quarta-feira, março 07, 2007

Quanto vale 0.6% da população portuguesa?


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Uma morte é uma tragédia, um milhão de mortes é uma estatística

Esta pequena percentagem, de apenas 6 em cada 1.000 habitantes, corresponde a cerca de 60.000 habitantes de Portugal continental e é o número de concidadãos nossos que se encontra a mais de uma hora de um centro de emergência médica.

Os dados constam de um relatório sobre a reestruturção das urgências, que prevê o encerramento de 14 centros espalhados pelo País, com maior incidência em zonas menos povoadas do Interior.

No entanto, segundo o mesmo documento, a esmagadora maioria da população, cerca de 90%, está a menos de meia hora de um atendimento de urgência, o que segundo dizem os especialistas será aceitável.

Em contrapartida, uma insignificante percentagem de pouco mais de 0.6%, que corresponde a uns 60.000 indivíduos, reside em zonas onde o atendimento pode demorar mais do que uma hora, tempo exagerado em caso de uma urgência e cujas consequências são fáceis de adivinhar.

Para a comissão de especialistas que estudou o problema, fazendo as contas aos custos de implementar e manter serviços capazes de acudir a estes 60.000 nossos compatriotas, verificou-se esses custos serem excessivos, e a única uma opção que estes têm para viver em segurança ser a de se mudarem para outra zona do território.

Ninguém contabilizou os custos que o abandono de 0.6% do território nacional pode ter, nem qual o preço a pagar pela perda de vidas humanas e, menos ainda, entrou em linha de conta com valores éticos que devem presidir a estas opções.

Efectivamente, nunca haverá desenvolvimento regional ou solidariedade nacional se o Estado não garantir aos seus cidadãos residentes em território nacional a segurança e a protecção a que qualquer ser humano tem direito.

Afinal, ainda vivemos numa democracia onde palavras que era suposto serem do passado continuam estar presentes.


"Uma morte é uma tragédia, um milhão de mortes é uma estatística"

Iosif Vissarionovich Dzhugashvili

Google Desktop 5 beta


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Exemplo de um "gadget" para envio de mail

A Google disponibilizou a versão 5, ainda em fase beta, do seu "desktop", introduzindo um conjunto de novidades que incluem "gadgets" ou pequenas aplicações e uma barra lateral redesenhada.

Adicionalmente, o Desktop Search e Security foram melhorados, com a introdução de novas possibilidades de pesquisa e de uma segurança melhorada a nível de "malware" ou de outros programas que visem obter dados ou informações confidenciais.

Lembramos que as versões beta não estão ainda estabilizadas, mas, pela experiência anterior, o acréscimo de funcionalidades compensa eventuais pequenos problemas que se venha a verificar.

Sistema de extinção automático de fogo - 4ª parte


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Peça metálica terminal em "L"

As peças metálicas servem para efeitos de projecção do conteúdo dos extindores, mas também, em alguns casos, para permitir a ligação de mais um segmento de tubagens.

Estas peças são em "T", quando se destinem a dar passagem, para além de provocar um efeito de jacto, e em "L", quando estejam no fim da cadeia.

Em ambos os casos, a "perna" mais sextavada do "L" e a que fica no centro do "T" destinam-se a efectuar a projecção do jacto em direcção das chamas, pelo que devem ser orientadas com o máximo cuidado de modo a maximizar o efeito.

Tendo em conta que existem duas saídas em ambos os sistemas apresentados, seja com dois extintores individuais ou com um duplo, teremos dois "L", para o fim de cada uma, e diversos "T" intermédios, de acordo com o trajecto escolhido para a passagem do tubo.


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Peça metálica em T para um prolongamento

Tipicamente, uma das saidas irá para o compartimento do motor e a outra para o habitáculo, sendo de prever entre duas a quatro saídas em cada um deles, dependendo do modelo do veículo e da possibilidade ou necessidade de espalhar a solução aquosa por todo o interior.

