quinta-feira, outubro 23, 2008

Florestas vão receber 126.000.000 de euros nos próximos dois anos - 1ª parte


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Uma floresta portuguesa

A prevenção estrutural de incêndios irá contar, a partir de 2009, com um "dispositivo integrado", à semelhança do que acontece na vertente do combate aos fogos.

Esta reorganização é uma das novidades do Programa Nacional de Prevenção Estrutural (PNPE) 2009/2010, apresentado em Lisboa esta quarta-feira e integrado na Semana Europeia da Floresta, facto que leva o Conselho de Ministros a reunir-se na Tapada de Mafra.

Vão ser atribuidas verbas de 31.000.000 euros durante o próximo biénio ao Fundo Florestal Permanente, a que acrescem 7.800.000 de euros em 2009 para as autaquias, correspondendo a um aumento de 1.800.000 relativamente ao corrente ano, estando previsto que a verba anual venha a atingir os 8.300.000 em 2012.

Também a sensibilização vai passar a ser diferenciada conforme o público-alvo, com programas distintos para uma audiência generalista, para as escolas e para os agricultores e vai ser dado maior destaque ao movimento ECO (Empresas Contra os Fogos).

Passam para o PNPE os objectivos previstos no Plano Nacional de Defesa da Floresta Contra Incêndios, que incluem um total de 500.000 hectares de floresta e outros tantos de povoamentos certifiados a serem integrados em Zonas de Intervenção Florestal até 2012.

No total, prevê-se um investimento global, até 2013/2015, de 441.000.000 de euros, dos quais 126.000.000 estão previstos para o próximo biénio, suportando acções desenvolvidas ou apoiadas pelo Programa de Desenvolvimento Rural.

quarta-feira, outubro 22, 2008

Smartphone da Motorola usa plataforma Android


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O logo do Android da Motorola

A Motorola vai lançar no primeiro trimestre de 2009 um "smartphone" baseado na plataforma Android, desenvolvida pelo Google, sendo a segunda marca, depois do G1 da HTC, a dispnibilizar um equipamento que usa este "software".

O "Motodroid" deverá custar pouco mais de 100 euros, dependente do mercado e do contrato com a operadora, e incluirá um conjunto de características e de funcionalidades a pensar sobretudo mas redes sociais móveis, com um público alvo jovem, com idades entre os 16 e os 34 anos.

O "Moto-droid" terá um ecrã táctil, teclado QWERTY, capacidade de navegar na Internet com grande facilidade e a possibilidade de ter várias aplicações abertas ao mesmo tempo.

Os equipamentos com base nesta plataforma permitem uma inegável flexibilidade de utilização, acedendo com facilidade aos recursos que o Google disponibiliza "on-line", como o motor de pesquisa, o sistema de mapas digitais, o correio electrónico e todo um conjunto de aplicações que permitem um elevado grau de autonomia e indepedência ao utilizador.

O Encontro Nacional de Defenders é já este fim de semana


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Uma longa evolução, o último modelo de Defender e um Série 1

O Encontro Nacional de Defenders organizado pela LandLousã realiza-se no próximo fim de semana de 24 a 26 de Outubro, contando com perto de 70 inscritos.

Vão estar presentes diversos fornecedores de equipamentos, com material em exposição e promoção, concessionários Land Rover, com possibilidade de efectuar um "test drive" e haverá serviço de bar e de restaurante, bem como café gratuito.

Os interessados na prova de navegação deverão trazer a carta militar nº 252 da série 888, escala 1/25.000 e aconselha-se os participantes nas "workshops" a trazerem cadeiras de modo a poder assistir e participar com o conforto adequado.

Esta é um oportunidade a não perder por parte de quem possua um Defender, ou mesmo um Série, ou aprecie estes veículos únicos e pretenda passar um fim de semana de aventura, divertimento e formação.

terça-feira, outubro 21, 2008

Virus esconde-se em falsa versão de Messenger


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Écran do falso programa de instalação

Por termos mencionado a próxima actualização do MSN Messenger, justifica-se alertar para o envio de falsas mensagens de correio electrónico, reportando uma eventual falha de segurança neste programa e instanto a efectuar uma actualização.

