A bíblica história da Torre de Babel é do conhecimento de todos e serve de exemplo de uma intervenção divina que lançou a discórdia e a confusão entre os que prosseguiam um empreendimento que visava alcançar o céu.
Deste episódio narrado na Bíblia, nasceram as múltiplas línguas que existem sobre a Terra, as quais impossibilitam a conversação entre todos os seus habitantes.
Também entre os equipamentos informáticos e os vários programas que neles correm, surgem situações semelhantes, com incompatibilidades de dados e de formatos que impossibilitam uma comunicação fácil de algo que, em muitos casos, é comum na sua essência.
Também muitos dos programas e equipamentos de orientação utilizam formatos próprios, por vezes devido a especificidades de funcionamento ou à introdução de melhorias, mas, na maioria dos casos, apenas para dificultar a migração para produtos da concorrência, naquilo que podemos considerar como uma fidelização forçada dos utilizadores.
Apesar das diferenças e formato, o essencial da informação é constante, dado que se baseia essencialmente em conjuntos de informação posicional e horária, sobre as quais são efectuadas operações.
Desta forma, a diferença entre os formatos dos ficheiros tendem a ser separadores de campos de dados, sequenciação da informação, marcadores de início ou de fim de registo e mais um conjunto de informações de formatação que não comprometem o essencial do conteúdo.
O GPS Babel é um pequeno programa, de uso livre, que pretende compatibilizar os vários formatos, através da sua conversão, de modo a permitir uma transição transparente e uma migração fácil para quem necessite de utilizar diversas plataformas.
Entre os múltiplos formatos suportados, encontram-se os de programas populares como o Oziexplorer, que aqui abordamos por diversas vezes, e de diversos produtos da Microsoft, de GPS como os Garmin ou os Magellan e, sobretudo, os dados em formato NMEA, considerados como o "standard" da navegação por GPS, e os ficheiros provenientes do Google Earth.
A utilização é extremamente simples, bastando abrir o ficheiro de origem, indicando qual o formato, e nomeando o de destino, bem como o formato em que os dados serão exportados, quando se utiliza a interface gráfica, denominada GPSBabelGUI.
Existe também uma versão de linha de comando, mais complexa, chamada GPSBabel, e cujas opções são fornecidas através de texto.
Na tabela que consta do "site" do fabricante, encontra-se a longa lista de formatos suportados, incluindo notas e descrições, de modo a que os utilizadores verifiquem previamente se este programa corresponde às suas necessidades.
Sendo gratuito, este é um programa que não pode faltar na biblioteca de quantos recorram à cartografia digital e aos GPS, sugerindo o seu "download" e instalação com a brevidade possível.
quinta-feira, fevereiro 01, 2007
Bombeiros da Guarda organizam seminário internacional de prevenção
Este Verão morreram 6 bombeiros no distrito da Guarda
Segundo o presidente da FBDG, Madeira Grilo, o seminário será a conclusão de todo um trabalho desenvolvido desde Outubro do ano passado pelo Gabinete de Prevenção de Fogos Florestais, coordenado pelo major António Almeida, que tem vindo a realizar acções de sensibilização nos 14 concelhos do Distrito.
Neste evento, que servirá para "não só para debater técnicas de prevenção e de combate a incêndios, como para trocar experiências e adquirir conhecimentos", está prevista a participação de especialistas da região espanhola de Castela e Leão, que segundo o presidente da FBDG "está mais avançada do que Portugal em matéria de prevenção e de combate aos incêndios florestais".
Serão debatidos temas como a limpeza da floresta, a formação de sapadores, a importância da floresta para a economia nacional, fogos controlados e o papel do Estado nas áreas protegidas, mas também abordada a possibilidade de desenvolver uma colaboração mais estreita entre organizações de Portugal e de Espanha.
