quinta-feira, novembro 02, 2006

"Google Apps for your Domain" poliglota


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Écran de configuração de aplicações

O "Google Apps for your Domain", destinado a fornecer aplicações baseadas na Internet a quem tenha domínios, expandiu o número de linguagens suportadas, incluindo agora a versão brasileira do português.

Embora não seja a opção escolhida por todos os que falam o "nosso" português, facilita a leitura para quem estiver menos habituado à língua inglesa, pelo que será, sem dúvida, útil para alguns dos nossos leitores.

Com esta evolução, aplicações ou serviços tão populares como o Google Mail ou o Calendar poderão ser usados numa língua de mais fácil entendimento para os utilizadores, facilitando o uso destes recursos.

A escolha da língua a usar nas aplicações é feita de forma automática a partir das defenições do computador, fazendo-a coincidir com as opções pessoais de cada um, mas pode ser configurada manualmente caso se pretenda, por exemplo, aceder a aplicações em inglês num computador com defenições portuguesas.

Para quem tenha domínios a seu cargo e pretenda complementar, por exemplo, as páginas "web" com aplicações, esta é uma solução gratuita que pode ser usada com facilidade em todo o Mundo.

quarta-feira, novembro 01, 2006

Relatório Stern e os efeitos das alterações climáticas


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"Site" do relatório Stern em inglês

Por ter uma implicação directa na incidência de fogos florestais, não podemos deixar de chamar a atenção para o relatório Stern, que aborda as alterações climáticas e que acaba de ser publicado.

Mesmo admitindo que o relatório inclui uma abordagem não apenas a nível de previsões científicas, mas também uma projecção económica e política discutível, os cenários propostos merecem uma reflexão aprofundada e a obrigação de tomar medidas que visem contrariar o aquecimento global.

Existem registos históricos de períodos em que se verificou um aumento da temperatura, nomeadamente durante a Idade Média, mas a falta de dados objectivos quanto a eventuais causas e de valores de medição exactos condiciona os estudos e dificulta o apuramento da realidade.

Actualmente, com a recolha de dados meteorológicos precisos em todo o Mundo e de diversos tipos de medições a nível climático e geográfico, torna-se possível calcular com um elevado grau de probabilidade o que o futuro nos reserva e o que podemos esperar das alterações que já se fazem sentir.

As consequências projectadas no tempo de fenómenos como a subida do nível da água dos mares e oceanos, variações climáticas mais extremas, períodos de chuva menores mas com maior intensidade, secas prolongadas e tantos outros, são analisadas, bem como as possíveis respostas no sentido de inverter uma tendência que se afigura como suicida para toda a humanidade.

Independentemente de concordar ou na com o conteúdo do relatório, esta é uma leitura que sugerimos, dado abordar um problema que, pelos dados que existem, tem tendência a agravar-se.

Internet sem fios grátis em Lisboa


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Emissor no interior de um suporte de lâmpada

A partir de ontem, dia 31, vai ser possível aceder à Internet via Wifi em 21 jardins de Lisboa, que se junta-se ao movimento de cidades que oferecem acesso gratuito à Internet.

De uma previsão inicial de 5 jardins, que noticiamos, incluindo os mais populares da cidade, como o Parque Eduardo VII, o projecto alargou-se a diversas empresas, estendendo-se a grande parte da cidade.

O acesso é fornecido pela PT-Wifi, a Broadnet e a Zapp, cada uma delas responsável por um terço ou 7 dos jardins onde esta tecnologia será disponibilizada gratuitamente.

Ao conectar-se, a primeira página a carregar será a do prestador do serviço, mas a partir daí, a navegação é livre, podendo-se aceder a qualquer "site" sem restrições.

Tal como em outros sistemas de acesso sem fios, o sinal poderá ser mais forte em determinados locais, sendo necessário algum trabalho de investigação no sentido de apurar o melhor local para aceder.


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Detector de "hot-spots" WiFi

Neste momento, o projecto assegura Internet sem custos até Junho e a continuidade depende da adesão do público e dos resultados comerciais.

