terça-feira, março 21, 2006

Land Rover Série 3 SWB da Monogram


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Land Rover Série 3 SWB 1/24 da Monogram

Durante muitos anos, não foi fácil obter uma miniatura de um Série 3 na versão curta, menos ainda com as dimensões de um modelo à escala 1/24, sendo esta versão para montar feita pela "Monogram", hoje integrada no grupo da Revell, uma das muito poucas disponíveis.

Dentro de uma caixa ilustrada com fotografias do "kit" montado, encontram-se a pouco mais de uma centena de peças que o constituem, de boa qualidade de moldagem, uma grelha de transparências, um conjunto de 5 pneus em borracha, uma folha de decalques e outra de instruções.

O "kit" da Monogram é relativamente detalhado, incluindo detalhes do chassis, um capot que se pode abrir e onde se pode apreciar uma boa reprodução do motor, e um interior correcto, com os mostradores, pedais e alavancas que se podem encontrar nos Série.

Na caixa da carga existe um conjunto e quatro bancos individuais, substituindo os populares bancos corridos que é hábito encontrar entre nós, e que podems ser facilmente visíveis removendo a capota, caso optem por não a colar, tal como nós o fizemos.


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Vista de trás, sem capota rígida nem porta traseira

O "kit" também inclui um conjunto de decalques, com matrículas e um conjunto de faixas laterais algo fantasistas, que optamos por não colocar, bem como alguns pequenos acessórios, como um "jerry-can" para combustível ou a grade no tejadilho.

Talvez a maior desilusão desta miniatura, provavelmente feita a pensar no mercado americano, sejam as jantes e os pneus, de dimensão exagerada, que substituem os que estamos habituados a encontrar nos nossos Série, mas que é possível encontrar na capa de um livro da Brookland Books dedicado a este modelo.

Também não deixaria de ser interessante se possuisse peças para uma versão "soft-top" ou, pelo menos a estrutura desta, mas infelizmente a Monogram optou por fornecer unicamente a capota rígida.

Esta é, apesar de algumas pequenas falhas que serão detectáveis por quem conheça bem veículo real, uma das melhores reproduções de um Série 3 curto a que tivemos acesso, sendo relativamente fácil de montar e pintar, utilizando um "spray", mesmo para quem tenha pouca experiência com "kits" em plástico.

Esperamos, numa futura ocasião, apresentar fotografias do motor bem como de alguns detalhes que mereçam especial destaque, de modo a convencer os nossos leitores da valia deste "kit".

Caso encontrem este modelo à venda numa loja da especialidade ou no Ebay, onde adquirimos este exemplar, sugerimos que não percam a oportunidade de o adquirir, pois esta miniatura deixou de ser produzida há vários anos e já rareia no mercado.

segunda-feira, março 20, 2006

LBP suspeita que INEM tem um "plano secreto"


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Ambulância do INEM numa emergência

Um artigo que hoje será publicado no jornal "Bombeiros de Portugal", da Liga dos Bombeiros de Portugal (LBP), acusa o Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) de ter um "plano secreto" para criar uma rede autónoma de ambulâncias, duplicando os serviços de socorro actualmente prestados pelas corporações de bombeiros em vários concelhos.

Segundo a Liga, a ambulância do INEM está a prestar socorro a partir das instalações da Academia Militar, na Amadora, sem que os bombeiros tenham sido informados.

Ao Correio da Manhã uma fonte do INEM adiantou que "a ambulância foi colocada para responder a carências verificadas na zona".

De acordo com o artigo, cujo título é "Plano secreto pode complicar socorro", as ambulâncias do INEM devem chegar em breve a Sintra, Odivelas, Cascais, Setúbal e também a Coimbra, cidade que terá sido visitada recentemente pelo Presidente do INEM para observar "instalações desactivadas do Exército".

Uma terceira mudança que, segundo a Liga, consta do "plano secreto" é a mudança do helicóptero do INEM, actualmente estacionado em Sintra, para a Amadora, algo que também é desmentido pelo INEM.

Esta mudança terá sido desencadeada depois da assinatura de um protocolo entre os ministério da Defesa e da Saúde, em Julho do ano passado e o mesmo jornal cita, sem a identificar, uma de várias fontes do INEM contactadas para escrever que a colocação dos meios do instituto nas instalações do Exército é "outra estratégia para desacreditar os bombeiros".

Além da duplicação de meios, sem coordenação, o jornal denuncia ainda a intenção do INEM em apostar num sistema próprio de comunicações, contra a proposta dos bombeiros para centrais conjuntas de socorro.

