quarta-feira, setembro 19, 2007

Photo Story 3 for Windows - 3ª parte


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Adição do som a uma sequência de imagens

A seleção de uma música ou de um som de fundo em formato MP3 pode ser efectuada recorrendo a um dos inúmeros repositórios existentes na Internet, seja utilizando um dos vários programas que permite obter ficheiros em formato MP3 a partir de normais CD's com música.

Chamamos a atenção para o facto de deverem ser utilizadas músicas em versões sem direitos de autor ou que possam ser usadas livremente, como as que constam do Projecto Gutenberg, de modo a evitar situações complicadas.

Para além de uma banda sonora, é possível gravar uma mensagem, sendo que neste caso o volume do som de fundo é ajustado de modo a que a gravação realizada se sobreponha e seja audível.

A gravação de uma mensagem deve ser ensaiada e cronometrada, em termos de duração, de modo a que não haja surpresas e seja suficientemente audível, para o que aconselhamos dispor de um microfone com ganho e não uma das versões passivas, mais baratas, mas muito menos eficientes.

O passo final, após a visualização, será o de gravar o resultado num ficheiro em formato Windows Media Format (.wmf) que poderá ser lido pelo Windows Media Player ou por um dos muitos programas equivalentes que costumam estar instalados nos computadores pessoais.

Desta forma, temos um ficheiro, com extensão .wmf alojado no computador, que pode ser visualizado localmente, mas, para quem pretenda partilhá-lo na Internet, será necessário colocá-lo num dos vários servidores que alojam vídeos, entre os quais se podem encontrar o YouTube, o ImageShack ou o PhotoBucket, para além do serviço de alojamento do próprio Blogger.

terça-feira, setembro 18, 2007

Diagnóstico para motores KWP 100 OBD2 - 1ª parte


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Sistema de diagnósticos KWP 100

Um equipamento cada vez mais essencial para os proprietários de veículos modernos, com gestão electrónica e sistema de diagnóstico de erros é um "scanner" que permita ligar à tomada de dados da viatura e ler códigos de erro.

Quando surge um avisador do tipo "engine check" no painel de instrumentos, pode-se saber que algo deverá estar errado ou avariado, mas só com o acesso ao código se pode localizar a avaria e averiguar da sua gravidade, podendo, caso se pretenda, limpar o sinal de erro.

Um exemplo típico em que muitos proprietários limpam os sinais de erro é o alerta de revisão, que ocorrre periodicamente e que só desaparecia quando o veículo era ligado à máquina de diagnósticos da marca, facto que limitava o recurso a oficinas menos especializadas onde estes sofisticados equipamentos, normalmente, não existiam.

Estes equipamentos foram, durante anos, extremamente dispendiosos, mas, actualmente, é possível obtê-los no EBay por meia centena de euros e com eles os "Diagnostic Trouble Codes" (DTC's) passam a poder ser lidos e interpretados pelo proprietário sem a necessidade de deslocação a uma oficina especializada.

O "scanner" portátil KWP100 OBD2 EOBD cabe na palma da mão e, apó ser ligado à tomada OBD2 presente na maioria dos veículos modernos, permite ler estes códigos numéricos e, através de uma tabela, interpretá-los.

Imagens do Google Earth vão estar mais actualizadas


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Imagem obtida via Google Earth

Um novo satélite, o WorldView I vai ser lançado em órbita hoje, com o objectivo de melhorar a qualidade das imagens disponibilizadas pelo Google Earth.

O novo satélite da Digital Globe, empresa responsável pela recolha de imagens usadas pelo Google Earth, vai reforçar o que actualmente está em uso, o Quickbird, aumentando substancialmente a rapidez de aquisição de imagens.

Actualmente, o Quickbird consegue imagens com uma resolução de meio metro, recolhendo semanalmente cerca de 600.000 quilómetros quadrados de informação, mas com a ajuda do WorldView I, este valor será obtido diariamente, permitindo actualizar a base de dados do Google Earth, que contém cerca de 300.000.000 de quilómetros quadrados fotografados, com uma rapidez muito superior à actual.

