são de um metro de comprimento, sendo uma, talvez a mais simples, a de assentarem directamente sobre a barras de tejadilho traseira, razão pela qual descentramos o pneu, e a outra a de ficarem lateralmente presas nas caixas para os "jerry cans".
sábado, julho 11, 2015
Um guia do automóvel com 50 anos - 2ª parte
Nomes como a "Glas", "NSU", "Austin-Healey" ou "Wolseley" surgem junto de "Renault", "Opel", "Ford" ou "Volkswagen", estando ainda presente a "Castrol", um fabricante de lubrificantes que é uma das poucas publicidades presente, com os tipos de lubrificantes destinados a cada modelo constante do guia, bem como a "Dunlop" e fabricantes de "sprays" de retoque, autorádios ou manuais técnicos.
Chamou-nos a atenção o Skoda 1100MB, de origem checa, portanto de um país do "Bloco de Leste", e que se encontrava à venda entre nós, o Neckar Jagst 770, no fundo uma cópia alemã do Fiat 600, o Glas T400, também conhecido como "Gogomobile", os Hillman Himp, com a característica janela traseira que se podia abrir, bem como os Lotus e os MG de então, que incluiam os modelos Elan e o conhecido MGB.
Também os preços practicados na altura, bem como a fiscalidade da época, concentrada numa única taxa, com valores que ficam abaixo do 50 contos para um pequeno utilitário, passando para duas centenas e meia de contos para um dos primeiros Porsche 911 ou um Mercedes de topo de gama, para além da curiosidade que despertam, revelam um muito menor intervalo entre os modelos mais baratos e mais caros do mercado.
Apesar de sair do âmbito deste "blog", e neste guia nem sequer surge nenhum modelo da Land Rover, que não eram classificados como automóveis, consideramos que, pela originalidade de que se reveste e pelo interesse histórico que tem, merecia uma referência e o mesmo seria do agrado dos nossos leitores, especialmente aqueles que têm um maior interesse neste sector.
Chamou-nos a atenção o Skoda 1100MB, de origem checa, portanto de um país do "Bloco de Leste", e que se encontrava à venda entre nós, o Neckar Jagst 770, no fundo uma cópia alemã do Fiat 600, o Glas T400, também conhecido como "Gogomobile", os Hillman Himp, com a característica janela traseira que se podia abrir, bem como os Lotus e os MG de então, que incluiam os modelos Elan e o conhecido MGB.
Também os preços practicados na altura, bem como a fiscalidade da época, concentrada numa única taxa, com valores que ficam abaixo do 50 contos para um pequeno utilitário, passando para duas centenas e meia de contos para um dos primeiros Porsche 911 ou um Mercedes de topo de gama, para além da curiosidade que despertam, revelam um muito menor intervalo entre os modelos mais baratos e mais caros do mercado.
Apesar de sair do âmbito deste "blog", e neste guia nem sequer surge nenhum modelo da Land Rover, que não eram classificados como automóveis, consideramos que, pela originalidade de que se reveste e pelo interesse histórico que tem, merecia uma referência e o mesmo seria do agrado dos nossos leitores, especialmente aqueles que têm um maior interesse neste sector.
sexta-feira, julho 10, 2015
Incêndio perto de Tomar em dia de muito calor - 2ª parte
Nesta zona, que inclui Vila da Barquinha, já tinham ocorrido fogos em anos anteriores, tendo-se a vegetação regenerado, de acordo com o ritmo da Natureza, nalguns casos invadindo os acessos, tornando-os virtualmente intransitáveis, e alastrando até muito perto das habitações, cujos proprietários, ao contrário do prescrito pela lei, não procederam às exigíveis limpezas de terreno, colocando em perigo os seus haveres.
Acresce a temperatura elevada, com vento, e a fraca humidade, num dia em que estava anunciada a chegada de ar quente proveniente do Norte de África, contribuindo assim completar o conjunto de condições propícias à ocorrência de incêndios de grandes dimensões, os quais, não se podendo prever, seriam expectáveis.