Já nos pronunciamos relativamente à questão das centrais conjuntas, sendo da opinião que é necessária uma coordenação única e centralizada, com recurso aos mais recentes meios tecnológicos.

Num texto anterior, propusemos sistemas de geolocalização a instalar nos veículos de emergência, de modo a que, a partir de um sistema centralizado a nível nacional, possa ser enviado o meio adequado que se encontrar mais perto do local de intervenção.

Por outro lado, defendemos soluções baseadas no diálogo e no consenso, evitando situações de conflito ou suspeição que decorrem facilmente de "estudos prévios" feitos à revelia de uma das partes, os quais podem indiciar a imposição de uma decisão tomada à revelia dos restantes intervenientes no processo.

Miniatura Range Rover 2003


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Miniatura Range Rover 2003 à escala 1/72

Periodicamente, surgem em lojas de conveniencia ou geridas por chineses algumas miniaturas de Land Rovers à escala 1/72.

Embora a variedade não seja muita, continuam a encontrar-se os já conhecidos Freelanders, Range Rovers e Série 3 109, em diversas cores ou versões e com preços a partir dos 1.50 euros.

Tendo em conta o baixo custo, seja como recordação ou promocional, dentro de uma caixa que transmita uma mensagem publicitária, esta miniatura pode ser interessante sobretudo para quem possua o veículo que esta reproduz.

Observando a miniatura em causa, que não tem mais do que 6 cm de comprimento, produzida pela Cararama, marca representada entre nós pela Didabrinca, pode-se observar um conjunto interessante de detalhes, que incluem um interior cuidado, as jantes correctamente reproduzidas, espelhos retrovisores detalhados ou os logotipos da marca à frente e atrás.

Assim, mesmo faltando alguns dos detalhes que esta marca introduz nos modelos que produz à escala 1/43 que aqui temos vindo a apresentar, o preço convidativo incentiva a adicionar este pequeno Range a qualquer colecção sobre Land Rover.

Entretanto, para os mais interessados, iremos brevemente disponibilizar um texto sobre miniaturas mais detalhadas e que serão certamente mais do gosto dos colecionadores.

domingo, março 19, 2006

Trocado o adjunto dos bombeiros de Viseu


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Cheias do rio Tejo em Constância em 1989

Rui Pedro, o engenheiro dos Serviços Florestais escolhido pelo Serviço Nacional de Bombeiros e Protecção Civil (SNBPC) para adjunto do novo comandante do Centro Distrital de Operações de Socorro de Viseu (CDOS), César Fonseca, decidiu, à última hora, não aceitar o cargo.

Para o seu lugar foi nomeado Henrique Pereira, antigo comandante dos Bombeiros Voluntários de Cinfães e ex-inspector regional de Bombeiros do Porto, tendo ambos tomado posse na passada 4ª feira.

Recorde-se que a escolha de Rui Pedro foi muito contestada pelas estruturas de comando da maior parte das corporações de bombeiros do distrito de Viseu, por ser um homem sem experiência no sector e praticamente desconhecido da "família" dos Voluntários, levantando ainda mais protestos do que o nome de César Fonseca, também ele contestado por 28 das 33 corporações de bombeiros que exigiam a recondução no cargo de João Marques.

"Lamento que isso não tenho acontecido", desabafa Vasco Lima, comandante dos Voluntários de Tarouca, nomeado porta-voz dos revoltosos, e que elogia a competência do novo adjunto do CDOS.

"Ele devia era ter sido indicado para comandante e não para adjunto. Era a pessoa ideal para o cargo", afirma, aplaudindo o gesto de recusa de Rui Pedro ao declarar que "Mostrou ser um homem perspicaz e inteligente. Ele percebeu que não era bem vindo pela esmagadora maioria dos comandantes e recusou o lugar. Fez muito bem".

A mesma opinião tem o comandante da corporação de Penedono, António Nogueira que considera esta "uma atitude de muito bom senso", acrescentando que se mantém indisponível para integrar escalas de serviço durante a época dos fogos florestais, acrescentando "só tenho uma palavra e vou cumpri-la até ao fim".

A recusa do nomeado para adjunto e a sua substituição veio, indiscutivelmente, amenizar um pouco a situação delicada que se vive entre os bombeiros do distrito de Viseu, mas, como se pode verificar pela reacção de alguns comandantes, o problema está longe de estar resolvido, o que poderia ter acontecido se todos os nomeados fortemente contestados tivessem recusado os respectivos cargos.