Participam na iniciativa o Serviço Nacional de Bombeiros e Protecção Civil, a Liga dos Bombeiros Portugueses, a Guarda Nacional Republicana, o Governo Civil e as Câmaras Municipais do Distrito da Guarda, a Direcção-Geral dos Recursos Florestais, o Instituto de Conservação da Natureza e especialistas nacionais e estrangeiros.
Esta é uma iniciativa rara entre nós, que esperamos venha a ser adoptada noutros distritos onde o flagelo dos incêndios florestais tem sido uma constante nos últimos anos, contribuindo para a implementação de políticas de ordenamento e prevenção, as quais terão que ser sustentadas no desenvolvimento regional e na solidariedade nacional.
Esperamos que este seminário tenha sucesso e que os resultados sejam devidamente divulgados, permitindo assim que o esperado impacto positivo se faça sentir não apenas no distrito da Guarda, mas em todo o País.
quarta-feira, janeiro 31, 2007
Será que o relatório de S. Domingos de Rana vai ser publicado?
Apartamento em chamas em S. Domingos de Rana
Normalmente, o visado, aquele que acaba por ser reponsabilizado, tende a ser o elo mais fraco, que podem ser os bombeiros que acorreram, quem cometeu um acto de negligência ou o trabalhador camarário que, muitas vezes por excesso de trabalho ou falta de formação adequada, não verificou o funcionamento de equipamento que, neste caso, pode ser uma boca de incêndio.
Nunca, em caso algum, são responsabilizados os serviços que não impoem normas e procedimentos periódicos de verificação, os que cortam os orçamentos, limitando seriamente o trabalho inspectivo ou quem tem a seu cargo a organização e a distribuição de meios de socorro.
Basicamente, não há uma análise das verdadeiras causas, mas tão somente das consequências, nas quais não podem ser incluidas apenas as que derivam dos incidentes, mas a própria forma como o socorro é estruturado e organizado.
Se considerarmos apenas como causa a operação em sí, muitas vezes previamente condenada ao fracasso, como resultado de factores organizativos que em tudo são alheios à componente operacional, os resultados dos inquéritos acabam por servir apenas o propósito de ilibar a estrutura hierárquica, deixando o ónus de qualquer deficiência para quem, não obstante todos os condicionalismos e limitações, continua a prestar auxílio a quem dele necessita.
Neste caso concreto, ocorrido na freguesia de S. Domingos de Rana, em Cascais, dificilmente assistiremos à responsabilização de quem adquiriu bocas de incêndio de modelos incompatíveis com os das mangueiras, eventualmente porque eram mais baratos, ou quem gere a rede de água e permite que a pressão esteja abaixo dos valores mínimos para que esta possa alcançar o local das chamas.
Em contrapartida, a falta de meios inicialmente enviados, as opções tácticas do responsável pelas operações no terreno ou mesmo a conduta individual de cada bombeiro presente, serão avaliadas e passíveis de uma responsabilização que, no mínimo, devia ser partilhada.
Entretanto, relatórios que há muito deviam estar concluidos, como o do acidente de Famalicão da Serra, são esquecidos por todos quantos não têm mortos para chorar.
100.000 "page views"
Gráfico de visitas e "page views"
Não sendo tão visível como o total de visitas, o número de leitores que visitam mais do que uma única página é de grande importância para quem tenta destrinçar o interesse com que um determinado assunto é seguido.
Existem visitas que que podemos caracterizar como aleatórias, outras que se destinam a visualizar, por exemplo, uma fotografia, mas aquelas que incluem 2 ou mais páginas acabam por ser determinantes para conhecer quais os assuntos que mais interessam aos nossos leitores e, consequentemente, quais os que deverão ser focados com maior insistencia sem perder de vista o objectivo principal deste "blog".
Igualmente importante é o facto de, lentamente, termos vindo a aumentar o número de páginas visitadas por cada leitor, facto que acaba por ser uma pista útil para a seleção de conteúdos e para verificar se estes têm sido do interesse geral.
