quinta-feira, junho 01, 2006

Galp apoia criação de empresas de biocombustíveis


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Refinaria da Galp

A Galp, petrolífera que produz 95% do gasóleo consumido no País, anunciou que vai aumentar gradualmente a incorporação de biodiesel no gasóleo, de acordo com a disponibilidade da produção nacional daquele combustível não poluente.

Para isso, admite a possibilidade de vir a promover e a incentivar a criação de novas unidades de fabricação do biocombustível, nomeadamente as que pretendam instalar-se em zonas próximas das suas refinarias, nomeadamente da de Sines, disse ao Diário de Notícias (DN) Cristina Cachola, directora de logística da petrolífera nacional.

Assim, partir do final do mês de Junho, a Galp terá toda a estrutura logística adaptada para passar a abastecer o mercado nacional de gasóleo já com uma incorporação de 5% de biodiesel.

Para garantir esta incorporação, a petrolífera celebrou com a Iberol, com produção em Alhandra, e a Torrejana, instalada em Torres Novas, dois contratos que lhe garantem o fornecimento de 160.000 toneladas anuais do biocombustível, que depois é misturado com o gasóleo nas suas refinarias.

O preço que o consumidor final pagará é exactamente o mesmo do gasóleo sem a incorporação daquele combustível, garantiu ao DN Cristina Cachola.

Tal deve-se ao facto de, embora a produção de biocombustível seja mais cara, este produto está isento do Imposto Sobre os Produtos Petrolíferos, mas deve-se ter em atenção que a diferença de custo de produção é muito menor do que a do ISPP.

Seria, portanto, expectável que houvesse uma real descida do preço, tal como já referimos, sem o que se está a aumentar os lucros das empresas que incorporem biodiesel.

Este lucro é tanto maior, quanto o investimento realizado na readaptação das estruturas a este processo de incorporação é muito pequeno, pelo que não há lugar a custos a amortizar.

"Não foi por causa do investimento que a Galp não introduziu o biodiesel mais cedo, mas sim por falta de produção suficiente deste produto no mercado nacional", disse esta responsável.

A Galp garante assim o cumprimento da medida anunciada pelo primeiro-ministro na sexta-feira, quando afirmou que a partir de Junho cada litro de gasóleo passará a incorporar 5% de biodiesel.

Em declarações aos jornalistas, no final do debate mensal na Assembleia da República, o primeiro-ministro referiu que a medida do Governo está enquadrada "na legislação da União Europeia", que visa "incentivar a utilização deste combustível", de modo a "proteger o ambiente".

Onde estão os helicópteros?


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Incêndio florestal em 2005

O presidente da Câmara Municipal de Monção, o socialista José Emílio Moreira, considerou ser "vergonhoso" o facto de não haver durante a "Fase Bravo" em todo o Minho "um único helicóptero disponível" para o combate aos fogos florestais.

"Há dinheiro para submarinos, há dinheiro para helicópteros das Forças Armadas, mas pelos vistos não há dinheiro para meios aéreos para o combate aos fogos florestais", criticou José Emílio Moreira, em declarações à Agência Lusa.

O autarca insurgiu-se assim com o facto de um incêndio florestal que deflagrou cerca das 13:00 de quarta-feira na freguesia de Trute, concelho de Monção, que se estendeu à freguesia de Anhões e que às 22:30 de ontem ainda não estava circunscrito, estar a ser combatido apenas com meios terrestres.

"São locais de floresta muito densa e de difíceis acessos, pelo que os meios aéreos seriam fundamentais para controlar as chamas", acrescentou.

O 2º comandante dos Bombeiros Voluntários de Monção, João Parra, declarou que o combate às chamas está a ser dificultado também pelo "muito vento" que se faz sentir na região, adiantando que "nesta situação, não é possível prever quando é que o incêndio estará circunscrito".

No combate às chamas estão envolvidas as corporações de bombeiros de Monção, Valença e Arcos de Valdevez, num total de 25 homens e oito viaturas.

Na chamada "Fase Bravo", que vai de Maio a Junho, o dispositivo integrado do distrito de Viana do Castelo integra, permanentemente, 28 bombeiros e 7 veículos, sem qualquer meio aéreo, números que, na "Fase Charlie", de Julho a Setembro, subirão para 98 e 23, respectivamente, além de um único meio aéreo.

Este dispositivo, francamente insuficiente em caso de incêndios de maior dimensão, normais quando as temperaturas atingem os valores que só são esperados a partir de Julho, resulta de uma franca sub-avaliação das necessidades e de uma política economicista cujos resultados são patentes.

