O director da Escola Nacional de Bombeiros está convicto que os bombeiros portugueses estão aptos a dar uma resposta adequada a incêndios como o que deflagrou, em Dezembro passado, no depósito de combustível de Buncefield, que foi resolvido em quatro dias naquela que é considerada a maior intervenção de combate às chamas da história recente da Inglaterra.
O responsável pelas operações de luta contra o incêndio nos arredores de Londres, Mark Yates, esteve Sábado em S. João da Madeira, num encontro que juntou de mais de 400 chefias de corporações de bombeiros de todo o país para discutir os novos riscos tecnológicos.
O terrorismo, a guerra nuclear e os perigos químicos e biológicos foram alguns dos temas abordados da parte da manhã.
"O nosso país não está indefeso", sustentou Américo Mateus, referindo as quatro unidades especiais para acorrer em casos de contaminação química, sediadas em Santa Maria de Feira, Coimbra, Lisboa e Setúbal, que dispõem de equipamento e pessoal especializado.
Formar os bombeiros para avaliarem os riscos, de forma a não actuarem quando não estiverem convenientemente equipados, era um dos objectivos principais objectivos deste encontro.
Esta questão de prevenção e controle de situações NBQ, não obstante estas iniciativas isoladas, continua particularmente descurada e com poucos meios atribuidos, facto patente pela existência de apenas 4 unidades, cada uma delas dependente de um único veículo chave para o seu funcionamento.
Lembramos que, para além do escasso número, uma simples avaria que provoque a imobilização de um destes veículos de descontaminação, como já sucedeu, deixa parte do País sem um mínimo de defesa contra acidentes a nível químico, isto sem mencionar o que sucederia se o incidente fosse, por exemplo, bacteorológico.
Sabendo que esta é uma área em constante mutação, cujos riscos evoluem diariamente, onde os equipamentos ficam rapidamente desactualizados, sendo muitos deles perecíveis mesmo quando submetidos a adequada manutenção, permitimo-nos duvidar da real preparação do País para fazer frente a este tipo de ameaças, pelo que sugerimos um substancial reforço dos meios disponiveis.
segunda-feira, fevereiro 20, 2006
domingo, fevereiro 19, 2006
Behave Plus
Écran de entrada do Behave Plus
"software" para simulação da progressão dos fogos em diversos terrenos e nas mais variadas combinações de vegetação e condições atmosféricas.
Entre os vários programas utilizados para este fim, o Behave Plus, que pode ser obtido gratuitamente, é um dos mais conhecidos internacionalmente e fornece informações importantes que ajudam a prever o comportamento dos fogos e a forma como os vários factores influenciam, por exemplo, a velocidade de propagação ou a altura das chamas.
Este "software", compatível com o Windows, é de utilização simples, necessitando, sobretudo de uma cuidadosa introdução dos dados, de modo a que estes reproduzam as reais condições em que os incêndios se verificam.
Factores como o tipo e a composição da vegetação, a humidade do ar ou a velocidade do vento, entre outros, são reconhecidos por todos como influindo no comportamento das chamas, mas, para além da intuição ou da experiência, os avanços tecnológicos permitem obter resultados mais coerentes e rigorosos.
Para os mais interessados, sugerimos uma visita ao "site" onde este e outros programas podem ser obtidos gratuitamente, de modo a obter mais informações e testar inúmeras possibilidades que estes oferecem, eventualmente comparando os resultados obtidos nas simulações com casos conhecidos e devidamente documentados.
A utilização de "software", ou de outros meios tecnológicos, é algo que deve ser estimulado a nível dos Corpos de Bombeiros, despertando o interesse para a aquisição de novos conhecimentos que, não substituindo a experiência, complementam-na com um novo leque de informações.
Temos vindo a insistir na promoção da formação, quer pela melhoria dos resultados a nível operacional, que esperamos seja atingido, mas também pela valorização pessoal dos formandos, a qual se deve traduzir num melhor desempenho profissional, com merecidos benefícios pessoais para os próprios participantes.
Tal como já referimos, a concessão de oportunidades de formação, seja através de programas próprios, seja pela atribuição de quotas em acções já existentes, poderá ser uma das formas de compensar quem tanto se sacrifica pela comunidade, contribuindo para uma melhoria do desempenho e para uma maior capacidade de atrair novos voluntários.