No "site" da Câmara Municipal de Lisboa, será colocada a informação complementar relativa aos jardins onde o acesso é possível e que são os que constam da seguinte lista:

1 - Jardim Amália Rodrigues (Parque Eduardo VII)
2 - Jardim do Campo Grande
3 - Parque José Gomes Ferreira (Mata de Alvalade)
4 - Miradouro da Graça
5 - Miradouro da Nossa Senhora do Monte
6 - Alameda Roentgen (Telheiras)
7 - Jardim Braancamp Freire (Campo de Santana)
8 - Alameda Keil do Amaral
9 - Parque Recreativo do Alto da Serafina
10 - Parque Recreativo do Alvito
11 - Espaço Monsanto
12 - Quinta das Conchas e dos Lilases
13 - Jardim Vasco da Gama
14 - Jardim do Arco Cego
15 - Jardim Guerra Junqueiro (Jardim da Estrela)
16 - Parque Eduardo VII - Estufa Fria (Parque Infantil)
17 - Parque Eduardo VII - Esplanada do Lago
18 - Jardim França Borges (Príncipe Real)
19 - Miradouro do Alto de Santa Catarina
20 - Alameda Dom Afonso Henriques (Fonte Luminosa)
21 - Parque da Bela Vista (lado norte)

Esperamos que esta democratização da Internet tenha o exito que merece e se prolongue para além de Junho, contribuindo para um acesso tão universal quanto possível e que será da maior importância quando a época forte do turismo chegar.

terça-feira, outubro 31, 2006

Bombeiros criticam equipas do GIPS da GNR


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António Costa cumprimenta bombeiros

Na primeira Assembleia Geral da Federação dos Bombeiros do Distrito de Vila Real, realizada em Peso da Régua, no rescaldo da campanha deste Verão, ouviram-se críticas aos elementos do Grupos de Intervenção de Protecção e Socorro (GIPS) da Guarda Nacional Republicana (GNR).

Uma das queixas era o facto de as equipas de GIPS, previstas para actuar numa primeira intervenção, abandonarem o cenário do incêndio sem que o fogo estivesse controlado, traduzido, segundo as palavras de um comandante, por "às 19:00 iam embora e deixavam o monte a arder".

Num clima de descontentamento geral, o presidente da Federação Distrital, Alfredo Almeida, considerou que "há uma relação difícil no terreno entre os GIPS da GNR e os bombeiros. E há uma desvalorização da importância do trabalho dos bombeiros no combate dos fogos florestais".

A tensão entre bombeiros e elementos da GNR deve-se em parte, segundo este responsável, ao Governo por não ter estabelecido normas de articulação no terreno entre as duas forças e considera que "o papel das equipas da GNR tem sido um pouco duro e pouco dialogante".

Para Alfredo Almeida, "quem faz o ataque e o combate aos fogos são os bombeiros", tendo sido defendido que os GIPS actuem apenas na "prevenção e fiscalização", que adianta ir dar conhecimento dos atritos ocorridos nos concelhos de Boticas, Chaves e Valpaços à Liga dos Bombeiros Portugueses (LBP).

"Para que, no futuro, haja mais atençao aos bombeiros de Portugal e para que lhes sejam dados meios que não lhes foram fornecidos. O Governo tem esquecido o papel dos bombeiros nos fogos. Houve fardamento e botas que não chegaram a tempo para os fogos florestais, bem como algum material para carros combate a fogos", comentou este dirigente, lembrando as promessas do Governo.

O facto de aos GIPS ser atribuida a missão de primeira intervenção não justifica, naturalmente, que se afastem de um incêndio antes de a situação estar, pelo menos estabilizada, com um número de efectivos suficientes para um combate eficaz e sem riscos excessivos.

Compreende-se que as equipas de GIPS retirem antes de um fogo estar circunscrito, se não houver populações ou habitações em risco, no caso de terem que efectuar uma nova intervenção onde a sua intervenção seja decisiva, mas tal deve ser efectuado em diálogo com os bombeiros e num processo de transição que não ponha em risco os intervenientes no combate às chamas nem leve a uma situação de descontrole.

Consideramos, no entanto, que grande parte dos problemas são de raiz política e devem-se à forma como o GIPS foi constituido, treinado e equipado, secundarizando os bombeiros no discurso de vários governantes que parecem esquecer qual o peso relativo de uns e de outros no combate às chamas.

Voltamos a insistir na necessidade de reequacionar o futuro do GIPS e, sobretudo das estruturas de socorro em Portugal, numa perspectiva global, consensual e que tenha em conta o potencial e as necessidades de todos os intervenientes e, como ponto central, as populações que deles necessitam.

Land Rover Série 88" escala 1/43


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Land Rover Série 2 88" "Truck Cab" da Altaya

Após termos apresentado um modelo à escala 1/24, decidimos fazer o mesmo com o Land Rover Série 3 88", desta vez na popular escala 1/43.

