terça-feira, março 07, 2006

Justificação da falta de artigos sobre Land Rovers


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Algumas das peças ainda em falta ou por instalar

Ultimamente tem havido uma certa diminuição dos artigos sobre Land Rover's, facto pelo qual não queremos deixar de dar uma justificação aos nossos leitores.

Como é provavelmente do conhecimento de todos, a maioria das aquisições tem sido feita através do EBay inglês, onde é possível encontrar peças e acessórios em grande variedade e a preços francamente mais baixos do que os normalmente praticados em Portugal.

Acontece que, no caso de peças mais volumosas ou pesadas, o custo de envio é proibitivo, pelo que é necessário esperar por um transporte alternativo, de modo a que o negócio seja compensador.

Por outro lado, a instalação de determinadas peças está dependente da disponibilidade de outras, pelo que a falta de algo que parece quase insignificante pode levar ao adiamento de uma longa série de trabalhos.

Este é, por exemplo, a situação de quem tem uma estrutura para "soft-top" e a barra para os cintos de segurança, mas não tem a lona, tornando inútil e mesmo contraproducente a instalação das peças actualmente disponíveis.

Por outro lado, o tempo frio e chuvoso é sempre penalizador para quem, como nós, não dispõe de um espaço apropriado à instalação destes peças, algumas das quais, pelo seu peso ou volume, são difíceis de manejar.

Também a dificuldade em obter a necessária ajuda na instalação de determinadas peças, algo é normalmente mais fácil de conseguir durante as férias escolares, tem tido o seu impacto na falta de novidades nesta área, pelo que esperamos que as férias da Páscoa tragam algumas melhorias.

Prometemos que assim que estas peças cheguem, retomaremos a periodicidade normal das descrições e apresentação de produtos como temos vindo a fazer.

segunda-feira, março 06, 2006

Bombeiros contra comando militar


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SNBPC, GNR e bombeiros em operações de socorro

Os bombeiros do distrito de Coimbra aprovaram uma moção em que contestam a nomeação de um militar para o cargo de comandante operacional distrital.

Nesta moção, os bombeiros consideram que nas várias corporações "existem quadros com competência operacional e organizacional" para assumir aquele cargo.

O Presidente da Federação de Bombeiros do Distrito de Coimbra, Jaime Soares, disse, ao Jornal de Notícias, que "para já, não há razão para avançarmos com qualquer atitude de contestação pública, porque acreditamos que haverá bom senso".

Contudo, adiantou que "não se pode admitir que venha alguém comandar que sabe menos em comparação com os bombeiros, os quais têm cursos e muita prática".

"Nada nos move contra os militares ou a GNR", ressalvou Jaime Soares, mas garantiu que os bombeiros "não vêem com bons olhos uma situação de estarem sujeitos a um comandante militar".

Por isso, defende que o comandante operacional distrital "deve ser oriundo dos corpos de bombeiros".

Recordamos que o Serviço Nacional de Bombeiros e Protecção Civil tem intenção de colocar militares nos comandos operacionais distritais, não obstante as críticas e reacções negativas dos bombeiros, perante o que Jaime Soares pede que "haja sensatez, diálogo e boas soluções".

Entretanto, quatro comandantes, entre os quais Jaime Soares, apresentaram o respectivo pedido de demissão, em protesto contra esta possível decisão do SNBPC, recusando ser comandados pelos mesmos oficiais a que, provavelmente, terão de dar instrução.

Tal como mencionamos no caso da chefia do SNBPC consideramos que o facto de ser militar ou civil não deveria ser tido em conta, mas tão somente a capacidade do nomeado, de igual forma defendemos que a nomeação de comandantes operacionais distritais militares, apenas devido ao seu estatuto, não faz qualquer sentido.

Assim, substituir operacionais experientes por militares sem a mesmo nível de experiência e conhecimentos no combate a fogos florestais, para além de ser um princípio que perverte qualquer lógica de competência, coloca em risco quem participa nas missões de socorro e não protege devidamente as populações.