Queremos, nesta ocasião, agradecer a todos quantos têm vindo a ler estas páginas o incentivo que nos dão e, como sempre, estamos abertos a sugestões que nos ajudem a ir mais de acordo com as preferências dos nossos leitores.
terça-feira, janeiro 30, 2007
Códigos de pintura de Séries
Os códigos das tintas com que originalmente eram pintados os Land Rover Série são de importancia vital para quem pretenda restaurar um destes veículos mantendo a sua originalidade.
Vários são os fabricantes de tintas que produzem as tonalidades correctas, sendo necessária a utilização das respectivas referências de modo a que o resultado esteja de acordo com o esperado.
Esta lista, não exaustiva, inclui referências de alguns dos fabricantes mais conceituados que incluem nos respectivos catálogos as cores mais utilizadas na época.
Relativamente à tabela apresentada, são adicionados os seguintes pontos:
Sandglow "Camel Yellow" é também uma antiga cor utilizada pela Jaguar
Sand (ACF/004 or 26291)
Artic White
"Detroit Diesel Alpine Green" #225, fabricada pela Tempo.
*Para DuPont adicionar o sufixo "A" para "Centari Acrylic Enamel", "L" para "Laquer" ou "D" para "DuLux Alkyd Enamel".
Estas são as cores mais conhecidas, continuando hoje a ser as adequadas a um restauro que devolva a originalidade aos modelos mais antigos da Land Rover.
Vários são os fabricantes de tintas que produzem as tonalidades correctas, sendo necessária a utilização das respectivas referências de modo a que o resultado esteja de acordo com o esperado.
Esta lista, não exaustiva, inclui referências de alguns dos fabricantes mais conceituados que incluem nos respectivos catálogos as cores mais utilizadas na época.
Tabela de tintas de diversos fabricantes
Relativamente à tabela apresentada, são adicionados os seguintes pontos:
Sandglow "Camel Yellow" é também uma antiga cor utilizada pela Jaguar
Sand (ACF/004 or 26291)
Artic White
"Detroit Diesel Alpine Green" #225, fabricada pela Tempo.
*Para DuPont adicionar o sufixo "A" para "Centari Acrylic Enamel", "L" para "Laquer" ou "D" para "DuLux Alkyd Enamel".
Estas são as cores mais conhecidas, continuando hoje a ser as adequadas a um restauro que devolva a originalidade aos modelos mais antigos da Land Rover.
SNBPC vai averiguar actuação de bombeiros da Parede
O Serviço Nacional de Bombeiros e Protecção Civil (SNBPC) já mandou instaurar um processo de averiguações ao incêndio que no domingo passado vitimou duas mulheres na freguesia de S. Domingos de Rana, no concelho de em Cascais.
Nas reportagens televisivas, vários populares presentes no local, acusaram os bombeiros de terem demorado demasiado tempo a chegar, de o efectivo e equipamento ser insuficiente e de ter havido falhas nas ligações das mangueiras às bocas de incêndio.
Na sequência destas acusações, o SNBPC vai averiguar se a resposta operacional dada pelo Corpo de Bombeiros Voluntários da Parede foi a adequada, mas as dificuldades que derivam da falta de acesso imediato às bocas de incêndio ou à falta de pressão de água irá também ser investigado.
Segundo representantes de associações da classe, como na do presidente da Associação Nacional de Bombeiros Profissionais, Fernando Curto, esta é uma situação recorrente que deriva da falta de uniformização dos equipamentos e de não haver um registo exacto dos modelos, de modo a haver as chaves e ou os adaptadores apropriados.
Para este dirigente associativo, "por vezes a pressão da rede de água municipal é tão fraca que temos dificuldade em abastecer as viaturas e fazer chegar a água a um segundo ou terceiro andar".
Para Duarte Caldeira, presidente da Liga de Bombeiros Portugueses, a falta de água nas bocas-de-incêndio é outra das dificuldades com que os bombeiros se defrontam no combate a fogos urbanos, mas "às vezes também falta água nos marcos, mas isso acontece por falta de água na rede pública".