Curiosamente, este foi um dos Land Rover que mais tarde foi reproduzido nesta escala, ao contrário da versão longa ou 109", que desde há muito se encontra representada por miniaturas de vários fabricantes, dos quais recordamos a Corgi Toys, a Solido ou a Airfix, sob a forma de "kit" para montar.

Os apreciadores do modelo 88" estavam, então limitados às dispendiosas miniaturas em resina ou a alguns modelos raros e de qualidade discutível.

Com a chegada da Universal Hobbies, foram colocadas no mercado um conjunto interessante de miniaturas que partilha muitas peças comuns, variando a capota, sob os formatos "soft-top", "hard-top" e "truck-cab" e a parte da frente, com os faróis colocados na grelha, como os S2 ou nos para-lamas, como os S3.


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Um Série 3 88" "hard-top" da Universal Hobbies

O modelo da Universal Hobbies desprovido da caixa algo luxuosa, foi comercializado pela Altaya, numa embalagem mais simples e num único modelo que reproduz o Série 2 "truck cab", que, pelo preço, será uma excelente opção.

Se, por um lado, a partilha de demasiadas peças acaba por condicionar o rigor de algumas miniaturas, com um conjunto de detalhes pouco consistente nalgumas versões, como os faróis na grelha e os espelhos nas portas, outros detalhes como as dobradiças das portas e mesmo do parabrisas estão de acordo com o modelo que representam.

A forma mais barata de obter um destes modelos é através das colecções Altaya, que editou o modelo de 1958 numa série de fascículos vendidos ao preço de 9.99 euros e vendidos nas bancas de jornais, mas que poderão nem sempre estar disponíveis.

Nas lojas da especialidade, podem-se encontrar os modelos da Universal Hobbies a um preço que rondará a vintena de euros, os quais também podem ser encomendados "on-line" na Model-Car, onde é possível encontrar vários outros modelos de Land Rover.

segunda-feira, outubro 30, 2006

A nossa opinião no Abrupto


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"Site" do Abrupto

Foi publicado no Abrupto, de José Pacheco Pereira, o texto intitulado "Governar por decreto dá lugar ao relevante interesse público".

Para além de agradecer uma nova publicação de um texto nosso, convidamos os nossos leitores a visitar o "blog" português que mais "hits" tem e que tem sido uma referência na reflexão e comentário político nos últimos anos.

Alertas de catástrofe via SMS


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SMS meteorológico do Google

Tem-se vindo a verificar que os sistemas de alerta da Protecção Civil, nos seus vários níveis hierárquicos têm vindo a falhar, seja por dificuldades de interpretação dos sinais de perigo, seja pela dificuldade em contactar as populações em risco.

Com as novas tecnologias têm-se desenvolvidos diversos sistemas capazes de fazer passar uma mensagem com rapidez, de forma quase universal e com um custo baixo a nível resultante do aproveitamento de infraestruturas existentes.

Em Portugal, a disseminação de telemóveis atinge a grande maioria da população, sendo este um meio de comunicação rápido, capaz de substituir avisos televisivos ou radiodifundidos.

Actualmente, existe uma rede de antenas espalhada por todo o País, sendo automático o registo de cada equipamento naquela que emita o sinal que permita melhores comunicações, sabendo cada operadora aonde está, de forma aproximada, cada telemóvel.

Torna-se, assim, fácil de filtrar os números para os quais se deve enviar uma dada mensagem, utilizando como critério a antena de registo, factor indicador de proximidade geográfica.

O envio de um SMS a todos os equipamentos registados nas antenas da área de risco, independentemente do operador, seria uma forma fácil de alertar para situações imprevistas, evitando assim que as populações sejam apanhadas de surpresa, colmatando uma das maiores deficiências do nosso sistema de protecção civil.

Seja ao abrigo de um acordo com o Serviço Nacional de Bombeiros e Protecção Civil, seja utilizando vantagens fiscais ao abrigo da Lei do Mecenato, esta é uma possibilidade de colaboração que as empresas do sector das comunicações móveis deveriam contemplar nos seus projectos de solidariedade.

Cabo de energia via tomada de isqueiro


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Cabo de energia via tomada de isqueiro

Numa semana dedicada ao automóvel, a partir da próxima 5ª feira, dia 02 de Novembro, o Lidl vai promover alguns produtos que merecem destaque.