Liga dos Bombeiros Portugueses quer extinção do SNBPC


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Um país que arde em cada Verão: até quando?

O Presidente da Liga dos Bombeiros Portugueses, Duarte Caldeira, defendeu ontem a extinção do actual Serviço Nacional de Bombeiros e Protecção Civil (SNBPC), criado em 2003, e reivindicou o regresso ao anterior sistema autónomo.

"Defendemos a separação da função protecção civil da função dos bombeiros, com a extinção do actual serviço nacional", afirmou à Lusa o presidente da Liga dos Bombeiros Portugueses (LBP), após um reunião do conselho nacional, que decorreu hoje em Sintra.

Na opinião da LBP, a actual estrutura nacional, que resultou em Março de 2003 da fusão dos Serviços Nacionais de Bombeiros e do de Protecção Civil, "hoje custa mais do que o serviço nacional de bombeiros e envolve mais pessoas, sem ter qualquer retorno".

"O argumento utilizado na altura da criação do SNBPC de que implicaria menos recursos financeiros e humanos cai por terra", considerou Duarte Caldeira.

Para a LBP, nos três anos de funcionamento do SNBPC, "a área ardida não reduziu", os investimentos na protecção e socorro "diminuíram" e "passou a observar-se uma instabilidade jurídica, com vários presidentes deste serviço e várias alterações à lei orgânica".

No encontro, os bombeiros consideraram também que "faz sentido" que "as competências da protecção civil possam passar para a esfera da Defesa" e sustentaram que "a política de protecção civil deve ser definida pelo Governo".

O SNBPC foi criado em Março de 2003 pelo então Ministro da Administração Interna Figueiredo Lopes, com o objectivo de "racionalizar os meios" então existentes, considerando que existia "uma falta de coordenação no terreno" entre as delegações distritais dos serviços nacionais de bombeiros e da protecção civil, sendo "importante a unificação e concentração desses serviços".

A LBP constatou ainda "um mal-estar" decorrente "do que parecem ser as opções políticas do Governo que vão no sentido da fragilização das estruturas dos bombeiros".

Segundo o presidente da Liga, os bombeiros estão a ser substituídos por "dispositivos do Estado no combate aos incêndios, com a criação de um Grupo de Intervenção, Protecção e Socorro (GIPS) da GNR, e no socorro pré-hospitalar, com uma estrutura paralela do Instituto Nacional de Emergência Médica".

Estas medidas são entendidas pelos bombeiros como "uma estratégia para reduzir os bombeiros ao território da sua sede e criar estruturas detidas pelo próprio Estado, para que possa concentrar a decisão, comando e orientação".

As delegações da LBP vão analisar estas reivindicações até ao próximo dia 7 de Abril, uma altura em que o conselho nacional voltará a reunir-se, em Fátima.

Duarte Caldeira anunciou que está marcado um congresso extraordinário para 20 de Maio, em que a Liga "tomará decisões finais" quanto à reivindicação de um Serviço Nacional de Bombeiros, podendo ser decidido que as corporações não actuaram fora das suas áreas de jurisdição sem a declaração de calamidade pública.

O mesmo congresso extraordinário servirá para decidir se os bombeiros irão participar nas acções de combate a incêndios fora das suas áreas de actuação, uma medida que admitem adoptar "caso não se verifique uma alteração na política e atitude do Governo para este sector".

Não sendo, por princípio, favoráveis à separação entre os Bombeiros e a Protecção Civil, o estado actual do SNBPC leva-nos a considerar a necessidade da sua extinção e substituição por outra entidade que não enferme dos actuais vícios.

Assim, reiteramos a nossa convicção de que a nova entidade deverá ser constituida, na sua essência, por quadros que não transitem do SNBPC, de modo a que as conhecidas deficiências e conflitos internos deste, não sejam transpostas para um novo Serviço, evitando assim que apenas mude o nome enquanto são mantidas as práticas actuais.

Mesmo sabendo que se poderá perder a valiosa experiência de vários colaboradores, parece-nos essencial cortar com um passado do qual, infelizmente, não há grandes razões para ter orgulho.

sábado, março 18, 2006

Testes atrasam decisão sobre aviões russos


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Beriev B-200 em versão de combate a incêndios

As negociações com o fabricante russo Beriev, para a eventual aquisição de quatro aviões pesados de combate a incêndios florestais, no âmbito da negociação de uma antiga dívida da Federação Russa para com o Estado português, têm estado paradas.

