quarta-feira, fevereiro 20, 2008

Placa PCI de 5 portas USB de alta velocidade


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Placa PCI de 5 portas USB de alta velocidade

Com o número de periféricos com ligação USB de alta velocidade, muitos computadores vêm os conectores rapidamente ocupados, a que acresce o problema de, nos modelos mais antigos, não suportarem o protocolo USB 2.0.

Se atentarmos ao facto de as ligações de alta velocidade atingirem os 480 Mbps, contra apenas 12 de uma ligação "standard", percebe-se a vantagem de usar uma placa com portas USB 2.0 como substituição de outras mais lentas, sendo que estas placas são automaticamente reconhecidas por sistemas operativos da família Windows como o XP ou o Vista e mesmo os mais antigos Windows 2000, ME ou 98 SE.

Como solução, existe a possibilidade de instalar ou um "hub" ou uma placa PCI com portas USB de alta velocidade, na qual se podem ligar desde "webcams" até "scanners", passando por impressoras ou outros periféricos que usam elevados débitos de informação ou de fluxo de dados.

A placa PCI de 5 portas USB de alta velocidade, das quais 4 são externas e a outra interna, que hoje apresentamos custa menos de 8 euros, sendo de instalação extremamente fácil, dado que é reconhecida pelo equipamento e pelo próprio sistema operativo, não necessitando de intervenção por parte do utilizador.

Não há avaliação da actuação do INEM


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Ambulância do INEM num acidente

Apesar de haver melhorias na assitência pré-hospitalar, quando avaliada isoladamente e sem ter em conta o encerremento de unidades de saúde e o subsquente tempo de intervenção, continua a não haver critérios de avaliação objectivos que permitam a recolha de um conjunto de dados essenciais ao planeamento.

Mesmo em termos de legislação, não existe a imposição de um tempo máximo para que seja prestado socorro às vítimas, nem critérios que orientem o planeamento e a localização dos meios de acordo com uma avaliação em termos qualitativos que devia ser realizado por uma entidade de supervisão externa.

Efectivamente, nem o ministério da Saúde, nem o próprio Instituto Nacional de Emergência Médica têm dados estatísticos relativos aos tempos de intervenção por meio activado, velocidades médias, e tantos outros necessários a um planeamento que aumenta de complexidade à medida que as distâncias aumentam em consequência do encerramento de urgências sem que existam alternativas.

Mesmo o processo decisional a nível do Centro de Orientação de Doentes Urgentes (CODU) pode ser comprometido pela falta de informação actualmente disponível, que dificulta a determinação do meio adequado melhor posicionado de acordo com um conjunto de variáveis que podem incluir desde as condições climáticas ao estado das vias, passando pela necessidade de manter uma visão de conjunto que não crie novas vulnerabilidades caso surja outro pedido urgente.

A instalação de um sistema de referenciação geográfica, capaz de efectuar o seguimento dos veículos em movimento bem como de dar informação relativamente aos meios accionáveis, seria um contributo importante e, com as tecnlogias actuais, relativamente fácil de implementar, permitindo a visualização dos meios sobre um mapa digital disponibilizado, por exemplo, pelo Google Earth.

É essencial dotar o INEM dos meios de coordenação e controle, bem como das ferramentas informáticas, que permitam uma melhor capacidade de planeamento e de resposta e estabelecer um conjunto de critérios de avaliação capazes de aferir da evolução do serviço prestado, assinalar eventuais erros e apontar para soluções.

Sem uma avaliação objectiva, é impossível melhorar de forma racional e planeada o serviço prestado, caindo-se em medidas casuísticas, em experimentações perigosas e, sobretudo, em falhas graves, que tendem a ser pagas com a perda de vidas humanas.

terça-feira, fevereiro 19, 2008

Lanterna de xenon com baterias CR123


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Lanterna de xenon com baterias CR123

A selecção de uma lanterna de bolso obedece a diferentes critérios, conforme as necessidades específicas de cada utilizador, pelo que convirá examinar e testar diversos modelos antes de tomar uma decisão.

Este lanterna de xenon fornece um foco de grande visibilidade, podendo, em condições ideais, ser vista a uma distância superior a um quilómetro e pode ser operada sem problemas em dias de chuva.