Este planeamento deve ser feito antecipadamente, com o máximo de cuidado de modo a evitar dobras pronunciadas nos tubos flexíveis e a que os jactos abranjam a máxima área possível, com especial incidência para as que sejam mais susceptíveis de se incendiarem.

Dado que cada modelo de veículo é um caso específico, apenas aconselhamos a observar com atenção as especificações do fabricante e a planear com o auxílio de um especialista na matéria a instalação de todo o sistema em cada veículo de acordo com as características e com os factores de risco do mesmo.

terça-feira, março 06, 2007

Bombeiros de Peso da Régua vão ter museu e ginásio


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Quartel dos bombeiros de Peso da Régua

A Direcção dos Bombeiros Voluntários de Peso da Régua "está a envidar todos os esforços" para que, em breve e "quando as possibilidades financeiras permitirem" se iniciem as obras de construção de um museu e de um ginásio.

Segundo o presidente da Direcção, Alfredo Almeida, esta "será uma área onde estarão expostas viaturas antigas e outros elementos ligados à história da associação".

Esta corporação já possui um imóvel junto ao quartel que inclui um parque de recolha de viaturas, e dispõe ainda de uma pequena oficina de manutenção e de uma sala de apoio, tendo os custos, orçados em 500.000 euros, sido "suportado na totalidade pela associação humanitária", e apoiados logisticamente pela Câmara Municipal de Peso da Régua.

"As estruturas, já operacionais, permitem evitar a degradação do parque automóvel. Ao mesmo tempo, permite disponibilizar uma nova funcionalidade de apoio as viaturas", acrescentou o presidente da Direcção.

Em Dezembro do ano passado, a corporação recebeu um veículo polivalente para transporte de doentes e adaptada para deficientes motores, no valor de 32.000 euros, de modo a alargar a sua capacidade numa área em que as solicitações são numerosas.

A defesa do património histórico das corporações, que já elogiamos por diversas vezes, é uma justa homenagem a todos quantos nelas serviram e um excelente veículo de comunicação, capaz de gerar solidariedade e novas adesões.

Sistema de extinção automático de fogo - 3ª parte


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Tubagem do sistema de aspersão

Para quem pretender usar componentes individuais, apresentamos, em maior detalhe, algumas imagens das várias peças que constituem este sistema, sempre ressalvando que será preferível optar por um "kit" de uma marca reputada.

Os tubos podem ser feitos numa única peça, que serve de passagem aos jactos provenientes do extintor e de isolamento, ou separados, com uma tubagem interna e uma manga externa para efeitos de protecção contra o fogo e que garante alguma resistência mecânica adicional.

Os sistemas da Sparco de da OMP adoptaram, também neste caso, métodos diferentes, com a Sparco a incluir mangas externas de protecção em separado.


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Revestimento para os tubos de pó químico

Para quem não possuir um "kit", pode, em substituição, usar tubos de borracha convencionais, adquiridos numa loja da especialidade, com o diametro apropriado e, eventualmente, protegê-los com uma manga em malha metálica, semelhante à utilizada nas canalizações domésticas.

Neste caso, devem ser escolhidos materiais resistentes, quer ao calor, quer em termos físicos, com a flexibilidade suficiente para dar as curvas necessárias, e com rigidez para poderem ser presos à estrututura do veículo sem que disso resulte alguma forma de estrangulamento.

Os tubos podem ser presos de várias formas, mas aconselhamos adoptar um processo que impeça qualquer tipo de movimento que afecte a direcção das saidas neles conectadas, pelo os simples atilhos devem ser evitados em favor de peças metálicas rígidas que envolvam as tubagens e sejam aparafusadas ao veículo.

segunda-feira, março 05, 2007

A quem falta uma cultura de risco?


