quinta-feira, março 06, 2008

Incêndio na Mata da Penha Longa já foi extinto


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Incêndio em Portugal

Demorou cerca de duas horas a circunscrever o incêndio florestal que deflagrou perto das 10:00 junto da barragem do rio da Mula, no Parque Natural Sintra-Cascais.

O fogo foi dado como circunscrito às 11:56 e como extinto às 13:45, após ter sido combatido por um total de 227 bombeiros, apoiados por 69 veículos, provenientes das corporações de bombeiros de Sintra, São Pedro de Sintra, Cascais, Carnaxide, Linda-a-Pastora e Queluz

A Autoridade Nacional de Protecção Civil chegou a mobilizar um helicóptero que, quando chegou ao local, já não necessitou de intervir dado que as chamas já estavam controladas.

A rápida intervenção dos bombeiros impediu que o fogo, que começou na Mata da Penha Longa passasse para a serra de Sintra, localizada a norte, e atingisse as importantes áreas protegidas do Parque, onde o combate às chamas seria difícil.

Esta ocorrência praticamente não teve consequências, mas deve lembrar a todos que os incêndios são uma realidade ao longo de todo o ano e que não se pode adiar até à chegada dos meses de calor para implementar medidas de combate aos fogos, altura em que todos o dispositivo deve estar no terreno, devidamente preparado e treinado.

Durante os meses de Inverno, quando as tarefas de prevenção deviam ter prioridade, a problemática dos incêndios florestais tende a ser esquecida por todos, desde os governantes, pressionados por assuntos mais mediáticos, até às populações, passando pelos proprietários dos terrenos rurais, muitos dos quais adiam a implementação de medidas que protejam os seus próprios haveres.

Esquecer um dos maiores problemas nacionais quando fora dos média, é típico em Portugal e demonstrativo de uma forma de fazer política em função das aparências, esquecendo a importância de um sector económico essencial e que tem sido responsável por um significativo volume das nossas exportações, razão que, só por sí, devia justificar uma especial atenção por parte de responsáveis políticos e agentes económicos.

quarta-feira, março 05, 2008

Jooce: um ambiente de trabalho portável


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Écran personalizado do Jooce

Para quem não tem um computador fixo, como quem recorre aos "cyber cafés" para aceder à Internet, torna-se difícil manter um "desktop" personalizado, onde todos os recursos necessários possam ser facilmente encontrados.

O desktop "online" Jooce vem responder a este problema, permitindo a cada utilizador guardar num servidor central o "layout" ou a composição do seu écran, incluindo utilitários, atalhos ou ferramentas de produtividade, como um sistema de correio eletrónico ou de mensagens instantâneas.

Esta plataforma tem vindo a merecer uma crescente aceitação por parte dos utilizadores, com mais de 50.000 inscrições só na primeira semana, esperando os três investigadores europeus que desenvolveram esta solução, que venha a ser um padrão para quem acede à Internet sem computador próprio.

Das experiências que efectuamos, podemos concluir que o Jooce é fácil de utilizar, suficientemente rápido em máquinas de gama média, desde que o acesso à Internet seja rápido, e tem um "interface" visualmente agradável.

Esta é uma solução interessante e uma alternativa a outras plataformas, mas continuamos a considerar que existem outras plataformas gratuitas, como o conjunto aplicacional fornecido pelo Google, que continua a ser o mais completo e o que melhor corresponde às nossas necessidades.

Biopolímeros: um meio essencial na emergência médica


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Aplicação de Traumadex numa ferida

Os recentes crimes ocorridos sobretudo nas áreas urbanas de Lisboa e do Porto, dos quais resultaram vítimas com feridas perfurantes, resultantes de projécteis ou facadas que provocaram hemorragias incontroláveis, levam-nos a recordar a existência de productos inovadores especialmente vocacionados para este tipo de ferimento.

Concebidos para situações de emergência médica e de uso restrito a unidades especializadas dos serviços de urgência ou da polícia, os bio-polímeros são um composto destinado a controlar hemorragias maciças resultantes de traumas violentos e profundos, como os resultantes de uma bala.


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O Traumadex é pressionado sobre a ferida

Este tipo de substância destina-se a selar o ferimento, quase agindo como uma espécie de "cola biológica", evitando a perda de sangue e diminuindo o risco de infecção de uma ferida aberta, mas a sua utilização, por poder ter efeitos no tratamento posterior, com necessidade de reabertura do ferimento, obriga a um treino e formação especializados.

