terça-feira, maio 23, 2006

Modificação da tranca da tampa do depósito de combustível


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Fecho para tampão com reforço

Na sequência do texto anterior, descrevemos a forma como a tranca para a tampa do depósito de combustível foi reforçada, de modo a evitar ser forçada de forma tão fácil e permitindo que, caso tal venha a suceder, o facto seja visível.

A tampa do depósito dos Série sofreu algumas evoluções, mas nenhuma delas particularmente segura, pois são apenas três pequenas peças em forma de gancho que, ao rodar, a fixam em três encaixes.

O principal inconveniente da peça original da Land Rover é prender apenas do lado inferior da tampa, através de um cadeado, a qual fica, na parte superior, presa apenas por um pequeno encaixe.


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Vista lateral do fecho para tampão com reforço

Assim, optamos por prolongar a peça original, soldando uma extensão, de modo a atravessar toda a parte superior da tampa, prendendo-a com o mesmo cadeado num suporte que improvisamos a partir de uma peça em "L" que encontramos entre um conjunto de sobras.

A nova peça foi aparafusada, ficando na parte superior da entrada do depósito, de modo a que fique devidamente alinhada e permita a colocação de um cadeado.

Para além de dificultar uma eventual remoção da tampa, esta modificação também facilita a inspecção visual, facilitando a detecção de eventuais problemas, dado ser muito mais difícil ocultar os danos provocados por uma abertura forçada.

Obviamente, perde-se um pouco de originalidade, mas é uma modificação que se torna inevitável quando situações repetidas obrigam a reforçar a segurança.

Desempregados na prevenção dos incêndios


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Instituto do Emprego e Formação Profissional

A Governadora Civil de Évora, Fernanda Ramos, reforçou o apelo à prevenção dos incêndios florestais na região, lembrando as autarquias de que podem recorrer a trabalhadores subsidiados para as operações de limpeza junto das vias de comunicação e de outras áreas do domínio público.

"As câmaras municipais podem socorrer-se de trabalhadores que recebem subsídio de desemprego para as operações de limpeza e desmatação", afirmou Fernanda Ramos, ao enumerar o dispositivo de combate a incêndios florestais no distrito.

Nas vésperas de iniciar uma série de visitas aos diferentes concelhos do distrito, onde deverá abordar a problemática dos incêndios, a representante distrital do governo renovou o apelo aos proprietários florestais para a limpeza das florestas.

As serras dOssa e de Portel, onde predominam montados, são algumas das zonas mais vulneráveis no distrito em matéria de incêndios.

O dispositivo de combate no distrito de Évora mobiliza, na chamada "Fase Bravo", a decorrer até fins de Junho, cerca de 150 homens, 40 viaturas e uma Torre de Vigia.

No distrito de Évora, verifica-se um aumento de 53% dos recursos no terreno no período de Verão em relação ao ano passado, depois de, na Primavera, esse aumento atingir os 71%.

O helicóptero adstrito à região vai ser desviado de Viana do Alentejo para o Alandroal, uma vez que se trata de uma zona com mais incêndios de maiores dimensões, além de permitir ainda atingir mais áreas de maior risco comparado.

A opção pela contratação de desempregados inscritos nos Centros de Emprego para reforçar acções de limpeza tem sido proposta por diversas vezes, inclusivé por muitos cidadãos anónimos, que consideram que quem recebe um subsídio do Estado, deve prestar uma contrapartida na medida das suas possibilidades.

Se devidamente enquadrados, estamos de acordo com esta opção, tal como o estariamos se fossem integrados reclusos em regime virado para exterior ou como penas de substituição para condenados, de modo a que todos pudessem prestar um serviço ao País, reforçando o dispositivo existente.

Esta será também uma forma de ajudar os próprios participantes, integrando-os na sociedade e na vida activa, mesmo que através de uma actividade alternativa, e fomentando a sua própria auto-estima, criando assim condições para a próxima fase da sua vida como cidadãos.

