sexta-feira, novembro 03, 2017

"Empreender, da ideia ao negócio" da Deco-Proteste

O livro "Empreender, da ideia ao negócio" lançado pela Deco-Proteste e Proteste-Investe é um guia com uma vertente prática que pretende explicar aos leitores os processos, por vezes complexos e pouco lineares, que são necessário para iniciar uma actividade criando a sua própria empresa.

Ao longo de mais de centena e meia de páginas, são abordadas as questões legais e formais, incluindo as várias formas de associação e a forma como são tratadas pelas várias entidades com as quais, necessariamente, terão que se relacionar, incluindo a administração fiscal, mas também os incentivos e associações que promovem novas empresas ou os apoios que se podem obter, directamente ou por candidatura.

Estão incluídos diversos mapas, resumos, moradas e contactos, informação legal, mesmo que resumida, bem como uma série de conceitos e ideias sobre as quais convem refletir, não apenas do ponto de vista técnico ou formal, mas também avaliando se o interessado tem espírito de empreendedor e as características que lhe permitam desenvolver com sucesso uma iniciativa na área empresarial.

Para quem nunca teve ou geriu uma empresa, este é um guia extremamente útil, que percorre os passos essenciais para iniciar uma actividade por conta própria, resumindo procedimentos e ajudando a fazer escolhas, as quais, naturalmente, deverão ser acompanhadas por quem tenha experiência ou seja especialista na área, evitando assim alguns erros comuns e que podem ter um impacto negativo em qualquer iniciativa empresarial.

quinta-feira, novembro 02, 2017

Land Rover Defender da "Super 9"

Produzido sob a marca "Super 9", mas sendo fabricado pela "Welly", na invulgar escala 1/60, o modelo do Land Rover Defender 90 Td4, unicamente em cor branca, representa de forma fiel, embora muito simplificada, as linhas do original, sendo certo de que se destina sobretudo a um público muito jovem e pouco exigente que nele vê sobretudo um brinquedo.

No entanto, e apesar de simplificado e das pequenas dimensões, este modelo tem alguns detalhes interessantes e mesmo surpreendentes, como o excelente interior, onde estão presentes as especificidades do Td4, grelha, farois e jantes de boa qualidade e logotipos em tampografia.

Os limpa-parabrisas, retrovisores, tecto de abrir transparente e os detalhes em negro das abas das rodas estão presentes, com as maiores falhas a serem alguma falta de qualidade da pintura e os eixos que, quando o modelo é visto de frente, são algo desproporcionados mas facilitam a concepção e utilização como brinquedo.

Com os logotipos da Land Rover na caixa, o que implica deduzir que se trata de uma réplica autorizada pela marca e destinado a "merchandising", este pequeno Defender pode ser adquirido por 2.95 Euros em diversas papelarias, que não devolvem as miniaturas incluídas nas edições de Sábado do Correio da Manhã, oferecendo uma relação preço qualidade imbatível, mas destinado sobretudo a quem aprecie este modelo e não tenha muitas exigências a nível de detalhes.

quarta-feira, novembro 01, 2017

Período crítico prolongado até 15 de Novembro

O período crítico do Sistema de Defesa da Floresta vai vigorar até ao próximo dia 15 de Novembro, no terceiro prolongamento do presente ano, mantendo-se as proibições inerentes, entre as quais:

- Fumar, fazer lume ou fogueiras;
- Fazer queimas ou queimadas;
- Lançar foguetes e balões de mecha acesa;
- Fumigar ou desinfestar apiários, salvo se os fumigadores estiverem equipados com dispositivos de retenção de faúlhas;
- A circulação de tratores, máquinas e veículos de transporte pesados que não possuam extintor, sistema de retenção de fagulhas ou faíscas e tapa chamas nos tubos de escape ou chaminés.

Quando fizer piqueniques, opte por levar comida já preparada e que não necessite de ser aquecida, uma vez que é proibida a realização de fogo para a sua confeção.

Este novo prolongamente justifica-se face à manutenção do tempo quente para esta época do ano e seco, dado que as chuvas ocorridas, e previstas, não serão suficientes para reduzir de forma significativa a secura dos solos e, como isso, o actual risco de incêndio, que se mantém elevado.

terça-feira, outubro 31, 2017

Placa para armazenamento de pequenos objectos

Para acomodar pequenos objectos, uma das soluções disponíveis é recorrer a uma estrutura revestida por bandas elásticas, colocadas pelo utilizador, e que prendem facilmente items com dimensões e configurações completamente distintas, que vão desde um simples bloco de notas a um telefone, passando por canetas ou mesmo latas com bebidas.

A base deste sistema é uma estrutura em liga de magnésio negra, com pequenos dentes que ajudam a posicionar as bandas elásticas, evitando o seu deslizamento ao longo dos bordos, as quais são colocadas pela ordem pretendida, sobrepondo-se mutuamente, criando assim uma trama onde serão encaixados os objectos a transportar.