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Efeitos de um terramoto

Realizou-se em Castelo Branco um seminário sobre Gestão da Emergência, com a participação de cerca de 700 bombeiros e técnicos de protecção civil oriundos de todo o País.

Este evento destinou-se a analisar a gestão de situações de emergência, que podem ir desde grandes catástrofes até ocorrências em redes de transportes públicos, áreas comerciais ou zonas urbanas densamente povoadas.

À margem do seminário, o director da Escola Nacional de Bombeiros (ENB) e presidente da Liga de Bombeiros Portugueses (LBP), Duarte Caldeira, considerou que os portugueses têm uma percepção inadequada dos riscos de catástrofes ou acidentes naturais, com informação insuficiente relativamente a reacções ou medidas a adoptar.

Segundo Duarte Caldeira, existe muito trabalho pela frente na área de sistemas de aviso e alerta das populações, necessária para que os meios de socorro actuem com eficácia.

Para este dirigente, a chave do sucesso na gestão de crises está na cultura de risco dos cidadãos, sem as quais os planos de emergência, por muito elaborados que sejam e independentemente dos meios envolvidos, poderão fracassar.

Para o presidente da LBP, "é preciso que os cidadãos comecem a assumir a sua auto-protecção como um exercício de cidadania, que não compete apenas aos bombeiros, ao Estado, aos outros. É uma responsabilidade de cada um de nós".

Efectivamente, existe uma tendência de minimizar riscos que, ao contrário do que alguns tentam fazer crer, parte de instancias governativas e das próprias autoridades que supervisionam o sector, as quais nunca implementaram sistemas de alerta antecipados nem fornecem as informações necessárias às populações.

Exemplo desta falta de informação, foi o sucedido recentemente aquando do tremor de terra que se sentiu sobretudo no Algarve, com o "site" do Instituto Meteorológico sem actualizações e sem um sistema de alerta, que as novas tecnologias facilitam, de modo a que as populações apenas iam tendo informações em contactos com quarteis de bombeiros ou em diálogos na rua.

Também a alusão à cultura de risco, dirigida para o cidadão comum, é redutora, pois esta é uma falha que se verifica nos próprios elementos encarregues do socorro ou da segurança, onde a mentalidade "vamos, mas não sabemos se voltamos" traduz, muitas vezes a mesma postura que o presidente da LBP, justamente, agora critica.

Existe, de forma generalizada, uma tendência a minimizar e a ocultar perigos potenciais, do que resulta um baixo grau de prontidão e um relativo alheamento por parte das populações, mas o mau exemplo a que se assiste por parte das autoridades a nível de planeamento, de estruturas, de opções tácticas e de tantas decisões manifestamente erradas, apontam para a verdadeira origem do problema.

Aliás, basta ter em conta o planeamento e a redefinição das urgências hospitalares, com parte da população portuguesa colocada em permanente risco por opção política, para ajuizar de forma diferente quais as razões pelas quais comportamentos a evitar são socialmente tolerados ou aceites, acabando por não passar de um mero complemento de decisões que, essas sim, contribuem para por em perigo numerosos habitantes de zonas do Interior, independentemente das atitudes ou cuidados que estes tomem.

A cultura de risco e a aceitação de situações de perigo evitáveis, acaba por ser, em última instância, determinada politicamente, sendo que alguns comportamentos individuais errados, servem como factor potenciador, mas serão sempre uma consequência e não a causa para que muitos apontam.

domingo, março 04, 2007

Bombeiros das Caldas instalam GPS nas ambulâncias


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Sistema de seguimento com GPS e GPRS

Os Bombeiros Voluntários das Caldas da Rainha instalaram equipamentos de seguimento com GPS nas suas ambulâncias de transporte de doentes, permitindo assim conhecer a sua posição exacta a partir de um posto central.

Através de um computador torna-se, assim, possível ter informações sobre a localização do veículo, incluindo a velocidade e a direcção, e ter acesso a um histórico que permite apurar o trajecto percorrido.

