A partir de hoje, estão em promoçao no Minipreço um conjunto de dois "walkie-talkies" da marca Topstar, com antena fixa e um alcance anunciado de até 5 km.
O modelo proposto tem 8 canais, écran de LCD, função "scan", monitor, chamada e bloqueio, para além de incluir uma entrada para auricular e um "clip" para prender no cinto.
Para pequenas expedições onde seja necessário manter o contacto entre elementos de um grupo, sobretudo quando estas decorrem em áreas onde a cobertura dos telemóveis é deficiente, os "walkie-talkies" contribuem para a segurança dos participantes, podendo evitar situações onde a falta de um meio de contacto dificulte ou atrase o socorro.
O preço para o par é de 21.99 euros, tornando-o uma alternativa interessante para quem não possua um CB ou mesmo para quem, tendo um equipamento mais potente, considere a possibilidade de um modelo de baixo custo para actividades específicas ou como forma de compatibilizar as comunicações com alguém que apenas disponha deste meio.
quinta-feira, junho 21, 2007
Inevitabilidade: dois Beriev alugados por ajuste directo
Largada de Beriev Be-200 num exercício
Os ajustes directos têm sido o método constantemente adoptado pelo Ministério da Administração Interna (MAI) para adquirir ou contratar meios, equipamentos e serviços e surgem como corolário de concursos públicos lançados tardiamente, onde cadernos de encargos deficientes promovem protestos, acções judiciais, recursos e, como conclusão de um processo que não pode chegar a bom termo em período útil, uma decisão administrativa.
No dia de de hoje, o MAI não anunciou o valor deste ajuste directo, algo que, a bem da transparência, é de lamentar e só vem adensar o clima de suspeição que se sente em torno dos contratos de meios para a protecção civil.
Esta decisão, que não surpreende por estar em linha com práticas anteriores, vem confirmar as deficiências que temos vindo a apontar e o facto lamentável de o que devia ser uma excepção, ser agora a regra, algo que consideramos injustificável e indesculpável num Estado de direito.
O mecanismo de ajuste directo e as declarações de "relevante interesse público" não podem servir para ocultar as falhas dos serviços responsáveis, nem para iludir responsabilidades e, menos ainda, para contornar a legislação em vigor que, manifestamente, não é cumprida quando a excepção se torna na regra.
No entanto, a gravidade do problema não se limita à questão financeira, mas ao próprio planeamento operacional, que sai fortemente prejudicado com os atrasos e indefenições a que temos assistido.
Lembramos que, ainda recentmente, o comandante nacional de Operações de Socorro, Gil Martins, afirmava que "quando os meios chegarem, logo se vê onde são colocados", referindo-se neste caso aos helicópteros, mas que poderá ser extrapolado para outras areronaves.
Também foi fruto de um mau planeamento que em 2006 se verificou o acidente com o Beriev na barragem da Aguieira, tendo demorado a surgir uma explicação para o sucedido que, minimizando a gravidade da situação, confirmou os receios de que houve falhas por parte de quem devia verificar a exequibilidade da operação.
Dado que este ano muitos dos meios estão a chegar mais tarde do que o previsto, encontrando-s entre eles alguns para os quais a experiência de planeamento é ainda limitada, o risco de um acidente aumenta, podendo-se equacionar se a anunciada data de 01 de Julho para a entrada ao serviço dos Be-200 corresponde à chegada a Portugal ou a estarem efectivamente operacionais.
Felizmente, as recentes chuvas, que foram particularmente intensas no Norte e no Interior do País, vêm dar algumas tréguas que se espera sejam aproveitadas para efectuar planeamento operacional e testes dos meios no terreno, ultrapassando assim parte do atraso que, mais uma vez, se verificou na disponibilização dos meios aéreos.
quarta-feira, junho 20, 2007
Novos produtos via ADSL
Conjunto de equipamentos do "Meo"
Destes, destacamos o "Meo", da PT Multimédia, que inclui, para além do acesso à Internet, serviço de telefone e de televisão, com um conjunto de funcionalidades sobre linha telefónica fixa.
Esta é uma resposta da PT a crescente perda de clientes na área das linhas fixas a favor de soluções móveis ou via cabo, oferecendo agora uma solução completa semelhante à praticada por outros operadores como a Netcabo ou o Clix.
No "site" do "Meo" pode-se consultar a características e preços, bem como obter esclarecimentos relativamente a uma solução tecnologicamente interessante.
Também a Vodafone apresentou um novo produto de acesso à Internet, com velocidades até aos 24 Mbits, incluindo chamadas de voz e a possibilidade de aquisição de equipamentos a preços vantajosos.