Este é o tipo de cenário e conjuntura onde tudo contribui para múltiplas ocorrências que, rapidamente, atingem grandes proporções, sendo óbvio que não será caso isolado neste Verão, pelo que é expectável uma repetição, talvez com uma frequência elevada, para o que contribui uma quase ausência de trabalhos a nível de prevenção municipal, com um decréscimo do investimento nesta área onde o retorno é pouco visível e gera poucos créditos políticos.
Recordamos que esta questão foi previamente abordada, sendo previsível que neste ano, em que os incêndios já devastaram uma área superior à média para o mesmo período, seja de esperar que a devastação resultante dos fogos florestais, como consequência não apenas das altas temperaturas verificadas, mas de toda uma conjuntura favorável à propagação das chamas, possa colocar 2015 entre os piores anos em termos de área florestal destruída.
Acresce a temperatura elevada, com vento, e a fraca humidade, num dia em que estava anunciada a chegada de ar quente proveniente do Norte de África, contribuindo assim completar o conjunto de condições propícias à ocorrência de incêndios de grandes dimensões, os quais, não se podendo prever, seriam expectáveis.
Este é o tipo de cenário e conjuntura onde tudo contribui para múltiplas ocorrências que, rapidamente, atingem grandes proporções, sendo óbvio que não será caso isolado neste Verão, pelo que é expectável uma repetição, talvez com uma frequência elevada, para o que contribui uma quase ausência de trabalhos a nível de prevenção municipal, com um decréscimo do investimento nesta área onde o retorno é pouco visível e gera poucos créditos políticos.
Recordamos que esta questão foi previamente abordada, sendo previsível que neste ano, em que os incêndios já devastaram uma área superior à média para o mesmo período, seja de esperar que a devastação resultante dos fogos florestais, como consequência não apenas das altas temperaturas verificadas, mas de toda uma conjuntura favorável à propagação das chamas, possa colocar 2015 entre os piores anos em termos de área florestal destruída.
quinta-feira, julho 09, 2015
O "Registrator Viewer" - 3ª parte
É de notar que este programa, que também aparece sob a designação de "Datakam Player", suporta a grande maioria dos formatos de dados provenientes das câmaras com GPS, mesmo alguns mais crípticos ou proprietários, que se encontram no interior de ficheiros virtualmente impossíveis de editar recorrendo às ferramentas mais comuns.
Outra opção que se tem revelado essencial é a possibilidade de proceder ao acerto da imagem com a informação posicional, de modo a que esta coincida, algo que demonstrou ser fundamental dado que a informação horária do GPS é proveniente do sistema de satélites, enquanto a câmara é acertada manualmente, pelo que um desfasamento, mesmo que pequeno, será quase inevitável, tal como a necessidade de este ser corrigido.
Também consideramos com valioso a possibilidade de selecionar os mapas a utilizar, que não incluem apenas os populares Google ou Bing Maps, mas os do Yandex e Navitel, populares na Rússia, ou Baidu, usados na China, incluindo ainda Open Street Maps, Yahoo ou OVI, para citar alguns dos mais relevantes, podendo o utilizador selecionar o que melhor descreve o local onde circula.
O sistema de exportação de percursos contempla não apenas o KML do Google Earth, mas também formatos CSV, que são compatíveis com numerosos equipamentos e o o PLT, que permite o uso directo via Oziexplorer, para além do GPX, um standard em termos de troca de informação entre diversos modelos de GPS e que permite uma fácil importação ou edição.
Outra opção que se tem revelado essencial é a possibilidade de proceder ao acerto da imagem com a informação posicional, de modo a que esta coincida, algo que demonstrou ser fundamental dado que a informação horária do GPS é proveniente do sistema de satélites, enquanto a câmara é acertada manualmente, pelo que um desfasamento, mesmo que pequeno, será quase inevitável, tal como a necessidade de este ser corrigido.