Bargão dos Santos só admitia ordens do Ministro
Serviço Nacional de Bombeiros e Protecção Civil
A intenção de Bargão dos Santos em integrar militares nos serviços do Serviço Nacional Bombeiros e Protecção Civil, medida que não era apoiada pelo Ministério da Administração Interna, é outra das razões apontadas para a sua passagem de apenas 9 dias na presidência desta entidade.
Duarte Caldeira disse que "o poder político tem vindo a confundir, e a tentar fundir, o sistema de defesa nacional com o sistema de protecção e socorro", considerando que "este erro tem sido uma das causas da destabilização permanente" deste último.
O mesmo dirigente da LBP adianta ainda que não é contra a nomeação de militares, apesar de defender que o cargo deveria ser ocupado por um civil.
Contactado pelo Correio da Manhã, Bargão dos Santos afirmou: "Não posso dizer nada neste momento. Dentro de algum tempo essas coisas serão esclarecidas. Não faço mais declarações do que aquelas que já foram proferidas pelo senhor ministro."
Embora ainda falte muito para conhecer o que realmente se passou, começa a fazer-se luz sobre uma nomeação polémica, que se revelou desatrosa, e que em nada dignifica o já tão abalado SNBPC, esperando-se que a disponibilidade que Bargão dos Santos manifestou para prestar declarações no Parlamento seja aceite pelos deputados e contribua para o esclarecimento do seu pedido de exoneração.
Já por diversas vezes salientamos que não poderá ser o facto de ser militar ou civil a influir na nomeação do Presidente do SNBPC, mas começa a ser patente que as tentativas de militarização desta estrutura, que tem que ser mantida como civil, revelam uma flagrante incompreensão por parte de quem tem feito escolhas manifestamente erradas.
Exige-se um maior discernimento neste tipo de nomeações, sobretudo quando tocam um assunto tão delicado e que tem trazido tantos dissabores, como é a gestão da emergência e do socorro, a qual necessita não apenas uma reestruturação, mas uma urgente refundação.
sábado, fevereiro 18, 2006
Bombeiros vão receber equipamentos individuais
Capacete de protecção de bombeiro
António Costa, que falava na Comissão Parlamentar Eventual para os Fogos Florestais, estimou que os custos desse equipamento deverão rondar cerca de 6.000.000 de euros.
Este montante estava afecto aos governos civis, que distribuíam essa verba para atribuição de subsídio, mas agora o dinheiro será integralmente canalizado para equipar 5.000 elementos, o número de bombeiros que o Ministro considera estarem operacionais, pelo que estamos a falar de 1.200 euros para equipar individualmente cada soldado da paz.
António Costa considerou o equipamento de protecção individual "absolutamente essencial" para a segurança dos bombeiros, lembrando que nos anos anteriores se vêem imagens de homens a combater incêndios sem capacete, sem luvas ou sem botas adequadas.
No entanto, o valor individual, permite mais do que os equipamentos mencionados pelo Ministro, pelo que, excluindo um negócio desastroso no qual não queremos acreditar, nos interrogamos quanto à verba real atribuida ou qual o material efectivamente a adquirir.
Estes anúncios ou declarações de intenção já vão sendo habituais, mas a sua concretização, no ambito de um plano integrado de reequipamento, acaba muitas vezes por ser esquecida ou adiada pela falta de recursos financeiros.
A disponibilização desta ajuda não pode fazer esquecer que o Serviço Nacional de Bombeiros e Protecção Civil ainda não ressarciu as Corporações pelo material perdido ou danificado durante o Verão de 2005.
Assim, uma melhor protecção individual, cuja importância não menosprezamos, perde-se na falta de equipamentos colectivos e de formação adequada, sem os quais a eficácia não aumentará, pelo que podemos antever situações semelhantes às de anos anteriores.
Belisarius
Pintura de Belisarius (fragmento)
Com uma longa carreira de vitórias ao serviço do Imperador Justiniano, que nem sempre lhe atribuiu os meios necessários, Belisarius venceu campanhas contra Persas, Ostrogodos ou Vândalos em paragens tão distantes como o Médio Oriente, o Norte de África ou a Europa, tendo uma importância decisiva num reinado em que o Império Bizantino aumentou em 45%.
Um dos mais importante feitos de Belisarius, e aquele que melhor demonstra o seu carácter, foi a campanha contra os Persas, onde assumiu o comando de um Exército Romano sucessivamente derrotado.
Mal chegou, Belisarius dispensou a totalidade das forças que fora nomeado para comandar e, apenas na companhia do seu ajudante de campo, recrutou, treinou e equipou um novo Exército menos numeroso mas mais eficaz, com o qual esmagou um Exército Persa até então imbatível.