Segundo o gabinete do sub-secretário de Estado da Administração Interna, Rocha Andrade, que tem este dossier a seu cargo, já foram escolhidos os locais, em território nacional, para a realização de testes operacionais, durante três dias, mas a empresa continua a não marcar a data para os exercícios, que era suposto terem lugar ainda durante este mês.

No entanto, a questão desta dívida, originária do tempo da ex-União Soviética, acaba por ser um óbice, dado que, após a sua desagregação, as respectivas dívidas acabaram por ser disseminadas e nem sempre reconhecidas por diversos países, levando a dificuldades de cobrança, pelo que esperar peplo fim da negociação com a Federação Russa para efectuar a aquisição parece empurrá-la para data indeterminada.

Por outro lado, conforme mencionamos anteriormente, a utilização dos Beriev só poderá ser feita ou com abastecimentos no mar, algo que só é possível com ondulação até 1.2 m ou mar do tipo 3, o que pode não se verificar nos dias de maiores incêndios durante os quais costuma haver ventos fortes, ou em albufeiras, que terão de ser avaliadas não só na sua extensão, mas nos corredores de aproximação disponíveis.

Segundo o fabricante, para reabastecer completamente, o B-200 necessita de aproximadamente 14 segundos em "aquaplaning", a uma velocidade de perto de 180 Km/h, o que implica cerca de 700 metros em contacto com a água, tendo que se acrescentar os necessários corredores que permitam operar em segurança.

Para amarar, o B-200 necessita de 1.300 metros e para a descolagem a partir de água de 1.000, a que, mais uma vez se adicionam os necessários corredores, limitando as escolhas dos locais de reabastecimento e aumentando as distâncias entre estas e os locais de actuação.

Os testes realizados nos últimos anos na Sardenha, beneficiaram da conhecida calmaria típica do mar Mediterrâneo, pelo que extrapolá-los para um País atlântico é impossível, conferindo especial importância aos testes a realizar em albufeiras.

A preço de catálogo, equipado só para combate a fogos, um Beriev B-200 custa cerca de 28.000.000 de euros, sensivelmente mais 4.000.000 do que o Canadair e necessita de 18 meses para ser produzido, mas poderá receber opções que lhe permitam desempenhar outro tipo de missões.

A aquisição dos B-200, por muito tentadora que seja devido à sua excelente capacidade, necessita de um estudo particularmente cuidado, tanto a nível técnico como financeiro, de modo a evitar que esta operação se transforme num autêntico desastre, comprometedor dos recursos alocados para aquisição de meios aéreos de combate aos fogos florestais.

Mapas militares em formato JPG


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Mapa 3D de Gouveia gerado pelo CompeGps

Surgiu recentemente um conjunto de mapas de Portugal Continental à escala 1/25.000, da série 888 do Instituto Geográfico do Exército, digitalizados em formato "JPG", de qualidade muito superior à dos "GIF", há muito disponíveis.

Em conjunto, surgiram os respectivos ficheiros de calibragem para o Oziexplorer, de extensão "map", os quais podem ser utilizadas por diversos outros programas, que estão incorrectos no respeitante aos 17 primeiros mapas.

Assim, abrindo um destes mapa, verifica-se um desfasamento entre as linhas de calibragem e as geográficas, que pela disposição ligeiramente na diagonal, indiciam um erro na selecção da projecção.

Se bem que inicialmente possa parecer uma questão relacionada com os datums, o facto é que as linhas existentes não são paralelas, levantando-se a suspeita de que a projecção, ou seja a planificação do mapa, correspondente a uma secção do globo terrestre, esteja incorrecta.

Dado que não são apenas as linhas que se encontram desfasadas, notando-se que um conjunto é ligeiramente curvo, sendo manifesto que existe um erro na projecção escolhida para os ficheiros de calibragem.

Nestes ficheiros, embora venha mencionado uma projecção "Universal Mercator", realmente estão em "UTM", pelo que surgem os erros que descrevemos.

Numa primeira solução, é possível alterar no interior do ficheiro, com um editor como o "Notepad", a projecção utilizada, de modo a que a esta seja corrigida.

Chamamos ainda a atenção para um texto que publicamos há alguns meses e que pode ajudar na configuração dos datums, permitindo a inclusão daqueles que não vêm listados no Oziexplorer que passamos a citar.