A Vodafone oferece diversas alternativas, destinadas a diversas configurações, suportando pequenas redes domésticas com ou sem equipamentos ligados via "wifi", bem como diversas alternativas para quem necessite de Internet móvel.
Comum a ambas as ofertas, é o facto de não haver limite no tráfego de Internet, embora a Vodafone apenas o garanta pelo prazo de dois anos, algo que, com o aumento das velocidades e devido a conteúdos cada vez mais complexos, acaba por ser um factor relevante na altura de decidir por um dado produto.
Optamos por colocar estas duas sugestões porque, infelizmente, alguns dos operadores mais conhecidos e com maior implementação no mercado têm vindo a perder qualidade, sendo de equacionar alternativas quer a nível de preço, quer do serviço que prestam.
Blog "Por uma Floresta sem Fogos"
Blog "Por uma Floresta sem Fogos"
"Este blog foi criado com o principal objectivo de tentar reunir, num mesmo local, variada informação relativa à floresta e ordenamento do território, seja ela de notícias, artigos, legislação relevante ou documentos técnicos existentes.
Pretende-se, acima de tudo, disponibilizar um local onde todos possam participar e contribuir, quer com comentários, quer com indicação de documentos/legislação/outros que julguem importante ser incluída. De referir também o separador "Artigo de Opinião", que ainda se encontra em construção, e para o qual todos os contributos são bem vindos.
Esperando que este blog possa vir a ser uma ferramenta útil de trabalho ou apenas de consulta, agradecemos desde já o vosso interesse e gostaríamos de pedir, se possível, a sua divulgação no vosso blog."
Convidamos os nossos leitores a visitar o "Por uma Floresta sem Fogos" e a colaborar com comentários e artigos de opinião, bem como com informações que considerem úteis neste esforço comum de lutar contra os incêndios florestais em Portugal.
terça-feira, junho 19, 2007
Windows Live Writer Beta 2 disponível
Écran do Windows Live Writer Beta 2
Entre estas ferramentas inclui-se o "Windows Live Writer", que foi desenvolvido a pensar no "Windows Live" da Microsoft, mas que inclui a possibilidade de ser usado conjuntamente com outras plataformas, como o Blogger.
Os editores, para além de uma grande facilidade de uso e de permitirem o uso de um "interface" comum para vários sistemas diferentes, permitem fazer trabalho "off-line", bastando estar ligados à Internet na altura da publicação, reduzindo assim custos para quem não tenha uma ligação permanente.
Sugerimos a quantos recorram a diversas plataformas para os respectivos "blogs", que experimentem esta ferramenta, a qual pode facilitar o trabalho, concentrando num único utilitário as funções particulares de cada serviço de alojamento.
Portugal é um dos três países mais desertificados da Europa
Um deserto, uma imagem cada vez mais próxima
Com base em imagens de satélites da ESA, a análise que começou a ser feita em 2004 demonstra esta evidência preocupante que se faz sentir em território nacional e é cada vez mais sentida por todos.
Este projecto, desenvolvido em conjunto com a Convenção das Nações Unidas para a Luta contra a Desertificação (UNCCD), será objecto de melhoramentos a nível operacional e na consolidação de resultados a fornecer aos governos de modo a que estes possam tomar medidas de combate contra a desertificação.
Segundo a ESA, a desertificação coloca em risco a saúde e o bem-estar de mais de 1.200.000.000 de pessoas em mais de 100 países em todo o Mundo e tem tendência a afectar áreas cada vez maiores e com maior número de habitantes.
Este alerta, que se repete sem grande sucesso, não tem tido acolhimento por parte dos governos dos países mais atingidos, que não implementam medidas reais que combatam a desertificação dos solos, do que resultará uma migração humana e a alteração da estrutura produtiva e da organização da própria sociedade.
Adiar o estudo e implementação de medidas estruturadas pode levar a uma situação sem retorno, com recursos naturais insuficientes para as necessidades básicas de uma população envelhecida e comprimida em áreas habitáveis cada vez mais pequenas e incapazes de prover ao sustento dos seus habitantes.
Ao invés, temos assistido a uma falta de planeamento onde medidas desconexas são adoptadas sem que exista uma efectiva avaliação prévia dos seus efeitos colaterais nem da forma como irão interagir com estruturas sociais e económicas actualmente existentes e que poderão ser levadas a desagregar-se.