O programa, que pretende ser genuino, ao instalar-se infecta o computador com um vírus do tipo Trojan, que permite controlar remotamente o equipamento, aceder a dados pessoais e usá-lo, por exemplo, para o envio de "spam".

Esta armadilha pode ser detectada, tal como muitas outras, através da linguagem, que inclui imprecisões e menções impossíveis de acontecer num producto genuino, bem com erros grosseiros, visando sobretudo os utilizadores do Live Messenger 7.5, uma versão já ultrapassada e que há muito devia ter sido substituida por razões de funcionalidade e de segurança.

O nível de risco deste tipo de ataque é considerado baixo, dado que só é eficaz caso consiga enganar o utilizador, mas deve haver uma especial atenção quando internautas mais jovens ou menos experientes podem ser tentados a efectuar uma actualização cujas consequências são sempre imprevisíveis.

Aconselhamos a implementar medidas de segurança que impeça a instalação de programas por parte dos menos experientes, retirando-lhes a possibilidade de administrar o sistema, de modo a que, caso seja necessário proceder a alterações, as mesmas sejam realizadas apenas por quem esteja devidamente preparado para tomar decisões que, parecendo quase intuitivas, acarretam sérias responsabilidades.

LBP contesta Orçamento de Estado para 2009


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Tempo de voltar ao serviço...

A Liga dos Bombeiros Portugueses (LBP) manifestou a sua contestação e descontentamento quanto às verbas inscritas no Orçamento Geral de Estado para 2009, recentemente entregue na Assembleia da República, no respeitante aos montantes disponíveis para às áreas da protecção civil e do socorro.

Segundo a LBP, a intenção do Governo parece ser a de reformar o sector com base unicamente em legislação a aprovar, mas sem atribuir o necessário suporte orçamental, essencial para que os passos intermédios necessários, que incluem duplicações temporárias de serviços, permita uma transição sem sobressaltos.

Fazer omeletes sem ovos, recorrendo apenas a expedientes de engenharia financeira, tentando recorrer a sucessivas reorganizações por via de instrumentos legislativos, cujos efeitos directos e colaterais são, muitas vezes imprevisíveis, não é inédito, sendo exemplo a forma como foi reorganizado o mapa de urgências, cujos resultados para a segurança das populações e mesmo a nível político, fazendo cair o titular da pasta, são por demais conhecidos.

Duvida-se que, com base neste Orçamento, se verifique uma reforma de fundo a nível da protecção civil, haja um avanço significativo a nível da profissionalização do socorro, se excluirmos a componente suportada pelas autarquias, sendo expectável que ccontinue a asfixia de muitas corporações, seja devido aos baixos valores compensatórios pagos por serviços prestados, seja pelo atraso com que os pagamentos são efectuados.

Num ano de crise económica e eleições legislativas, com um Orçamento feito com base na conjuntura anterior ao Verão, recorrendo a projecções difíceis de enquadrar numa realidade por de mais conhecida, serão as rúbricas que menor retorno eleitoral trazem, como o socorro e a protecção civil, as que serão mais prejudicadas, mesmo que esta opção ponha em causa a segurança dos próprios eleitores, mais preocupados com problemas mais imediatos, como as dificuldades em pagar empréstimos ou esticar o ordenado, caso ainda tenham emprego, até ao fim do mês.

segunda-feira, outubro 20, 2008

Lançado "browser" concebido para autistas


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Écran do novo ZAP browser

Foi lançado o primeiro "browser" destinado a crianças e jovens autistas, o Zac Browser (Zone for Autistic Children), que, pelas suas caraterísticas, pode vir a ser utilizado por distintos tipos de utilizadores mais vulneráveis ou com algum tipo de defeciencia.

O novo "browser" foi concebido e desenvolvido por Zackary Villeneuve, avô de uma criança autista e pretende simplificar a navegação, eliminando funções mais complexas que podem levantar dificuldades e obstáculos, bem como evitar o acesso a "sites" cujos conteúdos incluam violência ou pornografia.

O ZAC Browser é compatível com os sistemas operativos Windows da Microsoft, incluindo o Vista, XP, 2000, ME e 98, mas existe apenas na versão inglesa, o que poderá limitar a sua utilização por parte de quem não tenha o inglês como língua nativa, esperando-se que, brevemente, venha a ser traduzido para outras línguas.