Muitas vezes, o partir do zero, dispensando quem, por vícios ou deficiências, não consegue desempenhar as missões que são atribuidas, é a única solução para situações pantanosas que se eternizam, com custos e danos para todos, enquanto vitimam quem devem servir.
Para o Serviço Nacional de Bombeiros e Protecção Civil, será esta a solução possível, após os sucessivos fracassos de intermináveis remodelações ou reestruturações.
sexta-feira, fevereiro 17, 2006
Combate aos incêndios vai contar com 50 aeronaves entre Julho e Setembro
Canadair em acção no Verão de 2005
De acordo com o calendário apresentado pelo Ministro da Administração Interna, António Costa, na Comissão Parlamentar Eventual de Fogos Florestais, durante este período vão estar disponíveis 24 helicópteros ligeiros e 10 médios, 8 aviões ligeiros, 8 médios e 2 pesados.
Desde o início do ano até 15 de Maio há 2 helicópteros ligeiros prontos a operar e entre 16 de Maio até 1 de Junho vão estar 6 helicópteros ligeiros e 2 médios em prontidão.
Até 15 de Junho serão 16 as aeronaves e daí até 1 de Julho passam a ser 18, incluindo 6 helicópteros ligeiros e 2 médios e 8 aviões ligeiros e 2 pesados, sendo que a mesma quantidade será novamente utilizada de 30 de Setembro até 15 de Outubro.
A calendarização da disponibilidade das aeronaves de combate aos incêndios florestais vai ao encontro da ideia do MAI de que Portugal deixa de ter uma época oficial de incêndios, passando a estar em estado de alerta todo o ano.
Este dispositivo aéreo, que replica o do ano anterior, só por sí não garante melhores resultados que os previamente obtidos, dado que as melhorias que deviam ter sido introduzidas a nível de formação, comunicações e coordenação, não se concretizaram.
As soluções racionais que apresentamos, quer a nível de contenção de custos, quer do aumento da eficiência do actual dispositivo, continuam a ser adiadas, como se os números eventualmente impressionantes divulgados pelo MAI dispensassem uma melhor preparação dos efectivos envolvidos e pudessem servir de justificação do possível fracasso que se adivinha.
Land Rover dispensa mais de 1000 funcionários
A Land Rover, actualmente controlada pelo grupo Ford, vai cortar 1.300 postos de trabalho na sua fábrica mais importante, em Solihull, Inglaterra, ao implementar um plano de rescisão voluntária de contratos para os seus funcionários.
O corte nos postos de trabalho é resultado do deslocamento de duas linhas de montagem: o Freelander passará a ser fabricado em Halewood, também em Inglaterra, do que resulta a redução de efectivos em 1.000 funcionários, e os motores a diesel da marca a partir de agora serão produzidos na fábrica inglesa da Ford, em Dagenham, o que afectará 300 postos de trabalho.
A fábrica de Solihull, a mais tradicional da marca, onde já foram construidos tantos modelos históricos, continuará a produzir modelos como o Defender, Range Rover e Range Rover Sport.
Este cortes vêm no sentido de melhorar a competitividade num segmento de mercado onde surgem cada vez mais concorrentes, entre os quais se encontram alternativas com preços de mercado substancialmente mais baixos do que os actualmente praticados pela Land Rover.
Embora a redução de postos de trabalho seja sempre lamentável, pelas questões humanas que daí resultam, esperamos que a reestruturação venha a dar uma maior competitividade a uma das marcas mais tradicionais que hoje existem.
O corte nos postos de trabalho é resultado do deslocamento de duas linhas de montagem: o Freelander passará a ser fabricado em Halewood, também em Inglaterra, do que resulta a redução de efectivos em 1.000 funcionários, e os motores a diesel da marca a partir de agora serão produzidos na fábrica inglesa da Ford, em Dagenham, o que afectará 300 postos de trabalho.
A fábrica de Solihull, a mais tradicional da marca, onde já foram construidos tantos modelos históricos, continuará a produzir modelos como o Defender, Range Rover e Range Rover Sport.
Este cortes vêm no sentido de melhorar a competitividade num segmento de mercado onde surgem cada vez mais concorrentes, entre os quais se encontram alternativas com preços de mercado substancialmente mais baixos do que os actualmente praticados pela Land Rover.