Este tipo de suporte pode ser utilizado dos dois lados, dependendo do tipo de objectos e do seu posicionamento, e a flexibilidade que resulta das múltiplas opções de colocação dos elásticos facilita a utilização com objectos sucessivamente distintos, com os mais variados formatos, sem nunca ficar condicionado a nenhum deles.

O preço deste sistema de arrumação, incluindo portes a partir da Ásia, ronda a quinzena de Euros para as duas versões disponíveis, uma com 27 por 19 centímetros e outra com 20 por quinze, podendo ser utilizado dentro de um estojo ou saco ou aparafusado numa superfície rígida, inclusivé num veículo, onde será uma possibilidade para arrumar ferramentas e outros utensílios de forma acessível.

segunda-feira, outubro 30, 2017

Opera Max para Android

O "Opera Max Data Manager" é um programa gratuito destinado a gerir conexões, poupando no tráfego de dados e contibuindo para a aumentar a segurança e nível de privacidade dos mesmos e do dispositivo onde é instalado, controlando a forma como diversas aplicações se conectam com os servidores.

Esta gestão tem diversas vertentes, que passam pela compressão de dados, sem sacrificar a qualidade dos conteúdos, sendo facilmente configurável, cabendo ao utilizador especificar quais as aplicações onde o "Opera Max" deve intervir a nível de fluxo de dados e nível de privacidade.

O Opera já disponbilizava uma VPN gratuita, incorporada no respectivo navegador, mas quando se utilizam aplicações autónomas, como o Facebook para Android, os dados não passam pelo "browser", pelo que não recorrem à VPN, expondo-os caso se utilizem redes pouco seguras, o que tende a acontecer com os "wifi" públicos.

A adição de mais um nível de encriptação, a possibilidade de navegação em modo incógnito, controlar o tráfego por aplicação, impedir a partilha de informação ou a aceitação de "cookies", tornam o "Opera Max" especialmente vocacionado para quem usa redes móveis desconhecidas e pretende um aumento de controle e segurança na sua conexão móvel.

domingo, outubro 29, 2017

Aneis de auto-defesa

Surgem cada vez mais equipamentos ou ferramentas desenhadas para serem transportadas em regime de permanência, o que em inglês é designado por "every day carry", abreviado para EDC, sigla muito usada para efectuar pesquisas deste tipo de objectos, os quais por vezes assumem configurações originais e, mantendo a utilidade que os caracteriza, são vendidos a preços muito baixos.

Estes aneis podem ser utilizados para partir o vidro de um veículo ou para efeitos de auto-defesa, podendo aqui colocarem-se algumas questões legais, mas o facto é que, numa emergência, tal será o menor dos problemas e aquilo em que menos se pensará antes de agir.

Este tipo de anel, em liga metálica leve mas resistente, tem dimensões de 32 x 26 x 7 milímetros e um diâmetro interno de 20, estando disponível em negro, dourado e prateado, sendo a cor aleatória quando a encomenda é efectuada em lotes, resultando num conjunto de conteúdo imprevisível.

O preço individual, já incluindo portes, ronda um Euro, mas quando encomendado em conjuntos de 5 ou mais unidades, cai para perto de metade para cada anel, pelo que estamos perante um dos "gadgets" destinados a uso diário mais acessíveis, podendo ser uma parte de um "kit" de emergência adequado para ser transportado no dia a dia, tal o escasso peso e volume que representa.

sábado, outubro 28, 2017

Portáteis recondicionados - 1ª parte

Recorrer a computadores em 2ª mão, reconstruídos ou verificados através de um revendedor certificado pelos respectivos fabricantes tem sido a nossa opção quando se trata de adquirir equipamentos informáticos, podendo desta forma obter-se poupanças substanciais.

A maioria destes computadores são de marcas conhecidas, o que garante uma certa qualidade e estabilidade, mas sobretudo a disponibilidade de peças de substituição e a existência de "software" compatível, devidamente testado, bem como, na maioria dos casos, um sistema operativo da família Windows devidamente licenciado e que pode ser actualizado de acordo com as normas do fabricante.

Obviamente, estamos diante de computadores que terão, em média, três anos, pelo que o seu desempenho poderá não ser o adequado para algumas situações, mas, quase certamente, sê-lo-ão na maioria dos casos e para a quase totalidade dos utilizadores, ficando de fora, sobretudo, aplicações que requeiram cálculos muito intensivos ou gráficos demasiadamente pesados.

No caso dos portáteis, as maiores limitações encontram-se a nível dos protocolos de comunicações, podendo não implementar os mais recentes, como o 802.11ac, e o desgaste das baterias que, aceitando carga, têm uma autonomia inferior às especificações de fábrica, facto que se nota sobretudo nos modelos com écrans de maiores dimensões.

sexta-feira, outubro 27, 2017

Apresentado o relatório sobre a tragédia de Pedrogão Grande - 5ª parte

Em consequência, muito do sucedido pode não ter ficado devidamente registado, o que levanta outro tipo de questões, tal com surgem interrogações quanto ao desempenho do comandante operacional nacional, que deveria ter tido "uma presença ativa" durante o incêndio e ter "mantido a avocação" desta operação de socorro.

