terça-feira, agosto 22, 2006

Bombeiros querem revisão do modelo de financiamento


Image Hosted by ImageShack
Quartel de bombeiros

"Os bombeiros voluntários portugueses têm que assumir a sua quota-parte de responsabilidade no financiamento dos futuros grupos de intervenção permanente."

O alerta foi ontem lançado, em declarações ao Diário de Notícias, pelo presidente da Liga dos Bombeiros Portugueses (LBP), Duarte Caldeira, para quem o modelo de financiamento dos grupos de intervenção permanente que o Governo se prepara para criar, deve "ser tripartido" de forma gradual.

Segundo este princípio, a maior parte dos encargos resultantes da profissionalização devem ficar a cargo do Estado, via Ministério da Administração Interna (MAI) e Serviço Nacional de Bombeiros e Protecção Civil (SNBPC), cerca de 30% devem ser suportados pelo respectivo município e o restante pelas próprias associações de bombeiros.

No entanto, para que as associações passem a dispor das verbas necessárias para suportar o novo encargo, o modelo de financiamento das corporações tem que ser redefenido,

"O modelo deve ser alterado tendo em conta a caracterização de cada corpo de bombeiros, porque não há dois territórios iguais e as necessidades de socorro não são iguais em todos os locais", adiantou o presidente da Liga, para quem "o modelo de financiamento não pode ser igual para todos".

Segundo Duarte Caldeira, "não queremos entrar na via da subsidiodependência, mas será necessário um novo modelo de financiamento para que as associações possam assumir a sua quota de responsabilidade" nos grupos de intervenção permanente, cuja criação arranca já em 2007, nos concelhos de maior risco.

Estes grupos incluirão profissionais, que transitarão do quadro de voluntários das várias corporações, e que actuarão durante todo o ano em todas as acções de socorro às populações.

Também Paulo Jesus, presidente da Associação Portuguesa de Bombeiros Voluntários (APBV), entende que nas actuais circunstâncias as associações não têm capacidade para financiar os grupos de intervenção, pelo que "o Governo não deve endividar ainda mais as associações".

Duarte Caldeira admite que o modelo tripartido de financiamento poderá esbarrar na contestação de algumas associações e autarcas, pelo que terá que existir aos dois níveis "uma adequação dos recursos".

Relativamente aos locais aonde deveriam ser constituidas os primeiros Grupos, Duarte Caldeira apontou alguns critérios e considerou prioritários os concelhos "onde há maior concentração urbana, uma mais elevada concentração industrial e um maior risco florestal".

Esta questão do financiamento, que ainda ontem abordamos de forma resumida, é absolutamente essencial, tal como o é a questão da articulação no seio das corporações de voluntários e no próprio ambito autárquico.

Nos últimos tempos, tem-se vindo a verificar a atribuição de novas responsabilidades às autarquias, sem que haja um financiamento apropriado, pelo que houve, em várias áreas, um decréscimo da qualidade dos serviços prestados, após as corporações de voluntários serem sangradas de alguns dos seus melhores elementos.

No caso concreto dos bombeiros, um sub-financiamento terá resultados particularmente gravosos, dado que havendo encargos fixos a nível de honorários, instalações, entre outros, será na parte dos encargos variáveis que se pode esperara eventuais cortes, caso as verbas atribuidas se revelem insuficientes.

Poderemos, então, ter problemas, por exemplo, em termos de equipamentos ou manutenção, mas também na redução de pessoal de turno, com atribuição de missões secundárias aos voluntários de modo a aumentar a disponibilidade de um efectivo insuficiente a nível dos Grupos de Intervenção Permanente.

Os recentes problemas nos Bombeiros Sapadores do Porto, onde questões orçamentais obrigaram a uma diminuição do pessoal de turno e a passagem de serviços para os voluntários, numa óptica meramente economicista, é um exemplo do que o futuro nos pode reservar, sobretudo com o actual nível de endividamento de muitas autarquias.

Por outro lado, a responsabilidade operacional destas equipas irá ter uma influência decisiva na vontade de as financiar, sendo improvável que quem não tenha capacidade decisória directa se sinta inclinado a contribuir fortemente.

