Estão presentes as habituais funções de um "kit" de mãos livres, controláveis a partir de botões ou no dispositivo emparelhado, que, tendo armazenamento ou ligação à Internet, permite igualmente ouvir música, sendo que o módulo electrónico nos parece o mesmo usado noutros tipos de gorros.
O sistema do "bluetooth", que inclui a bateria, um altifalante e um microfone de 32 milímetros, é facilmente removível, podendo o gorro ser lavado em água sem prejudicar a electrónica, que pode ser utilizada noutro gorro ou carregada autonomamente, ligada a uma simples tomada USB.
É de notar que, apesar das parecenças, existem diversos modelos semelhantes, funcionalmente equivalentes, aparentemente partilhando a electrónica, mas que terão diferenças a nível da qualidade de construção e dos materiais utilizados, pelo que deve ser efectuada uma pesquisa e uma comparação entre as propostas dos diversos vendedores.
Com um preço que começa perto da dezena de Euros, incluindo manual, cabo USB e portes a partir da Ásia, este gorro tem uma qualidade aceitável, mas o seu conforto depende em muito do gosto pessoal de cada um, sendo certo de que protege eficazmente contra o frio e a chuva, tal como é seu propósito, desempenhando ainda as funções de um "kit" de mãos livres.
sábado, dezembro 21, 2019
sexta-feira, dezembro 20, 2019
Quatro anos e meio de longevidade para bateria da LxBattery - 1ª parte
Em textos anteriores, datados de Junho de 2015, analizamos algumas das baterias fornecidas pela LxBattery que instalamos quer no Discovery, quer no Defender, e na altura prometemos que voltariamos ao assunto, concretamente quando a sua vida útil chegasse ao fim.
Dado que nos últimos dias o Discovery tinha cada vez maiores dificuldades em arrancar, sobretudo quando a temperatura arrefecia mais, optamos por, preventivamente e antecipando a possibilidade de deixar de fornecer a energia suficiente para o arranque, substituir a bateria em uso por uma nova, com 80A, que, neste fornecedor, tem um preço de 90 Euros, incluindo o IVA.
Existem alternativas a este modelo, que no caso concreto são da UltraPower, de 70Ah ou 80Ah e 600 CCA, com a Varta de 70Ah e 630 CCA a custar 100 Euros, um acréscimo de preço que resulta de um maior prestígio da marca, mas que nos parece injustificado face às características e porque as UltraPower são produzidas pela Johnson Controls, que fabrica igualmente as Varta, uma marca com reputação no mercado.
Obviamente, para além das baterias mais convencionais de chumbo e ácido existem alternativas que recorrem a tecnologias completamente diferentes, com características muito superiores e garantindo um melhor funcionamento à custa de um preço francamente mais elevado e que, no caso concreto, não se justifica.
Dado que nos últimos dias o Discovery tinha cada vez maiores dificuldades em arrancar, sobretudo quando a temperatura arrefecia mais, optamos por, preventivamente e antecipando a possibilidade de deixar de fornecer a energia suficiente para o arranque, substituir a bateria em uso por uma nova, com 80A, que, neste fornecedor, tem um preço de 90 Euros, incluindo o IVA.
Existem alternativas a este modelo, que no caso concreto são da UltraPower, de 70Ah ou 80Ah e 600 CCA, com a Varta de 70Ah e 630 CCA a custar 100 Euros, um acréscimo de preço que resulta de um maior prestígio da marca, mas que nos parece injustificado face às características e porque as UltraPower são produzidas pela Johnson Controls, que fabrica igualmente as Varta, uma marca com reputação no mercado.
Obviamente, para além das baterias mais convencionais de chumbo e ácido existem alternativas que recorrem a tecnologias completamente diferentes, com características muito superiores e garantindo um melhor funcionamento à custa de um preço francamente mais elevado e que, no caso concreto, não se justifica.
quinta-feira, dezembro 19, 2019
O localizador pessoal GF-09 - 3ª parte
O GF-09 é um modelo para uso pessoal, muito fácil de transportar, e mesmo de ocultar, que pode ser utilizado inclusivé preso na coleira de um animal doméstico, e que possui as funcionalidades essenciais num dispositivo deste tipo, sendo certo que o maior custo serão o das comunicações, já que necessita de um cartão SIM para enviar e receber dados, do que resulta, inevitavelmente, um encargo permanente durante o período de utilização.