Naturalmente, que num fogo de grandes dimensões, como o resultante dos de Pedrogão e Góis, que conjuntamente destruiram mais de 50.000 hectares ao longo de uma semana e envolveram mais de um milhar de operacionais, as falhas são mais visíveis, com outros problemas organizacionais e logísticos a revelarem-se com uma muito maior gravidade e impondo uma acrescida urgência na sua resolução que só será possível reestruturando a ANPC.

Com quase 300 páginas, este relatório ainda demorará a ser devidamente analizados e retiradas todas as conclusões, mas o facto de se centrar essencialmente num evento, não obstante todas as extrapolações efectuadas, não lhe permite ir tão longe como seria necessário, nomeadamente a nível de causas estruturais, que vão muito para além da prevenção e combate aos incêndios e implicam toda a realidade nacional, que falta ainda analizar e discutir.

Apesar destas limitações, espera-se que haja consequências a nível operacional, onde são mais do que exigiveís, mas também a nível político, como resultado de um conjunto de opções e atitudes que são avaliadas de forma negativa e diminuem substancialmente a confiança num conjunto de dirigentes cuja substituição já começou com o comandante operacional nacional, mas que necessita de ir mais longe, garantindo independência, competência e segurança nas estruturas e tutela da ANPC.

quinta-feira, outubro 26, 2017

Falta a pro-actividade das populações... - 3ª parte

A evolução climática, com profundas alterações a fazerem-se sentir, resultando num conjunto de condições que propiciam a propagação das chamas, implica rever o planeamento e alterar o dispositivo, melhorando-o sobretudo a nível técnico e científico, de modo a que seja mais rigoroso no planeamento do combate e na previsão da evolução dos incêndios, algo que a ciência permite conhecer com um grau de precisão cada vez maior.

No entanto, apesar de terem decorridos quatro meses sobre a tragédia de Pedrogão Grande, e talvez porque alguns assumam que esta seria irrepetível, muito pouco se evoluiu, parecendo natural que se possa demorar a estudar o relatório e a adoptar medidas nele constantes, sem atender à urgência inerente ao sucedido e para o que não seria necessário esperar pelas conclusões constantes do relatório que analiza esta ocorrência.

Muito embora apenas soluções profundas, a nível estrutural, possam resolver o problema dos incêndios florestais, e tal acontecerá apenas no médio e longo prazo, seria sempre de implementar medidas de contingência, antecipando uma situação que a meteorologia permitia antever, mesmo que com um grau de gravidade difícil de estimar.

A inacção, seja por que razão for, a incapacidade de adoptar medidas de contingência, o não substituir prontamente quem falhou redundamente ou a demora ou incapacidade de admitir responsabilidades são apenas alguns dos muitos factores que consideramos incontestáveis como reforço das condições para uma nova tragédia que se anunciava, sem que nada de efectivo se tenha feito para a evitar.

quarta-feira, outubro 25, 2017

Apresentado o relatório sobre a tragédia de Pedrogão Grande - 4ª parte

A falta de conhecimentos e a rigidez tem igualmente efeito nos procedimentos e recursos disponíveis para a pré-supressão e supressão a incêndios em Portugal, tal como a nível da percepção do risco e, acrescentamos da avaliação deste, do que resulta uma falta de segurança nas operações e no impedir "uma resposta efetiva à evolução temporal do potencial de incêndios", que neste momento tem impacto ao longo de todo ano.

Do relatório também consta a conclusão algo óbvia de que "Portugal não dispõe de operacionais especializados em meteorologia aplicada a incêndios, com acompanhamento permanente (em tempo real) das condições e dos incêndios ativos", algo inerente ao escasso "know how" disponível, apontado por diversas vezes como uma das causas mais importantes para o sucedido em Pedrogão Grande e que, noutra escala, será aplicável noutros teatros de operações.

Apesar de não ter sido considerado decisivo, é afirmado que o SIRESP, tal como todos sabemos, se baseia numa tecnologia desactualizada, incapaz de responder às actuais necessidades e que não possui sequer a resistência e resiliência que lhe permitam suportar operações, sendo extremamente vulnerável e incapaz de gerir grandes fluxos de comunicações, resultando em interrupções do serviço, cujas consequências dificilmente serão apuradas.

Agrava a dificuldade de apurar a verdade o facto de a "fita do tempo" ter sido desligada por ordem do segundo comandante operacional nacional, hoje comandante nacional, justificando a decisão com "excesso de informação que produzida", o que "contraria o Sistema de Gestão de Operações, bem como toda a doutrina instituída relacionada com o funcionamento do SADO, que impõe que todas as situações críticas devem, até de forma intempestiva, ficar registadas no sistema, independentemente da determinação operacional associada".