Para tal deve ser criado no mesmo "folder" onde está o executável do Oziexplorer, usando um editor de texto, um ficheiro de nome "datums.dat", onde será feita a correspondência entre o nome atribuido a este datum e os parâmetros geográficos que deram origem à sua criação.

Este é um exemplo do conteúdo do referido ficheiro, podendo haver várias linhas semelhantes a esta:

European 1950 - Portugal, -6, -84.0, -107,0, -120.0

Nome do datum, que no exemplo é "European 1950 - Portugal" e tem que ser o mesmo que aparece no ficheiro de calibragem, de extensão "map", a utilizar.

Elipsoide utilizada no datum, no exemplo -6, e que tem que ser verificada através das tabelas disponíveis.

Dx, Dy e Dz são os parâmetros relativos à criação do datum e constante das tabelas de criação e correspndem ao afastamento segundo os 3 eixos em relação ao datum WGS 84.

O Z corresponde à direcção do Polo Norte, o X à intercepção do meridiano principal e do plano do Equador e o eixo do Y-axis é obtido através de um ortogonal à direita por um plano a 90º este do eixo do X e da respectiva intercepção com o plano do Equador.

Esperamos que com este texto, tenhamos contribuido para clarificar a questão do desfasamento entre a posição assinalada pelos GPS e o ponto do mapa onde este se projecta, sugerindo ainda que leiam ou releiam o que escrevemos sobre o assunto.

sexta-feira, março 17, 2006

Câmaras e associações solidárias com comandantes de Coimbra


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Land Rover Defender do SNBPC

As Câmaras Municipais e Associações Humanitárias estão "solidárias" com os comandantes de bombeiros do distrito de Coimbra, que lhes apresentaram a demissão na sequência da nomeação de um militar da GNR para coordenar o Serviço Nacional de Bombeiros e Protecção Civil (SNBPC) a nível distrital.

As demissões foram apresentadas às direcções dos organismos detentores dos corpos de bombeiros, Associações Humanitárias e Câmaras Municipais, as quais não aceitaram os pedidos mas manifestaram-se "completamente solidárias" com os seus comandos, apoiando-os em "todas as tomadas de posição que entenderem por convenientes".

Antes, já tinham pedido a demissão os cinco comandantes operacionais de zona, também descontentes com a nomeação para cargos de chefia de pessoas "estranhas aos bombeiros".

Para já, os comandantes em causa decidiram não integrar as escalas de serviço do SNBPC, mostrando-se, segundo o Presidente da Federação de Bombeiros do Distrito de Coimbra, Jaime Soares, "indisponíveis para participar em qualquer actividade" organizada pela delegação de Coimbra do SNBPC.

"É uma falta de respeito e consideração pelos bombeiros", considerou Jaime Soares, revelando tratar-se de uma situação "desagradável e complicada" causada pela nomeação do tenente-coronel Ferreira Martins, militar da Brigada Territorial N.º 5 da GNR de Coimbra, para comandante operacional do mesmo distrito.

Jaime Soares sublinhou existir "gente com capacidade e experiência nos bombeiros para desempenhar o cargo", assegurando não ter "nada contra os militares da GNR".

O problema, acrescentou, "é que o tenente-coronel nomeado não tem o perfil adequado para a função e não conhece nada das matérias em causa", razão pela qual questiona: "A GNR ia gostar de ter um bombeiro a comandar a Brigada Territorial n.º 5?"

Mário Lourenço, comandante dos Bombeiros Voluntários de Condeixa, considera tratar-se de uma "situação preocupante", desejando que haja "bom senso" na resolução do problema.

O comandante dos Bombeiros Voluntários de Penacova, António Simões, adianta que o comando distrital está "fragilizado", mas assegura que "o socorro às populações não está em causa".

O tenente-coronel Ferreira Martins, que apesar da contestação já começou a exercer as novas funções no SNBPC de Coimbra, após ter sido empossado na última quarta-feira, escusou-se a comentar esta situação, uma vez que não conhece as demissões "oficialmente".

Esta situação, que já foi diversas vezes aqui mencionada e analizada, ainda carece de uma solução defenitiva por parte da tutela, a qual peca por tardia, prolongando um conflito sem fim à vista, que tem vindo a desgastar gravemente todos os intervenientes.

China vai produzir computador portátil de baixo custo


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Computador portátil: como será o modelo chinês?

O Instituto de Tecnologia Informática da China produziu o primeiro computador portátil chinês de baixo custo, que custará 1.000 yuan ou 103,70 euros, informou a agência noticiosa oficial chinesa Nova China.