Assim, o sistema tripartido proposto pode enfrentar dificuldades práticas e levar diversos municípios a recusar, explicita ou implicitamente, a criação de Grupos de Intervenção Permanente, fazendo-a depender de um financiamento que irá, provavelmente, caber na sua quase totalidade ao Governo central, com participação autárquica reduzida à cedência de instalações e a uma contribuição simbólica que, em termos práticos, não afecte o funcionamento das novas estruturas profissionais.

segunda-feira, agosto 21, 2006

Chamas voltam com o aumento da temperatura


Image Hosted by ImageShack
Incêndio florestal em 2005

Ao fim da tarde, mais de 130 bombeiros estão envolvidos no combate a dois incêndios florestais que deflagraram no concelho de Pombal, no distrito de Leiria, informou o Serviço Nacional de Bombeiros e Protecção Civil (SNBPC).

Outro fogo, ainda está por circunscrever, começou na zona de Anços cerca das 17:50, está a ser combatido por 69 homens apoiados por 17 veículos.

Já circunscrito está o incêndio que deflagrou cerca de uma hora antes em Barbas Novas, mas continuam a combater as chamas 62 bombeiros, apoiados por 15 veículos, um helicóptero e um avião.

No termo de uma semana relativamente tranquila, sobretudo devido à súbita alteração das condições meteorológicas, este é o regresso dos incêndios florestais que, com o previsto aumento da temperatura, poderão voltar a fazer-se sentir nos próximos dias.

No entanto, os efeitos positivos desta semana são por demais evidentes, ao permitirem que um mais do que merecido descanso, quer a possibilidade de efectuar reparações e operações de manutenção, de modo a que, caso a incidência de fogos florestais volte a aumentar, o dispositivo tenha a necessária capacidade de resposta.

Assim, na fórmula de cálculo que iremos propor, a existência de um periodo de acalmia, tal como o verificado, faz todo o sentido em ser incluido como factor contributivo para a diminuição da área ardida, com um peso semelhante mas de sentido contrário ao dos dias de risco alto ou muito alto.

Deixamos aqui este apontamento como chamada de atenção ou referência no sentido de todos acompanharem a nossa perspectiva quando da elaboração da fórmula de cálculo.

Bases para modelos - 2ª parte


Image Hosted by ImageShack
Base em cartão impresso retocada

No seguimento do texto anterior, optamos agora por retocar uma destas folhas, que têm sempre algum brilho, e podem ser finalizadas com uma camada de verniz fosco, deitando um pouco de pó antes que este seque, de modo a obter um maior realismo.

Este método também é pouco trabalhoso e está ao alcance mesmo de quem tenha pouca ou nenhuma experiência, sendo qualquer erro relativamente fácil de corrigir adicionando um pouco mais de verniz e de pó, eventualmente com um pouco de tinta cor de terra, de modo a dar à base um aspecto mais irregular.

Apenas retocamos a base na parte mais próxima de modo a que seja mais visível a diferença entre o original, com mais brilho e inteiramente plana, e a que obtivemos, em tom fosco e com irregularidades e elementos naturais.


Image Hosted by ImageShack
Base pintada e polvilhada com pó

Mais económico, mas um pouco mais trabalhoso, será barrar com cola de madeira toda a base, depois de pintada numa cor condizente, e deitar sobre esta uma mistura de pó e algumas pequenas pedras.

O pó pode ser das mais diversas proveniencias, desde aquele que é adquirido nas lojas da especialidade até serradura fina, bastando que possua a cor apropriada ou possa ser facilmente pintado.

Na segunda fotografia, a miniatura, uma miniatura de Range Rover aparece sobre uma base que foi pintada e polvilhada antes de seca, de modo a simular um terreno irregular típico do deserto norte-africano, com areia e com algumas pedras.


Image Hosted by ImageShack
A mesma base de outro angulo

As paredes foram obtidas a partir de restos de uma coleção que esteve nas bancas recentemente e que incluia este acessório e os tufos de vegetação foram adquiridos na época de Natal numa "loja dos 300" a um preço muito inferior ao praticado nas lojas da especialidade.

Este pequeno conjunto de bases, obtidas a partir de técnicas simples e ao alcance de todos e com materiais de muito baixo custo ou improvisados, servem para dar algumas pistas no sentido de personalizar as miniaturas que muitos dos nossos leitores têm vindo a colecionar, conferindo-lhes um cunho pessoal e valorizando-as em termos de colecção.

Brevemente, iremos elaborar um texto relativamente a retoques ou personalização de miniaturas e das figuras que podem dar um toque de realismo a cenas que pretendamos reproduzir.