Um novo WorldView será lançado no ano que vem e possibilitará a transmissão de um conjunto ainda maior de informação com o objectivo de aproximar cada vez mais a informação armazenada no Google Earth com a que se vai modificando no terreno.

A maior actualização, bem como uma maior resolução em certas áreas, é essencial para que o Google Earth seja considerado uma ferramenta fiável em situações delicadas, como operações de busca, pelo que a periodicidade com que as imagens são substituidas por versões mais actuais é determinante.

Essencial é, também, melhorar a resolução, sobretudo em zonas como no Interior do País, onde se verificam graves lacunas que impedem a utilização deste recurso em muitas situações, onde os detalhes constantes do Google Earth são manifestamente insuficientes para uma utilização segura.

Espera-se, pois, que ao longo de 2008 se verifiquem diversas melhorias que permitam uma utilização mais eficaz desta ferramente que consideramos como uma das melhores alternativas aos sistemas de GPS baseados em mapas militares digitalizados.

segunda-feira, setembro 17, 2007

Chuva durante a época dos fogos


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Inundação em Tomar (foto de O Templário)

As chuvas que cairam durante a tarde de Domingo em Leiria inundou casas, lojas, estabelecimentos e fábricas, atingindo com maior intensidade o centro histórico da cidade.

Durante a tarde, cerca de uma centena de ocorrências obrigaram à intervenção dos bombeiros em diversas localidades do concelho, que incluem Pousos, Azóia e Cruz dos Areais.

Perto das 16:00, um raio atingiu o terceiro andar de um prédio em Marrazes, causando estragos mas sem atingir ninguém, enquanto as chuvas provocavam uma derrocada no IC2.

A trovoada também deu origem a um incêndio florestal em Santiago da Guarda, no concelho de Ansião, que foi rapidamente circunscrito pelos bombeiros.

Em meados de Setembro e ainda numa fase de alto risco, os perigos e danos acabam por, frequentemente, terem pouco a ver com os fogos e resultarem de condições meteorológicas que, para alguns, serão normais nesta época do ano.

No entanto, as inundações agora verificadas devem também servir de aviso para um País onde a atenção da Protecção Civil se concentra nos incêndios florestais, esquecendo todo um conjunto de perigos que devem ser devidamente acautelados através de planos de contingência, formação e aquisição de equipamentos.

O facto de terem sido os incêndios florestais o grande flagêlo dos últimos anos, não pode fazer esquecer outro tipo de ameaças, inclusivé as que dependem da intervenção humana, nem negligenciar factores de risco que as próprias alterações climáticas têm vindo a incrementar e para os quais Portugal continua mal preparado.

A estratégia de uma política de socorro meramente reactiva, tal como é patente no exemplo dos incêndios florestais, é uma opção clara pelo desastre e por sacrificar as populações, vítimas de políticas erradas e irresponsáveis onde o planeamento e a antecipação não são palavras de ordem.

Profissão: "famosinho"


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Uma festa: um meio de ascensão

Muitos se interrogam por que tantas pessoas aspiram à condição de "famosinhos", ou seja, querem ser conhecidos por motivos que em nada têm a ver com méritos ou qualidades próprias, mas tão somente por uma fama oca que resulta da presença em jornais e revistas sociais.

Podemos questionar-nos acerca de eventuais vantagens que pudessem resultar da perda de privacidade e de todos os inúmeros inconvenientes que disso resulta, mas, analisando friamente a realidade nacional, pode-se encontrar resposta para esta questão.

Se nos lembrarmos que existe uma esmagadora maioria de portugueses que, independentemente dos seus méritos, das suas capacidades ou do seu trabalho se vê ultrapassada por quem tem aquilo que chamamos, de forma eufemística, "conhecimentos no meio", facilmente podemos imaginar que um pouco de fama, mesmo que sem motivo válido, acaba por ser uma ajuda decisiva.