Este é, infelizmente, um assunto a que certamente voltaremos, dado que a militarização de uma estrutura que deve ser civil está a provocar um manifesto mal-estar junto dos Bombeiros, entidade fundamental para o funcionamento do socorro em Portugal.

Conselho de Ministros aprovou verba de 10.000.000 euros


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Ministro Pedro Silva Pereira

O Conselho de Ministros aprovou na passada 5ª feira a concessão de uma verba máxima de 10.000.000 de euros para apoiar os corpos de bombeiros que tiveram despesas extraordinárias a enfrentar os incêndios florestais do ano passado.

Em conferência de imprensa, o Ministro da Presidência, Pedro Silva Pereira, referiu que a resolução se destina a compensar os corpos de bombeiros por "prejuízos anormais" em 2005 no combate aos incêndios florestais.

Com a aprovação da resolução, adiantou Pedro Silva Pereira, os corpos de bombeiros deverão agora apresentar as "despesas extraordinárias" que tiveram, como por exemplo, danos em viaturas, com os "respectivos comprovativos".

Pedro Silva Pereira referiu ainda que "já está pronto" o despacho do Ministro de Estado e da Administração Interna, António Costa, para a atribuição desses apoios extraordinários e que as verbas a pagar "estão previstas no Orçamento do Estado para 2006".

Como salientou o Ministro da Presidência, a resolução aprovada destina-se a "repor a capacidade logística e operacional dos corpos de bombeiros".

Conforme temos vindo a referir, o atraso do pagamento destas verbas, que foram sendo sucessivamente anunciadas e agora são oficializadas, está a deixar inoperacionais meios importantes no combate aos incêndios.

Por outro lado, desconhecemos se os 10.000.000 euros de limite máximo são efectivamente suficientes para repor a capacidade operacional e saldar todas as dívidas a fornecedores, sem o que os meios disponíveis para 2006 serão inferiores aos que se mostraram insuficientes no ano passado.

O caso que ontem mencionamos, relativamente aos Bombeiros Voluntários de Fornos de Algodres, é apenas um exemplo das dificuldades por que passam as Corporações e as empresas que lhes prestam serviços.

Este é um assunto que abordamos por diversas vezes, mas que só ficará concluido quando, efectivamente, forem efectuados os pagamentos que se anunciam, e caso este montante chegue para pagar a totalidade das dívidas.

domingo, março 05, 2006

Portugal dirige estudo de fogos


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Fogos descontrolados no Verão de 2005

Portugal vai liderar um projecto internacional, pioneiro de pesquisa sobre incêndios na floresta mediterrânea, denominado "Fire Paradox", a ser apresentado nesta segunda-feira, que envolve 32 parceiros, de 12 países, e várias organizações não-governamentais.

Este projecto, proposto à União Europeia por várias universidades da Europa, vai analisar os aspectos técnicos e as questões sociais que envolvem os incêndios florestais.

A acção do "Fire Paradox" centra-se nos domínios da pesquisa, avaliação do risco, desenvolvimento de tecnologias e divulgação de conhecimentos e treino vocacional, como, por exemplo, o fogo controlado.

Rui Nobre Gonçalves adiantou que o projecto em causa vai analisar "não só os aspectos técnicos, como também vai abordar as questões sociais que estão à volta do fogo na floresta".

"O fogo tem aspectos negativos, mas também tem positivos, como o fogo controlado que tem como objectivo uma melhor gestão das florestas", adiantou o Secretário de Estado, explicando que foi este paradoxo que deu o nome ao projecto.

Segundo Rui Nobre Gonçalves, o fogo controlado será feito nos meses mais frios e tem como objectivo "reduzir a carga de combustível que existe nas florestas".

Este ano, já foi aplicado na Serra do Marão e na Serra da Estrela, disse o Secretário de Estado, revelando que se encontra em Portugal uma equipa de especialistas americanos a colaborar com a Direcção-Geral dos Recursos Florestais nesta matéria.