Fogos podem regressar após as chuvas


Image Hosted by ImageShack
Land Rover dos Produtores Florestais de Coruche

O ministro da Administração Interna, António Costa, remeteu um balanço final dos incêndios florestais deste Verão para 15 de Outubro, dia em que termina o plano nacional criado este ano pelo Governo para enfrentar o problema dos incêndios, admitindo que os fogos poderão regressar após o actual período de chuvas.

No final de uma reunião no Governo Civil de Coimbra, António Costa disse aos jornalistas que "tem havido uma boa e correcta articulação" entre as diferentes entidades que integram o dispositivo de prevenção e combate de incêndios, mas que é preciso "que cada dia possamos melhorar as condições de actuação até 15 de Outubro".

Segundo António Costa, ocorreram já este ano no distrito de Coimbra mais incêndios do que em 2005, com 700 contra 680, do que resultou, até hoje, na destruição de 900 hectares de floresta, contra 26.000 hectares de área ardida no ano passado.

Recorrendo ao auxílio de uma carta de apoio ao combate e circunscrição de incêndios no distrito de Coimbra, da Direcção-Geral dos Recursos Florestais, o ministro negou que o actual balanço positivo se deva ao facto de as zonas florestais da região terem sido particularmente atingidas em 2005 e que admitir que "não existe mais para arder" no distrito, nomeadamente no concelho da Pampilhosa da Serra, onde o fogo lavrou vários dias, em Agosto de 2005, "é uma expressão no mínimo algo exagerada".

"Este ano, há mais ocorrências e menor área ardida no distrito", acentuou, lembrando que Coimbra foi há um ano "um distrito muito fustigado pelos incêndios".

Em Agosto de 2005, neste distrito, os fogos florestais atingiram particularmente os concelhos de Pampilhosa da Serra, Miranda do Corvo e Coimbra, onde as chamas avançaram mesmo para áreas residenciais.

Como mencionamos anteriormente, a redução e descontinuidade de áreas verdes permite um combate mais eficaz, dada a existência de barreiras naturais e à possibilidade de concentrar os meios de modo a defender com maior eficácia o que resta da floresta.

Esquecer os efeitos dos incêndios de anos anteriores para com isso justificar um maior sucesso no combate, para além de demagógico, é de uma flagrante falta de rigor, dado que mesmo sabendo que houve melhorias a vários níveis, estas não correspondem à diminuição de área ardida.

Brevemente iremos propor uma abordagem diferente da questão da área ardida e da maior ou menor eficácia que estes dados podem revelar, dado que a menção permanente a valores brutos é enganadora e distorce a realidade, criando uma perigosa ilusão de que houve francas melhorias quando estas podem ser apenas marginais ou conjunturais.

domingo, agosto 20, 2006

Governo quer maior profissionalização na Protecção Civil


Image Hosted by ImageShack
Voluntários de Ermesinde durante uma operação

O ministro da Administração Interna, António Costa, anunciou no final de uma visita ao Centro de Meios Aéreos de Pombal, que o Governo pretende introduzir mais "elementos de profissionalização" no sistema de Protecção Civil de modo a "enquadrar o voluntariado com comandos profissionalizados".

"Demos um passo nesse sentido este ano, com a constituição do Grupo de Intervenção de Protecção e Socorro (GIPS) da Guarda Nacional Republicana (GNR). Para o ano devemos dar novos passos no sentido de profissionalizarmos o enquadramento", disse António Costa.

O governante frisou, contudo, que "a espinha dorsal do esquema de Protecção Civil assenta no voluntariado", composto por "40.000 homens, que não são dispensáveis, bem pelo contrário, são uma grande riqueza e uma grande força do país e têm feito um trabalho extraordinário".

"Reforçámos os comandos a nível nacional e a nível distrital já este ano e pretendemos trabalhar com a Associação Nacional de Municípios Portugueses (ANMP) no sentido de pôr em prática o que está previsto na Lei de Bases de Protecção Civil: a existência de um comandante municipal, nomeado pelos presidentes de câmara, que possa fazer o enquadramento profissionalizado dos voluntários existentes no concelho", afirmou o ministro.

António Costa anunciou ainda a criação de equipas de primeira intervenção permanentes em cada município, "em função do grau de risco diferenciado" de cada um, que poderão intervir "quer nas ocorrências de incêndios florestais no Verão ou noutras, como incêndios urbanos ou qualquer outro incidente de protecção civil".