Com construção em alumínio e dimensões de perto de 12.5 cm de comprimento e quase 3 de diametro, aloja no seu interior duas pilhas CR123, incluidas, que lhe dão uma autonomia aproximada de duas horas e meia de uso contínuo.

A lanterna é operada rodando a sua base, ficando assim a luz fixa, ou premindo a base, de modo a que fique temporariamente ligada enquanto seja exercida pressão.

Um dos atractivos foi a dimensão reduzida, que permite ser transportada num bolso, que consideramos mais prático do que o coldre incluido, sendo adequada aos blusões de alta visibilidade da Yoko, que possuem um bolso externo com 12 cm.

Este modelo pode ser obtido através do EBay ou da loja do vendedor na Internet, onde o preço é mais baixo e se cifra nos 6 euros, já com portes para Portugal, sendo uma alternativa interessante e económica face a muitas lanternas à venda entre nós.

Lisboa e Vale do Tejo: cheias num país sem ordenamento


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Cheias no Vale do Tejo há quarenta anos

Não é todos os anos que se verificam cheias com a gravidade da situação ontem vivida em Lisboa e no Vale do Tejo, mas o facto de estas se repetirem, por vezes com perda de vidas humanas, merecia que as autoridades competentes adoptassem um conjunto de medidas que tarda.

O conceito de protecção civil evoluiu nos últimos anos, por força das circunstâncias e de um certo laxismo, para o combate aos incêndios florestais que, dada a sua periodicidade anual, assumiram contornos de tragédia nacional, do que resultou o esquecimento de um conjunto de perigos que derivam da combinação de causas naturais com a acção humana.

As cheias e inundações, que se repetem anualmente mas têm um efeito destruidor e psicológico muito inferior ao dos incêndios, são potenciadas por factores climáticos, como a combinação de chuvas fortes e marés, mas também são o resultado de um mau planeamento e de um ordenamento do territótrio que deixa muito a desejar.

Poucas são as câmaras municipais que, podendo lucrar com a atribuição de licenças de construção, se recusem a concedê-las com base em estudos que indicam ser o local pretendido um leito de cheia ou uma linha de água, do que resultará, inevitavelmente, uma inundação e um perigo para os habitantes.


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As cheias em Lisboa e Vale do Tejo (foto Lusa)

Também será difícil de recordar planos devidamente elaborados, que tenham em conta as cartas de risco, e que vedem a possibilidade de construção em locais onde passem linhas de água ou lençois friáticos, que ao serem desviados irão provocar danos de consequências imprevisíveis e locais cuja determinação é extremamente difícil.

Em diversas áreas, a erosão potenciada pelos incêndios florestais e pela ausência de reflorestação, tem agravado uma situação para a qual as alterações climáticas, cada vez mais evidentes, têm contribuido, resultando em inundações onde tal nunca se verificara no passado.

Provavelmente que não voltaremos a assistir a situações semelhantes às ocorridas há quarenta anos, mas tal não será devido a um melhor planeamento e ordenamento do território, mas porque os meios de socorro melhoraram e os sistemas de alerta são infinitamente mais eficazes, podendo prevenir populações inteiras de forma quase imediata, mas, no que diz respeito a medidas de fundo, pouco ou nada se evoluiu nestes anos.

segunda-feira, fevereiro 18, 2008

Vodafone testa Internet móvel mais rápida


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Um Samsung SGHI 560 com suporte para HSPA

A Vodafone vai iniciar testes de HSPA+ ou High-Speed Packet Access Evolution, uma evolução do protocolo actual que visa alcançar uma uma maior velocidade na transmissão de dados via rede de telemóvel.

Este processo é dispendioso, pois envolve a multiplexagem de transmissões paralelas efectuadas através de diversos canais, mas tem a vantagem de recorrer a muitos dos equipamentos de rede instalados, dado que os sistemas de transmissão individual podem ser aproveitados.

Desta forma, será aproveitada a maioria da infraestrutura, com melhoramentos sobretudo a nível de encaminhamento da informação, sendo que as principais alterações serão a nível dos equipamentos receptores, que necessitam de receber dados através de diversos canais e de a consolidar.