A existência de uma força de reserva com grande capacidade de mobilidade, que poderia ser semelhante ao Grupo de Intervenção de Protecção e Socorro (GIPS) da GNR mas constituida por bombeiros experientes, poderia colmatar este tipo de situação, evitando que corporações sem o equipamento adequado lutem durante horas com pouco sucesso.

Infelizmente, até que esta reserva exista ou estejam disponíveis os meios previstos para a "Fase Charlie", esta é uma situação que certamente se irá repetir.

quarta-feira, maio 31, 2006

Dois bombeiros feridos em despiste


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Os acidentes com veículos de bombeiros são comuns

O autotanque dos Bombeiros Voluntários da Sertã, que se despistou, anteontem à noite, numa rotunda à entrada da vila, vai fazer muita falta à corporação.

Segundo o comandante Luís Simões, "era o único tanque com capacidade para 32.000 litros de água", pois os outros três ao dispor da corporação são mais pequenos.

No acidente, ficaram ligeiramente feridos dois bombeiros, o motorista, de 27 anos, e uma bombeira, de 29, regressavam de um incêndio em Proença-a-Nova quando, ao entrar numa rotunda de grandes dimensões, à saída do IC8, sucedeu o acidente.

"O rodado terá tocado no lancil da rotunda e, a partir daí, o condutor perdeu o controlo da viatura", explicou o comandante, garantindo que "não seguia em excesso de velocidade".

Na ocasião, o autotanque transportava cerca de 15.000 litros de água, o que poderá ter contribuído para o despiste, de acordo com Luís Simões.

Os dois bombeiros receberam assistência médica, tendo a jovem sido transportada para o Hospital Amato Lusitano, em Castelo Branco, por suspeita de fractura num braço, o que acabou por não se confirmar.

Segundo o comandante, o veículo ficou bastante danificado, mas, "em princípio, terá condições para ser reparado", sendo, no entanto, impossível utilizá-lo nesta próxima campanha de incêndios.

Já alertamos para a especificidade da condução de veículos de emergência, nomeadamente ambulâncias e autotanques dado que normalmente acarretam riscos acrescidos.

Se no caso das ambulâncias, os perigos são intuitivos e derivam normalmente da pressa, o caso dos autotanques passa mais desapercebido e factores como o peso e a súbita variação do centro de gravidade, quando estes se encontram meio cheios, são por vezes negligenciados.

Mais perigoso do que transportar um reservatório cheio de água, a qual pouco se move devido à falta de espaço, é ter um nível intermédio, de modo a que a inércia projecte esta massa no sentido do movimento do veículo, dificultando travagens e contrariando as curvas.

Para quem está habituado a efectuar transportes, nomeadamente a distribuir carga em navios, o perigo de carregar uma enorme massa solta, que se move ao sabor do movimento do veículo e com tendência a prolongá-lo, é sinónimo de desastre eminente, razão pela qual este assunto deve ser objecto de alerta a nível das várias corporações.

Caso não seja possível, por qualquer razão, conduzir a velocidade moderada ou num piso que ofereça segurança, a nossa sugestão é a de que a água seja totalmente esvaziada, mesmo que a tal corresponda um desperdício, evitando assim acidentes como o que relatamos.

Temos vindo a insistir na necessidade de uma formação permanente nos corpos de bombeiros e no facto de não bastar ter carta de condução para habilitar a conduzir, com um nível de risco aceitável, um veículo de emergência sobretudo em situações de maior stress.

Helicópteros avariados vão ter manutenção rápida no terreno


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Exemplo do interior de uma "motor-home"

Portugal vai ter, a partir de 2007, um serviço de manutenção de helicópteros de combate a incêndios capaz de operar no local da avaria com rapidez e sem a necessidade de deslocar a aeronave para instalações de manutenção.

"Pela primeira vez no País, vai-se garantir assistência técnica no terreno, contrariamente ao que sempre tem sucedido, em que a aeronave avariada é deslocada para uma oficina e passa lá vários dias ou até semanas em reparação", segundo declarou ao Diário de Notícias Paulo Galacha, presidente da direcção da Associação de Ensino e Resposta a Desastres (AERD).

A ideia é ter "equipamentos espalhados pelas zonas onde estejam concentrados mais helicópteros em acções de combate a incêndios, usando grandes camiões TIR, que são autênticas oficinas de aeronáutica sobre rodas, deslocam-se para essas áreas, seguindo também para lá carros que transportam peças para reparar as aeronaves".