A sua autonomia, que ronda os três dias, mas que por prudência deve ser considerada como inferior, é escassa, mas este é um preço a pagar pelas suas reduzidas dimensões, algo que também determina a falta de conectores, que permitam uma antena externa ou outras formas de alimentação, mas permite uma maior resistência e a possibilidade de uso no exterior, mesmo em tempo de chuva, dado que é muito fácil de proteger.
Para muitas situações, este pequeno localizador corresponde ao pretendido, implementando as principais funcionalidades de modelos de maiores dimensões, mais sofisticados, mas igualmente mais dispendiosos, os quais, em muitos casos, não são utilizados até ao extremo das suas possibilidades, acabando por não se traduzir, em termos práticos, numa vantagem real face a um equipamento como o GF-09.
Naturalmente, cabe ao potencial utilizador avaliar da adequação do modelo ao pretendido, em termos de funcionalidades e de capacidades, já que por não possuir antena exterior pode ficar mais vulnerável a interferências ou degradação do sinal, bem como verificar se o seu uso obedece à legislação em vigor, não pondo em causa a privacidade de terceiros, sendo, no entanto, certo que este modelo GF-09 é interessante, sobretudo pelas reduzidas dimensões e pelo preço muito competitivo.
A sua autonomia, que ronda os três dias, mas que por prudência deve ser considerada como inferior, é escassa, mas este é um preço a pagar pelas suas reduzidas dimensões, algo que também determina a falta de conectores, que permitam uma antena externa ou outras formas de alimentação, mas permite uma maior resistência e a possibilidade de uso no exterior, mesmo em tempo de chuva, dado que é muito fácil de proteger.
Para muitas situações, este pequeno localizador corresponde ao pretendido, implementando as principais funcionalidades de modelos de maiores dimensões, mais sofisticados, mas igualmente mais dispendiosos, os quais, em muitos casos, não são utilizados até ao extremo das suas possibilidades, acabando por não se traduzir, em termos práticos, numa vantagem real face a um equipamento como o GF-09.
Naturalmente, cabe ao potencial utilizador avaliar da adequação do modelo ao pretendido, em termos de funcionalidades e de capacidades, já que por não possuir antena exterior pode ficar mais vulnerável a interferências ou degradação do sinal, bem como verificar se o seu uso obedece à legislação em vigor, não pondo em causa a privacidade de terceiros, sendo, no entanto, certo que este modelo GF-09 é interessante, sobretudo pelas reduzidas dimensões e pelo preço muito competitivo.
quarta-feira, dezembro 18, 2019
2 horas para socorro no centro de Lisboa - 5ª parte
Temos que nos interrogar quantos casos semelhantes ocorrem, sobretudo em zonas mais remotas, e que nunca são noticiados ou investigados, ficando apenas na memória dos entes queridos da vítima, por vezes incapazes de exigir um inquérito, para o que basta participar a ocorrência ao Ministério Público e à Inspecção-Geral das Actividades em Saúde, pelo que ficam ocultos da opinião pública e sem as devidas consequências, premiando a irresponsabilidade e, no limite, a negligência, que pode assumir os mais diversos contornos.
Só com uma denúncia constante, com queixas por parte das vítimas, ou dos seus familiares, com o aumento da pressão da opinião pública, será possível inverter um rumo que se afigura ser no sentido da tragédia, obrigando o Estado a revelar os dados referentes ao socorro, incluindo os meios efectivamente disponíveis, não os nominais, bem como os tempos de resposta e de efectivação das missões de socorro, incluindo-se aqui os meios envolvidos e as consequências para as vítimas.
No meio da actual opacidade, onde imperam esclarecimentos dúbios e desmentidos absurdos, que apenas contribuem para o aumento da dúvida e da revolta, o número de vítimas continuará, inevitavelmente, a aumentar, mesmo que oculto por estatísticas concebidas para tornar tão pouco claro quanto possível aquilo que para o cidadão comum já é mais do que evidente, e em que acredita, seja como resultado da percepção inerente ao senso comum, seja como consequência da falta de confiança nas instituições.
