terça-feira, junho 26, 2007

Versão 3.02 do Safari corrige erros


Image Hosted by ImageShack
Écrans do Safari 3 e do Explorer no Windows XP

Após um início particularmente desapontador, com as versões beta 3.00 e 3.01 a darem erros permanentes que inviabilizavam a sua utilização, a Apple corrigiu algumas das falhas mais evidentes na versão 3.02 do Safari.

As evoluções tiveram como objecto a correcção de problemas de segurança, no caso da versão 3.01, e o suporte internacional, no caso da 3.02, permitindo assim visualizar de forma adequada a maioria dos "sites", independentemente do conjunto de caracteres deste e do computador que faz o acesso.

Embora o carregamento do Safari nos tenha parecido lento, após estar em uso o desempenho foi aceitável, nalguns casos superior ao do Internet Explorer 7.0, mas um menor nível de integração com o sistema operativo do equipamento de testes, acaba por penalizar o produto da Apple quando comparado com o da Microsoft.

Continuamos a lamentar, tal como o afirmamos anteriormente, que a Apple tenha lançado a versão 3.00 inicial sem ter reunido o mínimo de condições para que este oferecesse o desempenho e a estabilidade necessárias para um teste, desacreditando assim o produto perante utilizadores que poderão não voltar a experimentá-lo.

Pensamos que, a partir da versão 3.02, estão reunidas as condições para que se possa testar esta nova versão do Safari, cujas funcionalidades e desempenho geral permitem, desde já, alguma expectativa para a versão final.

É necessário fazer cumprir a legalidade


Image Hosted by ImageShack
Presidente da República e Primeiro Ministro

Não é apenas na aquisição de bens e serviços na área da Protecção Civil que o Ministério da Administração Interna (MAI) tem vindo a optar por ajustes directos ou actos administrativos de forma a ultrapassar situações de litígio que resultam do lançamento tardio dos concursos públicos ou de deficiências dos mesmos.

Temos assistido a uma longa sucessão de situações que, para além de lesar os interesses do Estado, permitem adquirir bens ou serviços de qualidade duvidosa e sem critérios uniformes, tal como sucedeu com os equipamentos de protecção individual dos bombeiros, ou cuja contratualização não é submetida ao escrutinio público devido a clausulados que impedem o livre acesso à informação.

Também a acção operacional, mesmo em áreas que, pela sua natureza, não versam a segurança do Estado, têm sido abusivamente classificadas desta forma, obrigando os envolvidos a uma confidencialidade que não se justifica.

Podemos admitir, no limite, que o acesso a alguns parâmetros operacionais seja temporariamente condicionado, mas após o termo da missão, não haverá razões para que os cidadãos deste País não possam ter conhecimento do desenrolar de uma dada actividade e quais os resultados que desta resultaram.

Apenas podemos entender o actual clima de secretismo como reflexo de temor por parte do MAI, perante um treino e planeamento deficientes, dos quais possa resultar um fraco desempenho operacional e o risco acrescido de acidentes, evitando um escrutínio popular que poderá ser particularmente crítico.

Porque a recusa não fundamentada e individualizada do acesso à informação é vedada pela Constituição, foi solicitada à Presidência da República que analise os vários actos administrativos que têm vindo a ser praticados, dos quais enviamos uma lista e descrição, sempre restringida à área da Protecção Civil, de modo a, caso considere necessário, esta exerça as suas competências, repondo uma legalidade democrática que consideramos ter vindo a ser posta sucessivamente em causa.

segunda-feira, junho 25, 2007

A verdade a que não temos direito


Image Hosted by Imageshack
Depois da ocultação, a confidencialidade

Após ter sido divulgado que os contratos de aluguer de meios aéreos este ano têm uma cláusula de confidencialidade, impedindo as empresas contratadas de revelar informações, por "questões de segurança interna", o Ministério da Administração Interna (MAI) veio esclarecer os fornecedores apenas estão sujeitos a sigilo em questões relacionadas com a operação das aeronaves.

Segundo o MAI, "as empresas que fornecem esses meios estão sujeitas a uma cláusula de confidencialidade que diz respeito apenas às acções operacionais que venham a ser desenvolvidas no âmbito da actividade de segurança interna" e os contratos "podem ser facultados a qualquer órgão de comunicação social".

Para o MAI esta cláusula "destina-se a estender o dever de sigilo, a que estão sujeitos os membros das forças e serviços de segurança, às pessoas que os acompanhem no âmbito das suas missões, com o objectivo de salvaguardar essas missões e preservar as pessoas envolvidas" e garante que tal disposição "não viola, directa ou indirectamente, nenhuma norma constitucional ou legal".