Também consideramos com valioso a possibilidade de selecionar os mapas a utilizar, que não incluem apenas os populares Google ou Bing Maps, mas os do Yandex e Navitel, populares na Rússia, ou Baidu, usados na China, incluindo ainda Open Street Maps, Yahoo ou OVI, para citar alguns dos mais relevantes, podendo o utilizador selecionar o que melhor descreve o local onde circula.
O sistema de exportação de percursos contempla não apenas o KML do Google Earth, mas também formatos CSV, que são compatíveis com numerosos equipamentos e o o PLT, que permite o uso directo via Oziexplorer, para além do GPX, um standard em termos de troca de informação entre diversos modelos de GPS e que permite uma fácil importação ou edição.
quarta-feira, julho 08, 2015
Incêndio perto de Tomar em dia de muito calor - 1ª parte
O incêndio que eclodiu ontem pelas 12:54 perto de Tomar e se propagou pela serra obrigou a mobilizar um total de 580 bombeiros, provenientes de todo o País, apoiados por 178 viaturas que, com ajuda de oito meios aéreos, combateram as três frentes de um fogo que só ao cair da noite começou a ficar sob controle.
Numa zona acidentada, perto de S. Pedro, com acessos dificeis, num dia quente, com a temperatura do ar a aproximar-se dos 40º e o vento inconstante e forte a dificultar as operações, o esforço dos combatentes fica bem patente no facto de dois bombeiros e três civis ficaram ligeiramente feridos, com pequenas queimaduras e inalação de fumo.
Arderam duas casas, referênciadas como não sendo primeiras habitações, bem como diversos barracões, na sua maioria destinados a armazenamento de alfaias agrícolas, e um veículo automóvel, obrigando ao corte da autoestrada A23 e da estrada A13, perto do nó com a A23, como resultado de um fogo com diversas frentes muito fragmentadas, o que dificulta substancialmente o combate.
Esta dispersão, resultante de projecções, com múltiplos focos que nem sempre resultam numa frente defenida, mas que rapidamente alastram e colocam em risco pessoas e bens, sobretudo habitações, condiciona o combate, obrigando a estabelecer um conjunto de prioridades que não permite a concentração de meios em locais críticos como forma de dominar as frentes de fogo.
Numa zona acidentada, perto de S. Pedro, com acessos dificeis, num dia quente, com a temperatura do ar a aproximar-se dos 40º e o vento inconstante e forte a dificultar as operações, o esforço dos combatentes fica bem patente no facto de dois bombeiros e três civis ficaram ligeiramente feridos, com pequenas queimaduras e inalação de fumo.
Arderam duas casas, referênciadas como não sendo primeiras habitações, bem como diversos barracões, na sua maioria destinados a armazenamento de alfaias agrícolas, e um veículo automóvel, obrigando ao corte da autoestrada A23 e da estrada A13, perto do nó com a A23, como resultado de um fogo com diversas frentes muito fragmentadas, o que dificulta substancialmente o combate.
Esta dispersão, resultante de projecções, com múltiplos focos que nem sempre resultam numa frente defenida, mas que rapidamente alastram e colocam em risco pessoas e bens, sobretudo habitações, condiciona o combate, obrigando a estabelecer um conjunto de prioridades que não permite a concentração de meios em locais críticos como forma de dominar as frentes de fogo.
terça-feira, julho 07, 2015
Lembrando Gatochy...
Não obstante terem passado 7 anos após a sua partida, é impossível esquecer a presença de Gatochy e os anos de emocionante companhia, nem sempre pelas melhores razões, que proporcionou, pelo que, neste dia 07 de Julho, relembramos esta gatinha de personalidade vincada e ambição desmedida.