Lamentavelmente, a maior parte das autarquias não utiliza este recurso que tem ao seu dispor, embora tenhamos conhecimento de desempregados que, voluntariamente, tenham participado em actividades de prevenção e de limpeza e de outros que, tendo-se oferecido para participar, nunca foram chamados pelas entidades que contactaram.

segunda-feira, maio 22, 2006

Tranca da tampa do depósito de combustível


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Fecho para tampão de depósito para Série

Na mesma semana, foi forçada por duas vezes a tampa do depósito do nosso Série 3 com o objectivo de contaminar o combustível, deitando água no interior do depósito.

Apesar de termos um cadeado e a peça opcional que prende a tampa do depósito, verifica-se que, com uma simples chave de fendas, é fácil forçar a parte superior da tampa, fazendo-a sair.

Felizmente, a situação foi detectada atempadamente, de modo a evitar danos ou problemas de maior, dado que no primeiro caso, a tampa estava fora do lugar e no segundo, apesar de esta ter sido recolocada, o facto de o indicador de nível de combustível estar no máximo denunciou o sucedido.

Ao contrário do que se possa pensar, o principal crime resultante deste acto não é o de danos, pois para além de uma ligeira marca e da perda do combustível, só resultou em tempo perdido.


Image Hosted by ImageShackTranca original para tampão de depósito colocada

Mesmo com água no depósito, o motor arranca e é possível circular enquanto o combustível que se encontra no circuito que vai até ao motor, e que inclui tubos, filtros e injecção é consumido, surgindo o problema quando este é substituido por água.

Quando o combustível é substituido por água, o motor desliga-se subitamente, deixando o veículo sem tracção e desactivando todos os sistemas hidráulicos que podem incluir travões e direcção assistida, numa situação de extremo perigo para os ocupantes e restantes utentes da via.

O facto de a tampa ter sido recolocada, indicía claramente a intenção de provocar uma avaria de consequências imprevisíveis longe do local do crime, de modo a dificultar a descoberta do responsável, demonstrando um completo desrespeito pela segurança e, no limite, pela integridade física e pela vida de ocupantes e quem estivesse próximo, caso este acto não fosse descoberto atempadamente.

Assim, não resta outra hipótese que a de apresentar uma queixa-crime junto das autoridades por actos criminosos, que vão desde danos até crime contra a segurança rodoviária e a de modificar a peça que consta da fotografia, cujo resultado será objecto de um novo texto.

Agradecemos a quem tenha contactos junto das forças de segurança ou do Ministério Público, o favor de nos contactar, pois apesar de termos quase a certeza de quem foi o autor, é necessário que o esforço que fizemos seja complementado por uma investigação policial.

Bombeiros do Cartaxo demitem-se


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Bombeiros em acção no Verão de 2005

O comando da corporação de bombeiros do Cartaxo demitiu-se em bloco contra aquilo que considera ser uma política autárquica de cortes orçamentais, que levou à saída de sete elementos.

Em declarações à Agência Lusa, Paulo Catarino, comandante demissionário dos bombeiros, explicou que a estrutura perdeu sete elementos profissionais, dois deles por não renovação dos contratos, colocando em causa a própria gestão do dispositivo de protecção civil.

"Face à contenção das despesas não posso continuar a assumir a responsabilidade desta situação", afirmou o comandante que já viu o seu pedido de demissão aceite pela autarquia, à semelhança do resto dos elementos de comando.

Os bombeiros do Cartaxo são um corpo misto, com cerca de três dezenas de elementos profissionais e outros tantos voluntários, e este impasse na gestão da corporação tem estado a arrastar-se desde Janeiro, quando foi público que a autarquia queria impor novos cortes.

"Nós já reduzimos muito nas despesas de pessoal mas não podemos fazer mais", afirmou Paulo Catarino, que irá manter as funções de comandante somente até ao final do mês.