Queremos recordar o texto que publicamos sobre o "Traumadex", onde um dos productos concretos existentes nesta área foi abordado, lembrando que existem um conjunto de meios que podem salvar vidas se disponibilizados junto das equipas de emergência e que os seus resultados práticos bem justificam o investimento a efectuar em termos de material e de formação.

terça-feira, março 04, 2008

Fixação em poliuretano para "hi lift"


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Fixação em poliuretano para "hi lift"

A presença de um "hi lift" no interior de um Land Rover Serie ou Defender é algo comum, existindo para o fixar diversos acessórios, alguns dos quais já mencionamos no passado.

No entanto, para evitar que o "hi lift" se abra e o manter com a alavanca permanentemente encostada ao corpo, os suportes fixos na carroçaria podem não ser suficientes, pelo que será de equacionar adquirir uma peça adicional que o mantenha na posição pretendida.

Esta peça de fixação em poliuretano pode ser adquirida na Ebay inglês por um valor que ronda as 2 libras mais portes e é uma alternativa barata e resistente, que permite ser usada por muitas vezes sem detrioração.

Para quem ainda não tenha uma peça para estas funções, sugerimos este modelo, disponível em laranja e amarelo, que pode ser encontrado no EBay e será um presente interessante para os adeptos do todo o terreno.

Enviamos ao MAI documentação sobre geo-localização


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Seguimento de veículo via terminal GSM

Numa altura em que a criminalidade violenta parece aumentar, criando um sentimento de insegurança e de impunidade junto das populações, enviamos ao Ministério da Administração Interna (MAI) alguma da informação relativa a sistemas de seguimento e alarme que temos recolhido ao longo dos últimos anos.

Entre as informações disponibilizadas, enviamos dados sobre alguns dos equipamentos que aqui analisamos, bem como as possibilidades de utilização em diferentes circunstâncias e as implicações que a sua utilização podem ter em termos de prémios de seguro e na forma como o socorro às vítimas pode ser organizado.

A importancia da geolocalização no socorro, bem como na localização de vítimas ou no próprio auxílio a prestar às forças policiais não pode ser descurada, não obstante continuar-se a verificar um certo alheamento por parte das entidades competentes, que parecem pouco sensibilizadas para a utilização de novas tecnologias.

Seja na detecção automatica de acidentes, através da ligação a um sensor de "airbag", seja para localizar um veículo ou pessoa, os sistemas de seguimento e alarme podem dar um contributo importante para a segurança de todos, sendo que o seu actual custo, na ordem das duas centenas de euros, justifica bem a sua aquisição.

Todas estas informações e a sensibilização para o recurso a novas tecnologias, de forma semelhante ao programa "Táxi Seguro" do próprio MAI foram enviadas, como contributo para que sejam implementadas medidas e sugeridas recomendações que contribuam para uma maior segurança das populações.

segunda-feira, março 03, 2008

Contributo para uma nova fórmula de cálculo


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Imagem de satélite do Norte de Portugal

Num texto anterior mencionamos algumas das possíveis razões pelas quais se poderá concluir no sentido de um possível sucesso ou fracasso no combate aos fogos florestais deste ano, mencionando várias das variáveis que poderão confirmar ou desmentir esta impressão.

A utilização de área ardidas brutas como critério de avaliação, tal como usada até hoje, torna-se algo absurda, dado não reflectir minimamente muitas das razões pelas quais, em grande parte, existe uma oscilação algo inexplicável de ano para ano.

O uso de um valor ponderado, substituindo a área ardida bruta pela percentagem perdida, corresponde a uma primeira aproximação, evitando situações absurdas que derivam da cada vez menor extensão da floresta portuguesa.

Basta imaginar que, com perdas a este ritmo e tendo em conta o actual esforço reflorestação, dentro de algumas décadas não existiria floresta, a área ardida cairia para zero e, obviamente, o combate teria sido um sucesso.

Também o investimento em meios deverá ser considerado na avaliação em termos da eficiência no combate, pois um aumento irracional e despesista poderá ser a tentação de um populismo fácil, que faz equivaler o empenho político às verbas dispendidas, independentemente do valor real dos meios contratados ou adquiridos.

Caso o valor do investimento comece a aproximar-se ou ultrapassar o dos bens cuja destruição é evitada, logicamente, tal corresponde a uma perda, mesmo que em termos estatísticos aparente ser um ganho.

Por outro lado, tendo em conta as alterações climáticas, não será de excluir uma cada vez maior dificuldade em enfrentar as altas temperaturas que tendem a verificar-se, o que constitui, como se demonstra pelas incidências nestes dias de maior calor, um dos factores mais decisivos.