O socorro, tal como o sistema de saúde em que se integra, atingiu um nível de disfuncionalidade inaceitável, comprometendo a segurança dos cidadãos, que nele não confiam, independentemente do que afirmam os titulares dos cargos públicos que o supervisionam, pelo que urge tomar medidas urgentes, bem como responsabilizar de forma efectiva quem, pelas suas acções ou omissões, permitiu esta lamentável e vergonhosa evolução.
Só com uma denúncia constante, com queixas por parte das vítimas, ou dos seus familiares, com o aumento da pressão da opinião pública, será possível inverter um rumo que se afigura ser no sentido da tragédia, obrigando o Estado a revelar os dados referentes ao socorro, incluindo os meios efectivamente disponíveis, não os nominais, bem como os tempos de resposta e de efectivação das missões de socorro, incluindo-se aqui os meios envolvidos e as consequências para as vítimas.
No meio da actual opacidade, onde imperam esclarecimentos dúbios e desmentidos absurdos, que apenas contribuem para o aumento da dúvida e da revolta, o número de vítimas continuará, inevitavelmente, a aumentar, mesmo que oculto por estatísticas concebidas para tornar tão pouco claro quanto possível aquilo que para o cidadão comum já é mais do que evidente, e em que acredita, seja como resultado da percepção inerente ao senso comum, seja como consequência da falta de confiança nas instituições.
O socorro, tal como o sistema de saúde em que se integra, atingiu um nível de disfuncionalidade inaceitável, comprometendo a segurança dos cidadãos, que nele não confiam, independentemente do que afirmam os titulares dos cargos públicos que o supervisionam, pelo que urge tomar medidas urgentes, bem como responsabilizar de forma efectiva quem, pelas suas acções ou omissões, permitiu esta lamentável e vergonhosa evolução.
terça-feira, dezembro 17, 2019
O localizador pessoal GF-09 - 2ª parte
A visualização dos resultados da localização pode ser via mensagem por SMS ou através de uma plataforma ou aplicação instalada num computador, sendo possível enviar comandos ao localizador, incluindo para activar funcionalidades ou alterar parâmetros ou configurações, o que permite um bom nível de recolha de informação e de interacção.
Este localizador opera nas redes móveis GSM / GPRS comuns, que operam a 850, 900, 1800 ou 1900 MHz, suportando temperaturas entre os -20 e os 85 graus de temperatura, tendo uma precisão estimada entre os 10 e os 50 metros e uma capacidade de gravar sons num raio de perto de 5 metros, através de um microfone de silicone de alta sensibilidade.
Optamos sempre por dispositivos que operem nas frequências mais comuns em termos mundiais, e que não são as mesmas em todos os países, bem como por aqueles que incluem um "chip" que permita receber o sinal de satélite, do que resulta uma muito maior precisão em termos de localização.
Por outro lado, em interiores ou locais onde o sinal de satélite não seja recebido, ou o número de satélites visíveis pelo equipamento não permita determinar a sua posição, o complemento da localização via rede móvel revela-se particularmente útil, com a melhora precisão a ser atingida quando os vários sistemas funcionam de forma complementar.
Este localizador opera nas redes móveis GSM / GPRS comuns, que operam a 850, 900, 1800 ou 1900 MHz, suportando temperaturas entre os -20 e os 85 graus de temperatura, tendo uma precisão estimada entre os 10 e os 50 metros e uma capacidade de gravar sons num raio de perto de 5 metros, através de um microfone de silicone de alta sensibilidade.
Optamos sempre por dispositivos que operem nas frequências mais comuns em termos mundiais, e que não são as mesmas em todos os países, bem como por aqueles que incluem um "chip" que permita receber o sinal de satélite, do que resulta uma muito maior precisão em termos de localização.
Por outro lado, em interiores ou locais onde o sinal de satélite não seja recebido, ou o número de satélites visíveis pelo equipamento não permita determinar a sua posição, o complemento da localização via rede móvel revela-se particularmente útil, com a melhora precisão a ser atingida quando os vários sistemas funcionam de forma complementar.
segunda-feira, dezembro 16, 2019
2 horas para socorro no centro de Lisboa - 4ª parte
Tal leva-nos, naturalmente, para outro conjunto de problemas que, afectando directamente o socorro, decorrem de opções que lhe são alheias, onde esta vertente é completamente ignorada, mas que tem consequências óbvias, sendo de verificar os dados estatísticos, que necessitam de ser confirmados por auditorias externas, de modo a aferir qual a evolução do tempo de socorro, bem como as causas que podem ser apontadas para o mesmo e que são, sem dúvida, muito diversas.