O planeamento urbano, algo que é particularmente esquecido em Portugal, obriga a ter em atenção não apenas aspectos relacionados com a qualidade da habitação, das envolventes ou das acessibilidades, mas de todo um conjunto de factores que, por serem menos intuitivos e imporem condicionalismos que por vezes chocam com critérios de rentabilidade, são muitas vezes omitidos.
Esta situação é particularmente grave em áreas de edificação densa, pouco estruturada e com falta de acessibilidades, como acontece em diversos bairros nos arredores dos grandes centros urbanos, ou em áreas antigas e degradadas no interior das cidades, onde a proximidade das habitações, os materiais utilizados e a própria idade dos habitantes dificulta o socorro.
O sucedido em S. Domingos de Rana é, infelizmente, o resultado de um conjunto de circunstâncias das quais muitas podiam ter sido previstas e acauteladas através de um planeamento urbanístico mais rigoroso e de inspecções periódicas, capazes de verificar se os meios e as acessibilidades permitiam uma intervenção suficientemente rápida para ser eficaz.
Enquanto o factor primordial que determina o crecimento descontrolado da malha urbana for o lucro de alguns, situações semelhantes têm todas as condições para voltar a suceder, independentemente dos investimentos nos meios de socorro e da capacidade de resposta que estes ofereçam, facto que é, normalmente, omitido quando se equaciona a qualidade de vida nas cidades portuguesas.
Nas reportagens televisivas, vários populares presentes no local, acusaram os bombeiros de terem demorado demasiado tempo a chegar, de o efectivo e equipamento ser insuficiente e de ter havido falhas nas ligações das mangueiras às bocas de incêndio.
Na sequência destas acusações, o SNBPC vai averiguar se a resposta operacional dada pelo Corpo de Bombeiros Voluntários da Parede foi a adequada, mas as dificuldades que derivam da falta de acesso imediato às bocas de incêndio ou à falta de pressão de água irá também ser investigado.
Segundo representantes de associações da classe, como na do presidente da Associação Nacional de Bombeiros Profissionais, Fernando Curto, esta é uma situação recorrente que deriva da falta de uniformização dos equipamentos e de não haver um registo exacto dos modelos, de modo a haver as chaves e ou os adaptadores apropriados.
Para este dirigente associativo, "por vezes a pressão da rede de água municipal é tão fraca que temos dificuldade em abastecer as viaturas e fazer chegar a água a um segundo ou terceiro andar".
Para Duarte Caldeira, presidente da Liga de Bombeiros Portugueses, a falta de água nas bocas-de-incêndio é outra das dificuldades com que os bombeiros se defrontam no combate a fogos urbanos, mas "às vezes também falta água nos marcos, mas isso acontece por falta de água na rede pública".
O planeamento urbano, algo que é particularmente esquecido em Portugal, obriga a ter em atenção não apenas aspectos relacionados com a qualidade da habitação, das envolventes ou das acessibilidades, mas de todo um conjunto de factores que, por serem menos intuitivos e imporem condicionalismos que por vezes chocam com critérios de rentabilidade, são muitas vezes omitidos.
Esta situação é particularmente grave em áreas de edificação densa, pouco estruturada e com falta de acessibilidades, como acontece em diversos bairros nos arredores dos grandes centros urbanos, ou em áreas antigas e degradadas no interior das cidades, onde a proximidade das habitações, os materiais utilizados e a própria idade dos habitantes dificulta o socorro.
O sucedido em S. Domingos de Rana é, infelizmente, o resultado de um conjunto de circunstâncias das quais muitas podiam ter sido previstas e acauteladas através de um planeamento urbanístico mais rigoroso e de inspecções periódicas, capazes de verificar se os meios e as acessibilidades permitiam uma intervenção suficientemente rápida para ser eficaz.
