terça-feira, junho 20, 2006

Desgaste e fadiga nas jantes - 1ª parte


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Jante de Série 3 em eixo com cubos de roda livre

A necessidade de possuir um pneu sobressalente adicional levou-nos a adquirir um par de jantes de Série em 2ª mão, incluidas num pequeno lote de material que incluia algumas peças que procuravamos.

Fazendo as contas, cada jante, com um velho pneu SAT 750, acabou por custar perto da vintena de euros, o que atesta o baixo preço a que estas são comercializadas, transformando-as numa opção atrativa para quem pretenda sobressalentes ou um segundo conjunto de pneus para todo o terreno.

Pela cor vermelha e pelo tipo de pneus, existe uma grande probabilidade de estas jantes serem originárias de um veículo de Bombeiros, o que nos alertou para situações de potencial risco derivadas do uso intensivo e por vezes pouco cuidadoso a que as missões de socorro obrigam.


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Defender acidentado após quebra de jante

Assim, decidimos analizar um pouco os riscos envolvidos na utilização de jantes de Série aquiridas em 2ª mão, lembrando que, no ano passado, da fractura de uma jante instalada num Land Rover Defender resultou um grave acidente no qual três bombeiros de Oliveira de Azemeis perderam a vida.

Nos próximos dias, iremos publicar um conjunto de textos com algumas reflexões, de modo a alertar os nossos leitores para algumas situações potencialmente perigosas que podem resultar desta opção.

Google Calendar


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Écran do Google Calendar

Já nos tinhamos referido ao Google Calendar, como forma de coordenar actividades de grupos publicitando-as na Internet e integrando-o com o Google Mail.

É possível incluir no "site" um calendário, com eventos que podem ser incluidos pelos membros de um grupo restrito, como a equipa organizadora de uma actividade.

Melhorias recentes incluem a possibilidade de apontar para uma única página, uma maior interacção na colocação de eventos e uma maior facilidade de integrar em cada "site" o sistema de calendário do Google, que pode enviar avisos automáticos aos interessados.

Sobretudo para quem já tenha uma conta de Gmail, esta é uma opção interessante em termos de integração de serviços, podendo ainda adicionar outras ofertas da Google.

segunda-feira, junho 19, 2006

Presença no Flickr


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Interior de um Land Rover Série 3

Como alternativa dinâmica ao sistema do Imageshack, que temos utilizado desde o início deste "blog", alojamos algumas imagens no Flickr.

Para além das capacidades de alojamento, o Flickr permite organizar as imagens e obter alguns efeitos dinâmicos, como a que neste momento é possível ver do lado direito.

Através deste meio, pode-se colocar em evidência um conjunto de fotografias que melhor ilustrem a nossa actividade, pelo que esta é uma opção que recomendamos especialmente a quem tenha "blogs" ou "sites".

Guardas da Natureza em avaliação


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Site da Associação de Vigilantes da Natureza

O Instituto de Conservação da Natureza (ICN) encontra-se em fase de restruturação tendo sido criada uma comissão com a incumbência de avaliar o grupo profissional de vigilância da natureza.

Segundo Sandra Moutinho, do ICN, "as condições que os vigilantes têm são as possíveis neste momento", admitindo que "as imposições de contenção orçamental" determinaram alguns cortes.

Mesmo assim, salienta, que nos últimos dois anos, tem havido reforços ao nível de viaturas e fardamentos.

Os rádios vão integrar um concurso público coordenado pelo Ministério da Administração Interna no âmbito dos incêndios, assegurou, concluindo que "a vigilância da natureza não está comprometida".

No entanto, verificam-se situações de extrema penúria a nível de equipamentos, pelo que as afirmações desta responsável parecem completamente fora da realidade.

Temos informações de situações onde a única viatura disponível para efectuar serviços de patrulhamento em áreas protegidas se encontra avariada ou de elementos que se vêm forçados a utilizar meios e recursos próprios para desempenhar as suas funções.

Este é o caso do responsável pelo sítio classificado da Agolada, em Coruche, uma área com 226 hectares, que não tem viatura do ICN, sistema de comunicações ou outro tipo de equipamentos.