Sábado de manhã, decorreu uma reunião entre os bombeiros e a autarquia, que garante a escolha de um comando de acordo com as necessidades da corporação e do concelho, mas que respeite as novas regras orçamentais.

No entanto, esta posição da autarquia poderá levar ao abandono de grupos de voluntários da corporação, como explicou à Agência Lusa um dos bombeiros, que deu um prazo de uma semana a todas as partes para ultrapassar o impasse.

Mesmo sabendo que existem dificuldades orçamentais, tal como acontece na maioria das autarquias a nível nacional, a opção por cortes em áreas tão sensíveis como as respeitantes ao socorro das populações, para além de consequências graves para a segurança destas, tem uma leitura política que não deixará de ser explorada na altura própria.

Esta situação é ainda mais grave porque a corporação do Cartaxo, com parte dos elementos profissionais e outra parte como voluntários, poderia ser um bom exemplo do equilibrio que se devia alcançar em termos organizativos, sendo esta a direcção certa no futuro.

domingo, maio 21, 2006

Combate a incêndios florestais reforçado em Leiria


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Apresentação do dispositivo do distrito de Leiria

Foi apresentado em Leiria o Dispositivo Distrital de Vigilância e Combate aos Incêndios Florestais em 2006, no ano seguinte a um Verão particularmente difícil, com elevados prejuizos, onde foi preciso activar o Plano Distrital de Emergência.

Pretende-se a detecção atempada dos incêndios florestais, o envio imediato de meios de ataque de modo a dominar os incêndios em espaços florestais no seu início, limitando a extensão das áreas ardidas e reduzindo o número de reacendimentos.

O Governador Civil de Leiria, José Miguel Medeiros, afirmou, na cerimónia de apresentação do Plano Operacional Distrital "a grande prioridade, no âmbito das competências na área da protecção civil, é o problema dos incêndios florestais", reconhecendo que "2005 foi um ano especialmente difícil, tendo em conta um número anormalmente elevado de incêndios florestais e de área ardida no distrito de Leiria".

José Miguel Medeiros anunciou que o Governo Civil de Leiria irá atribuir equipamentos de protecção individual aos corpos de bombeiros do distrito, de modo a garantir melhores condições de segurança aos bombeiros no combate aos incêndios.

O Governo Civil irá realizar, nos meses de Maio e Junho, acções de formação e sensibilização para as escolas, com a distribuição de filmes e panfletos alusivos à temática dos incêndios florestais, com actividades exteriores de simulacro de incêndios e exercícios diversos, bem como a apresentação de viaturas de vigilância, primeira intervenção e combate aos incêndios.

O Comandante Operacional Distrital, José Manuel Moura, apontou que "64% do total da área do nosso distrito está inventariada como florestal", revelando que como meio tecnológico, "contamos a partir do corrente ano com o sistema de videovigilância, cobrindo integralmente todo o sul do distrito, permitindo uma vigilância de pormenor para esta região bem como um acompanhamento das operações em tempo real".

Na fase considerada mais problemática, entre Julho e Setembro, estarão disponíveis no distrito 310 bombeiros e 66 viaturas terrestres, dois helicópteros e um avião anfíbio do Serviço Nacional de Bombeiros e Protecção Civil, para além de sapadores florestais, elementos da GNR e do Instituto de Conservação da Natureza.

Para efeitos de reforço da prevenção, em pontos estratégicos do distrito serão montadas quinze torres de vigia.

Também o dispositivo terrestre, comparativamente com o ano passado, é bem maior, com uma quase duplicação entre meados de Maio e finais de Junho, durante a "Fase Bravo", e entre Julho e Setembro, na "Fase Charlie", é aumentado em um terço.

O conceito de operação visa a intervenção imediata em incêndios florestais declarados, com meios aéreos, equipas helitransportadas e equipas terrestres, de forma a dominá-los na sua fase nascente, potenciando o binómio detecção e envio inicial de meios, garantindo permanentemente a recuperação da capacidade de ataque inicial do dispositivo, especialmente dos meios aéreos.