Por outro lado, surgem dúvidas em termos de planeamento e da integração dos vários sectores, sobretudo a nível da forma como se afectam ou interagem, numa falta de perspectivas globais que geram, para além de incompatibilidades, todo um conjunto de efeitos secundários da maior gravidade que, tantas vezes, superam as escassas, ou duvidosas, vantagens que são permanentemente anunciadas como solução para alguns dos problemas com que o País se depara.
Neste espaço de duas horas, e não obstante o esforço dos elementos que acorreram ao local, a vítima acabou por falecer, algo que, independentemente dos meios, poderia ter sucedido, dada a sua fragilidade, mas que nunca poderia ter ocorrido desta forma, que consideramos violar princípios básicos da dignidade humana, com o Estado a revelar-se incapaz de cumprir a sua missão de proteger os cidadãos.
Naturalmente, se tal ocorre no centro de Lisboa, onde existe, supostamente, uma maior concentração e disponibilidade de meios, temos que nos interrogar quanto ao que sucede em áreas mais remotas, onde as distâncias aumentam, os recursos são mais escassos e o escrutínio será francamente menor, sobretudo sendo cidadãos anónimos, cujo destino não será analizado da mesma forma pela comunicação social.
Por outro lado, surgem dúvidas em termos de planeamento e da integração dos vários sectores, sobretudo a nível da forma como se afectam ou interagem, numa falta de perspectivas globais que geram, para além de incompatibilidades, todo um conjunto de efeitos secundários da maior gravidade que, tantas vezes, superam as escassas, ou duvidosas, vantagens que são permanentemente anunciadas como solução para alguns dos problemas com que o País se depara.
Neste espaço de duas horas, e não obstante o esforço dos elementos que acorreram ao local, a vítima acabou por falecer, algo que, independentemente dos meios, poderia ter sucedido, dada a sua fragilidade, mas que nunca poderia ter ocorrido desta forma, que consideramos violar princípios básicos da dignidade humana, com o Estado a revelar-se incapaz de cumprir a sua missão de proteger os cidadãos.
Naturalmente, se tal ocorre no centro de Lisboa, onde existe, supostamente, uma maior concentração e disponibilidade de meios, temos que nos interrogar quanto ao que sucede em áreas mais remotas, onde as distâncias aumentam, os recursos são mais escassos e o escrutínio será francamente menor, sobretudo sendo cidadãos anónimos, cujo destino não será analizado da mesma forma pela comunicação social.
domingo, dezembro 15, 2019
Gorro de Inverno com "bluetooth" - 1ª parte
Com a chegada do tempo frio e chuvoso, surge, muitas vezes, a necessidade de adquirir algum tipo de vestuário ou acessórios que protejam contra factores climáticos mais agressivos, tendo os chapéus ou gorros uma especial importância dado que muito calor se perde através da cabeça.
Construído em material acrílico, obviamente sem qualquer tipo de pele natural, este gorro tem o formato tipicamente associado às conhecidas "ushankas" russas, tendo um tamanho considerado como universal, o que pode impedir o uso por quem necessite de números grandes, e está disponível em vermelho, azul e negro.
Com pelo na zona da testa e nas laterais, que podem ficar presas sobre o gorro, inclui uma protecção adicional, removível, que permite cobrir a face, deixando apenas os olhos expostos, e tem um fecho de abertura rápida, de fácil ajuste, que fixa o gorro mesmo em condições meteorológicas adversas.
O "bluetooth", na versão 4.1+EDR, opera nas frequências habituais, tem um alcance de aproximadamente 10 metros e proporciona entre 3 a 6 horas de conversação, alimentado por uma bateria interna de 180 mA, recarregável via USB, num processo que dura um par de horas.
Construído em material acrílico, obviamente sem qualquer tipo de pele natural, este gorro tem o formato tipicamente associado às conhecidas "ushankas" russas, tendo um tamanho considerado como universal, o que pode impedir o uso por quem necessite de números grandes, e está disponível em vermelho, azul e negro.
Com pelo na zona da testa e nas laterais, que podem ficar presas sobre o gorro, inclui uma protecção adicional, removível, que permite cobrir a face, deixando apenas os olhos expostos, e tem um fecho de abertura rápida, de fácil ajuste, que fixa o gorro mesmo em condições meteorológicas adversas.