Esta revisão de posição é diferente da resposta a um primeiro pedido de esclarecimento da Agência Lusa, dado que na altura o MAI declarou que "qualquer prestação de serviços ao MAI em ambiente operacional pressupõe a possibilidade de se tomar conhecimento directa ou indirectamente de informação cuja divulgação pode prejudicar o interesse público conexo com a segurança interna", do que resulta que "todos os contratos passaram a conter uma cláusula de confidencialidade".

A existência desta cláusula foi confirmada pelas empresas a quem os meios foram alugados, sendo salientado que nunca em anos anteriores houve este tipo de imposição que proiba a divulgação pública do conteúdo do contrato.

Para a Comissão de Acesso aos Documentos Administrativos (CADA), sem se referir a este caso concreto, do qual não tem conhecimento, "não parece plausível que contratos com o Estado contenham este tipo de alínea", dado que o direito à informação e eventuais razões pelas quais pode ser recusado o acesso estão consagrados na própria Constituição da República.

Contactado pela Agência Lusa no sentido de comentar a decisão do MAI, o advogado Francisco Teixeira da Mota considerou que "é completamente absurda" e que o Governo "pretende instalar um regime de secretismo ou de sigilo de todo e qualquer contrato, independentemente de em concreto haver qualquer razão que justifique tal sigilo".

Igualmente, em declarações prestadas na RTP, o Prof. Marcelo Rebelo de Sousa considerou inaceitável esta prática, a qual carece de qualquer fundamentação legal, manifestando esperança de que o Governo altere esta decisão.

Recordamos que o MAI contratou o aluguer de uma dezena de helicópteros, por ajuste directo, às empresas Heliportugal, Helisul e Aeronorte pelo valor de perto de 2.000.000 de euros, de modo a substituir os que foram adquiridos à Heliportugal e cuja entrega está atrasada, facto que abordamos por considerarmos que, de acordo com o contrato, era da empresa em falta e não ao Estado a responsabilidade de fornecer meios de substituição.

Pouco tempo depois, também por ajuste directo após mais um concurso que não resultou conforme esperado, o MAI alugou dois Beriev Be-200 pelo valor de 3.900.000 de euros, na sequência de um processo feito à medida deste modelo e que levanta demasiadas dúvidas para poder ficar sem mais esclarecimentos.

Desta forma, se numa primeira fase a excepção passou a ser a norma, numa segunda, perante suspeitas cada vez mais sérias de irregularidades ou ilegalidades, passou-se a usar o mesmo "interesse público" para impor aos concorrentes cláusulas de confidencialidade, do que resulta uma ainda menor transparência dos processos.

Mesmo que o Governo alegue que a confidencialidade versa apenas a área operacional, dado estarmos no âmbito de uma actividade específica da protecção civil e não na esfera militar ou da segurança interna, este intenção é abusiva e vem ocultar eventuais falhas de planeamento e de preparação, escusando-se assim a ter que justificar opções tardias ou erradas e, possivelmente, situações mais graves como acidentes, falta de eficácia no desempenho das missões ou incapacidade operacional.

Já no ano passado, a operação do Beriev Be-200, então em testes, foi objecto de um certo secretismo que se veio a adensar após o acidente na barragem da Aguieira, tendo culminado num relatório onde falhas graves de planeamento não foram encaradas pela tutela com a gravidade que a situação justificava.

Lembramos que do relatório consta que o planeamento foi efectuado via Google Earth, que não fornece dados em tempo real e pode ter vários anos de desfasamento, facto agravado pelo facto de não revelar o nível de enchimento da albufeira, e que só após confrontação com mapas militares foram detectados erros, sendo que tal só sucedeu após o acidente de que podia ter resultado a perda da aeronave.

Este ano, após uma série de situações pouco claras de que resultaram sucessivos ajustes directos, algo que é imputável ao lançamento tardio dos concursos bem como à discutível qualidade técnica dos mesmos, do que resultam protestos e recursos hierárquicos levando à impossibilidade de serem concluidos em tempo útil, o possível atraso no planeamento das operações e na distribuição dos meios acaba por ser encoberto sob uma capa de secretismo validade pela confidencialidade imposta por uma cláusula que parece ser ilegal.

Lamentamos que após todo um conjunto de processos que levantam sérias dúvidas, em vez de esclarecer os cidadãos, a opção do Governo seja exactamente a contrária e se recorra a cláusulas contratuais abusivas, que violam o direito constitucional à informação, para esconder o que possa correr menos bem na época de fogos que se aproxima.