A própria avaliação do número de incidências, normalmente sobrevalorizada, e a da área ardida, que ao invés tende muitas vezes a ser diminuida, terão de ser apreciados à luz de critérios mais objectivos, recorrendo, por exemplo, ao cada vez mais completo sistema de satélites, os quais permitem novos níveis de rigor.

Assim, numa nova fórmula que, sendo ainda algo simplista entra em conta com factores tão importantes como os já mencionados, serão equacionadas as seguintes variáveis:

Área florestal existente, preferencialmente excluindo mato e áreas sem valor comercial, muitas das quais podem beneficiar devido aos incêndios.

Meios disponíveis, concretamente no respeitante aos efectivos humanos, embora seja possível atribuir um aumento numérico em função dos meios materiais.

Dias de risco elevado ou muito elevado, conforme é estabelecido pelo Instituto de Meteorologia, dado que são de importância decisiva no número de ignições, podendo estabelecer-se uma regra que dê maior peso quando se verifiquem diversos dias em que as condições sejam propícias à propagação de fogos.

Dias de risco baixo a muito baixo, segundo critério semelhante ao anteriormente proposto para os de risco elevado ou muito elevado, mas de sinal contrário, dado que permitem descansar o dispositivo, efectuar reparações e preparar com calma os próximos dias de combate.

Área ardida, segundo os critérios actuais, mas sendo vantajoso considerar apenas a floresta e não mato sem valor comercial.

Será com base nestas e noutras permissas que poderemos equacionar, de forma mais concreta, se houve um sucesso ou um fracasso na campanha de um determinado ano, evitando uma visão demasiadamente simplista cujos resultados todos conhecemos.

domingo, março 02, 2008

Voluntariado e democracia - 2ª parte


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Formatura dos B. Voluntários de Caneças

A adesão a um projecto de voluntariado, com excepção de uma situação em que este esteja na origem, implica quer a integração numa estrutura, quer a aceitação de um conjunto de regras, disposições e procedimentos aos quais está associado uma hierarquia.

Tendo em conta a adesão resulta da liberdade individual do voluntário, a mesma não é coartada pela obrigatoriedade da aceitação deste conjunto de pressupostos, mesmo que numa primeira vista possam parecer uma imposição ou uma contradição relativamente aos direitos de quem tomou uma opção livre.

Efectivamente, a liberdade está na decisão de adesão, não na posterior aceitação ou recusa de um compromisso assumido, seja em termos hierárquicos, seja funcionais, do que resultaria um clima de indisciplina generalizado.

A questão da chefia ou liderança pode parecer fútil, inclusivé pode levar a confundir uma com a outra, mas o pressuposto de que derivam de uma legitimidade diferente

A chefia é legitimada de forma institucional, ou seja, através da nomeação de um determinado indivíduo para um cargo

Para além da organização a nível de estrutura directiva e de meios, a importância de uma liderança competente, credível, eficiente e aceite é determinante para o bom funcionamento e para o cumprimento de missões.

A escolha de uma liderança é determinada pelos processos, que se baseiam em regras pré-determinadas onde pode haver um sistema mais ou menos participativo, e por critérios de selecção, que impõe regras individuais que abream a possibilidade de uma nomeação, sempre no pressuposto de que nenhuma liderança, em termos operacionais, obedece às regras democráticas.

A identificação de novos líderes será sempre tarefa difícil, dada a impossibilidade de desenhar uma fórmula ou receita que promova o seu aparecimento, mas podem-se estipular critérios a vários níveis que facilitem o processo de selecção.

Entre estes, são comummente aceites, e muitas vezes legislados, critérios que vão desde as habilitações literárias à experiência profissional, passando pelo desempenho de funções subalternas na mesma área de actividade, mas factores a nível de avaliação psicológica, motivacional ou relacional, às vezes mais determinantes, são esquecidos ou ignorados.

sábado, março 01, 2008

Governo recua nos encerramentos - 2ª parte


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Hospital de Torres Novas

Este recuo do ministério da Saúde, por ser demasiado pontual, não resolve nem o problema dos inúmeros concelhos que ficaram sem serviços de atendimento permanente, nem transmite a mensagem de que os erros serão corrigidos, assumindo-se apenas como mais uma medida casuística que em pouco melhora o panorama geral.