Este projecto é co-coordenado pelo "Centro de Ecologia Ambiental Professor Baeta Neves", do Instituto Superior de Agronomia, sendo proponente o professor Francisco Castro Rego, actual director-geral dos Recursos Florestais.

A apresentação do "Fire Paradox" decorre esta segunda-feira, numa cerimónia presidida pelo secretário de Estado do Desenvolvimento Rural e das Florestas, Rui Nobre Gonçalves.

Este poderá ser um projecto interessante, sobretudo no aprofundamento das consequências sociais dos incêndios, mas, mais importante do que o estudo em sí, será a aplicação prática das conclusões, algo que em Portugal tem falhado sucessivamente.

Um milagre é que vinha mesmo a calhar!


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Site do Patriarcado de Lisboa

Segundo o Expresso, António Costa, Ministro da Administração Interna enviou um pedido a todos os párocos portugueses para que façam um trabalho de sensibilização junto das populações na área da prevenção e combate aos incêndios florestais.

"O Governo enviou-nos uma circular para que o trabalho relacionado com a ecologia [...] tenha, nos meses de Verão, particular enfâse na defesa do património florestal", terá confirmado ao Expresso fonte do Patriarcado de Lisboa.

No entanto, esta iniciativa surge como algo de redundante, já que quem conhece o Interior do País sabe que, desde há muito, é corrente os Párocos sensibilizarem as populações não apenas para este problema, mas para muitos outros considerados relevantes.

Sabendo que a colaboração de todos é necessária, o Governo acaba por não cumprir a sua obrigação quando tenta mobilizar as populações, algo que é obviamente necessário, mas sem fornecer um mínimo de infraestruturas e de formação.

Sem programas devidamente organizados e publicitados, apelando a colaborações espontâneas que podem colocar em risco os próprios participantes, presta-se um mau serviço, desperdiçando recursos importantes, que só podem ser aproveitados através de programas estruturados na protecção da floresta e no desenvolvimento do Interior.

Assim, este apelo à Igreja, mais do que a colaboração que esta há muito presta, sugere-nos mais o pedido de orações, que levem a uma intervenção divina e ao milagre, que possa compensar a falta de medidas concretas.

sábado, março 04, 2006

Oficina retém carro dos Bombeiros


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Sérgio Fonseca dos BV Fornos de Algodres

Os Bombeiros de Fornos de Algodres têm o seu melhor carro de combate aos fogos inoperacional há 6 meses porque não têm 16.000 euros para pagar uma recuperação a que foi sujeito numa oficina.

Segundo os bombeiros, o carro todo-o-terreno "faz muita falta" pois recentemente tiveram de combater um fogo urbano com uma viatura de desencarceramento.

"Já perdemos toda a credibilidade", desabafa Sérgio Fonseca, presidente da Associação dos Bombeiros de Fornos de Algodres, adiantando que "a culpa é do Estado" que ainda não lhes pagou as despesas dos fogos de 2005.

"Nós não temos dinheiro para pagar as nossas dívidas porque nos devem 41.000 euros”, explicou o responsável, que já alertou o Serviço Nacional de Bombeiros e Protecção Civil, mas até agora não obteve qualquer resposta.

O comandante dos Bombeiros Voluntários de Fornos de Algodres, José António Pereira, refere que a viatura retida na oficina é "a melhor da corporação" e "tem feito muita falta".

Victor Garcia, proprietário da oficina, diz que a viatura "está parada há 6 meses" porque os Bombeiros de Fornos "nunca apresentaram por escrito qualquer garantia de pagamento".

Não obstante os anúncios da disponibilização de verbas, o facto é que estas ainda não foram entregues e, logicamente, os credores não têm confiança nas promessas feitas pelo Governo dado os atrasos que se verificam nos pagamentos, e são igualmente penalizados por esta situação, pois não vêm pago os trabalhos realizados.