Solução anti-virus para telemóveis


Image Hosted by ImageShack
Écran de Sony Ericson com Symbian

O aumento de telemóveis com sistemas operativos Symbian, que apresentam um conjunto de características e vulnerabilidades semelhantes às dos computadores pessoais, levou diversas empresas da especialidade a desenvolver produtos de segurança destinados a esta plataforma.

Entre estas empresas encontra-se a Grisoft, que acaba de disponibilizar uma versão "beta" do AVG Mobile Security destinado a telemóveis que usam o Symbian UIQ 3.0 como acontece com diversos modelos da Sony Ericsson, entre os quais os P990i, M600i e W950i.

O novo produto da Grisoft inclui sistemas de defesa contra "spam" e virus via SMS e permite configurar funções de detecção de modo a alertar o utilizador para possíveis problemas.

Ao descarregar o "software", o utilizador fica automaticamente inscrito num fórum onde serão partilhados resultados dos testes deste sistema de segurança de modo a que sejam alertados para alterações e desenvolvimentos que levem ao melhoramento do produto.

Após os computadores pessoais, os vírus e outras ameaças informáticas atingem cada vez mais os telemóveis inteligentes, nos quais também se podem encontrar alojadas informações confidenciais, como números de cartões de crédito, "passwords" ou identificação de contas bancárias.

Segundo a Grisoft, durante o ano de 2006 cerca de 80% dos operadores móveis foram afectados por perto de 350 tipos de vírus, sendo esta ameaça crescente relativamente ignorada por utilizadores e profissionais do ramo.

Sugerimos aos nossos leitores com telemóveis Symbian que visitem o "site" da Grisoft e, mesmo que não pretendam instalar a solução de segurança apresentada, se informem das ameaças contra este tipo de equipamentos móveis e adoptem os procedimentos necessários a proteger a infrmação que estes contêm.

domingo, junho 24, 2007

Caixa interior para Série 3 - 1ª parte


Image Hosted by Imageshack
Projecto de caixa interior para Série 3

A falta de locais de arrumação nos Land Rover Série, na sua configuração de origem, é um problema comum a muitos proprietários que, para além do compartimento situado debaixo do assento, pouco mais têm ao dispor para guardar algo no interior da viatura.

Dado que o compartimento situado debaixo do assento é de pequenas dimensões e poderá ter outros fins, como o alojamento de uma segunda bateria, torna-se essencial dotar o Série de um segundo local minimamente seguro onde colocar items de maior dimensão sem que estes despertem em demasia a cobiça alheia.

Uma solução será a de colocar uma caixa metálica, devidamente aparafusada no compartimento da carga, desenhada de modo a poder ser instalada ou em cima de uma das cavas das rodas, no caso dos modelos que não possuem assentos traseiros, ou junto à antepara que fica atrás dos bancos.

O projecto é, em sí, simples, mas o seu sucesso depende da forma como as peças são concebidas, de modo a que a solidez do conjunto se alie a um baixo preço e à facilidade de construção.

A nossa ideia é a de usar duas peças em metal com 2 mm de espessura, recortadas de forma semelhante à da imagem, com lados que serão dobrados de forma a ficarem em angulo recto com a base, após o que será colocado ao longo das arestas resultantes da junção das partes laterais uma peça em "L" que será rebitada.

Esta peça em "L" não chegará ao topo, mas ficará imediatamente abaixo da tampa, de modo a que esta não tenha que ser mais larga do que o necessário, servindo também como suporte auxiliar onde esta irá assentar.

Live Messenger 8.5 Beta já disponível em inglês


Image Hosted by ImageShack
Écran do Live Messenger 8.5 Beta

Para quem não pretenda usar a versão em espanhol e opte pelo inglês, informamos que o Live Messenger 8.5 ainda em versão Beta já está disponível.

A substituição da versão espanhola pela inglesa é particularmente aconselhável no caso de quem pretender usar pastas partilhadas, ou "shared folders" na versão inglesa, dado que este nome é modificado na versão espanhola, do que decorrem algumas dificuldades em manter actualizado o seu conteúdo.

Também alguma da terminologia em espanhol é pouco comum para quem não esteja habituado e, indiscutivelmente, muito menos intuitiva do que o inglês a que muitos se habituaram devido à informática.

Sugerimos a quem instalou a versão espanhola e tenha o sistema operativo inglês que, antes de haver dados provenientes de partilhas, que proceda à substituição, tendo o cuidado de proceder à desinstalação e não recorrendo a qualquer forma de "upgrade" que acabará por manter um conjunto de ficheiros e de parâmetros que poderão resultar em problemas futuros.

sábado, junho 23, 2007

Baterias Optima já chegaram ao EBay


Image Hosted by Imageshack
Bateria Optima SC34 Red Top

Uma das vantagens do EBay, nomeadamente no "site" inglês, é o facto de não haver impostos adicionais a pagar pelos bens adquiridos e, paralelamente, os portes serem francamente inferiores aos praticados a partir de outros países.