Procura-se antecipar as acções de combate, nos períodos de maior risco meteorológico, com a organização de patrulhamentos por equipas/brigadas de sapadores florestais e brigadas móveis de vigilância, assim como pré-posicionar e patrulhar com equipas de combate a incêndios dos bombeiros em zonas mais susceptíveis, à ordem do Comando Distrital de Operações de Socorro, em articulação com as Comissões Municipais de Defesa da Floresta contra Incêndios e a GNR.

Está definido o envio de forma automática de um helicóptero de ataque inicial e respectiva equipa helitransportada dos bombeiros ou do Grupo de Intervenção de Protecção e Socorro (GNR) da GNR ou de um aerotanque, quando o tempo de chegada deste ao incêndio se situar até quinze minutos de voo ou 30 quilómetros da sua base.

Governo atribui 6.000.000 de euros anuais aos sapadores florestais


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Incêndio florestal em Portugal no Verão de 2005

O Ministério da Agricultura homologou 150 protocolos com associações florestais no valor global de 6.000.000 de euros anuais, que financiam em 50% um total de 172 equipas de prevenção de incêndios.

"A gestão tem de ser assumida pelos detentores da floresta e apoiada pelas entidades públicas", afirmou o ministro da Agricultura, Jaime Silva, adiantando que 93% da floresta portuguesa é detida por privados.

Considerando os sapadores florestais como os "actores principais da silvicultura preventiva", Jaime Silva destacou o "trabalho de fundo que leva anos a fazer" para mudar a situação das florestas portuguesas.

O governante disse também que existem instrumentos financeiros e que o Governo apoia um novo ordenamento florestal, mas, avisou, "não se pode limpar num dia o que não se limpou durante 30 ou 40 anos", cita a agência Lusa.

Segundo os protocolos hoje homologados, cada associação recebe do Estado 35.000 euros anuais por equipa de cinco elementos, um apoio que corresponde a 50% do custo total da equipa.

Aquele montante mantém-se fixo durante o período de cinco anos que dura o protocolo, na vigência do qual o acordo será objecto de uma avaliação por parte da Direcção-Geral de Recursos Florestais, podendo ser estendido por mais cinco anos.

O ministro da Agricultura assumiu que falta à floresta portuguesa "aquilo que durante anos não se fez", dar-lhe sustentabilidade económica de modo a que os proprietários e empresários percebam que há uma aposta económica a fazer, há apoios do Governo e "ganham os proprietários, o país e a economia nacional".

Jaime Silva frisou que a mensagem a deixar às gerações futuras é a de que a floresta "não é para arder", desafiando os proprietários a juntarem-se e criarem zonas de intervenção florestal, tal como já tem vindo a acontecer em várias áreas do País.

"Têm apoio para a reflorestação, para a gestão activa e têm uma parceria para criar equipas de sapadores florestais, que durante o Inverno limpam a floresta e durante os meses críticos participam no comando único que combate os fogos florestais", afirmou ainda o ministro.

Existe uma óbvia necessidade de equipas permanentes de sapadores florestais, essenciais em termos dos trabalhos de limpeza e prevenção que têm falhado ao longo dos anos, mas estas deverão ser complementadas por outras medidas a nível sócio-económico.

Com efeito, sem uma política de desenvolvimento do Interior e esquecendo a necessidade de envolver a sociedade civil, as equipas de sapadores dificilmente poderão ter exito numa campanha que depende em muito da viabilidade sócio-económica das regiões onde vão operar e da rentabilidade das actividades florestais.

Nos últimos tempos, tem sido enviada a mensagem política errada relativamente ao desenvolvimento do Interior e à necessidade de aí fixar as populações, dado que mesmo propostas e medidas tecnicamente correctas, quando não explicadas, são interpretadas como uma forma de centralizar os recursos do Estado nas regiões mais previlegiadas e desenvolvidas do Litoral.