O "bluetooth", na versão 4.1+EDR, opera nas frequências habituais, tem um alcance de aproximadamente 10 metros e proporciona entre 3 a 6 horas de conversação, alimentado por uma bateria interna de 180 mA, recarregável via USB, num processo que dura um par de horas.
sábado, dezembro 14, 2019
O localizador pessoal GF-09 - 1ª parte
Os localizadores pessoais, adaptáveis aos mais diversos fins, estão cada vez mais baratos, pelo que, caso sejam considerados necessários, já não será o custo, que fica em pouco mais de uma dúzia de Euros, incluindo portes a partir da Ásia, possa ser utilizado como desculpa.
Consideramos apenas modelos que suportem múltiplos sistemas, ou seja, aqueles que recorrem apenas a WiFi ou rede móvel não são incluídos nas nossas análises, sendo exigível que recebam informação via satélites, a partir do sistema GPS, o mais comum, mas preferencialmente de um segundo, como o Beidou ou o Glonass.
O GF-09, um modelo muito compacto, de apenas 3.30 x 2.20 x 1.60 centímetros, com base magnética e um peso de apenas 2 gramas, inclui uma bateria interna de iões de lítio de 380 mAh, que permite operar até 72 horas de forma autónoma, dependendo da actividade e configurações em termos de poupança de energia sendo carregado a 5V via porta USB, pelo que será fácil de o fazer através de um adaptador a partir de um veículo.
As habituais funções de registo de percursos e voz, capacidade de ser controlado por voz, incluir botão de pânico, permitir estabelecer um perímetro de segurança estão presentes, tal como o sistema de seguimento em tempo real, fazendo o envio de dados via rede móvel, mas igualmente guardando-os internamente num cartão de memória com capacidade até aos 32 Gb, que acresce a 1 Gb de memória interna.
Consideramos apenas modelos que suportem múltiplos sistemas, ou seja, aqueles que recorrem apenas a WiFi ou rede móvel não são incluídos nas nossas análises, sendo exigível que recebam informação via satélites, a partir do sistema GPS, o mais comum, mas preferencialmente de um segundo, como o Beidou ou o Glonass.
O GF-09, um modelo muito compacto, de apenas 3.30 x 2.20 x 1.60 centímetros, com base magnética e um peso de apenas 2 gramas, inclui uma bateria interna de iões de lítio de 380 mAh, que permite operar até 72 horas de forma autónoma, dependendo da actividade e configurações em termos de poupança de energia sendo carregado a 5V via porta USB, pelo que será fácil de o fazer através de um adaptador a partir de um veículo.
As habituais funções de registo de percursos e voz, capacidade de ser controlado por voz, incluir botão de pânico, permitir estabelecer um perímetro de segurança estão presentes, tal como o sistema de seguimento em tempo real, fazendo o envio de dados via rede móvel, mas igualmente guardando-os internamente num cartão de memória com capacidade até aos 32 Gb, que acresce a 1 Gb de memória interna.
sexta-feira, dezembro 13, 2019
2 horas para socorro no centro de Lisboa - 3ª parte
O accionamento de uma segunda ambulância também do Beato, que iria percorrer a mesma distância, é algo que deve ser explicado, sobretudo se o contacto foi efectuado directamente para a corporação de bombeiros e não através do Centro de Orientação de Doentes Urgentes (CDOS), que poderia ter meios posicionados num local mais favorável e que, portanto, chegariam mais rapidamente ao local do incidente.
Por outro lado, tendo sido pedido um meio diferenciado, no caso concreto, pelo que se sabe, uma Viatura Médica de Emergência e Reanimação (VMER), que não foi enviada, presume-se que por indisponibilidade, mas cuja ausência nesta ocorrência tem que ser justificada, aponta igualmente para uma flagrante escassez de meios ou para uma gestão duvidosa dos mesmos.
Oviamente, face às distâncias a percorrer, pode o CDOS ter concluído que a VMER chegaria ao local da ocorrência após o doente ter chegado ao hospital, caso a ambulância que o transportava partisse nessa altura, pelo que a espera pela VMER deixaria de fazer sentido, mas o facto é que, face ao tempo que decorreu entre o accionamento de meios e a chegada ao destino, tal necessita de ser devidamente esclarecido.