Esta pequena grande lutadora, que, ao longo de uma vida que durou 13 anos, enfrentou com uma impressionante coragem toda a espécie de inimigos, e Gatochy efectivamente tinha muitos, criteriosamente selecionados, mas também problemas de saúde extremamente sérios, que no final a vitimaram, foi sempre exemplo de determinação, combatividade e mesmo de aceitação, nunca perdendo a confiança em quem dela tratou até ao final.
Incompatível com qualquer outro felino, destinada a ser "gatinha única", Gatochy, capaz de enfrentar gatos e cães, tinha nojo de ratos, pelo que evitava estes pequenos e incómodos roedores, para os quais chamava a atenção sem nunca lhes tocar, o que, segundo a própria, era tão somente porque a sua coragem a impedia de atacar um adversário tão insignificante.
Um dos poucos gatos que realmente interagia a imagens, seja num écran de televisão ou de computador, seja num simples espelho, com uma manifesta consciência de sí própria, e uma noção de ética que lhe permitia distinguir o bem do mal, leia-se, apercebia-se dos próprios disparates, Gatochy continua lembrada no seu pequeno bairro pela sua personalidade única, mesmo que já restem poucos gatos que a tenham conhecido directamente.
Esta pequena grande lutadora, que, ao longo de uma vida que durou 13 anos, enfrentou com uma impressionante coragem toda a espécie de inimigos, e Gatochy efectivamente tinha muitos, criteriosamente selecionados, mas também problemas de saúde extremamente sérios, que no final a vitimaram, foi sempre exemplo de determinação, combatividade e mesmo de aceitação, nunca perdendo a confiança em quem dela tratou até ao final.
Incompatível com qualquer outro felino, destinada a ser "gatinha única", Gatochy, capaz de enfrentar gatos e cães, tinha nojo de ratos, pelo que evitava estes pequenos e incómodos roedores, para os quais chamava a atenção sem nunca lhes tocar, o que, segundo a própria, era tão somente porque a sua coragem a impedia de atacar um adversário tão insignificante.
Um dos poucos gatos que realmente interagia a imagens, seja num écran de televisão ou de computador, seja num simples espelho, com uma manifesta consciência de sí própria, e uma noção de ética que lhe permitia distinguir o bem do mal, leia-se, apercebia-se dos próprios disparates, Gatochy continua lembrada no seu pequeno bairro pela sua personalidade única, mesmo que já restem poucos gatos que a tenham conhecido directamente.
segunda-feira, julho 06, 2015
Land Rover assina acordo com a Magna Steyr
No passado dia 01 de Junho, a Land Rover assinou um acordo com a Magna Steyr, um fabricante austríaco que fabricou os Mercedes Classe G e os Pinzgauer, veículos todo o terreno conhecidos pela sua robustez e pelas suas capacidades fora de estrada, que lhes permitiu serem adoptados por diversas forças militares.
No ano em que termina a produção do Defender em Solihull, em Inglaterra, e com as restantes fábricas inglesas destinadas a outros modelos da Land Rover, o acordo com a Steyr, especializada em veículos 4X4 de elevada qualidade, não deixa de levantar questões quanto à sucessão do mais antigo e icónico modelo da marca.
Assumir que o sucessor do Defender será projectado em Inglaterra e tecnicamente desenvolvido e fabricado em Graz, nas instalações da Steyr, é, obviamente, especulativo, mas o acordo celebrado entre estas marcas não deixa de ser interessante e promissor por concentrar sinergias que permitem desenvolver e produzir um veículo com capacidades fora de estrada excepcionais.
Um acordo deste tipo só a médio e longo prazo pode ser concretizado em termos de produção de veículos, sendo que um todo o terreno de alto desempenho necessita de um período de desenvolvimento, teste e entrada em produção que abrange vários anos, pelo que não será nos próximos meses que esperamos novidades concretas, mas fica a esperança de, no seu tempo, podermos assistir ao resultado desta parceria.