Torna-se cada vez mais necessário enviar uma nova mensagem de solidariedade, dirigida sobretudo a quem ainda resiste nas zonas cada vez mais desertificadas e empobrecidas do País, mas também alertando os restantes portugueses para a necessidade de um esforço de unidade que, provavelmente, obrigará a alguns sacrifícios por parte das regiões que têm sido mais beneficiadas pelas políticas de desenvolvimento dos últimos anos.

sábado, maio 20, 2006

Helicópteros só atacam fogos num raio de 25 quilómetros


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Kamov Ka32A do Ministério das Emergências Russo

Os helicópteros disponíveis para combater incêndios só o fazem se estes ocorrerem num raio de cerca de 25 quilómetros, medidos a partir do local onde estão estacionados, do que resulta que uma parte muito significativa do território ficará sem cobertura de meios aéreos até 1 de Julho.

São os casos dos concelhos de Vila Real e Alijó, onde, na passada quinta-feira, dois incêndios tomaram grandes proporções, mobilizando cerca de 100 bombeiros sem que o único helicóptero do distrito, estacionado em Vidago, fosse accionado.

Segundo o secretário da Administração Interna, Ascenso Simões, "estes meios são para usar em primeira intervenção, ou seja, num raio de cerca de 25 quilómetros, e para estarem no terreno no máximo em 20 minutos, caso contrário, e num incêndio que tome grandes proporções, é como apagar a lareira em casa com um conta-gotas. Seria só para gastar dinheiro".

O vice-presidente da Câmara de Alijó, Adérito Figueira é da opinião contrária e interroga-se "para que queremos um helicóptero parado? É um vergonha e uma incompetência", acrescentando: "os helicópteros só servem para o senhor ministro (António Costa) e o senhor secretário de Estado (Ascenso Simões) passearem, porque eles percebem tanto de incêndios como eu de lagares de azeite no Alentejo".

Adérito Figueira diz que, devido à falta de meios aéreos, o incêndio de Alijó, que começou cerca das 11:00, acabou por só ser extinto às 19:00.

António Araújo, secretário técnico da Liga dos Bombeiros Portugueses, reforça que, "sobretudo nesta primeira fase, em que há menos meios aéreos, o raio de intervenção devia ser alargado".

A 1 de Julho, o país entra na "Fase Charlie", no que se refere aos incêndios e estarão disponíveis 34 helicópteros e 17 aerotanques , que segundo Ascenso Simões garantem uma "cobertura de 90% do território", mas durante a fase actual, a "Bravo", só estão operacionais oito helicópteros e dez aerotanques, com utilizações tácticas mais do que discutíveis.

Embora seja acertada a opção de atacar os incêndios na fase nascente, o facto de ultrapassar essa fase nunca deveria resultar na não utilização automática de meios aéreos, sobretudo se atentarmos ao facto de qualquer fogo ser uma situação de risco para quem o combate.

Nitidamente, as contas são feitas relativamente aos custos para o Estado dos danos provocados pelo incêndio versus custo de utilização dos meios, sem que factores como os prejuizos para as populações, o acréscimo dos riscos no combate ou mesmo a eventualidade da perda de vidas entre nesta estranha contabilidade.

A opção por só utilizar helicópteros se a incidência for a menos de 25 quilómetros, refugiando-se numa opção táctica, não passa, portanto, de uma medida economicista, de forma a reduzir consumos de combustível e diminuir as horas de voo, independentemente das consequências que daí resultem para as populações atingidas ou para os bombeiros que no terreno combatem as chamas.