O objectivo, para além de uma maior segurança para os ocupantes, é o de melhorar a gestão de meios e ter informações precisas sobre os serviços realizados, distâncias percorridas e tempos gastos.

Em caso de furto, o sistema pode imobilizar o veículo à distância e tem a possibilidade de enviar um alarme em caso de perigo.

Lembramos que apresentamos soluções deste tipo, que permitem seguimento de viaturas ou de pessoas, sendo de destacar os modelos pessoais da Globalsat, os TR-101 e TR-102, bem como os sistemas de alarme com GPS e imobilizador.

Os valores médios para cada um dos equipamentos que apresentamos andará pelos 200 a 300 euros e permitem seguir veículos ou pessoas através de um computador pessoal, sendo a posição visualizada através do Google Earth.

Para os mais interessados, sugerimos a leitura dos textos que publicamos com a descrição dos vários modelos, bem como os relativos ao Google Earth, que serve de base ao sistema gráfico de apresentação posicional.

Sistema de extinção automático de fogo - 2ª parte


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Sistema de extinção automatico da OMP

Na base destes sistemas, estão um ou dois extintores, com sistemas de fixação, de modo a ficarem firmemente presos no interior do habitáculo ou na zona de bagagem, com capacidades totais que ultrapassam os dois quilos de pó químico.

Para além dos extintores, o sistema inclui um conjunto de tubagens inífugas, de peças em metal que incluem "sprays", destinados a projectar o jacto na direcção das chamas, sendo depois previsto um sistema de accionamento.

O sistema de accionamento pode ser mecânico, sendo este o mais barato, ou eléctrico, tal como é utilizado na maioria dos veículos de competição e consistem, basicamente, numa válvula.

O sistema mecânico, tal como existe nos "kits" de que dispomos, baseia-se num conjunto de cabos de aço, devidamente isolados e revestidos, que estão ligados a um sistema de alavanca manual no interior do veículo ou a um manípulo no exterior, que devem ser puxados de modo a que o extintor seja accionado.


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Sistema de extinção automático da Sparco

Qualquer destes dois métodos de activação deve, só por si e independentemente do outro, activar o extintor, provocando o seu funcionamento.

O accionamento eléctrico, como o seu próprio nome indica, é feito através de um botão ou interruptor que acciona os extintores, sendo mais fácil de usar mas, na nossa opinião, mais sujeito a falhas dada a quase infalibilidade do sistema manual operado por cabos.

Em ambos os casos, antes de activar o sistema, é necessário remover a cavilha de segurança, tal como acontece com os extintores convencionais, sem o que este, obviamente, não funciona.

Existe a possibilidade de adquirir o conjunto completo, sob a forma de "kit", algo que aconselhamos, mas também é possível recorrer a um conjunto de peças individuais, algo que, podendo ser menos dispendioso, pode resultar numa menor fiabilidade de um sistema que, pelas funções a que se destina, deve oferecer um máximo de garantias de funcionamento sem problemas.

Nos próximos textos, a publicar a partir de amanhã, serão apresentadas fotografias de cada um dos componentes que constituem o "kit", de modo a que possam ser mais facilmente identificados.

sábado, março 03, 2007

Sistema de extinção automático de fogo - 1ª parte


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Sistema de extinção automático

Para situações nas quais o risco de incêndio de um veículo sejam de ter em conta, existem sistemas de extinção de fogo com mecanismos de activação automática, seja a partir do interior, seja do exterior do veículo.

Este tipo de equipamentos, obrigatório em competição, deve obedecer a normas rigorosas e estar devidamente homologado pela entidade que regula e supervisiona as situações nas quais o veículo será utilizado.

Falando de competição automóvel, a homologação será da Federation International de l'Automobile (FIA), mas, para outros efeitos, esta poderá ser obtida junto de outra entidade ou, mais facilmente, aceitar a aprovação da FIA como garante de conformidade.