"Por via aérea são transportados engenheiros e equipamentos de análise e medida para verificar as aeronaves", adiantou Paulo Galacha que garante que assim, "os dez helicópteros da plataforma aérea permanente do Estado vão ter tempos de paragem mínimos e grandes vantagens em termos de operacionalidade".

Além disso, este serviço de manutenção "também inclui apoio aos pilotos nas fases de descanso e enquanto os helicópteros estão parados para reparação".

Uma "motor-home", um camião semelhante a uma das autocaravanas que estamos habituados a ver na Fórmula 1, desloca-se para alojar comodamente as tripulações durante esses períodos, evitando-se que o piloto passe horas e horas sentado numa pedra ao lado do aparelho avariado à espera que alguém o vá buscar.

"Os serviços de assistência técnica funcionam 24 horas por dia durante 365 dias por ano e já estão incluídos no negócio que o Estado celebrou com a Heliportugal para adquirir quatro helicópteros ligeiros e seis médios", revelou o mesmo responsável, que adiantou que aquela empresa contratou a logística de operações da AERD para participar no apoio à assistência especializada.

"Em Janeiro de 2007 chega o primeiro helicóptero médio adquirido pelo Estado português", referiu Paulo Galacha, que acrescentou que os restantes cinco "são entregues à medida que vão sendo fabricados na Rússia".

Estes aparelhos, 6 Kamov Ka32, no valor de 42.000.000 de euros, com capacidade para transportar 4.800 litros de água e 4 Eurocopter, no valor de 2.200.000 de euros, capazes de transportar até 1.000 litros de água, foram adquiridos na sequência de um processo que já levou os restantes concorrentes a contestar os resultados

A ideia da assistência no local, sendo interessante, obriga, no entanto, à existência de vias de comunicação que permitam a um camião TIR aproximar-se do helicóptero avariado, sem o que este terá que ser removido como até agora.

Infelizmente, e apesar da capacidade do Kamov para operar mesmo com algumas avarias, o risco de prolongar o voo até uma área onde o acesso da assistência seja mais fácil e possa ser realizado no local parece-nos inaceitável, sendo contra todos os procedimentos de segurança aeronáuticos, pelo que só com mais detalhes se poderá avaliar devidamente esta opção.

Apesar dos anúncios sucessivos, o facto é que este processo de aquisição promete ainda fazer correr muita tinta e o debate só ficará concluido, provavelmente, após decisão em tribunal ou até haver certificação para transporte para os Kamov.

terça-feira, maio 30, 2006

Portugal regista 518 incêndios florestais numa semana


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Um incêndio fora de controle no Verão de 2005

O número de incêndios em áreas verdes e agrícolas em Portugal desde o início do ano foi três vezes menor que no mesmo período do ano passado, segundo o Serviço Nacional de Bombeiros e a Defesa Civil.

Entre 1º de janeiro e terça-feira passada, houve 3.314 ocorrências, contra 10.498 no mesmo período do ano passado e a área queimada este ano totaliza 1.585 hectares, contra 10.931 nos primeiros meses de 2005.

O número de incêndios florestais foi de 144 na sexta-feira, o dia mais "quente" desde 14 de Maio, tendo sido registados 90 incêndios, sendo que na semana passada, houve ao todo 518 incêndios.

Ainda anteontem, um incêndio florestal consumiu uma área de pinhal em Vale da Galega, Pedrógão Pequeno, concelho da Sertã e, de acordo com o Centro Distrital de Operações de Socorro de Castelo Branco, o incêndio, foi combatido por 59 bombeiros, de seis corporações, apoiados por 16 viaturas e um helicóptero.

Na sexta-feira, foi anunciado o Plano Nacional de Defesa da Floresta Contra Incêndios, que visa reduzir progressivamente os incêndios em Portugal, sendo que a detecção rápida e a integração de uma única equipe são a grande aposta do dispositivo de combate aos incêndios, segundo o ministro da Administração Interna, António Costa.

Com a manutenção do tempo quente e cada vez mais atenções desviadas para o próximo Mundial de Futebol, assunto que abordaremos em breve, este é um Verão que antevemos particularmente problemático em termos de incêndios florestais, com o risco acrescido de passarem ao lado da opinião pública, mobilizada para outros eventos.

Sobressalente no capot


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Suporte de sobressalente já instalado no capot

Há muito que tinhamos as peças necessárias para colocar o sobressalente sobre o capot e que consta de uma peça central ou suporte e de quatro borrachas que servem de suporte ao pneu, para além de acessórios de fixação.

Existem dois modelos disponíveis, um com tranca, que consiste numa peça ou "espigão" onde é colocado o típico cadeado, e que pode ser visto na fotografia, sendo que a outra variante não possui esta peça que também ajuda a alinhar a jante no suporte.