EcoTour 2006 – Novas energias em movimento


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Calendário do EcoTour Toyota Quercus 2006

A Quercus – Associação Nacional de Conservação da Natureza, numa iniciativa conjunta com a Toyota está a percorrer entre 22 de Abril, que corresponde ao Dia Mundial da Terra, e 5 de Junho de 2006, Dia Mundial do Ambiente, as 18 capitais de distrito de Portugal continental, deslocando-se num Toyota Prius,

Este veículo híbrido, dispõe de um motor a gasolina e outro eléctrico, capazes de proporcionar boas performances aliadas um baixo consumo de combustível e de emissões poluentes.

Sendo um modelo inovador e ecológico, esta é uma das principais apostas desta marca nipónica numa altura em que o Imposto Automóvel passará a incluir um factor de correcção ambiental.

O "Ecotour Toyota Quercus 2006 – Novas Energias em Movimento" é uma inovadora campanha, onde uma equipa composta por dois elementos terá como missão promover diversas sessões de esclarecimento e sensibilização ambiental sobre os temas da poupança de energia, energias renováveis e mobilidade sustentável.


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Um híbrido com dois motores: Toyota Prius

Serão ainda realizadas diversas sessões junto da comunidade escolar, particularmente dos alunos do 3º Ciclo do Ensino Básico, que corresponde aos 7º, 8º e 9º ano, bem como sessões abertas ao público em geral e que poderão ter lugar em Auditórios Municipais, Bibliotecas, Juntas de Freguesia ou Escolas do 2º e 3º Ciclos, de acordo com o programa estabelecido para cada capital de distrito.

Quer devido ao aumento do preço dos combustíveis fósseis, quer pela poluição que estes causam, é importante estarmos atentos a alternativas, sejam a electricidade, como no caso apresentado, sejam biocombustíveis ou sistemas de células a funcionar a partir de hidrogéneo.

Sendo nosso objectivo a defesa do património ambiental, a opção por combustíveis menos poluentes revela-se como fundamental, pelo que esperamos que surjam rapidamente novas alternativas no mercado, capazes de aliar um menor custo a uma diminução de emissões poluentes.

sexta-feira, maio 19, 2006

Governo compra dez helicópteros


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Eurocopter AS 350 B3, um dos vencedores

O Governo comprou dez helicópteros à Heliportugal para o combate aos incêndios florestais, cuja "Fase Bravo" começou dia 15 com a estreia do Grupo de Intervenção Protecção e Socorro (GIPS) da GNR.

Os diplomas que determinam a aquisição de quatro helicópteros ligeiros e seis médios à "Heliportugal - Trabalhos e Transporte Aéreo, Representações, Importação e Exportação, Lda" já foram publicados em Diário da República, onde se pode ler que o Governo vai pagar 2.221.000 de euros pela aquisição de quatro aeronaves ligeiras, material de apoio e cedência temporária de aeronaves de substituição e 1.931 euros por hora de voo.

Os seis helicópteros médios e material de apoio operacional, cedência temporária de aeronaves de substituição e manutenção vão custar mais 42.152.298 euros, a que acresce 4.169 euros por hora de voo.

"Os meios aéreos de prevenção e combate a incêndios florestais existem para além dos três meses de duração normal dos contratos sazonais que têm sido celebrados", explicam os dois diplomas hoje publicados.

Para o Governo justifica-se esta aquisição pela necessidade da "detenção de meios próprios permite a sua utilização para missões diferentes da prevenção e do combate aos incêndios florestais, satisfazendo outras necessidades, tais como vigilância costeira, busca e salvamento, segurança rodoviária e outras missões de apoio às forças e aos serviços de segurança".

Esta adjudicação já foi por nós mencionada, bem como as questões legais que foram levantadas devido à opção pelos Kamov Ka32A, os quais não estão certificados para o transporte de passageiros, facto que referimos oportunamente.

Para além do modelo russo, o Eurocopter AS 350 B3 foi adoptado como helicóptero ligeiro, tendo sido preferido ao Agusta, de origem italiana e muito mais caro.

Discute-se a profissionalização


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Incêndio na Serra da Estrela

A Liga dos Bombeiros Portugueses encara o actual cenário, baseado quase exclusivamente no voluntariado, com preocupação e defende a criação de uma estrutura mínima profissional e permanente.