Entretanto, da indisponibilidade dos equipamentos resultam situações potencialmente perigosas, das quais podem resultar vítimas, sendo estas da responsabilidade de quem não assume os seus compromissos.

Esta situação, que estamos certos não ser única no País, espelha as carências económicas e as consequências do não pagamento atempado das dívidas, temendo-se pela operacionalidade dos Corpos de Bombeiros quando chegar a nova época de incêndios.

Projecto secreto da Microsoft é um mini-computador


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Site do projecto Origami

A Microsoft já confirmou que o Projecto Origami, a ser apresentado no dia 9 deste mês, é da sua responsabilidade.

Embora ainda não se saiba muito acerca deste segredo bem guardado, sabemos que o ultra-secreto projecto da Microsoft, não é um leitor de MP3, nem uma consola portátil ou um PDA convencional.

Segundo uma informação foi avançada pela Associated Press citando fonte anónima da Microsoft, o Origami é um mini-computador que vai correr o sistema operativo Windows XP e enquadra-se na família dos "ultra mobile PC", destinados a utilizadores que querem máquinas de menor dimensão, mais fáceis de transportar do que os "laptops" convencionais.

Espera-se que as primeiras versões sejam apresentadas numa conferência no próximo dia 9 de Março e estarão disponíveis ao público pouco tempo depois, avançou a mesma fonte.

A Microsoft já confirmou que está a ser desenhado um "ultra mobile PC", mas não avançou com especificações, sendo de prever que, devido ao seu pequeno tamanho, estes computadores não venham com teclado, possuam écrans de apenas 4" e não tenham elevadas performances.

Os preços podem variar entre os 500 e os 1.000 dólares, mas ainda não se sabem os preços finais das várias versões a disponibilizar.

Dependendo do preço e das características, esta pode ser uma alternativa aos PDA's para quem necessite de um sistema de navegação com as funcionalidades inerentes a um computador pessoal que corra um sistema operativo Windows XP.

Mesmo sabendo que o recurso ao Windows XP tem implicações sérias em termos de agravamento de custo, a possibilidade de integrar programas actualmente em uso e que necessitam de equipamentos de maiores dimensões, não deixa de abrir uma janela de oportunidade para esta solução.

Embora a nossa perspectiva seja a de que o OLPC possa ser a solução ideal para actividades de cariz humanitária, devido ao preço e à resistência do equipamento, uma configuração mais dispendiosa, mas que abra outro tipo de possibilidades, não deixa de ser bem vinda e merece ser devidamente avaliada.

Sugerimos, portanto, que no dia 9 de Março visitem o "site" do Projecto Origami onde será apresentado o "ultra mobile PC" da Microsoft.

sexta-feira, março 03, 2006

"Overdrive" no Ebay


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Overdrive para Série 2/3 adquirido no Ebay

O "overdrive" continua a ser uma das mais apetecidas e dispendiosas peças que os proprietários dos Série tentam adquirir, atingindo valores particularmente elevados.

Assim, quando surgiu no EBay inglês uma unidade descrita como "in need of repair or okay for spares gears or casing", ou seja, a necessitar de reparação ou como sobressalente para as engrenagens ou caixa, por apenas 20 libras, a tentação levou-nos a adquirí-lo.

Logicamente, tendo em conta a descrição, poderá ser uma caixa de surpresas, mas o facto de supostamente estar completo, sem a alavanca de acionamento, que pode ser improvisada ou adquirida à parte, este valor é baixo quando comparado com unidades vendidas em 2ª mão e que muitas vezes necessitam de reparações a breve prazo.

Para quem não saiba, o "overdrive" permite desmultiplicar as relações da caixa de velocidades, permitindo um menor consumo e uma maior velocidade máxima.

Assim, um Série com caixa de 4 velocidades, passa a desdobrá-las em altas e baixas através da caixa de transferência, duplicando as relações de transmissão, e duplica-as novamente através do "overdrive".

Para os mais interessados no aspecto técnico, publicamos há algumas semanas uma ligação para o manual deste equipamento, entre os de vários outros opcionais para Land Rover.