De entre eles, propomos um cabo de conexão que permite complementar os tradicionais cabos usando uma vulgar tomada de isqueiro para passagem de corrente.

Trata-se de uma solução fácil que não necessita de ligação à bateria e permite carregar a bateria de um veículo através da de outro.

Este modelo tem um cabo de 5.4 metros com protecção e "leds" indicadores e permite passagem de corrente até 10 A, pelo que é óbvio que não substitui um sistema de arranque, destinando-se apenas a carregar baterias.

Com 3 anos de garantia e um preço de 16.99 euros, que inclui bolsa de arrumação, esta é uma solução interessante que lamentamos custar em Portugal mais 7 euros do que no Lidl em Itália, onde esta campanha decorre em simultâneo.

domingo, outubro 29, 2006

Pino de reboque para Séries


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Pino de reboque de 22 mm

Embora a maior parte dos Séries conserve o sistema de reboque de origem preso ao chassis, o pino, por ser amovível, nem sempre continua no seu lugar original.

Nem sempre é fácil encontrar apenas o pino, dado que a maior parte dos fornecedores apenas vende o conjunto completo, do que resulta um preço algo absurdo para quem apenas necessita da menos dispendiosa das peças.

No EBay inglês foi possível, após diversas pesquisas, encontrar um pino de 22 mm compatível com o sistema de reboque dos Série, pelo preço de 32.50 euros, já incluindo portes para Portugal.


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Outra imagem do pino de reboque

Para quem necessitar de pesquisar o EBay à procura de uma peça semelhante, palavras como "hitch", "tow" ou "towing" na área de peças para automóveis poderão trazer os resultados esperados, sendo depois uma questão de avaliar as dimensões e comparar os preços.

Este modelo inclui uma bola de reboque, de medida standard de 50 mm, "clip" de fixação e duas porcas, mas o comprimento é algo excessivo para a peça instalada nos Série, razão pela qual se justifica que seja encurtado.

Para além do corte, reduzindo o comprimento em 5 cm, a adaptação correcta obriga a um novo furo para voltar a prender o "clip", de forma a manter todas as funcionalidades.

Sobre o desenrolar desta operação, que será realizada oportunamente, falaremos num próximo texto.

Governar por decreto dá lugar ao "relevante interesse público"


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A normalidade é um conceito estatístico

Dantes era o "governar por decreto", sinónimo de falta de respeito pelas normas democráticas e como forma de imposição de algo que não seria passível de aceitação nas instâncias apropriadas ou que enfermam de deficiências formais ou processuais.

Hoje, o mesmo acontece, mas sob um nome diferente, o de resolução fundamentada, que justifica se com o interesse público e se sobrepõe a decisões de carácter administrativo por parte dos Tribunais, evitando assim o normal curso da Justiça e revogando o efeito suspensivo imposto pelas instâncias judiciais.

Perversamente, ao ultrapassar a decisão com carácter suspensivo de um Tribunal, supostamente garante da igualdade perante a Justiça, a decisão fundamentada pode tornar irreversível todo o processo, sendo que após este passo, muitas vezes, ultrapassou-se o ponto de retorno.

Esta possibilidade legal, que assume cada vez mais contornos de verdadeiro artifício que permite contornar decisões desfavoráveis, pela sua vulgarização nos mais diversos domínios da governação, tem-se vindo a alastrar a todas as instâncias que, no âmbito das suas competências, a possam utilizar.

Por outro lado, permite contornar a legislação em vigor e, por exemplo, proceder a adjudicações por ajuste directo quando um concurso público não foi lançado a tempo, mesmo sabendo-se da sua necessidade, ou quando um processo se atrasou de tal forma, por responsabilidade exclusiva dos próprio, que já não há possibilidade de seguir os trâmites legais sem um efectivo prejuizo.

O recurso a esta figura jurídica tem, portanto, servido cada vez mais como uma alternativa processual do que como um último recurso para situações imprevistas, nas quais existe uma efectiva necessidade de ultrapassar um obstáculo de última hora, razão pela qual cada vez menos o chamado "relevante interesse público" adquire o carácter excepcional que o devia caracterizar.

Entre a excepção e a regra, o uso e o abuso, aceita-se a normalidade, do que devia ser excepcional ganhando força à custa da imposição de uma figura de carácter administrativo que tende a transformar-se numa nova forma de governar.

Afinal, a normalidade é um conceito estatístico, dependente do número de ocorrências, sobre as quais não emite qualquer valor.