Infelizmente, as condições de transitabilidade em Lisboa, uma cidade cada vez mais desestruturada, onde vias para veículos são eliminadas, dando lugar a ciclovias, algo que sucede em vias estruturantes e essenciais para o socorro, contribui para o aumento do tempo de espera e para a impossibilidade de efectuar as missões com a rapidez necessária para que se revelem eficazes.
Por outro lado, tendo sido pedido um meio diferenciado, no caso concreto, pelo que se sabe, uma Viatura Médica de Emergência e Reanimação (VMER), que não foi enviada, presume-se que por indisponibilidade, mas cuja ausência nesta ocorrência tem que ser justificada, aponta igualmente para uma flagrante escassez de meios ou para uma gestão duvidosa dos mesmos.
Oviamente, face às distâncias a percorrer, pode o CDOS ter concluído que a VMER chegaria ao local da ocorrência após o doente ter chegado ao hospital, caso a ambulância que o transportava partisse nessa altura, pelo que a espera pela VMER deixaria de fazer sentido, mas o facto é que, face ao tempo que decorreu entre o accionamento de meios e a chegada ao destino, tal necessita de ser devidamente esclarecido.
Infelizmente, as condições de transitabilidade em Lisboa, uma cidade cada vez mais desestruturada, onde vias para veículos são eliminadas, dando lugar a ciclovias, algo que sucede em vias estruturantes e essenciais para o socorro, contribui para o aumento do tempo de espera e para a impossibilidade de efectuar as missões com a rapidez necessária para que se revelem eficazes.
quinta-feira, dezembro 12, 2019
Plano Municipal de Defesa da Floresta Contra Incêndios nada adiantam - 3ª parte
Compreende-se, portanto, que vários autarcas nem sequer tenham activado os respectivos planos, alegando, quase sempre, que o que deles consta já estava a ser seguido e que da sua activação não resultariam melhorias na coordenação das operações ou na protecção das populações, o que, sendo raramente analizado na altura, acaba por confirmar a inutilidade do plano e o absurdo da sua aceitação por parte da tutela.
Naturalmente, todos estes planos deviam ter sido criteriosamente analizados e avaliados por uma entidade independente e com os conhecimentos adequados na altura da sua submissão, sendo liminarmente recusados, com as implicações legais daí decorrentes, caso não se enquadrassem no que o legislador efectivamente previu.
Apesar de anunciado uma análise destes planos municipais por parte do Instituto de Conservação da Natureza, tal representa, pela sua incidência, uma visão parcial, pelo que urge uma revisão mais abrangente e a sua inclusão, mesmo que com as necessárias alterações, num nível de planeamento superior, devidamente integrado, numa perspectiva mais larga, sem que cada plano fique confinado aos concelhos de que são originários.
Se a ideia destes planos municipais pode ser útil, a verdade é que da sua implementação não resultou qualquer das vantagens a que supostamente dariam origem, sendo um exemplo prático do que de pior se faz neste País, onde as aparências escondem uma dura realidade, enquanto muitos vivem na ilusão de uma segurança que o planeamento efectuado teria a qualidade que o tornaria numa base de acção exequível, capaz de proporcionar um auxílio relevante no combate aos fogos.
Naturalmente, todos estes planos deviam ter sido criteriosamente analizados e avaliados por uma entidade independente e com os conhecimentos adequados na altura da sua submissão, sendo liminarmente recusados, com as implicações legais daí decorrentes, caso não se enquadrassem no que o legislador efectivamente previu.
Apesar de anunciado uma análise destes planos municipais por parte do Instituto de Conservação da Natureza, tal representa, pela sua incidência, uma visão parcial, pelo que urge uma revisão mais abrangente e a sua inclusão, mesmo que com as necessárias alterações, num nível de planeamento superior, devidamente integrado, numa perspectiva mais larga, sem que cada plano fique confinado aos concelhos de que são originários.
Se a ideia destes planos municipais pode ser útil, a verdade é que da sua implementação não resultou qualquer das vantagens a que supostamente dariam origem, sendo um exemplo prático do que de pior se faz neste País, onde as aparências escondem uma dura realidade, enquanto muitos vivem na ilusão de uma segurança que o planeamento efectuado teria a qualidade que o tornaria numa base de acção exequível, capaz de proporcionar um auxílio relevante no combate aos fogos.
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