Infelizmente, as preferências vão no sentido de quem é conhecido, mesmo que por razões que em nada têm a ver com a situação em causa, pelo que o sacrifício de perder a privacidade bem pode ser compensado pela inegável vantagem que é dada pelo conhecimento, mesmo que este seja meramente mediático e não pessoal.

Para os que não pertencem aos 30% que, em virtude de conhecimentos, obtém um emprego acima das suas capacidades, empurrando todos os demais na escala profissional, resta, pois uma última hipóteses de uma carreira de sucesso, a de ingressar, mesmo que à força, no universo alternativo dos "famosinhos", passando a viver numa permanente fantasia de consequências imprevisíveis para os próprios e para a sociedade.

Assim, para quem nasceu sem os conhecimentos certos e, por qualquer razão, não consegue aspirar a obter os relacionamento que necessita para prosperar, resta, como uma última esperança, a inclusão entre aquilo que, para muitos, parece ser uma espécie de estranha elite nacional, cujos favores tantos disputam como forma de, também eles, serem incluidos entre a mais estranha casta do Mundo.

domingo, setembro 16, 2007

Museu da Miniatura Automóvel de Gouveia é inaugurado dia 29


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Edifício do Museu da Miniatura Automóvel de Gouveia

Vai ser inaugurado no próximo dia 29 de Setembro, um Sábado, o Museu da Miniatura Automóvel que ficará instalado nos jardins contíguos ao Edifício da Câmara Municipal de Gouveia onde se encontram expostos diversos objectos de interesse arqueológico.

Para instalar o Museu, foi restaurado um dos edifícios que fazem parte do conjunto que fica nas traseiras dos Paços do Conselho, de modo a poder alojar as 3.000 miniaturas que serão expostas de forma permanente, e com espaço para exposições temporárias, como aquela que estará patente na altura da inauguração e que terá como base a Land Rover.

Esta iniciativa, que noticiamos no passado, para além da Câmara de Gouveia, envolve o Clube Escape Livre, que organiza uma concentração para os Land Rover clássicos que estiverem presentes no dia da inauguração.

Para além do novo Museu, a cidade de Gouveia e a zona circundante têm amplos motivos de interesse que justificam uma visita e podem proporcionar um fim de semana particularmente agradável.

Um terço da área ardida este ano é da rede Natura


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Os incêndios têm devastado áreas protegidas

Ao contrário de anos anteriores, em 2007 a área ardida em Portugal representou, até 31 de Agosto, apenas 1.1% do total destruido pelas chamas a nível europeu.

Os mesmos dados salientam que, entre a área ardida, perto de um terço, concretamente 29.2% correspondem a zonas de reserva integradas na Rede Natura 2000, as quais têm uma especial importância em termos de perservação da biodiversidade.

Nestes últimos dois anos, com a diminuição do total de área ardida, a incidência sobre zonas protegidas, relativamente poupadas em anos anteriores, tem vindo a ganhar especial destaque em termos percentuais, o que não se traduz automaticamente em valores totais superiores a anos anteriores, em que a área ardida superou largamente a média.

Se tivermos em conta que, segundo os dados da Direcção-Geral de Recursos Florestais relativamente a este período arderam 12.188 hectares, o próprio valor de áreas protegidas ardidas não são superiores aos de anos anteriores e confirmam o baixo nível de risco deste Verão.

Com efeito, no cálculo das estatísticas, o impacto das zonas protegidas tem vindo a aumentar sobretudo em termos comparativos, mas tal não deixa de traduzir uma realidade preocupante, revelando uma certa vulnerabilidade nos sistemas de ordenamento e de vigilância que, muitas vezes, não funcionam.

Tal como sucede com várias estatísticas, como as referentes a ocorrências noturnas ou a fogos postos, os números especialmente reduzidos em termos de número total de incêndios ou de área ardida permite uma manipulação relativamente fácil de realizar, bastando para tal omitir parte dos dados ou dar um enfâse especial a um conjunto de valores que obscurece os demais.

Sem por em causa a importância das zonas protegidas atingidas pelas chamas, mencionar a subida percentual e não a redução em área bruta acaba por transmitir uma ideia errada da realidade, passando para o público uma imagem catastrofista que, pelo menos este ano, não corresponde à verdade.

