sábado, outubro 22, 2005

O Governo assumiu o fracasso da política florestal


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Ministro António Costa

Numa cerimónia onde foram homenageados os 12 bombeiros que faleceram este ano, o Ministro da Administração Interna, reconheceu o fracasso da política florestal e anunciou o aumento em 13% das verbas para a Protecção Civíl.

Na cerimónia de entrega de condecorações a título póstumo, onde também estiveram presentes o Primeiro Ministro, o Ministro da Agricultura e representantes dos países que este ano ajudaram no combate aos incêndios, foi anunciado que durante a próxima semana o relatório relativamente a este ano estará concluido e será apreciado num Conselho de Ministros extraordinário a realizar-se no próximo Sábado.

Esperamos, portanto, ter acesso ao relatório durante os próximos dias de forma a poder avaliar quais os principais problemas detectados pela Agência para a Prevenção de Fogos Florestais, sendo certo de que as conclusões do Ministro da Agricultura, ao afirmar que "o êxodo rural, a precária gestão das florestas e a falta de firmeza na aplicação da lei", embora insuficientes, apontam na direcção correcta.

Kit de insonorização para Série - 1ª parte


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Kit de insonorização para Série

Nos últimos anos de produção, a Land Rover começou a disponibilizar o que quase se podem considerar artigos de luxo para os Série, entre os quais um conjunto de peças ou paineis insonorizantes, que para além de darem ao interior um aspecto de maior qualidade, permitem conversar normalmente sem elevar a voz.

Este kit, disponibilizado quer pela própria Land Rover, quer por empresas da especialidade, como a Paddock, pode ser adquirido a partir de 50£, a que acresce IVA e transporte, sendo de fácil aplicação, bastando para tal seguir as instruções e colar as peças nos locais indicados.

No entanto, surgem dois óbices, a perda de originalidade do veículo, muito embora se possa argumentar com o facto de a própria marca comercializar estes kits, e os danos que a entrada de água pode causar caso se acumule no interior deste isolamento acústico.

Este é, talvez, o problema mais grave, dado que para ser correctamente aplicado, é necessário colar o isolamento, podendo-se reduzir marginalmente este problema se as peças de maior dimensão e que ficam no chão, onde a água se poderá acumular, forem apenas presas com fita autocolante de duas faces ou um sistema de velcro de forma a permitir uma remoção mais fácil.

Para reduzir a possibilidade de corrosão por acumulação de água, é ainda possível dar uma camada de Hammerite antes de colar o isolamento, protegendo assim o metal dos efeitos causados por uma eventual acumulação de água.

Dado que o assunto é polémico, está aberta uma votação no fórum da Landemania, onde as opiniões e sugestões são benvindas.

Num futuro texto vamos disponibilizar o esquema das peças que os interessados poderão ampliar, imprimir e usar como molde para recortar material insonorizante e fazer os próprios kits.

sexta-feira, outubro 21, 2005

Outra vez as Inspecções Periódicas Obrigatórias


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Site da DGV

Souberam-se hoje mais alguns detalhes da detenção de um mecânico e um inspector que aqui noticiamos há poucos dias.

A gravidade do crime é maior do que inicialmente prevista porque o mecânico, após diagnosticar as várias deficiências dos veículos, simulava a reparação, pagando ao inspector pela aprovação.

Assim, o cliente supõe ter o veículo reparado, devidamente aprovado e em condições de circular em segurança após ter pago por um serviço que, efectivamente, não passou de uma burla.

Para além do crime de corrupção, já conhecido e mencionado no artigo anterior, existe um óbvio crime de fraude, ao receber um pagamento por um serviço que não foi realizado e, caso haja outro tipo de consequências, espera-se que o Ministério Público não deixe de proceder às necessárias investigações de forma a todas as responsabilidades serem apuradas.

Como medida de precaução, devia a DGV exigir uma reinspecção a expensas do próprio Centro envolvido a todos os veículos aprovados nestas condições, e os Tribunais deviam obrigar a oficina em questão a proceder, igualmente de forma gratuita, às reparações necessárias a uma aprovação legítima.

Mas infelizmente em Portugal, a Justiça, quando chega, vem tarde e normalmente preocupa-se mais com o castigo dos culpados do que com a salvaguarda dos inocentes.

Cintos de segurança em Séries - 5ª Parte


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Fixação de cinto no pilar

Neste texto vamos apresentar os dois pontos de fixação em falta para os Série com capota rígida ou "hard-top", concluindo assim a instalação de cintos de segurança neste modelo.

Embora o ideal seja um sistema em que a remoção da capota não implique mudanças no posicionamento dos cintos, nesta época de aproximação do Inverno optamos temporariamente por colocá-los de forma a que a maior parte das fixações estejam no "hard-top" deixando para mais tarde, eventualmente para quando o tempo ajudar, uma futura adaptação.

Foram utilizadas as fixações do Defender, utilizadas nos últimos modelos de Série, para suportar o sistema por onde corre o cinto, de forma a colocá-lo tão elevado quanto possível, evitando assim um contacto com a divisória ou com o assento.