A produção industrial do computador, que é do tamanho de um livro e pesa pouco mais de meio quilo, vai arrancar em Junho próximo, diz a agência noticiosa, que adianta que os responsáveis pela concepção querem exportar os computadores para o resto do mundo, em especial para os países em vias de desenvolvimento.

"Esperamos que os nossos computadores sejam acessíveis a toda a gente", disse Zhang Fuxin, do Instituto de Tecnologia Informática da China, parte da Academia de Ciências Sociais do país.

O computador, que foi baptizado de "Longmeng", ou "Sonho do Dragão", utiliza os micro-processadores chineses Godson II e, segundo Zhang, tem uma capacidade de processamento equivalente a um computador de mesa Pentium III de 1 GHz e vem equipado com um leitor de DVD.

Em 2005, Nicholas Negroponte, um dos maiores especialista mundiais na área das novas tecnologias, propôs a concepção de um computador de baixo custo ao abrigo do projecto "One Laptop Per Children" ou "Um Portátil por Criança", que por várias vezes mencionamos.

O projecto tem como objectivo fazer chegar as novas tecnologias às crianças dos países em desenvolvimento e introduzi-las nos sistemas de ensino desses países, tendo o primeiro protótipo de um computador de baixo custo sido apresentado em Novembro passado por Negroponte e pelo secretário-geral das Nações Unidas, Kofi Annan.

Ainda se desconhecem as características completas deste novo computador, nomeadamente em termos de memória, espaço em disco, écran e conectividade, mas o preço parece ser verdadeiramente tentador e uma base de partida para diversas das soluções que aqui propusemos.

Caso seja disponibilizado em Portugal, para além de uma verdadeira revolução em termos de informática de consumo, permite explorar uma imensidade de soluções que, por razões orçamentais, têm vindo a ser adiadas.

quinta-feira, março 16, 2006

Comandantes de Coimbra demitem-se


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Incêndio nos arredores de Coimbra em 2005

Os 24 comandantes das corporações de Bombeiros do distrito de Coimbra demitiram-se em bloco devido à nomeação de um militar da GNR para comandante operacional, segundo anunciou hoje a Federação distrital do sector.

A decisão do Serviço Nacional de Bombeiros e Protecção Civil (SNBPC) de nomear um militar da GNR para dirigir o Comando Distrital de Operações de Socorro (CDOS) de Coimbra, está a provocar descontentamento generalizado nos Bombeiros do distrito, tendo já motivado anteriormente a demissão de cinco comandantes operacionais de zona.

Em comunicado, a Federação de Bombeiros do Distrito de Coimbra afirma que os comandos dos 24 corpos de Bombeiros de todo o distrito aprovaram por unanimidade uma moção onde referem que "não se revêem, no plano pessoal, institucional e operacional, no comando agora nomeado pelo SNBPC".

O mesmo comunicado acrescenta ainda que a tomada de posição foi reforçada com "a total indisponibilidade para participar em qualquer escala de serviço ditada pelo comando operacional distrital".

Ainda segundo a estrutura federativa, "as direcções dos organismos detentores dos corpos de Bombeiros fizeram saber que não aceitam o pedido de demissão dos comandantes, como se manifestam completamente solidárias com os seus comandos, apoiando-os em todas as tomadas de posição que entenderem por convenientes".

No entanto, os Bombeiros estarão "totalmente disponíveis, como sempre estiveram, para continuar a servir as populações do distrito de Coimbra, ou até além-fronteiras", refere-se também no mesmo comunicado.

O SNBPC anunciou no dia 10 deste mês que pretende nomear dois militares da GNR e três do Exército para os Comandos Distritais de Operações de Socorro (CDOS), num total de 36 elementos.

A proposta de nomeação de militares para dirigirem CDOS, estruturas distritais do Serviço Nacional de Bombeiros e Protecção Civil, tem provocado contestação no sector, tendo levado anteriormente à demissão não só de cinco comandantes operacionais em Coimbra, mas também à contestação por parte de numerosos comandantes de Viana do Castelo e Viseu, tal como noticiamos.

Esta demissão em bloco provavelmente teria sido evitada com diálogo que levasse a uma escolha consensual, ouvindo ambas as partes e respeitando a opinião de todos, tal como temos vindo a propor.

Na verdade, esta situação decorre da nova Lei de Bases da Protecção Civil, na qual não foi acautelada a especificidade do relacionamento com voluntários, tendo-se optado por um sistema de nomeações que só será aplicável na instituição militar.