Enquanto o factor primordial que determina o crecimento descontrolado da malha urbana for o lucro de alguns, situações semelhantes têm todas as condições para voltar a suceder, independentemente dos investimentos nos meios de socorro e da capacidade de resposta que estes ofereçam, facto que é, normalmente, omitido quando se equaciona a qualidade de vida nas cidades portuguesas.
segunda-feira, janeiro 29, 2007
Manta anti-fogo no Lidl
Começa, a partir da próxima 5ª feira, no Lidl, uma promoção de artigos relacionados com a segurança.
Entre os artigos disponíveis, encontra-se uma manta anti-fogo, com uma dimensão de 100 x 100 cm, correspondente a 1 m², e que obedece à norma EN 1869, vendida por 14.99 euros.
Este tipo de equipamento facilita o controle e extinção de pequenos focos de incêndio domésticos, que tendem a repetir-se nesta altura do ano em que o frio leva à utilização de maior número de meios de aquecimento, sendo um bom complemento para o mais tradicional extintor.
Para além desta manta, estarão disponíveis vários equipamentos relacionados com a segurança, nomeadamente a nível de alarmes domésticos, sendo de assinalar o sistema de detecção de gás natural, propano e butano, essencial sobretudo para quem tenha canalizações mais antigas.
No "site" do Lidl encontram-se descritos os vários equipamentos disponíveis, pelo que aconselhamos uma visita, enquanto lembramos que a segurança é uma responsabilidade de todos.
Entre os artigos disponíveis, encontra-se uma manta anti-fogo, com uma dimensão de 100 x 100 cm, correspondente a 1 m², e que obedece à norma EN 1869, vendida por 14.99 euros.
Este tipo de equipamento facilita o controle e extinção de pequenos focos de incêndio domésticos, que tendem a repetir-se nesta altura do ano em que o frio leva à utilização de maior número de meios de aquecimento, sendo um bom complemento para o mais tradicional extintor.
Para além desta manta, estarão disponíveis vários equipamentos relacionados com a segurança, nomeadamente a nível de alarmes domésticos, sendo de assinalar o sistema de detecção de gás natural, propano e butano, essencial sobretudo para quem tenha canalizações mais antigas.
No "site" do Lidl encontram-se descritos os vários equipamentos disponíveis, pelo que aconselhamos uma visita, enquanto lembramos que a segurança é uma responsabilidade de todos.
ANBP propõe carreira única para profissionais
Bombeiros sapadores em acção na cidade de Lisboa
Esta posição foi transmitida ao secretário de Estado da Administração Interna, Ascenso Simões, que recebeu a ANBP numa audiência, onde foram discutidas as propostas para os regimes jurídicos das Associações de Bombeiros, dos Bombeiros e Serviços Municipais de Protecção Civil e Comandante Municipal.
O presidente da ANBP, Fernando Curto, informou que o governante achou "correcta" a proposta da desta associação, mas que uma decisão sobre a mesma estará depedente do Ministério das Finanças.
A ANBP aproveitou para reivindicar o o desbloqueamento da progressão de carreiras, "paradas há quatro anos", bem como a participação activa dos bombeiros na elaboração do respectivo Estatuto Social e a responsabilização dos municípios na formação de quadros e na organização dos horários de trabalho.
Menos crítica do que outras estruturas representativas, como a Liga de Bombeiros Portugueses (LBP), a ANBP concordou com as propostas do Governo sobre a incompatibilidade de funções entre o comando da corporação e a direcção de uma associação de bombeiros e com a criação das figuras do oficial de bombeiros e do tão contestado comandante municipal.
Logicamente, após o Congresso Extraordinário da LBP, realizado este fim de semana, várias das propostas com as quais a ANBP concordou terão caido perante a pressão dos voluntários, de cujo número e distribuição geográfica depende, em grande parte, a estrutura de socorro em Portugal, mas as alterações que foram sugeridas na reunião com o governo espera-se que sejam igualmente tido em conta.