Embora a redução de postos de trabalho seja sempre lamentável, pelas questões humanas que daí resultam, esperamos que a reestruturação venha a dar uma maior competitividade a uma das marcas mais tradicionais que hoje existem.
Sistema de rastreio e segurança GlobalSat G5040M - 2ª parte
Sistema de seguimento de veículos
Este sistema, para além das utilizações convencionais, permite escutar o que se passa no interior do veículo, e, por exemplo, dizer a um condutor indesejado para parar e sair antes de proceder a uma imobilização.
Através do modem Wavecom GSM, de baixo consumo, a operar nos GSM 900/1800 e GSM 900/1900, e com uma antena activa de 3.5 V ligada via conector SMA, é possível ao centro de controle enviar SMS a solicitar o seguinte tipo de informação:
1. Relatório imediato.
2. Relatório periódico, com intervalos programáveis.
3. Solicitar relatório de serviço.
4. Pedir relatório de emergência.
5. Obter informação anti-roubo.
6. Activar 1º interface programável pelo utilizador
7. Activar 2º interface programável pelo utilizador
8. Activar 3º interface programável pelo utilizador
9. Activar 4º interface programável pelo utilizador
O receptor de GPS é um SIRF, com 12 canais e uma precisão de 25 m em 95% dos casos, obtendo dados em 48 segundos após ter sido ligado e em 38 quando reconectado.
Este GPS tem uma velocidade de refrescamento de 1 Hz, e utiliza o datum WGS84, standard na maioria dos equipamentos actuais.
Com apenas 156 mm x 92 mm x 32 mm e um peso de 700 gramas, o G5040M pode operar com humidade até 95% sem condensação e com temperaturas entre os -30°C e os 60°C e ser armazenado entre -40°C e 80°C.
Para além destas características, consideramos ser extremamente importante a existência de conectores que podem ser activados via SMS, os quais podem ser ligados a diversos equipamentos do veículo, como um imobilizador ou a própria bomba de combustível, permitindo desactivá-las remotamente através do envio de um SMS.
Também é possível, recorrendo a estes conectores, evitar que o veículo funcione caso o G5040M seja desligado, configurando o "interface" de modo a que a inexistência de sinal desligue um sistema eléctrico ou electrónico essencial, de modo a que a possibilidade de furto após neutralizar o módulo seja virtualmente impossível.
Logicamente, para além de ser necessário conhecer o número do cartão SIM colocado no módulo, é também necessário que o SMS inclua um código que serve de "password", a qual garante que só quem esteja credenciado pode actuar sobre o veículo.
Assim, para além do seguimento da viatura, que pode enviar periodicamente via SMS a informação da posição, visível na consola, também se pode utilizar este sistema como um complemento dos dispositivos de alarme, facilitando a recuperação do veículo em caso de furto.
No entanto, mesmo sem consola, é possível operar parcialmente este dispositivo apenas com um telemóvel, recorrendo ao envio de mensagens SMS, podendo aceder à maioria das funções que não impliquem o recurso à visualização da posição sobre um mapa.
Este é um sistema que poderia, por exemplo, ser incluido num "package" de uma seguradora, com um prémio inferior em termos de cobertura de furto, e com melhores garantias de assistência e socorro em viagem.
Este é apenas um exemplo de entre vários equipamentos com este conjunto de funcionalidades, quase desconhecidos do grande público, mas que oferecem vantagens interessantes a vários níveis, pelo que a sua divulgação pode contribuir para aumentar a segurança de quem os venha a adquirir.
quinta-feira, fevereiro 16, 2006
Arnaldo Cruz substitui Bargão dos Santos no SNBPC
O Major-General Arnaldo Cruz substitui Bargão dos Santos como Presidente do Serviço Nacional de Bombeiros e Protecção Civil, após este ter apresentado o pedido de exoneração do cargo.
no A cerimónia de tomada de posse realizou-se hoje, pelas 21:00Salão Nobre do Ministério da Administração Interna, sendo ainda desconhecidos os motivos concretos que levaram a este pedido de exoneração poucos dias após a tomada de posse, a 07 deste mês.
Na tomada de posse, o Ministro da Administração Interna remeteu para "razões pessoais" o pedido de demissão de Bargão dos Santos, sem prestar esclarecimentos adicionais, mas segundo o Portugal Diário, o pedido de exoneração deve-se a "falta de condições para realizar o seu trabalho".