Um dos factores que mais têm contribuido entre nós para o agravar desta situação são os incêndios florestais do que resulta um menor nível de protecção dos solos, maior erosão e destruição de espécies típicas das regiões atingidas.
A necessidade de encontrar factores de sustentibilidade, a par com o reduzido investimento público, resulta em medidas ou opções de muito curto prazo com a substituição das espécies destruidas por outras que cresçam mais rapidamente e rentabilizem a curto prazo os terrenos, mas que comprometem seriamente a utilização dos terrenos a médio e longo prazo.
Lembramos que já publicamos diversos textos onde a problemática de uma falta de visão integrada e de conjunto leva a susbstituir o planeamento e as ideias pelo betão, numa tentativa de mostrar trabalho que, efectivamente, é apenas virtual por estar desligado das reais necesidades do País.
segunda-feira, junho 18, 2007
O Kamov no "Expresso"
José Sócrates junto de um Kamov em Moscovo
Problemas relacionados com a certificação, a impossibilidade de exploração comercial, vantagens e desvantagens técnicas são algumas das questões que constam de um artigo de meia página que, infelizmente, peca por escasso ao não abordar vários problemas que aqui temos vindo a relatar e parece escaparem à imprensa generalista.
Mesmo não trazendo muito que possamos considerar inédito, esta é uma das raras abordagens efectuadas por um jornal de referência, pelo que o artigo justifica ser lido e analisado, certos de que o seu conteúdo será, para muitos, tudo o que saberão acerca do Kamov.
Cruzar dados meteorológicos com área ardida permite perspectivar o próximo Verão
As chuvas que ocorreram nos meses de Maio e Junho vão ter um impacto decisivo na ocorrência de incêndios florestais durante este Verão.
Os meses de Julho e Agosto, com 26 e 44% da área ardida respectivamente, representam no seu conjunto 70% da destruição verificada em resultado dos incêndios florestais, pelo que o facto de serem antecedidos por um período de chuva tem um efeito imediato no total anual.
Pode-se, também, verificar que as condições mais adversas em termos meteorológicos ocorreram em 2003 e 2005, o que acaba por ser corroborado pela área ardida nesses anos e que foi muito superior à média.
Com base na análise de dados meteorológicos obtidos entre os anos de 1980 e 2005, um conjunto de investigadores ligou a ocorrência de precipitação e temperaturas mais baixas durante a primavera a uma diminuição do número de incêndios florestais e da área ardida.
Dado verificar-se a existência de uma coincidência quase absoluta entre um conjunto de condições meteorológicas e a área ardida, torna-se possível extrapolar os dados para o ano em curso, obtendo assim dados que permitem efectuar uma previsão comparativa.
Existem, obviamente, muitos outros condicionantes, seja em termos meteorológicos, seja como resultado da descontinuidade resultante dos incêndios de anos anteriores, das medidas de ordenamento do território e do dispositivo de combate aos fogos, mas a relação obtida permite concluir que continuamos à mercê das condições naturais.
Estes resultados acabam, portanto, por demonstrar que os resultados das políticas de ordenamento são escassos e que o aumento de meios e a maior eficácia no combate resulta num controle de danos que não traduz o volumoso investimento feito em meios e equipamentos.
Não se pretende, obviamente, transmitir a mensagem de que a prevenção não é necessária nem que o esforço em melhorar o dispositivo de combate não dê os seus frutos, mas tão somente que continuamos a depender em excesso de condições que não controlamos, arriscando em demasia num conjunto de variáveis que dependem de factores aleatórios.
Embora algo radical, dos dados apresentados quase-se pode concluir que será S. Pedro a determinar qual a área ardida, sendo provável que neste ano, projectando os valores obtidos a partir de anos anteriores, os números em termos de áreas destruidas pelo fogo deverão andar pelos 60 a 70.000 hectares, podendo ainda baixar se usarmos como factor de correcção a diminuição da área florestal existente e o aumento de descontinuidade.
Os meses de Julho e Agosto, com 26 e 44% da área ardida respectivamente, representam no seu conjunto 70% da destruição verificada em resultado dos incêndios florestais, pelo que o facto de serem antecedidos por um período de chuva tem um efeito imediato no total anual.
Pode-se, também, verificar que as condições mais adversas em termos meteorológicos ocorreram em 2003 e 2005, o que acaba por ser corroborado pela área ardida nesses anos e que foi muito superior à média.
Com base na análise de dados meteorológicos obtidos entre os anos de 1980 e 2005, um conjunto de investigadores ligou a ocorrência de precipitação e temperaturas mais baixas durante a primavera a uma diminuição do número de incêndios florestais e da área ardida.