Existe também a possibilidade de instalar os suportes iniciais dos Série, mais difíceis de encontrar, em forma de angulo recto e não de diagonal como a versão apresentada.

Estas peças podem-se encontrar na Internet, em ferros-velhos ou, a um preço desaconselhável, em concessionários Land Rover, e são aparafusadas à estrutura da capota.


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Sistema de enrolamento fixo no pilar

O sistema de enrolamento foi igualmente fixo no pilar, um pouco mais abaixo, sendo para tal necessário furar o mesmo.

Este ponto de fixação é sujeito a uma menor força do que o anterior, mas mesmo assim deve ser testado cuidadosamente e utilizados parafusos de qualidade conforme mencionamos num artigo anterior.

Este conjunto de pontos e métodos de fixação, que ilustramos ao longo de 5 textos, asseguram quer uma boa colocação, com os cintos a correr à vontade, quer a segurança e solidez pretendidas, sem a necessidade de aquisição de peças dispendiosas.

Os cintos utilizados, embora neste caso sejam de origem Land Rover, podem ser de qualquer fabricante, mesmo genérico, desde que estejam homologados e tenham a dimensão suficiente.

Se adquiridos em 2ª mão, deve haver um especial cuidado, verificando-se se há golpes ou desgaste anormal que prejudiquem a segurança dos passageiros e, caso se detecte alguma deficiência, rejeitá-los imediatamente.

Os parafusos ficaram à vista, de forma a poderem ser facilmente desmontáveis dos suportes superiores e fixos na barra que adquirimos e se destina aos modelos soft-top, a qual inclui pontos de fixação nos quais podem ser aparafusados os cintos, mas cuja adaptação para compatibilizar com o "hard-top" obriga à sua desmontagem, fase que, como referimos, ficará para mais tarde.

quinta-feira, outubro 20, 2005

Possível aumento de 8% no Imposto Automóvel


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Site da Associação do Comércio Automóvel de Portugal

A alteração da legislação, com o acréscimo de uma variável designada por "factor ambiental", ao já elevado valor do Imposto Automóvel, pode levar a um aumento suplementar no montante deste imposto sobre o qual incide, cumulativamente, o IVA.

Chamamos a atenção para o facto de ser mais uma vez uma descriminação negativa, visando agravar o preço de determinados veículos, e não positiva, beneficiando quem menos polui e ocorre após a imposição de uma taxa de 1% sobre os combustíveis, também ela por questões ambientais no âmbito da reflorestação.

Segundo a Associação do Comércio Automóvel de Portugal, este aumento vai ser maior nos veículos a gasóleo, sendo previsível que os todo o terreno que utilizam este combustível sejam particularmente prejudicados. A título de exemplo, dois dos modelos de menor cilindrada mais vendidos em Portugal, o Fiat Panda ou o Citroen C3, sofrerão aumentos superiores a 400 e 1000 euros respectivamente.

Se extrapolarmos as emissões de CO2 dos motores diesel de cilindradas muito superiores, perto dos 2.500 cc que são típicas na maior parte dos todo o terreno, os resultados poderão ser devastadores e um importante golpe nas vendas, já afectadas após o fim das vantagens fiscais que vigoraram durante anos.

Esta nova versão do Imposto Automóvel entrará em vigor no 2º semestre de 2006, prevendo-se uma fase transitória durante os primeiros seis meses do próximo ano.

Logicamente e face a estas perspectivas, não será de estranhar um substancial aumento das vendas no fim deste ano, tal como aconteceu antes da subida da taxa do IVA, o que contribuirá para uma aparente e ilusória melhoria das contas públicas em detrimento das de 2006.

Para quem organiza actividades relacionadas com o todo o terreno, ou deles necessite por razões profissionais, como acontece com os Corpos de Bombeiros, esta é mais uma má notícia a juntar a tantas outras que têm surgido ultimamente.

Um bónus: o símbolo do corta-circuitos


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Símbolo de corta-circuitos

Normalmente, é necessário adquirir este símbolo em separado, mas para quem tiver uma impressora a cores ou uma fotocopiadora com capacidade de imprimir em plástico autocolante e seguidamente recortar a área azul com uma pequena margem branca, pode poupar alguns euros.

Corta-circuitos


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Corta-circuitos de 6 contactos e chaves

Num veículo com os problemas de segurança de um Série, a opção pela instalação de um sistema capaz de cortar a corrente eléctrica pode ser uma opção a seguir para evitar surpresas desagradáveis.

Existem basicamente dois modelos de corta circuitos disponíveis no mercado, um de dois contactos, que desliga a bateria, e um de seis, idêntico ao da fotografia, que também desliga o alternador e inclui uma resistência para protecção.

Este último modelo é francamente mais seguro, dado que sem alternador a funcionar o motor é desligado, mas é de ter em conta que existem Séries com dínamo que não tivemos oportunidade de testar. Para quem utilizar o veículo em competição, será a única escolha possível dado ser este o modelo com homologação FIA.