Mesmo que o seu destino final possa a ser o de fornecer peças a outras unidades, se atentarmos à dificuldade de as obter, continuamos a considerar um bom investimento, pelo que é com alguma ansiedade que aguardamos que este "overdrive" nos seja entregue, algo que deverá acontecer no próximo mês.

Viúvas ainda por indemnizar


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Site dos Bombeiros Sapadores de Coimbra

Fez recentemente um ano que quatro bombeiros da Companhia de Sapadores de Coimbra morreram num fogo florestal em Mortágua, sendo que três deles eram casados.

As viúvas destes homens, recentemente homenageados na sua terra, ponderaram faltar à homenagem oficial, em protesto pela forma como têm sido tratadas, por sentirem-se esquecidas e ainda não terem recebido a totalidade das indemnizações a que têm direito.

Segundo apurou o Correio da Manhã, o seguro de vida, fixado em 75.000 euros para cada família, não foi pago, porque a seguradora alega não poder desbloquear a verba enquanto o Tribunal de Mortágua não emitir o auto de ocorrência relativo aos acontecimentos de 28 de Fevereiro de 2005, no lugar de Vale de Paredes.

Um ano depois, continuam por pagar os funerais dos quatro bombeiros e duas viúvas já foram contactadas pelas agências funerárias para assumirem uma dívida que a Câmara Municipal de Coimbra sempre garantiu que pagaria, sem que tal tenha acontecido até agora.

A indignação das viúvas prende-se também com a falta de aconselhamento jurídico, com o acompanhamento psicológico que consideram insuficiente e com a não criação de um grupo de trabalho para as apoiar, que tinha sido prometido pela autarquia após o acidente.

De acordo com a legislação em vigor, os filhos dos bombeiros mortos pelo fogo em Mortágua têm direito a bolsas de estudo, que vêm recebendo desde Maio do ano passado.

A mensalidade equivale a 25% do salário mínimo até ao 9.º ano de escolaridade, sobe depois para 50% durante o secundário e fixa-se em 100% durante o ensino superior.

A actual situação financeira das viúvas é difícil, o que sustenta os argumentos de Fernando Curto, da Associação Nacional de Bombeiros Profissionais, que vem defendendo uma revisão das indemnizações a atribuir às famílias em caso de tragédia, de modo a garantir-lhes a subsistência nas mesmas condições.

quinta-feira, março 02, 2006

Mortágua promove homenagem particular aos bombeiros mortos


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Colocação da lápide evocativa

A igreja paroquial foi pequena para receber todos os que pretenderam assistir à missa em memória dos bombeiros desaparecidos há um ano, durante o combate a um fogo florestal.

O Pároco de Almalaguês, que pediu aos familiares das vítimas para serem "capazes de encontrar forças para recomeçarem" lembrou que “os quatro deram a vida pela causa comum e pública".

No final da missa, acompanhado pela população, rumou ao cemitério onde benzeu as campas de três das quatro vítimas, dado que a outra é de Chã, no concelho de Miranda do Corvo.

Entretanto, Carlos Encarnação, presidente da Câmara Municipal de Coimbra, garantiu ontem que "todas as despesas assumidas foram cumpridas" com as famílias.

"Para além das bolsas de estudo, arranjámos emprego às filhas na Câmara", explicou o autarca, que justificou a sua ausência nas celebrações por ser Dia de Carnaval, "que não é o melhor para uma homenagem deste género".

As famílias continuam a reclamar os seguros de vida, o pagamento dos funerais, apoio jurídico, melhor acompanhamento psicológico e a criação de um grupo para apoiar os agregados, reivindicações que continuaremos a acompanhar e divulgar.

Porque a memória é curta, ficam aqui os nomes dos quatro elementos da Companhia de Sapadores Bombeiros de Coimbra que perderam a vida há um ano:

- Adelino Oliveira
- José Lapa
- Luis Teixeira
- Acácio Silva