Tal como acontece noutras situações, o recurso de forma pouco sério a dados estatísticos acaba por ser a forma de, sem que exista uma falta de verdade formal, se possa passar uma mensagem que será entendida em função da forma e não do seu conteúdo objectivo, permitindo o engano deliberado de quem não se socorre de métodos comparativos para a analisar.

sábado, setembro 15, 2007

Concelhos da Guarda vão ter Equipas Permanentes de Bombeiros


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Viatura dos Bombeiros do Vidago (site no link)

Numa reunião realizada na 6ª feira, no Governo Civil da Guarda, onde estiveram presentes autarcas de 12 dos 14 concelhos do distrito e representantes das associações de bombeiros, o secretário de Estado da Protecção Civil, Ascenso Simões, admitiu a possibilidade de poderem estar operacionais até Abril de 2008 um total de 14 equipas permanentes de bombeiros.

Na reunião, a que estiveram ausentes os representantes de Vila Nova de Foz Côa e de Pinhel, Ascenso Simões adiantou que esperar celebrar protocolos para a criação destas equipas até ao próximo mês de Outubro, faltando apenas afinar alguns pormenores.

Segundo este calendário, os elementos das equipas seriam selecionados até ao final deste ano, seguindo-se um período de dois meses de formação, de modo a que em Abril pudessem estar operacionais.

Segundo está previsto, as despesas resultantes destas novas equipas serão repartidas, em partes iguais, pelas Câmaras Municipais e pela Autoridade Nacional de Protecção Civil, estimando-se que o custo anual de cada será da ordem dos 66.000 euros.

Os autarcas presentes admitiram que, apesar de este ser mais um encago para as autarquias, a dependência se um sistema unicamente baseado no voluntariado não assegura a disponibilidade suficiente, sobretudo quando se fala da compatibilização entre a actividade profissional dos bombeiros nos seus locais de trabalho e o serviço que prestam nas corporações.

Desta forma, pretende-se alcançar uma disponibilidade permanente e um maior profissionalismo, que garanta uma maior protecção de pessoas e bens, mesmo que a tal corresponda um encargo para as autarquias.

A intenção do Governo é a de, até 2009, haver um total de 200 equipas de intervenção permanente, espalhadas pelos concelhos onde os factores de risco são maiores, mas a questão do financiamento repartido e os efectivos de cada equipa prometem ainda levantar questões complicadas.

Por um lado, o efectivo de cada equipa de 5 elementos parece-nos manifestamente insuficiente, bastando para tal tentar conciliar a palavra "permanente" com a expressão "escala de serviço" para que algumas conclusões se possam extrair.

A outra vertente, que também já abordamos, diz respeito ao financiamento e à possibilidade de criação de uma taxa municipal que sustente as novas equipas, sendo que tal corresponde, em termos efectivos, a um aumento da carga fiscal por via indirecta que poderá ter algumas consequências desagradáveis.

A imposição de uma taxa que suporte as novas equipas pode ter o efeito perverso de levar alguns sócios das associações de bombeiros a desistir de pagar as quotas, dado enfrentarem uma situação de "dupla tributação", sendo possível que, no limite, desta opção resulte uma perda real de receitas.

Se bem que a assinatura destes protocolos seja positiva, consideramos que a excessiva dispersão dos elementos a contratar e a forma de financiamento encontrada pode comprometer a eficácia das novas equipas, sendo de equacionar se não seria uma opção mais acertada começar por uma estrutura profissional a nível distrital e evoluindo, depois, para o nível municipal.

sexta-feira, setembro 14, 2007

TerraNet testa sistema de telemóveis "peer to peer"


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Site do TerraNet

A empresa sueca TerraNet está a testar uma solução "peer to peer" que se destina a permitir comunicações sem a necessidade de implementar uma infraestrutura fixa.

Este conceito passa por conjunto de dispositivos com um adaptador ou "dongle" que se identificarão mutuamente, constituindo assim uma rede dinâmica capaz de enviar e receber dados entre eles e para equipamentos associados.