Estas peças são fáceis de instalar, bastando para tal fazer no capot os furos necessários para rebitar ou aparafusar, tendo o cuidado de escolher a posição correcta em termos de apoios, de modo a coincidirem com a vertical do pneu.

No nosso caso, optamos por colocar parafusos, dado que permitem a remoção mais fácil quando optarmos por pintar o capot, mas quem já tenha passado essa etapa poderá, com vantagem, usar rebites.

Chamamos a atenção para o facto de ser necessário ter em atenção que as borrachas têm que ficar na diagonal do suporte central e não em cruz, de modo a que fiquem à mesma altura, e que o "corte" no circulo da peça central fique na direcção da frente do veículo.

Também lembramos que devem ser feitos furos no capot alinhados com o local dos parafusos de fixação do sobressalente, tendo estes um pequeno orifício que permite colocar um "clip", de maneira a que só possam ser desaparafusados até uma certa altura, mas não retirados sem abrir o capot.

Sendo um opcional que se pode adquirir a baixo custo no Ebay inglês, cuja instalação, para além de fácil não deve demorar mais do que uma hora, este pode ser um conjunto interessante que quase se torna essencial para quem pratica todo o terreno e necessita de mais de um sobressalente.

segunda-feira, maio 29, 2006

Dia Mundial da Energia


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Combustível com 20% de biodiesel e 80% de gasóleo

Apesar da crescente dependência energética e do impacto que esta situação causa na balança comercial e no ambiente, as medidas governamentais para combater este problema continuam escassas e sem aplicação prática.

Para além da burocracia, que por diversas vezes fez perder investimentos a favor de Espanha, a carga fiscal que incide sobre equipamentos destinados ao uso de energias renováveis é superior à que incide, por exemplo, sobre o gás ou a electricidade.

Mesmo a recente incorporação de biodiesel no gasóleo, que se cifra nos 5%, peca por escassa dado que a percentagem pode ser aumentada até 20% para os motores mais recentes sem perigo para o seu funcionamento e fiabilidade.

Caso fosse implementada uma forma de justiça fiscal, deveria haver opção para os consumidores de adquirirem gasóleo com 5 ou 20%, pagando o Imposto Sobre Produtos Petrolíferos apenas sobre a parte de combustível derivada do petróleo, do que resultaria que, quem escolhesse uma mistura com maior percentagem de biodiesel, teria que pagar menos imposto.

O Dia Mundial da Energia devia, portanto, ser aproveitado para o governo anunciar medidas que incentivem a utilização de energias renováveis, utilizando programas estruturados, alterações fiscais e diminuição da burocracia, e para todos refletirmos sobre a necessidade de encontrar alternativas rápidas a combustíveis que, para além de poluentes e caros, em breve estarão esgotados.

Fica aqui o nosso apelo, a todos, para que escolham fontes de energia menos poluentes, obtidos a partir de energias renováveis, e que pressionem os nossos governantes no sentido de incentivar o uso de combustíveis alternativos.

Área ardida será reduzida nos próximos anos


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Incêndio florestal a 4 metros de um veículo

O ministro de Estado e da Administração Interna, António Costa, sustentou, em Lisboa, que é possível reduzir de forma significativa "as ignições e a área ardida" resultante dos incêndios florestais em Portugal.

"Sabemos que o problema dos incêndios é complexo, mas temos metas ambiciosas e dizemos "não" à renúncia ou ao conformismo. Podemos fazer bastante melhor, em comparação, por exemplo, com Espanha e França", acrescentou António Costa, que intervinha na sessão final do colóquio "Fogos Florestais: Desafios e Respostas", organizado pela Comissão Parlamentar Eventual para os Fogos Florestais.

Depois de referir que a reflexão sobre a questão dos incêndios "exige a convocatória de múltiplos saberes, da academia aos produtores florestais", António Costa realçou uma série de medidas governamentais executadas ou em fase de preparação para melhorar o combate aos fogos florestais.

O ministro da Administração Interna referiu, nomeadamente, a criação do Grupo de Intervenção de Protecção e Socorro (GIPS) na orgânica da Guarda Nacional Republicana para o combate de primeira intervenção aos fogos nascentes, através de equipas helitransportadas, que vêm reforçar as que já existiam em corporações de bombeiros e em associações de produtores florestais.

António Costa deu também ênfase à criação do Sistema Integrado de Operações de Protecção e Socorro (SIOPS), que é um conjunto de normas e procedimentos que asseguram que todos os agentes de Protecção Civil actuam, no plano operacional, articuladamente sob um comando único, sem prejuízo da respectiva dependência hierárquica e funcional.