No entanto, para quem tenha que utilizar um veículo em áreas onde existam incêndios, esta também pode, e provavelmente deve, ser uma opção a ter em conta.


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Outro modelo de sistema de extinção automático

Um sistema de extinção automático consiste num conjunto de peças que permitem enviar jactos na direcção de eventuais chamas para diversos pontos do veículos, como por exemplo, o compartimento do motor ou o habitáculo, bastando para tal accionar o comando do sistema.

A sequência de textos que vamos apresentar versa sobretudo os sistemas de accionamento mecânico, menos dispendiosos em termos de aquisição e de manutenção e mais fáceis de instalar, dado não implicarem qualquer ligação eléctrica, sendo a maior parte das observações válidas para modelos de accionamento eléctrico.

Ao longo deste conjunto de textos, vamos mostrar alguns detalhes dos modelos da Sparco e da OMP Racing, dois dos fabricantes mais conhecidos e que optaram no primeiro caso por um sistema duplo de extintores e no segundo por uma única unidade.

Lembramos que, por uma questão de mobilidade, a existência de um sistema de extinção automático não deve dispensar o conhecido extintor portátil, cujas características tornam, muitas vezes, insubstítuivel.

Vale a pena reduzir o preço do Windows Vista?


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O novo "desktop" do Windows Vista

Descrito por alguns como o "service pack" mais caro da História, o Windows Vista vai acabar por substituir grande parte dos sistemas operativos anteriormente lançados pela Microsoft nos computadores capazes de suportar os melhoramentos implementados.

Por outro lado, é normal que os fabricantes suspendam o suporte de sistemas operativos antigos, considerados como estabilizados e cuja rentabilidade seja nula, pelo que muitos utilizadores serão empurrados na direcção de um "upgrade" particularmente dispendioso e que pode não corresponder às suas necessidades.

A diferença de preço entre o Windows Vista nos Estados Unidos e os praticados na Europa é, no entanto, demasiada, desfavorecendo os utilizadores do Velho Continente que podem, nalguns casos, ser obrigados a pagar quase o dobro pela mesma versão do sistema operativo.

Mesmo tendo em conta questões relacionadas com a fiscalidade, adicionando o IVA e outras taxas aduaneiras, o incremento de preço em muito ultrapassa o valor dos impostos cobrados, pelo que existe um efectivo encarecimento do produto.

No Reino Unido encontra-se a circular uma petição online com o objectivo de baixar o preço do Windows Vista, podendo esta ser encontrada no "site" oficial "ePetition", onde é solicitada a intervenção do governo inglês no sentido de fazer baixar o preço deste sistema operativo da Microsoft.

Entre nós, num mercado pequeno e periférico, com um poder de compra muito inferior ao da maioria dos países europeus, o valor pedido pela Microsoft para o seu novo sistema operativo vai, provavelmente, levar cada vez mais dos utilizadores de informática pessoal que se querem manter legais a optar por não efectuar este "upgrade" ou a, pura e simplesmente, migrar para uma plataforma Linux, aceitando perder alguns dos programas a que todos nos habituamos.

O valor pedido por sistemas operativos de base, nos quais não estão incluidas aplicações mas tão somente um conjunto de ferramentas básicas de produtividade, devia ser analisado não apenas por particulares, mas pelo próprio Estado, certos de que muitos milhões de euros seriam poupados ao erário público.

São muitos os países, sobretudo os que estão em vias de desenvolvimento, que optaram por "software" de base Linux, o que permite redireccionar recursos para fins mais prementes, para além de contribuir para o desenvolvimento de programas baseados em sistemas abertos que mais tarde poderão ser rentabilizados.

Entre nós, para além de acordos entre o Estado e alguns produtores de "software", pouco se tem feito para que exista uma indústria nacional que desenvolva programas inovadores e independentes de uma plataforma proprietária e cada vez mais dispendiosa.