Assim, este responsável, se não quiser efectuar os percursos a pé, vê-se forçado a usar a viatura própria, suportando os custos de combustível, recorrendo ao seu próprio telemóvel quando precisa de contactar as autoridades ou os bombeiros e socorrendo-se de um par de binóculos que adquiriu em substituição de uns que deviam ser fornecidos pelo ICN.

Mesmo parte do fardamento, como as calças, têm 5 anos de uso e não estão diferenciados para as várias estações do ano, de que resulta uma óbvia falta de conforto que reduz inevitavelmente a própria capacidade de trabalho.

Com base nos dados que vão sendo transmitidos, é óbvio que as carências são imensas e que a protecção do nosso património natural, não obstante a boa vontade de muitos funcionários, sofre de graves lacunas, colocando-o à mercê de situações, fortuitas ou criminosas, que o têm delapidado seriamente.

domingo, junho 18, 2006

Brigadas helitransportadas em 6 minutos já estão no ar


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Helicóptero a combater um incêndio florestal

O tempo de prontidão das brigadas helitransportadas, sejam os Grupos de Intervenção de Protecção e Socorro (GIPS) da GNR, sejam os Grupos de Primeira Intervenção dos Bombeiros, está entre os três e os seis minutos, segundo informou o vice-presidente do Serviço Nacional de Bombeiros e Protecção Civil, tenente-coronel Pereira Leitão.

Com cerca de um mês de actividade, a interacção entre GNR e Bombeiros tem-se mostrado frutuosa, com um forte empenho dos militares, acrescentou o mesmo oficial.

"Não tem havido problemas entre os bombeiros e os GIPS, mas ainda é cedo para se fazer uma avaliação", disse por seu turno o presidente da Liga dos Bombeiros Portugueses, Duarte Caldeira, acrescentando: "Prevejo problemas quando houver vários grandes incêndios em simultâneo, de que resulte uma grande pressão sobre a gestão de pessoal".

No balanço semanal dos incêndios florestais, entre 4 e 11 de Junho, registaram-se alguns incêndios que deflagraram em locais de risco mais elevado, o que, segundo Pereira Leitão, mostra que "Portugal sem fogos depende de todos nós".

O mês de Junho tem registado, à escala nacional, maior risco de fogos florestais em relação ao mesmo mês do ano anterior, por causa do aumento dos valores médios da temperatura, bem como pelo descréscimo dos valores médios de humidade relativa.

No entanto, nestes últimos dias e até hoje, dia 18, as condições de tempo são menos favoráveis a focos de incêndios florestais, situação que se alterará a partir do dia 20 de Junho, com a subida gradual das temperaturas e o regresso do tempo mais seco.

54 jovens vigiam floresta de Alvarães


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Ciclista a patrulhar uma floresta

As matas e florestas de Alvarães começaram, a partir de anteontem, a ser patrulhadas por jovens que, entre outras missões, vigiam os espaços rurais com o intuito de detectar focos de incêndios.

Além da vigilância das zonas florestais, os jovens participam também em campanhas junto da população "sensibilizando-a para as questões ambientais e incutindo medidas de prevenção", refere o presidente da Junta de Freguesia de Alvarães, Fernando Martins.

Claro que "são também os olhos de toda a população, pois vigiam também a floresta, o que pode permitir a intervenção mais célere dos bombeiros em caso de incêndio, isto porque, quando detectam algum foco, os jovens têm telemóveis e indicações para ligar de imediato para os bombeiros", diz Fernando Martins.

Ainda segunto o presidente da Junta, "os voluntários fazem-se acompanhar de um pequeno mapa que os auxilia" a conseguirem dar a localização exacta do sítio onde se encontram.

No total, as zonas florestais da freguesia serão percorridas, até Setembro, por 54 jovens, um "número satisfatório, pois demonstra a sensibilidade cada vez maior para as questões ambientais que os jovens possuem", afirma Fernando Martins, que apenas lamenta outras iniciativas que deveriam ser implementadas "mais caminhos florestais e meios para se conseguir que as matas sejam efectivamente limpas".