Mesmo quem não lide directamente com crianças autistas poder ter interesse em conhecer este "browser", não apenas dada a sua simplicidade, como devido ao conjunto de restrições que implementa sem necessidade de configurações específicas, podendo ser uma alternativa para os mais jovens nas suas primeiras aventuras na Internet, protegendo-os de alguns dos perigos aí existentes.

Médicos uruguaios do INEM impedidos de trabalhar


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Um helicóptero do INEM durante uma missão de socorro

Os 14 médicos uruguaios contratados por três anos pelo Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) no início de Julho ainda não podem desenvolver qualquer actividade clínica em Portugal dado faltar a respectiva inscrição na Ordem dos Médicos.

Estes médicos foram admitidos a 1 de Julho, recebendo um ordenado mensal de cerca de 3.000 euros e destinam-se a suprir a falta de médicos com que este Instituto se debate e que se tem vindo a agravar com o retorno a Espanha de diversos clínicos que integravam as tripulações das Viaturas Médicas de Emergência e Reanimação (VMER).

Os médicos uruguaios já receberam a formação prevista para a primeira fase, incluindo as vertentes da emergência pré-hospitalar, e um curso de viatura médica de emergência, que os qualificaria para começarem a actuar integrados no dispositivo operacional do INEM, mas continuam sem poder fazer mais do que acompanhar e observar o trabalho dos seus colegas do CODU (Centro de Orientação de Doentes Urgentes).

Apesar de esta vertente da formação nos CODU estar prevista para se realizar futuramente, segundo informações do próprio INEM, o facto é que a integração dos médicos uruguaios não está a decorrer de acordo com o previsto e, neste momento a sua presença não representa o valor acrescentado que estes médicos, excluindo questões formais, efectivamente possuem.

O problema com os médicos uruguaios deve, no entanto, ser visto de forma mais alargada, quer na vertente do planeamento geral efectuado pelo INEM, que apresenta óbvias defeciências, quer na preocupante questão das equivalências universitárias, particularmente complexa e grave quando se trata de cursos realizados em países não comunitários, do que tem resultado um desperdício de mão de obra qualificada.

Este último problema, que afecta toda a sociedade portuguesa ao privá-la de um conjunto de emigrantes altamente qualificados, muitos deles provenientes da Europa de Leste e da América Latina, devia merecer uma especial atenção por parte das entidades oficiais e das que gerem o acesso a determinadas profissões, evitando condenar estes especialistas a profissões de recurso onde enquanto os impede de contribuir de acordo com as suas potencialidades para o desenvolvimento do País.

domingo, outubro 19, 2008

Corporações sem receber prémios de saida de ambulâncias há 6 meses


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Uma VMER durante uma missão de socorro

Existem corporações de bombeiros que não recebem há perto de seis meses os prémios de saída de ambulâncias, pagamentos que são da responsabilidade do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM).

O prazo normal de pagamento do INEM ronda os 90 dias, ou seja, perto de três meses, mas existem corporações que estão sem receber as verbas pelos serviços há cerca de meio ano, correspondendo ao dobro do prazo habitual.

Os atrasos no pagamento têm óbvias consequências não apenas a nível do transporte de doentes, mas em todas as actividades de socorro, dado que estrangulam financeiramente as corporações resultando em problemas operacionais e na impossibilidade de assumir os seus encargos e efectuar pagamentos nos prazos estipulados.

Quer o INEM, quer o Ministério da Saúde, como orgão da tutela, não comentaram as queixas dos bombeiros nem as desmentiram, assumindo-se assim que este é um problema real e existem efectivamente problemas orçamentais que têm impedido os pagamentos, sendo cada vez mais expectável que, em nome de um défice, se opte por adiar o pagamento até ao próximo ano fiscal.

Atrasar pagamentos como forma de auto-financiamento, passando os encargos para terceiros, não é um método novo e é praticado pelo Estado sem qualquer respeito pelos seus credores, numa atitude que não perdoa aos seus devedores que, por muito menos, são penhorados e mesmo perseguidos criminalmente, demonstrando que existem dois pesos e duas medidas.