Esta profissionalização vem, por um lado, confirmar que a opção pela GNR e pelo GIPS não deu os resultados suficientes, dada a escassez de efectivos desta sobretudo após dividida por seis distritos e feitas contas às inevitáveis escalas de serviço, pelo que surge como algo de inevitável que esperavamos viesse a acontecer.

Existem, no entanto, questões que permanecem em aberto, tal como o enquadramento dos novos profissionais, as verbas para a sua manutenção e a questão do comandante municipal que, segundo o ministro, seria nomeado pelo presidente da câmara.

De importância essencial será, logicamente, a forma de sustentação financeira dos novos bombeiros profissionais, que, depedendo de um município, tenderão a ser sustentados pela respctiva autarquia a qual poderá não dispor dos necessários recursos financeiros.

Infelizmente, é tendência delegar novas responsabilidades nas autarquias sem a correspondente dotação financeira, do que resulta, em muitos casos, a parelesia dos orgãos ou entidades assim criadas, as quais acabam por corresponder a um custo inútil dada a falta capacidade de operação que demonstram.

Quanto à nomeação do comandante municipal pelo presidente da autarquia, tal poderá levantar problemas a nível da integração na estrutura mais vasta a nível distrital e nacional, bem como levantar problemas com os próprios bombeiros voluntários, havendo ainda o risco de uma escolha política que secundarize critérios de operacionalidade.

Assim, para além da necessidade de estabelecer critérios de nomeação rigorosos, torna-se necessário que o posicionamento do comandante municipal dentro da hierarquia da protecção civil a nível nacional seja devidamente valorizado e que a sua aceitação pelos orgão e entidades locais facilite a cooperação de todos.

É nossa opinião que este comandante municipal deverá ser nomeado pelo comando regional, sob proposta da protecção civil municipal, na qual estarão incluidos o próprio presidente da câmara, bem como os responsáveis pelas corporações a operar no concelho.

Após um consenso a nível municipal, o nome seria proposto à estrutura regional, que faria ou não a nomeação, de modo a que o elemento escolhido para um mandato que deverá ser coincidente com o do executivo camarário, seja um elemento de unificação e de ligação e não um representante de uma ou outra entidade numa nova estrutura que será progressivamente profissionalizada.

Algumas peças adicinais para o "soft-top"


Image Hosted by ImageShack
Conjunto de peças do "soft-top"

A instalação de um "soft-top", quando não de origem, acaba por obrigar a adquirir um conjunto de pequenas peças, muitas das quais escapam aos observadores menos atentos, podendo terminar em encomendas sucessivas.

No nosso caso, tendo como base um "hard-top" mas cujo livrete permite a colocação de um "soft-top", foi necessário adquirir, para além da lona, todo o conjunto de peças, com excepção das que se encontram de ambos os lados da caixa de carga, em forma de gancho, e se destinam a fixar a lona.

Dado que a maioria das peças adquiridas já foram apresentadas, falta mencionar um conjunto que é frequentemente esquecido até à hora de colocar a lona, altura em que algo parece não bater certo em termos de ajustes.

Para combater esse esquecimento, apresentamos a fotografia de algumas das peças que são mais facilmente esquecidas, mas que são necessárias a uma fixação correcta da lona, nomeadamente na zona lateral da caixa de carga, logo a seguir às portas, e na rectaguarda.

Brevemente, esperamos colocar fotografias destas peças já nos respectivos lugares, de modo a que o seu posicionamento exacto se torne mais claro, mas para quem pretenda fazer uma encomenda, deixamos, desde já, o alerta.

sábado, agosto 19, 2006

Ministro da Agricultura considera que prevenção falhou "nos últimos 30 anos"


Image Hosted by ImageShack
Manual de prevenção da Dashofer.pt

Após as polémicas declarações do ministro da Administração Interna, o títular da pasta da Agricultura, Jaime Silva, veio a público para dizer que a prevenção dos incêndios florestais em Portugal "falhou nos últimos 30 anos".

Esta é a resposta à afirmação de António Costa de que "a prevenção não produziu os efeitos desejados", mas diluindo a responsabilidade deste facto inegável pelos últimos 30 anos, enquanto realça o reforço feito pelo actual Governo nos meios de combate, que não são da responsabilidade do seu ministério.

"O ministro António Costa disse algo que eu subscrevo. Disse-o no momento oportuno, para lembrar que o Governo só podia fazer a aposta que foi feita: reforçar os meios de intervenção e combate", acrescentou Jaime Silva, no final da conferência de imprensa de apresentação da Estratégia Nacional para as Florestas.