Os equipamentos são associados permanentemente a uma dada área, baseado na informação mútua de outros nós da mesma rede, o que permite conhecer a forma de encaminhamento de cada chamada, a qual pode ser alterada dependendo da presença ou não dos pontos intermédios na zona.

De certa forma, simplificando, é um conceito algo semelhante ao que aconteceria se cada um dos telemóveis que utilizamos, em vez de uma comunicação com uma dada antena, estabelecesse sessões com os equipamentos ao seu alcance, de modo a que, como numa corrida de estafetas, a informação fluisse entre eles de modo a alcançar o destino final.

Em zonas remotas, sem uma infraestrutra de rede, esta seria uma solução possível, mas que depende fortemente do nível de implementação e da distância de transmissão e recepção do sinal.

Actualmente, estão a ser realizados testes na Tanzânia e Equador desta tecnologia que permitirá efectuar chamadas gratuitas sem os elevados custos de sistemas acessórios, cuja instalação pode ser impraticável por razões económicas.

Neste momento, esta tecnologia apenas funciona com um número restrito de equipamentos, mas poderá vir a ser uma funcionlidade adicional em todos os telemóveis, especialmente nos que têm Bluetooth.

Uma forma de comunicação baseda nestes conceitos "peer to peer" pode representar o fim do actual modelo de comunicação GSM ou Global System for Mobile, que necessita de uma pesada infraestrutura de antenas e de sistemas de retransmissão fixas, mas tem alguns problemas de implementação, o principal dos quais será a difusão do sistema.

Com um alcance relativamente curto, a viabilidade desta ideia baseia-se na densidade de utilizadores, que assegurariam a continuidade da ligação entre os vários nós, mas caso se verifique uma distância superior à capacidade de transmissão do nó mais próximo e não haja um caminho alternativo, então o trajecto é interrompido.

O outro problema é a sustentabilidade financeira de um modelo que não é, obviamente, do agrado das empresas que investiram na rede GSM, que representa cerca de 70% das comunicações móveis, e que dificilmente estarão dispostas a abdicar de um sistema conhecido, com um grau de fiabilidade elevado e, sobretudo, com uma alta previsibilidade, algo que não acontece com redes que se baseiam na suposição da presença de um dado conjunto de nós.

Independentemente de ser ou não posta em prática, esta é uma ideia interessante e que, caso haja equipamentos mistos suficientemente difundidos no mercado, com capacidade de recorrer a um sistema "peer to peer" quando disponível ou ao actual GSM, pode vir a evoluir no sentido de complementar a actual oferta.

"Spot" televisivo de Famalicão da Serra


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Incêndio no Verão de 2006

Foi com algum espanto que assistimos a um "spot" televisivo onde a morte de seis bombeiros em Famalicão da Serra serviu de mote numa campanha contra comportamentos negligentes.

O motivo da estranheza não é tanto o conteúdo, dado que é necessário alertar as populações para comportamentos dos quais podem resultar situações semelhantes, mas pelo facto de se ter mantido um absurdo secretismo quanto às conclusões do relatório deste incêndio e ao apuramento dos factos que levaram à morte de seis bombeiros.

Mesmo admitindo que exista um fundo pedagógico, seria francamente mais útil para todos divulgar o relatório, dar formação e rever procedimentos do que expor uma situação para a qual parece, em termos operacionais, não haver nada a corrigir.

Usar o episódio de Famalicão da Serra de forma redutora, com o único objectivo da prevenção de alguns comportamentos, mas não como forma de prevenir opções tácticas que se podem revelar erradas, não é a forma mais adequada de lembrar quem perdeu a vida num acidente que parece só ser recordado de forma selectiva e segundo critérios de interesse duvidosos.

Comportamentos negligentes, infelizmente, haverá sempre, pelo que se tem que aprender com os erros de modo a que, em circunstâncias semelhantes, os resultados não sejam os mesmos e neste ponto, lamentavelmente, as entidades oficiais esqueceram-se de quais as principais lições a extrair desta tragédia.