Por outro lado, esta é uma opção que, no limite, sai cara a todos, pois para além da dívida acabar por ser paga, mesmo que com atraso, as consequências em termos da perda de operacionalidade das corporações tem um preço que, de uma forma ou de outra, acaba sempre por ser pago por alguém que, infelizmente, tende a ser o elo mais fraco da cadeia.

sábado, outubro 18, 2008

Adobe apresenta Flash Player 10


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Mensagem de um programa que requer o Flash Player 10

A Adobe apresentou a versão 10 do Flash Player, uma das plataformas mais utilizadas na apresentação de gráficos dinâmicos e presente, segundo as estatísticas disponíveis, em mais de 90% dos computadores pessoais.

A nova versão oferece melhor controle sobre aplicações interactivas e maior capacidade de processamento tridimensional, incluindo processamento de áudio avançado e acelerador de hardware GPU, bem como novos sistemas de filtros, aproveitando melhor as capacidades criativas da linha de produtos Adobe Creative Suite 4.

A instalação do Flash tem implicações na estabilidade do "browser" e, no limite, do próprio sistema operativo, pelo que este "upgrade" deverá ser equacionado com a devida prudência e apenas caso a versão actual seja instável, não permita correr algum tipo de animação ou o faça defecientemente.

Recordamos que recentemente mencionamos uma falha de segurança no Flash 9 e que as versões na sua fase inicial, como a 10, tendem a ter mais vulnerabilidades, erros ou falhas de codificação, pelo que aconselhamos a esperar até que surja a necessidade de proceder a este "upgrade", algo que será determinado por quem desenvolve aplicações e tenderá a usar as novas possibilidades contidas nesta versão.

sexta-feira, outubro 17, 2008

Terminou a "Fase Delta" e começou a "Fase Echo"


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Veículo de salvamento dos bombeiros

A 15 de Outubro terminou a "Fase Delta" de combate aos fogos florestais e começou a "Fase Echo", do que resultou uma substancial redução dos meios disponíveis a nível de aeronaves.

Durante a "Fase Delta", criada para obviar ao prolongamento da fase crítica, tal como sucedeu no ano passado, estiveram mobilizados perto de 4.000 elementos, apoiados por 917 viaturas e 26 meios aéreos, efectivo esse último número foi substancialmente reduzido na passada quarta-feira, dia em que se passou à "Fase Echo".

A "Fase Echo", que visa combater os fogos fora do que se convencionou chamar a "época normal" de incêndios, inclui quase o mesmo número de efectivos para combate terrestre, com 3.923 elementos, apoiados por 915 veículos, mas apenas dois helicópteros como apoio aéreo, o que contraria as tácticas de primeira intervenção utilizadas e compromete em muito a acção das unidades helitransportadas, como os "canarinhos" ou os militares do Grupo de Intervenção de Protecção e Socorro (GIPS).

Apesar de neste ano, segundo os dados provisórios da Autoridade Florestal Nacional (AFN), apenas terem ardido 12.861 hectares, entre povoamentos, 4.395 hectares, e matos, com 8.466 hectares, a que corresponde uma redução de perto de um terço em relação ao ano anterior, esta redução desproporcionada de meios aéreos pode comprometer a eficácia do combate e inverter, mesmo que ligeiramente, esta tendência.

Seria expectável que a redução mantivesse a proporcionalidade entre os vários componentes operacionais, factor essencial para manter as tácticas utilizadas até hoje com base numa primeira intervenção rápida, mas os custos dos meios aéreos quando comparados com os dos bombeiros voluntários parece ditar uma nova abordagem.

Nestas alturas, torna-se óbvio que a redução de custos é obtida através do recurso ao voluntariado, assumindo-se que o acréscimo de risco individual resultante da quase inexistência de meios aéreos, parece ser tolerado institucionalmente, tal como o é a diminuição da eficácia, resultante de um maior tempo de resposta resultante da falta de aeronaves.

Podemo-nos interrogar se esta alteração no dispositivo, desproporciondada nos seus componentes, será a que corresponde aos requisitos operacionais ou, tão somente, aos imperativos orçamentais, nos quais valores como a eficácia ou a segurança parecem ter pouco peso quando confrontados com as poupanças resultantes de um dispositivo constituido por mão de obra barata.