No ano em que termina a produção do Defender em Solihull, em Inglaterra, e com as restantes fábricas inglesas destinadas a outros modelos da Land Rover, o acordo com a Steyr, especializada em veículos 4X4 de elevada qualidade, não deixa de levantar questões quanto à sucessão do mais antigo e icónico modelo da marca.
Assumir que o sucessor do Defender será projectado em Inglaterra e tecnicamente desenvolvido e fabricado em Graz, nas instalações da Steyr, é, obviamente, especulativo, mas o acordo celebrado entre estas marcas não deixa de ser interessante e promissor por concentrar sinergias que permitem desenvolver e produzir um veículo com capacidades fora de estrada excepcionais.
Um acordo deste tipo só a médio e longo prazo pode ser concretizado em termos de produção de veículos, sendo que um todo o terreno de alto desempenho necessita de um período de desenvolvimento, teste e entrada em produção que abrange vários anos, pelo que não será nos próximos meses que esperamos novidades concretas, mas fica a esperança de, no seu tempo, podermos assistir ao resultado desta parceria.
domingo, julho 05, 2015
Um guia do automóvel com 50 anos - 1ª parte
Por vezes encontram-se publicações saidas de outra realidade, sendo o suplemento do "Mundo Motorizado", onde se podem encontrar características e preços dos automóveis vendidos em Portugal em Junho de 1965, portanto meio século atrás, exemplo de um desses pequenos documentos que, efectivamente, documentam parte da história deste País e dos fabricantes, cujos modelos aí se podem encontrar.
Durante anos, pelo menos até à década de 70, a revista "Mundo Motorizado" incluiu esta separata, longamente intitulada por "Principais características técnicas e preços base dos modelos de automóveis à venda em Portugal", e que, efectivamente, vinha ocupar um espaço disponível no sector da informação automóvel, numa época em que as revistas da especialidade eram bem menos do que as existentes nos dias de hoje e os catálogos raros ou quase inexistentes.
Impresso em papel de jornal, cabendo ao comprador cortar, dobrar e, preferencialmente, agrafar as folhas até obter um pequeno livro com pouco mais de uma centena de páginas, esta publicação descreve tecnicamente cada modelo, incluindo dados e características detalhadas do motor, da caixa de velocidades, da suspensão, dos pneus e das dimensões, estando presente ainda a velocidade máxima, consumos e os preços base e a taxa praticada naquela época.
Da leitura, o que mais salta à vista, talvez seja mesmo o impressionante número de marcas entretanto desaparecidas, algumas das quais farão para sempre parte da história do automóvel, enquanto outras, menos conhecidas, igualmente fizeram as delícias de numerosos proprietários e contribuiram para o avanço técnico que se verificou neste sector.
Durante anos, pelo menos até à década de 70, a revista "Mundo Motorizado" incluiu esta separata, longamente intitulada por "Principais características técnicas e preços base dos modelos de automóveis à venda em Portugal", e que, efectivamente, vinha ocupar um espaço disponível no sector da informação automóvel, numa época em que as revistas da especialidade eram bem menos do que as existentes nos dias de hoje e os catálogos raros ou quase inexistentes.
Impresso em papel de jornal, cabendo ao comprador cortar, dobrar e, preferencialmente, agrafar as folhas até obter um pequeno livro com pouco mais de uma centena de páginas, esta publicação descreve tecnicamente cada modelo, incluindo dados e características detalhadas do motor, da caixa de velocidades, da suspensão, dos pneus e das dimensões, estando presente ainda a velocidade máxima, consumos e os preços base e a taxa praticada naquela época.
Da leitura, o que mais salta à vista, talvez seja mesmo o impressionante número de marcas entretanto desaparecidas, algumas das quais farão para sempre parte da história do automóvel, enquanto outras, menos conhecidas, igualmente fizeram as delícias de numerosos proprietários e contribuiram para o avanço técnico que se verificou neste sector.
Subscrever:
Mensagens (Atom)



