"É urgente que o Governo tome uma decisão política no sentido de profissionalizar, a um nível mínimo. Só assim poderá dispor de um corpo que actue no socorro", defende a Liga.

"Esse modelo ainda não está estudado, mas já sabemos que não é necessário profissionalizar os 40.000 bombeiros", afirmou Duarte Caldeira, que sustenta que a estrutura profissional dos bombeiros deve ser recrutada dentro do voluntariado, defendendo um corpo de bombeiros que faça do socorro a sua única actividade e esteja organizado sob um comando único.

Para Fernando Curto, presidente da Associação Nacional de Bombeiros Profissionais (ANBP), que engloba lementos dos cerca de 30 corpos de sapadores ou ligados às autarquias, a urgência de uma estrutura a tempo inteiro é já uma questão incontornável.

"Não podemos pôr o socorro de primeira linha na mão de um grupo de homens voluntários quando eles não estão lá. Tem de haver uma organização profissional que assegure as acções de socorro e que depois será completada pelos voluntários", afirma o dirigente da ANBP.

Duarte Caldeira lembra ainda que os incêndios florestais são uma percentagem de apenas 3,5% dos serviços prestados pelos bombeiros e que a maioria, cerca de 85% das ocorrências, são acções de assistência pré-hospitalar.

Além disso, diz, quando chega a haver dias com 400 fogos ao mesmo tempo, "não há estrutura que resista".

O Ministério da Administração Interna (MAI) reconhece que a espinha dorsal para combater este flagelo reside nas 431 corporações de bombeiros voluntários existentes, mas lembra que estas associações são entidades privadas que podem profissionalizar parte dos seus elementos se assim o entenderem, algo que sabemos não ser possível devido aos custos que tal implica.

Além disso, prossegue o MAI, o Governo reconhece a necessidade de dispor de uma força de socorro. "Por isso fez a sua aposta criando uma força própria para actuar nos fogos: o Grupo de Intervenção de Prevenção e Socorro (GIPS) da GNR".

Esta opção, amplamente contestada pelas entidades ligadas aos bombeiros, é, na opinião de Fernando Curto, "um erro crasso". O GIPS "não é a solução, mas apenas uma forma de remendar o problema".

Para a Liga, a decisão do Governo continua a merecer oposição, mas Duarte Caldeira diz que esta não é a hora para continuar a alimentar a polémica, adiantando ao Diário de Notícias que "depois do Verão, voltaremos a discutir o assunto" .

Esta questão continuará a ser polémica, dada a actual estrutura do socorro e as opções do Governo, nomeadamente no respeitante ao investimento no GIPS em detrimento dos bombeiros.

Dado que as verbas dispendidas no GIPS e os custos de manutenção desta estrutura poderiam garantir não três centenas de elementos, mas muitos mais e mais bem treinados se a opção tivesse sido a de profissionalizar elementos das corporações, reiteramos a nossa posição de que esta foi uma escolha política que visa sobretudo obter uma estrutura de socorro de cariz militar, que possa ser facilmente controlável e obedeça sem quaisquer reservas ou hesitações à mesma tutela que parece desconfiar dos voluntários.

A opção pela profissionalização parcial parece-nos inevitável, mas dada a especificidade das missões a desempenhar, a estrutura deverá ser civil, dependente de um orgão de supervisão que coordene toda o socorro em Portugal, o qual dificilmente terá o necessário ascendente sobre unidades militares que permitam a sua real integração.

A cada vez maior sofisticação dos meios disponíveis, obriga a uma melhor e mais prolongada formação dos intervenientes nas acções de socorro, de que resulta um investimento substancial que deverá ser rentabilizado, pelo que a profissionalização, sendo uma inevitabilidade, deverá ser conduzida com os cuidados necessários para não secundarizar ou comprometer o voluntariado.