Recentemente, algumas empresas que possuem loja aberta começaram a colocar no EBay inglês alguns produtos mais populares, por vezes a preços inferiores aos praticados nos seus próprios "sites".

Ente estas empresas, encontra-se a Paddock Spares que também vende as baterias Optima SC34R através do EBay, com preços que rondam as 110 libras, já incluindo impostos, semelhante às 94 libras a que acresce VAT no "site" oficial.

Há, no entanto, empresas que colocam modelos Optima ou similares em promoção ou sujeitas a licitação no EBay, do que podem resultar negócios francamente mais favoráveis do que adquirindo numa loja.

Lembramos, no entanto, que se deve efectuar uma comparação cuidada de preços, evitando pagar em excesso, seja directamente, seja devido a portes que se revelem demasiado elevados e de que resulte um valor superior ao da aquisição em Portugal.

O modelo concreto que descrevemos, destina-se a veículos que usam baterias de 12 volts, tem 50Ah, Cold Cranking Amps (EN) 815 CCA e uma capacidade de reserva de 104 minutos.

O peso da SC34R é de 17.2 kg, e tem dimensões de 254 mm de comprimento, 174 de largura e 200 de altura, o que corresponde a um volume mais reduzido do que baterias convencionais.

As Optima RedTop tendem a durar o dobro de outras baterias, possuem maior poder inicial do que modelos convencionais e um rendimento constante, podendo ser armazenada longos períodos e, após meses, continuar a permitir o arranque do motor.

Outras vantagens são a maior resistência a vibrações quando comparadas com baterias convencionais e o facto de poderem ser instaladas em qualquer posição sem que se verifiquem derrames ou fugas, facto que possibilita o seu envio via transportadora sem que exija cuidados especiais.

Para além das Optima, podem-se encontrar no EBay outras baterias "secas", como as Odyssey, com vantagens semelhantes e variações em características específicas, como a nível de CCA, de dimensões ou de peso.

A instalação de uma bateria com especificações diferentes das do modelo previsto pelo fabricante requer, logicamente, um especial cuidado, devendo ser este equacionado com cautela e após esclarecimento de quaisquer dúvidas, mas as Optima têm dado excelentes resultados e constituem uma boa opção para os veículos todo o terreno ou para outros sujeitos a condições extremas.

Também será de equacionar colocar uma bateria com melhores performance, como as Optima, e atribuir à actual um papel de reserva, utilizando para tal um sistema de carga dividida que lhes permita operar correctamente em conjunto.

Para quem tenha a necessidade de trocar de bateria e equacione a possiblidade de pagar um pouco mais, tendo como retorno uma maior fiabilidade e disponibilidade do veículo, algo que será fundamental quando este se destine a um conjunto de nissões ou fins específicos, as baterias Optima oferecem um conjunto de vantagens em termos de desempenho, a que se adiciona uma maior segurança resultante da forma de construção e da ausência de um liquido ácido no seu interior.

Incêndios em Carvide e Vale Paraíso


Image Hosted by ImageShack
Bombeiro após o combate a um incêndio

Após uma acalmia devido ao tempo chuvoso, a subida de temperatura trouxe de novo os incêndios florestais, com fogos em Carvide e Vale Paraíso, ambos no distrito de Leiria.

O incêndio de Carvide ocorreu numa área florestal perto do Pinhal de Leiria e foi combatido por 73 bombeiros de cinco corporações, apoiados por 17 viaturas e um helicóptero.

Em Vale Paraíso, perto de São Martinho do Porto, no concelho de Alcobaça, foram 31 os bombeiros, provenientes de três corporações e apoiados por oito viaturas, a combater o fogo.

Prevendo-se que a partir deste fim de semana as temperaturas subam para os valores habituais para esta época do ano, o risco de incêndio irá aumentar progressivamente à medida que a humidade resultante das chuvas de Maio e Junho for desaparecendo.

No entanto, conforme dados recolhidos a partir de anos anteriores, as recentes chuvas vão ter uma influência relevante neste Verão que acabou de começar, pois segundo as projecções vão diminuir substancialmente a área que vai ser devastada pelas chamas, de modo a que, mesmo equacionando a possibilidade de duas a três vagas de calor, os números fiquem francamente abaixo da média dos últimos anos.

sexta-feira, junho 22, 2007

Nova versão de MSN para dispositivos móveis


Image Hosted by ImageShack
Écran de MSN para dispositivos móveis

Após ter lançado, ainda que de forma restrita, o Live Messenger 8.5, a Microsoft disponibiliza agora uma versão vocacionada para dispositivos móveis.