Dado que no futuro é inevitável uma maior profissionalização, as propostas da ANBP, bem como a sua representatividade, terão cada vez maior importância na estrutura de socorro que se projecta para o século XXI, pelo que o diálogo com esta associação será cada vez mais decisiva na elaboração de medidas que afectem o sector.
domingo, janeiro 28, 2007
Computadores indianos a partir dos 100 euros chegam em Abril
Uma das primeiras consequências da recente visita presidencial Índia vai ser a comercialização entre nós de equipamentos informáticos provenientes deste país asiático.
Os equipamentos deverão começar a chegar em Abril, destinando-se essencialmente a jovens em fase de aprendizagem, mas poderão vir a ter múltiplas aplicações dado o seu baixo custo.
Os modelos mais convencionais incluem sistema operativo Linux, processadores PXA255 com velocidades entre os 200 e os 400 MHz e memória RAM e flash de 128 Mb, em versão integrada, com display TFT de 7", e sem écran, para ligação a um monitor externo cuja resolução, infelizmente, só chega ao VGA.
Todos os modelos incluem portas de comunicações série e USB e em algumas versões estão disponíveis, seja de série, seja como opcional, placas de rede Ethernet 10/100.
Um sistema multimédia, com características diferentes e adequadas à especificidade de cada modelos, está presente em todos os equipamentos a comercializar entre nós.
Para além do sistema operativo Linux Kernel 2.4x e gestor de Windows X11, para além de utilitários e suportes de comunicações, um conjunto de ferramentas de produtividade, que incluem processador de texto, folha de cálculo, gestor de apresentações, "browser" ou cliente de correio electrónico também estão presentes.
No "site" do fabricante podem-e encontrar todos os detalhes dos vários modelos que se espera que custem em Portugal entre 100 a 300 euros, conforme o modelo e os opcionais incluidos.
A colaboração com uma empresa portuguesa sedeada em Coimbra, a Cnotinfor, permite a inclusão de "software" nacional e adequa estes equipamentos ao mercado português e brasileiro, onde estes computadores também serão comercializados.
Esta poderá ser uma excelente opção para quem, por exemplo, procure um sistema portátil, de baixo custo, sem disco rígido, no qual possa correr um conjunto limitado baseadas em Linux.
Os equipamentos deverão começar a chegar em Abril, destinando-se essencialmente a jovens em fase de aprendizagem, mas poderão vir a ter múltiplas aplicações dado o seu baixo custo.
Os modelos mais convencionais incluem sistema operativo Linux, processadores PXA255 com velocidades entre os 200 e os 400 MHz e memória RAM e flash de 128 Mb, em versão integrada, com display TFT de 7", e sem écran, para ligação a um monitor externo cuja resolução, infelizmente, só chega ao VGA.
Modelo Simputer em formato PDA
Todos os modelos incluem portas de comunicações série e USB e em algumas versões estão disponíveis, seja de série, seja como opcional, placas de rede Ethernet 10/100.
Um sistema multimédia, com características diferentes e adequadas à especificidade de cada modelos, está presente em todos os equipamentos a comercializar entre nós.
Para além do sistema operativo Linux Kernel 2.4x e gestor de Windows X11, para além de utilitários e suportes de comunicações, um conjunto de ferramentas de produtividade, que incluem processador de texto, folha de cálculo, gestor de apresentações, "browser" ou cliente de correio electrónico também estão presentes.
No "site" do fabricante podem-e encontrar todos os detalhes dos vários modelos que se espera que custem em Portugal entre 100 a 300 euros, conforme o modelo e os opcionais incluidos.
A colaboração com uma empresa portuguesa sedeada em Coimbra, a Cnotinfor, permite a inclusão de "software" nacional e adequa estes equipamentos ao mercado português e brasileiro, onde estes computadores também serão comercializados.