Nas propostas que fizemos, incluimos uma vertente de formação, dado que para a acção ser eficaz, é necessário que os participantes leiam correctamente mapas e, igualmente importante, sejam capazes de fornecer as coordenadas do local do incêndio, que pode não coincidir com o sítio onde se encontram.

Este tipo de conhecimentos não é intuitivo e carece de treino e acompanhamento de modo a evitar perdas de tempo ou confusões que tendem a aparecer em situações de maior urgência.

Por esta razão, propusemos a utilização de veículos todo o terreno, propriedade de voluntários, bem como uma formação dos participantes e do incentivo ao recurso de GPS e de rádios, de modo a agilizar a resposta e aumentar à área coberta pelas patrulhas.

Com recurso quer à Lei do Mecenato, quer a apoios e patrocínios, este tipo de acção permite uma maior participação da sociedade civil em acções de prevenção de incêndios e ajuda a libertar outros intervenientes, como os bombeiros, para acções de combate.

sábado, junho 17, 2006

Juízes vão ter acção de formação sobre crimes relacionados com fogos florestais


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Incêndio florestal em 2005

O ministro da Administração Interna, António Costa, anunciou que os magistrados vão ter uma acção de formação específica sobre crimes relacionados com os incêndios florestais e que a Polícia Judiciária terá um elemento no Centro Nacional de Operações de Socorro também para acompanhar esta questão.

"O Ministério da Justiça tem previsto para Julho uma acção de formação para magistrados, no Centro de Estudos Judiciários, sobre incendiarismo", disse o ministro da Administração Interna na comissão parlamentar eventual de combate a fogos florestais, sendo que este conceito de "incendiarismo" engloba o fogo posto e fogo por negligência.

António Costa disse também que a Polícia Judiciária vai ter um "oficial de ligação" no Centro Nacional de Operações de Socorro para, com imagens em tempo real, "analisar as ocorrências e a forma como estas aumentam", cita a Lusa.

Para o governante, o aumento de 42% dos crimes de fogo posto, que consta do relatório de segurança, foi detectado devido "à maior eficácia da Polícia Judiciária", de que resultou que "mais de 270 pessoas cumpriram ou ainda estão a cumprir penas por fogo posto".

António Costa revelou ainda que o procurador-geral da República, Souto Moura, vai distribuir pelos magistrados do Ministério Público uma directiva com recomendações sobre este tipo de crimes.

Para além da questão técnica, que os juizes portugueses conhecem, será essencial alertar e sensibilizar para as implicações resultantes da seleção das medidas de coação, de modo a prevenir situações complicadas no futuro.

Todos nos recordamos de incendiários que, após terem sido presentes a Tribunal, viram aplicadas medidas de coação que lhes permitiu continuar a praticar os mesmos crimes, dos quais resultaram vítimas e extensos danos materiais.

Novas versões do CompeGPS


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Visualização 3D no CompeGPS

Está disponível, por um valor de € 90 para a licença e de € 110 para licença e CD, a versão 6.32 do CompeGPS, "software" de orientação que tem vindo a fazer concorrência ao OziExplorer entre os praticantes de todo o terreno.

Entre as inovações, está a possibilidade de associar um filme, em formato AVI, a uma dada etapa, sem necessidade de um programa externo, ou de usar um adicional para incluir fotografias, para além do próprio programa ser agora feito em Borland Developer Studio 2006, de modo a aumentar a rapidez e a estabilidade.

No entanto, a grande vantagem do CompeGPS continua a ser a visualização de mapas em formato tridimensional, sem necessidade de qualquer programa adicional, o que facilita em muito a identificação do terreno, sobretudo por parte dos menos experientes na análise de mapas.


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Visualização 3D da carta militar da Lousã

A visualização tridimensional permite uma maior interacção, a possibilidade de observação a partir de vários pontos ou, inclusivé, um sobrevoo virtual da área, facilitando o reconhecimento da mesma por quem mais tarde a tenha que percorrer.