Não se pode por em causa a necessidade de, permanentemente, analisar e reorganizar a rede hospitalar em Portugal, de acordo com um plano integrado que vise não apenas a vertente da saúde, mas também a mensagem política que se quer fazer passar às populações, facto extremamente relevante caso se pretenda atrair habitantes ou desenvolver uma dada região.

A manutenção ou instalação de uma unidade de saúde, tal como acontece com um estabelecimento de ensino superior, uma nova fábrica ou um polo industrial, deverá assim ser vista também como um investimento no desenvolvimento regional, criando condições para fixação de novos habitantes, mais jovens e qualificados, os quais, no futuro, justificarão a existência de infraestrututas que hoje podem parecer fazer pouco sentido.

Governar não pode surgir como algo de reactivo, abrindo ou encerrando valências ou equipamentos como resposta a evoluções demográficas, mas sim como algo de proactivo, que cria as condições para que uma tendência negativa seja invertida e zonas em vias de despovoamento voltem a ser competitivas.

A política de saúde, como parte de um todo, é da maior importância para que o Interior do País recupere a sua vitalidade e volte a ser um factor de desenvolvimento a nível nacional, pelo que é necessário que seja revista de acordo com uma perspectiva mais abrangente, onde o seu papel seja mais do que a simples prestação de serviços e se transforme em mais um argumento para a fixação de populações e para o desenvolvimento regional.

sexta-feira, fevereiro 29, 2008

Euro ultrapassa um dólar e meio


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Notas de 20 dólares

Com o Euro a ultrapassar um dólar e meio, verifica-se uma redução efectiva do preço real de muitos bens e produtos pagos na moeda americana, tal como sucede no EBay.

Esta é uma oportunidade para adquirir por um valor reduzido alguns dos items que vão surgindo no EBay, cotados em dólares, e que agora estarão mais ao alcande de quem seja pago em Euros.

Equipamentos como os GPS, câmaras, localizadores e tantos outros, na sua maioria pagos em dólares, são sugestões que aqui deixamos, como forma de tirar partido desta evolução cambial que, prevemos, poderá não se prolongar muito mais tempo.

Governo recua nos encerramentos - 1ª parte


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Uma VMER, para alguns uma urgência móvel

O Ministério da Saúde anunciou que os serviços de urgências dos hospitais Curry Cabral e Macedo de Cavaleiros se irão manter em funcionamento.

Segundo um despacho publicado nesta quinta-feira em Diário da República, está prevista a existência de 89 serviços de urgência, quatro dos quais serão encerrados após a sua integração nos respectivos centros hospitalares ou quando questões relacionadas com critérios de acessibilidade estiverem ultrapassadas.

Este despacho contempla mais urgências do que as propostas no relatório da Comissão Técnica de Apoio ao Processo de Requalificação da Rede de Urgência Geral, que em Janeiro, apontava para o encerramento de serviços de urgência em 15 hospitais e a permanência de 83 serviços.

Entre as alterações, encontra-se a manutenção do serviços de urgência básica (SUB) de Peniche, que será mantido até à abertura do futuro hospital do Oeste Norte, e a do serviço de urgência médico-cirúrgica (SUMC) nos hospitais distritais de Mirandela e Chaves, devido a questões de acessibilidade.

Também os SUB dos hospitais de Santa Maria Maior, no Funchal, ilha da Madeira, e de São Gonçalo, em Amarante, serão mantidos até que questões relacionadas com acessibilidade sejam resolvidas ou até serem integrados nos respectivos centros hospitalares.

Em Lisboa, o hospital Curry Cabral terá um SUMC e o de Macedo de Cavaleiros manterá um SUB, tal como acontecerá com os hospitais de São José, de Fafe, Conde de São Bento, em Santo Tirso, e do Montijo.

Em relação aos hospitais distritais de Tomar e Torres Novas, estes mantêm-se idênticos em termos de funcionamento, mas serão reclassificados como SUB.

Em contrapartida, os serviços de Peso da Régua, Espinho, Ovar, Cantanhede, Anadia e Fundão já foram encerrados e não é admitida, para já, a sua reabertura.

Segundo a nova classificação, os SUB terão, no mínimo, dois médicos e dois enfermeiros e equipamentos que permitam realizar pequenas cirurgias e radiografias.

Os SUP estarão integrados em hospitais centrais, e deverão incluir a maior parte das especialidades médicas necessárias ao funcionamento de uma urgência.

Finalmente os SUMC terão, no mínimo, quatro especialidades, e possuirão um bloco operatório permanente, bem como capacidade para assegurar exames médicos e serviço de sangue.