Esta poderá ser uma excelente opção para quem, por exemplo, procure um sistema portátil, de baixo custo, sem disco rígido, no qual possa correr um conjunto limitado baseadas em Linux.
Governo aceita propostas dos bombeiros
Brasão da Liga de Bombeiros Portugueses
Propostas fortemente contestadas, como as respeitantes à autonomia das associações de bombeiros, às verbas para fundos de maneio ou à imposição de limitações de mandatos, acabaram por cair, conforme confirmou Ascenso Simões durante o Congresso extraordinário da Liga de Bombeiros Portugueses (LBP) que decorre em Torres Novas.
Após meses de discussão pública sobre os conjunto de diplomas propostos pelo Governo e mais de 200 propostas de alterações, muitas das medidas mais polémicas acabaram por ser retiradas, no que o secretário de estado considerou ser um acordo e não uma cedência.
A ausência de visto prévio para empréstimos e "a consagração nas associações humanitárias do estatuto de utilidade pública administrativa" encontram-se entre as alterações anunciadas pelo governante durante o Congresso Extraordinário da LBP.
A "limitação dos mandatos" dos quadros que o Governo queria impor e que já lembramos ser impossível de implemental dado que o "sector vive de muitos apoios e de muitas carolice dos dirigentes", acabou por ser reconhecido pelo secretário de Estado que agora afirma que "seria injusto que muitas das pessoas que dedicaram uma vida aos corpos de bombeiros pudessem vir a ser agora, por uma via legal, impedidas de se recandidatarem aos cargos".
Ascenso Simões também anunciou que a recém-criada Autoridade Nacional de Protecção Civil terá também uma estrutura autónoma que fará a ligação permanente com os bombeiros, consubstanciado na pessoa do novo "Director Nacional de Bombeiros", que será um "elemento de permanente ligação com o sector".
A este novo Director Nacional será dada autonomia para decidir em questões tão diversas como a regulamentação do Estatuto do Bombeiro, há muito em discussão, ou no respeitante a equipamentos ou formação.
Também foi anunciado que a Direcção-Geral de Viação (DGV) já notificou as forças de segurança no sentido de estas deixarem de autuar as ambulâncias que não cumpram a legislação em vigor até que nova legislação que regule o transporte de doentes e a emergência pré-hospitalar seja aprovada.
O secretário de Estado, no entanto, não deu mostras de querer recuar no aspecto do Comandante Municipal, embora a principal contestação neste caso provenha das autarquias e não dos bombeiros, pelo que esta não seria, provavelmente, a ocasião para uma eventual alteração.
Este acordo, que é uma óbvia cedência do Governo perante os bombeiros portugueses, era absolutamente inevitável perante uma estrutura cuja base é o voluntariado e se apoia na sociedade civil, sendo intuitivo que muitos dos que hoje suportam as Associações deixariam de o fazer na mesma medida se as medidas inicialmente propostas, que correspondiam a uma quase apropriação destas por parte do Estado, fossem aprovadas.
Este processo, que ainda não está terminado, demonstrou, por um lado a dependencia do Estado dos serviços prestados pelas Associações, algo que é imprescindível, e a necessidade de um diálogo prévio ao anúncio de medidas que, logicamente, não poderão ser impostas sem que haja consequências graves na estrutura de socorro actualmente existente.
Teria sido vantajoso que, antes de serem apresentadas propostas que seriam fortemente contestadas, tivesse havido uma auscultação das associações de bombeiros, de forma a obter um consenso e evitando meses de conflito e uma cedência que, para quem pretenda explorar politicamente o caso, assume contornos de uma derrota.
Independentemente do processo algo atribulado, as melhorias introduzidas vêm dar um novo alento a todos quantos contribuiram para uma legislação mais consensual para o sector, que alie o necessário rigor com a autonomia das Associações, factor essencial para garantir que estas continuarão a ser apoiadas pelas comunidades em que se inserem e as considerão como "suas".
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