"Tendo em conta que a prevenção só produz efeitos a médio e longo prazo, o Governo apostou no reforço dos meios de combate", salientou o ministro da Agricultura, para quem uma política de prevenção com resultados no espaço de um ano é "impossível, face a uma herança de outros Governos", para quem a prevenção esteve este ano "melhor do que nos anos anteriores".

Na verdade, para além do diluir da responsabilidade, não foi apontado nada de concreto que possa dar a entender que houve melhorias na prevenção, sendo que as próprias campanhas nesta área foram da responsabilidade não do ministério da Agricultura, mas da Administração Interna, a quem cabe a organização do combate.

Em termos de prevenção, para além de uma ausência de medidas estruturais, houve um manifesto falta de reconhecimento da importância estratégica da floresta, quer na sua vertente ambiental, quer a nível económico, incluindo neste último aspecto a exploração a nível turístico.

Se bem que a prevenção a longo prazo obriga a medidas que necessitam de anos para surtir efeito, e que passam pelo reordenamento, existem iniciativas que podem suprir algumas destas falhas através da necessária mobilização de cidadãos, algo que não foi tentado pelo Ministério da Agricultura, não obstante ter sido por nós contactado nesse sentido.

Assim, existe uma responsabilidade objectiva por parte da actual equipa deste ministério, cujo trabalho na área da prevenção, a ter existido, passou desapercebido e sem resultados visíveis, deixando aos responsáveis pela Administração Interna o ónus de um combate ao qual foi negada uma colaboração imprescindível.

Mesmo faltando ainda dois meses para a data em que se poderão tirar conclusões, relativamente à prevenção esta pode, desde já, ser avaliada de forma negativa, correspondente à inexistência de políticas quer de curto, quer de médio e longo prazo que venham a diminuir a incidência de fogos florestais.

É possível que uma política nova a nível estrutural, como diz o Ministro da Agricultura, não tivesse efeitos práticos este ano, mas o facto de não ter sido iniciada significa o adiamento de algo cuja necessidade se torna evidente em cada ano que se perde.

Versão 4 Beta do Google Desktop disponível


Image Hosted by ImageShack
Versão 4 do Google Desktop já disponível

Ainda em versão Beta, mas com suporte para 26 línguas, está disponível para "download" o Google Desktop 4, que inclui novas possibilidades de configuração e de adição de pequenas aplicações.

É sobretudo de realçar a integração com outros produtos da Google, como as notícias, o correio, ou a conversação, mas pode também incluir os mais diversos utilitários e inclui ferramentas de desenvolvimento de modo a que os mais conhecedores possam produzir as suas próprias aplicações.

Particularmente interessantes podem ser a integração com o Google Maps, o monitor de sistema e de bateria dos portáteis, mas também é possível incluir a previsão meteorológica ou um bloco de apontamentos.

Deixamos aqui o convite aos nossos leitores para que experimentem este produto gratuito, cuja flexibilidade pode vir complementar as ferramentas oferecidas pelo sistema operativo.

sexta-feira, agosto 18, 2006

Grampos de fixação para sobressalente no capot


Image Hosted by ImageShack
Grampos de fixação instalados

Ainda não tinhamos colocado uma fotografia do suporte de sobressalente sobre o capot com os respectivos parafusos e grampos de fixação.

Chamamos mais uma vez a atenção para o facto de estes parafusos atravessarem a chapa do capot, sendo necessário furá-lo com uma broca de 12 mm nos locais correctos.

Lembramos também que os parafusos de fixação possuem um orifício na extremidade, de modo a que seja colocado um "clip" ou um parafuso mais pequeno, de modo a não poderem ser retirados sem abrir o capot, evitando assim surpresas desagradáveis.


Image Hosted by ImageShack
Outra imagem dos grampos de fixação instalados

Também é de destacar a posição do espigão com orifícios para o cadeado, previsto nesta versão de suporte, e que evita que o sobressalente seja removido apenas desapertando os parafusos, garantindo assim alguma segurança adicional.

Porque o nosso Série precisa de uma pintura nova, optamos por parafusos em todo o processo de fixação deste conjunto, prevendo substituí-los por rebites no termo do processo.

Falhanço nas campanhas de sensibilização


Image Hosted by ImageShack
Incêndio na Maia

A mensagem "Portugal sem fogos depende de si" inscrita nas campanhas de sensibilização deste ano não está a chegar aos destinatários e o Governo e os próprios "media" evidenciam erros de comunicação.