Dado verificar-se a existência de uma coincidência quase absoluta entre um conjunto de condições meteorológicas e a área ardida, torna-se possível extrapolar os dados para o ano em curso, obtendo assim dados que permitem efectuar uma previsão comparativa.
Existem, obviamente, muitos outros condicionantes, seja em termos meteorológicos, seja como resultado da descontinuidade resultante dos incêndios de anos anteriores, das medidas de ordenamento do território e do dispositivo de combate aos fogos, mas a relação obtida permite concluir que continuamos à mercê das condições naturais.
Estes resultados acabam, portanto, por demonstrar que os resultados das políticas de ordenamento são escassos e que o aumento de meios e a maior eficácia no combate resulta num controle de danos que não traduz o volumoso investimento feito em meios e equipamentos.
Não se pretende, obviamente, transmitir a mensagem de que a prevenção não é necessária nem que o esforço em melhorar o dispositivo de combate não dê os seus frutos, mas tão somente que continuamos a depender em excesso de condições que não controlamos, arriscando em demasia num conjunto de variáveis que dependem de factores aleatórios.
Embora algo radical, dos dados apresentados quase-se pode concluir que será S. Pedro a determinar qual a área ardida, sendo provável que neste ano, projectando os valores obtidos a partir de anos anteriores, os números em termos de áreas destruidas pelo fogo deverão andar pelos 60 a 70.000 hectares, podendo ainda baixar se usarmos como factor de correcção a diminuição da área florestal existente e o aumento de descontinuidade.
domingo, junho 17, 2007
Próxima versão do Blogger suporta alojamento de vídeos
É visível o "icon" para vídeos
Através do endereço do Blogger Draft, surgirá um écran muito semelhante ao do actual Blogger, com os mesmos "blogs" disponíveis, sendo que a diferença corresponde ao aparecimento de um novo "ícon" que permite alojar vídeos nos servidores do Google, de forma análoga ao que já acontecia com fotografias.
Esta é uma alternativa a outros sistemas, como o popular "You Tube", e que evita a necessidade de um alojamento externo ao próprio Blogger.
Ainda alguém se lembra da Guarda Florestal?
Incêndio resultante de uma queimada
Os cerca de 500 antigos funcionários do antigo CNGF não dispoem dos equipamentos necessários, como computadores e meios de transporte, viram os seus vencimentos reduzidos devido à perda do pagamento de horas extraordinárias e recebem menos que os seus colegas militares,
A falta de verbas para o pagamento de horas extraordinárias reduz a actividade ao horário normal de expediente, pelo que em fins de semana e feriados os elementos provenientes do CNGF não fazem vigilância florestal nem investigam as causas dos incêndios, matéria em que a experiência destes guardas é absolutamente essencial.
Compreende-se assim que a percentagem de incêndios cuja origem é classificada como desconhecida tenha subido de 27% em 2002, ano em que o CNGF investigou pouco mais de um milhar de ocorrências, para 64% o ano passado, segundo dados do relatório da comissão parlamentar de fogos florestais.
Mas para além de uma falta de verbas paralisante, também a integração não decorreu da melhor forma, dado esta ter sido uma decisão administrativa que não deu à GNR nem o tempo nem os meios para receber os antigos funcionários do CNGF que, durante meses, não soube rentabilizar estes elementos.
Um dos resultado mais evidentes desta falta de planeamento foi o facto de entre Maio e Julho de 2006 não se terem realizado investigações de origens de fogos por parte dos elementos transitados do CNGF, pelo que quaisquer indícios que apontassem para as causas destes incêndios se perderam, inviabilizando a recolha de provas.
Mesmo actualmente, continuam-se a verificar situações de franco subaproveitamento destes elementos experientes e qualificados que, em muitos casos, continuam sem atribuições operacionais e meios que lhes permitam desempenhar as missões a que estavam habituados, tendo, com a remodelação, perdido a vertente de técnicos florestais e ficado dedicados, essencialmente à vigilância.
A perda de "know-how" e o desperdício de recursos humanos qualificados é, sem dúvida, um dos maiores obstáculos ao desenvolvimento de um País, e uma enorme falta de respeito por que, ao longo de uma vida, adquiriu valências sempre com a intenção de as colocar ao serviço do seu semelhante.
A forma como os antigos funcionários do CNGF têm sido tratados e o facto de não estarem a ser rentabilizados, não é apenas lesivo para os interesses nacionais, mas revela uma mentalidade que há muito devia ter sido defenitivamente erradicada num País que se pretende livre e democrático.
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