O vice-presidente do SNBPC, coronel António Augusto, disse hoje à Agência Lusa que vai apresentar a demissão sexta-feira, em solidariedade com o presidente daquela estrutura, que hoje abandonou o cargo e de cuja equipa fazia parte.
Numa primeira reacção, Fernando Curto, da Associação Nacional de Bombeiros Profissionais, manifestou apoio a esta nova escolha, tal com sucedera em relação à nomeação de Bargão dos Santos.
Igualmente, a Liga dos Bombeiros Portugueses é favorável a esta nomeação, sabendo-se que a Associação Nacional de Municípios Portugueses é contra, e faltando ainda a reacção da Associação Portuguesa de Bombeiros Voluntários.
Lembramos que esta primeira nomeação já fora polémica, mas amplamente discutida com entidades e associações do sector, sendo esta substituição uma surpresa para todos.
Por ser um assunto polémico e sobre o qual ainda existem escassos pormenores, continuaremos a actualizar esta notícia sempre que existam mais informações disponíveis, de forma a que o possamos analizar em devido tempo.
no A cerimónia de tomada de posse realizou-se hoje, pelas 21:00Salão Nobre do Ministério da Administração Interna, sendo ainda desconhecidos os motivos concretos que levaram a este pedido de exoneração poucos dias após a tomada de posse, a 07 deste mês.
Na tomada de posse, o Ministro da Administração Interna remeteu para "razões pessoais" o pedido de demissão de Bargão dos Santos, sem prestar esclarecimentos adicionais, mas segundo o Portugal Diário, o pedido de exoneração deve-se a "falta de condições para realizar o seu trabalho".
O vice-presidente do SNBPC, coronel António Augusto, disse hoje à Agência Lusa que vai apresentar a demissão sexta-feira, em solidariedade com o presidente daquela estrutura, que hoje abandonou o cargo e de cuja equipa fazia parte.
Numa primeira reacção, Fernando Curto, da Associação Nacional de Bombeiros Profissionais, manifestou apoio a esta nova escolha, tal com sucedera em relação à nomeação de Bargão dos Santos.
Igualmente, a Liga dos Bombeiros Portugueses é favorável a esta nomeação, sabendo-se que a Associação Nacional de Municípios Portugueses é contra, e faltando ainda a reacção da Associação Portuguesa de Bombeiros Voluntários.
Lembramos que esta primeira nomeação já fora polémica, mas amplamente discutida com entidades e associações do sector, sendo esta substituição uma surpresa para todos.
Por ser um assunto polémico e sobre o qual ainda existem escassos pormenores, continuaremos a actualizar esta notícia sempre que existam mais informações disponíveis, de forma a que o possamos analizar em devido tempo.
Risco de fogo superior em 2006
Bombeiros em acção no Verão de 2005
"Enquanto a floresta não for economicamente rentável, cada ano temos a floresta num estado pior e o risco de incêndio será maior. À secura do solo do ano passado há a somar a secura do solo deste ano. O risco de 2006 tende a ser superior ao que tínhamos em 2005", disse o Ministro António Costa na Comissão Parlamentar Eventual de Fogos Florestais.
No entanto, sublinhou que este ano passa a ser possível saber com dois dias de antecedência os índices de risco de incêndios florestais, "o que permitirá movimentar melhor os meios" de combate, enquanto em 2005 este índice era calculado apenas com um dia de antecedência.
António Costa criticou ainda o serviço de divulgação feito no ano passado através dos orgãos de comunicação social, comentando que " do índice de risco de fogos florestaisa informação que era dada era constantemente desactualizada, porque a cassete tinha de chegar às televisões na véspera e continha a informação do risco do dia anterior" e garantindo que tal não se voltará a repetir.
Se bem que antecipar a informação em 24 horas seja positivo, o essencial é como vai ser utilizada esta informação e se na sequência desta serão tomadas as decisões necessárias, como a "movimentação de meios" mencionada pelo Ministro, muitos dos quais ainda esperam reparação após os danos sofridos no Verão de 2005.
Por outro lado, é preocupante que seja, desde já, anunciado um maior risco para este Verão, quando comparado com o do ano passado, pois tal pode não passar da antecipação de uma justificação para um eventual insucesso na luta contra os incêndios florestais.
Nestes últimos meses, temos vindo a assistir ao anúncio de uma série de medidas na área da prevenção e combate aos fogos florestais, muitas das quais nos parecem erradas, mas em contrapartida não há sequer a reposição do material perdido, essencial ao sucesso da campanha do Verão deste ano.
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