Num "site" renovado, onde é possível obter versões de demonstração das várias versões do CompeGPS, aconselhamos sinceramente a que experimentem este produto que tem vindo a ser sucessivamente melhorado ao longo destes últmos anos.

sexta-feira, junho 16, 2006

Cinco jardins de Lisboa com Internet sem fios este ano


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Antena portátil WiFi

A Câmara de Lisboa vai introduzir a tecnologia sem fios de acesso à Internet em cinco jardins da capital no final deste Verão, num projecto que se pretende ver alargado a toda a cidade ainda este ano.

Segundo informa o jornal Público, esta iniciativa conjunta dos pelouros dos Espaços Verdes, tutelado por António Prôa, e da Modernização Administrativa, de Gabriela Seara, vai arrancar nos jardins da Estrela, Príncipe Real, Arco do Cego, Campo Grande e Parque das Conchas.

A ideia de permitir acesso à Internet por banda larga em locais públicos, é uma das apostas da autarquia lisbonense em termos tecnológicos e será no futuro alargada a outros espaços de lazer.

Sapadores florestais de S. Pedro do Sul em risco de extinção


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Equipa de Sapadores Florestais

As cinco equipas de sapadores florestais criadas o ano passado no concelho de S. Pedro do Sul, para a vigilância e combate aos fogos, estão em risco de extinção porque o Governo vai reduzir em 30% as verbas destinadas à sua manutenção.

"Em 2005, o Governo atribuiu 50.000 euros a cada equipa, este ano só nos quer dar 35.000. Assim, vai ser muito difícil geri-las e mantê-las em actividade. Podem mesmo acabar", alerta Carlos Soares, presidente da Junta de Freguesia de S. Cristóvão de Lafões, que administra a equipa de sapadores local.

O autarca avisa que está em causa o combate aos fogos florestais e as acções de silvicultura preventiva a que estão obrigados. "Sem dinheiro para os ordenados, os seguros dos jipes e para o material de desgaste, vai ser difícil ir para o terreno", sublinha.

O presidente da Câmara de S. Pedro do Sul, António Carlos Figueiredo, esteve reunido com os responsáveis pelas cinco equipas de sapadores do concelho, reagiu indignado ao corte de verbas por parte da Administração Central.

"É uma vergonha. O Governo assinou contratos com as Juntas de Freguesia prometendo uma coisa e agora fazem outra", critica o autarca, que aproveita para lembrar outro incumprimento contratual, acrescentando que "desde Janeiro que não transferem verbas para o gabinete técnico florestal da Câmara. São 2.000 euros por mês em falta".

Cada equipa de sapadores é constituída por cinco homens, que receberam formação durante um mês, e deslocam-se numa viatura equipada com um depósito de 300 litros de água e 75 metros de mangueira

As equipas de sapadores foram criados nas freguesias mais florestadas S. Pedro do Sul, Sta. Cruz da Trapa, Sul, S. Cristóvão de Lafões e Pindelo dos Milagres e desempenham missões de vigilância, sendo também incumbidos de uma primeira intervenção.

Para além da questão do incumprimento contratual, que por não termos acesso ao clausulado nos abstemos de comentar, a redução de verbas destinadas a uma actividade tão vital como a prevenção e a primeira intervenção é um óbvio erro de consequências imprevisíveis.

Sabendo-se que as autarquias dificilmente podem compensar o corte de verbas por parte do poder central, mais ainda se esta redução surge de forma imprevista, esta decisão envia a mensagem errada às populações, sobretudo aquelas que mais sofreram nos últimos anos devido aos incêndios florestais,

Por outro lado, durante os últimos meses as despesas com combustíveis têm vindo a aumentar substancialmente, tornando este corte de verbas ainda mais difícil de suportar sem reduzir os efectivos e, em consequência, a área protegida.

Temos vindo a afirmar que o esforço essencial, para além das medidas estruturais que se impoem, deve ser na prevenção, quer a nível de silvicultura de descontinuidade, quer no reforço das acções de patrulhamento, sendo certo que este investimento se traduz em importantes poupanças a nível dos meios de combate e, sobretudo, do risco que este implica para quem combate os incêndios e para a população em geral.