Se por um lado a banalização dos incêndios leva a considerá-los como uma inevitabilidade, algo a que estamos predestinados em cada verão, a falta de soluções credíveis e um alheamento por parte da classe política aquando das restantes épocas do ano leva a uma aceitação pacífica desta realidade.

A própria informação, centrada na desgraça que todos conhecemos, embriagada pela espectacularidade das imagens e pelo sentimentalismo fácil, acaba por enviar a mensagem errada, contribuindo para um fatalismo que só pode levar ao alheamento e à inação.

Mais grave, durante os longos meses em que não há incêndios, o problema é ignorado a ponto de ser esquecido, porque a prevenção não vende, não cativa audiências e, mais grave ainda, surge como algo distante que só a alguns diz respeito.

Obviamente, as mensagens têm que ser destinadas a quem pode, pelo seu comportamento, ter influência na existência ou não de incêndios, mas de forma mobilizadora e propondo a cada cidadão algo de concreto, que lhe permita fazer a diferença.

Não basta, como até hoje, solicitar uma chamada para um número de emergência ou, no limite inferior, agradecer alguma atenção com cuidados básicos, evitando acções negligentes, do que resulta uma perspectiva redutora, passiva e alheadora.

Mas, como a mobilização de cidadãos através de programas estruturados, que deverão estar ligados a autarquias ou patrocinados por entidades públicas ou privadas não têm apoio, quer por parte destas, quer do próprio Estado, que seria o principal interessado na solução deste problema, o qual se limita a apoiar algumas iniciativas do Instituto da Juventude que, em termos de eficácia, deixam muito a desejar, verifica-se uma desresponsabilização colectiva com os resultados conhecidos.

Segundo Duarte Caldeira, presidente da Liga dos Bombeiros Portugueses (LBP), "somos cada vez mais espectadores deste problema. Assistimos ao drama dos incêndios pela televisão como se não fosse nada connosco", acrescentando que os portugueses, "apenas o fazem quando são vítimas das circunstâncias e o problema lhes bate à porta. Mas encaram isso como uma fatalidade. Os outros não mudam o seu comportamento, continuam apenas a lamentar o assunto."

Neste aspecto, discordamos profundamente do presidente da Liga, dado que não basta querer ajudar, é preciso saber como, aonde e ter um mínimo de preparação e enquadramento para o fazer, no que a LBP não tem primado pelo exemplo.

Concretamente, quando sugerimos diversos tipos de iniciativas à Liga, a serem desenvolvidas em parceria com empresas e autarquias, a resposta foi a de um total alheamento, sugerindo que as mesma propostas fossem enviadas a outra entidade, a Agência para Prevenção de Incêndios Florestais (APIF), entretanto extinta.

Por outro lado, conforme o sociólogo da comunicação José Jorge Barreiros, a cobertura noticiosa dos fogos é centrada em três abordagens: o drama das pessoas afectadas, o espectáculo das chamas e o funcionamento do dispositivo antifogos.

"Este tipo de abordagem é útil para sensibilizar mas não para transformar", defende este especialista porque, perante esta abordagem, "as pessoas entendem que é um problema que não é seu e que não podem resolver".

Tal corresponde, à perspectiva que temos e ao facto de a comunicação social ter contribuido, tal como outras entidades, para o agravar da situação, excluindo de toda e qualquer acção ou envolvimento quem não é directamente afectado pelos incêndios, excluindo uma perspectiva de abrangência e formas de participação dos cidadãos.

Se atentarmos ao facto de cada vez mais portugueses viverem nas cidades, enquanto o Interior se desertifica, a necessidade de uma mensagem mobilizadora tem, forçosamente, que incluir quem, aparentemente, estará mais distante, sempre na perspectiva de oferecer, em simultâneo, formas de participação activa.

Não é possível fazer passar uma mensagem pela negativa, dado que esta não atinge quem, pelo seu comportamento, a irá ignorar, e menos ainda quem, por seguir desde já as recomendações ou ideias propostas, à partida já dela não necessita.

A única mensagem que poderá ter acolhimento e ser mobilizadora destina-se a quem já cumpre o que consideramos ser a sua obrigação cívica, mas está disposto a ir mais longe, esperando apenas que exista uma proposta concreta e realista que vá de encontro aos seus anseios.

Esta foi a ideia que, desde o início, orientou as nossas propostas, as quais, passados estes dois anos, cremos manterem-se actuais, esperando um maior apoio para serem implementadas.