Outra medida referida pelo ministro da Administração Interna foi a recente adjudicação do Sistema Integrado das Redes de Emergência e Segurança de Portugal (SIRESP).

Utilizando tecnologia digital, o SIRESP estará instalado e a funcionar em todo o país dentro de três anos e meio, garantindo a possibilidade de todos os agentes do sector do socorro e da segurança comunicarem entre si, o que não é assegurado pelos actuais sistemas de rádio.

O técnico da Direcção-Geral dos Recursos Florestais, João Pinho apresentou um retrato dos fogos no colóquio parlamentar, que contou com a participação não só de deputados e governantes, mas também de agentes do sector dos Bombeiros e Protecção Civil e estudiosos do fenómeno dos incêndios.

"No Verão de 2003, Portugal assistiu à pior época de incêndios florestais de sempre. Vinte pessoas morreram em consequência directa dos fogos e quase 4.000 famílias foram directamente afectadas. A superfície ardida totalizou cerca de 420.000 hectares, valor quatro vezes superior à média dos dez anos anteriores, correspondendo a 8,5% da superfície arborizada, o que não teve paralelo nos países vizinhos, nem em qualquer outro país ocidental nas décadas mais recentes", adiantou João Pinho.

Sabemos, no entanto que o SIRESP irá demorar anos a estar operacional, com prioridade para as forças de segurança em detrimento dos bombeiros, que provavelmente só daqui a muito tempo estarão integrados neste sistema de comunicações.

Seria conveniente que, entretanto, se compatibilizassem meios, nomeadamente em termos de rádios e se instalasse uma base de comunicações digitais, mesmo que não encriptadas, que cobrissem todo os território nacional e permitissem uma forma, mesmo que rudimentar, de localização dos intervenientes.

No entanto, não é apenas com uma melhoria das comunicações, mas da coordenação operacional que se pode esperar uma melhoria significativa, pelo que o anúncio de um instrumento não pode ser equiparado à resolução de um problema prático para o qual a formação no uso destas novas ferramentas é essencial.

domingo, maio 28, 2006

Painel auxiliar para Série


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Diversas versões de painel auxiliar para Série 2/2A

Este opcional tem-se revelado raro e difícil de obter, atingindo por vezes valores algo absurdos e pouco de acordo com a sua real condição.

Felizmente, têm surgido réplicas de boa qualidade e que podem ser adquiridas com um, dois ou sem qualquer dos orifícios de 50 mm destinados a manometros adicionais ou a um relógio e para veículos de condução à direita ou à esquerda.

Com um preço de compra de 9.50 libras, sensivelmente equivalente a 14 euros, a que acrescem portes no Ebay inglês, esta é uma opção que poderá ser de ter em conta para quem deseje instalar um conjunto de manómetros adicionais ou simplesmente melhorar o interior por vezes detriorado de um Série.

Gasóleo passará a incorporar 5% de biodiesel


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Sistema de fabrico de biodiesel

O primeiro-ministro, José Sócrates, afirmou que, a partir de Junho, o gasóleo passará a incorporar 5% de biodiesel, no seguimento de uma medida prevista na legislação da União Europeia para defender o ambiente e reduzir a dependência energética.

Em declarações aos jornalistas, no final do debate mensal na Assembleia da República, José Sócrates declarou que a medida do Governo está enquadrada "na legislação da União Europeia", que visa "incentivar a utilização deste combustível" e "proteger o ambiente".

Segundo a revista AutoHoje, o Governo prepara-se para legislar no sentido de obrigar à incorporação em cada litro de gasóleo 5% de biodisel e que esta prática não provocará qualquer aumento do preço do gasóleo.

Embora parcialmente, a BP e a Repsol já estão a comercializar gasóleo que incorporou biodiesel nas fábricas de Alhandra e Torres Novas, sendo de prever que em breve a Galp lhes siga o exemplo.

No entanto, e de acordo com o Orçamento Geral de Estado, o Imposto sobre os Produtos Petrolíferos apenas devia incidir sobre a parte do combustível obtida a partir do petróleo, pelo que seria lógico assistir a uma ligeira descida de preço derivado do facto de o ISPP não dever incidir sobre a percentagem de biodiesel incorporada.

Assim, esperamos que esta medida se concretize e sejam prestados os devidos esclarecimentos, nomeadamente em termos fiscais, de modo a que esta medida não se traduza num abuso de legalidade duvidosa com o ISPP a incidir sobre produtos que não derivam do petróleo.