Também é conveniente adquirir pelo menos uma chave suplente, havendo pelos menos três modelos diferentes, conforme se pode ver na fotografia. O modelo mais volumoso é destinado sobretudo a uma montagem exterior e tapa o corta-circuitos, evitando a entrada de água, mas tem o inconveniente de ser mais incómodo de transportar, pelo que numa montagem interior, a única que parece correcta para efeitos anti-roubo, não será a mais adequada.

Os restantes modelos, destinados a montagem no interior, são funcionalmente idênticos, no entanto, o que está colocado no meio tem o sistema de travamento em metal, do que resulta uma maior duração do que a versão inteiramente em plástico, em baixo na foto, pelo que a escolha é óbvia.

Qualquer destas peças pode ser adquirida nas lojas de acessórios de automóveis a preços que podem variar entre os 20 a 30 euros para o corta-circuitos e entre 4 a 5 para as chaves adicionais.

quarta-feira, outubro 19, 2005

Tomada tripla para isqueiro


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Tomada tripla para isqueiro

Para ligar na mesma tomada, a única incluida na consola, os vários equipamentos necessários, que neste caso são o GPS, computador portátil e rádio CB, adquirimos uma ficha tripla com extensão de 2 metros.

Este modelo também inclui um "led" vermelho, assinalando que está ligado e a passar energia e fusível no interior, protegendo assim quer os equipamentos ligados, quer o próprio circuito eléctrico do veículo em caso de curto-circuito ou sobrecarga.

Esta tripla pode ser fixa no tablier através dos dois autocolantes de dupla face incluidos ou, o que será mais adequado, de um sistema de velcro que permita uma fácil remoção. Para os mais interessados, este modelo vende-se na Fórmula 81, na Av. Defensores de Chaves em Lisboa, por um preço pouco acima dos 8 euros.

Em estudo a aquisição do Beriev B-200


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Beriev BE-200 em acção

A aquisição do avião pesado anfíbio de combate a fogos florestais BE-200, está a ser estudada pelo Governo e foi um dos temas da reunião ocorrida ontem entre o Ministro dos Negócios Estrangeiros, Freitas do Amaral e o seu homólogo russo.

Com um preço semelhante ao do seu rival Canadair, ambos perto dos 30 milhões de euros, o BE-200 apresenta vantagens ao transportar o dobro da água a uma velocidade máxima duas vezes e meia superior, estando equipado com motores de baixo consumo construidos na Ucrânia, que podem ser substituídos pelos mais comuns BMW/Rolls-Royce ou Allison GMA.

O BE-200 pode operar com água do mar, suportando ondulação até 1,2 metros e numa simples operação, com reabastecimento a 10 Km, pode efectuar até 25 largadas, num total de 300 toneladas de água, podendo ainda transportar equipas de bombeiros.

O Governo português aguarda uma proposta russa para uma eventual aquisição de entre um a três destes aviões pesados, sendo possível a aquisição de uma unidade em 2006 e das duas restantes no ano seguinte.

Cintos de segurança em Séries - 4ª Parte


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Cintos de segurança centrais

Na sequência dos artigos anteriores, focamos dois conjuntos de pontos de fixação possíveis para instalar cintos de segurança nos Série.

Entre os 3 bancos dianteiros existem dois orifícios roscados que facilitam a instalação do cinto central e das partes mais curtas dos cintos laterais que incluem o fecho. Estes orifícios estão escondidos pela parte superior do assento, que deve ser inclinada para a frente para que estes sejam acessíveis.

Basta utilizar um único parafuso, no qual são enfiados sucessivamente a peça do cinto central, uma anilha, a peça do cinto lateral e outra anilha, após o que é aparafusado no local indicado. Assim, cada um dos dois parafusos utilizados segura duas peças, uma dirigida para o assento à sua esquerda e outra para o assento à sua direita.

Independentemente do modelo de cinto escolhido, este ponto de fixação será sempre de utilizar dado ser a forma mais fácil de prender os cintos nesta zona do veículo, sendo que no caso do S3 apresentado, o cinto central, de dois pontos, não é um modelo de inércia.


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Local de fixação de cintos na divisória

Dependendo do modelo do cinto, com ou sem tensor, pode ser possível utilizar um orifício roscado existente na divisória entre o habitáculo e o compartimento de carga.

Dado que este possível ponto de fixação fica a um nível inferior relativamente à parte superior dos bancos, implica que a sua utilização provoca o contacto entre o cinto, algo que deve ser evitado nos cintos com inércia ou de enrolamento automático.

Assim, caso sejam utilizados os modelos de cintos originais, sem enrolamento automático, este ponto poderá ser utilizado sem problemas, mas caso se opte por um moderno cinto de inércia, o contacto reduz a eficácia, pelo que tem que ser encontrada uma alternativa. Aliás, mesmo a nível de Inspecções Periódicas, a montagem de um cinto de inércia nestas condições poderá resultar no averbamento de uma deficiência e mesmo na reprovação do veículo.

No próximo texto focaremos os pontos de fixação em falta num modelo com tecto rígido, tal como este se encontra na configuração actual, deixando para um último artigo a adaptação para situações em que seja utilizada a capota de lona.