No novo portal estão disponíveis conteúdos informativos, e entretenimento ou acesso a serviços de mensagens, pesquisa, mapas ou conversação.

O "site" pode ser acedido em http://mobile.msn.com/ e detecta automaticamente o dispositivo a partir do qual é efectuado o acesso, formatando a informação de acordo com as necessidades do utilizador e as características do seu equipamento.

Os dispositivos móveis têm vindo a ser um alvo preferencial dos fornecedores de serviço, com a Google a pré-instalar "software" em diversos modelos de telemóveis, facto que demonstra a aposta num segmento em expansão mais rápida do que o dos computadores pessoais.

Em muitos países, os dispositivos móveis apresentam não apenas taxas de crescimento superiores aos dos meios informáticos tradicionais, mas também novas perspectivas de mercado, alcançando segmentos da população que não possuem computadores fixos, sendo que tal acontece em países de importância estratégica para os fabricantes, como o caso da Índia.

Era, pois, expectável que a Microsoft não quisesse perder um mercado em franco crescimento e, menos ainda, o abandonasse nas mãos de um rival como o Google, que já entrou neste segmento de importância estratégica.

A liberdade de expressão nos "blogs"


Image Hosted by Imageshack
Julgamento pela Inquisição (Goya)

É do conhecimento público que o autor de um "blog" onde foi abordada pela primeira vez a questão da licenciatura do actual primeiro-ministro foi constituido arguido num processo judicial.

Sendo um processo ainda em segredo de justiça e, portanto, cujos contornos não são públicos, abstemo-nos de comentar uma situação concreta que desconhecemos nos seus pormenores, mas sobre a qual não podemos deixar de nos pronunciar.

Nos últimos anos, os "blogs" têm vindo a substituir em parte a imprensa tradicional, seja na área da denúncia, seja da intervenção cívica, seja na abordagem de problemas e questões que, pela sua especifícidade ou pelas mais variadas razões, acabam por ser esquecidas pelos principais orgãos de comunicação social, eles próprios cada vez mais controlados pelo poder político.

Lembramos que acabou de ser aprovado um novo e penalizador "Estatuto do Jornalista", votado favoravelmente apenas pelo partido que suporta o actual Governo, mas que, presumimos, poderia ter sido apoiado por outra força política se esta detivesse o poder, facto que confirma a cada vez maior dificuldade em fazer trabalho de investigação jornalística, absolutamente necessário para uma informação séria e rigorosa.

Muitas das causas e movimentos cívicos a que assistimos nos últimos anos tiveram origem em "blogs", nos quais foram colocadas questões delicadas muito antes de estas transitarem para canais televisivos e jornais e, daí, para a própria classe política, a partir dos quais atingiram uma dimensão e uma projecção que permitiu influir nos destinos do País.

Esta forma de "jornalismo do cidadão", expressão de liberdade de opinião num País onde esta conquista parece ameaçada, vê-se hoje confrontada pela perspectiva de enfrentar processos judiciais quando ousa desafiar ou simplesmente incomodar o poder instituido.

Sem a protecção de um estatuto específico, como o dos jornalistas, os autores dos "blogs", independentemente da sua seriedade e do rigor dos critérios que adoptem, são facilmente ameaçados através de um eventual recurso a um processo judicial que, mesmo que infundado e sem perspectiva de chegar a fase de pronúncia, serve para intimidar e controlar a liberdade de expressão, evitando assim a abordagem de assuntos considerados incómodos ou inconvenientes.

Desconhecemos quais as razões exactas, constantes da notificação judicial, que levaram o autor dos textos constantes no blog "Do Portugal Profundo" a ser processado pelo primeiro-ministro, mas não podemos deixar de manifestar a nossa preocupação com o que pode ser um atentado contra o direito de opinião e de liberdade de expressão que, felizmente, ainda se pode encontrar na "blogosfera".

O sucedido com o "Do Portugal Profundo" pode, infelizmente, ser um sinal dos tempos e constitui uma forma de pressão contra os autores independentes, tentando coagí-los no sentido de não publicar determinados textos ou ignorar certos assuntos, e deve ser analisado à luz de alterações legislativas que visam controlar a comunicação social e a informação que chega aos cidadãos, razão que justifica o alerta que aqui deixamos aos nossos leitores.