Empresas com a Ericsson, Huawei e Qualcomm estão a desenvolver telemóveis com múltiplas antenas, capazes de receber diversos fluxos simultâneos usando HSPA, que darão origem a um único canal, de velocidade muito mais elevada.

Estamos ainda distantes de ver o novo HSPA+ em uso, mas este é um dos caminhos possíveis no aumento de velocidade em dispositivos móveis e aquele que melhor aproveita tecnologia existente, mas a nossa preferência vai no sentido do WiMax e de comunicações baseadas em IP.

Alternativa para reforço de médicos no INEM


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Ambulância do INEM ainda sem médico

Temos relatado diversas questões que se prendem com a falta de meios de socorro com médicos a bordo e as consequências que esta condicionante tem na intervenção do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM).

Para além de uma solução óbvia que consiste em contratar o número de médicos necessário para o reforço das equipas, dotando as ambulâncias e os futuros helicópteros de suporte imediato de vida (SIV) com pessoal médico, convém explorar alternativas que permitam uma contenção de custos inerentes ao aumento do número de clínicos ao serviço do INEM.

A possibilidade de estabelecer acordos com médicos residentes nesses locais que, no horário acordado, de forma a poder conciliar a actividade de socorro com a prática clínica, permitiria reforçar os meios de intervenção.

Este tipo de acordo, que pode assumir diversas formas contratuais, desde uma simple avença a um contrato de prestação de serviços, permitiria a existência de alternativas em locais remotos e de difícil acesso, onde uma viatura médica de emergência e reanimação demoraria a chegar, permitindo um socorro medicalizado com maior rapidez.

Caberia ao INEM fornecer os "kits" necessários aos médicos com os quais fosse estabelecido um acordo, podendo, inclusivé, ser feito depósito num quartel de bombeiros ou num posto policial local de equipamentos que, pelo seu custo ou características, não pudessem ser entregues a nível individual, cabendo ao depositante entregá-lo no local onde este fosse necessário sempre que solicitado e acordo com o protocolo estabelecido.

Pode-se, inclusivé, incluir na contratualização processos de formação, factores de progressão na carreira ou outros atractivos não pecuniários que, desta forma, permitam uma contenção de custos enquanto reforçam a capacidade de socorro em situações onde a presença de um médico é necessária.

A ideia que defendemos para o INEM é a de uma estrutura flexível e bem coordenada, com o recurso a elementos externos que, ao abrigo de contratos ou acordos de prestação de serviço, reforcem os meios actuais, dotando-as de uma mais valia técnica capaz de socorrer vítimas em locais remotos e onde meios mais convencionais tenham dificuldade em aceder em tempo útil.

domingo, fevereiro 17, 2008

Portugal está "preparado para combater" os fogos


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Um incêndio em fase de extinção

O ministro da Administração Interna (MAI), Rui Pereira, garantiu que Portugal está "preparado para combater" os fogos florestais que ocorram durante este ano

Para o titular do MAI a coordenação de meios na Autoridade Nacional de Protecção Civil (ANPC) tem melhorado, existindo "uma boa cooperação entre todos os agentes de Protecção Civil".

Segundo o ministro, a disponibilidade de 56 aeronaves, entre helicópteros e aviões, e de 9.500 efectivos é garantia de uma adequada preparação para combater os incêndios florestais.

Rui Pereira fez estas delarações no termo de uma visita ao Centro de Estudos e ao Laboratório sobre Incêndios Florestais, sedeado na Lousã, dirigido pelo professor Domingos Xavier Viegas da Universidade de Coimbra (UC), que lembrou a existência de mais de uma vintena de aviões pesados na Grécia os quais não conseguiram evitar a tragédia que se viveu no Verão passado.

Na altura, foi assinado um protocolo de colaboração entre a Associação para o Desenvolvimento da Aerodinâmica Industrial (ADAI), uma unidade de investigação com autonomia no seio da UC presidida pelo professor Xavier Viegas, e a ANPC, representada pelo seu presidente, general Arnaldo Cruz.

É, efectivamente, uma realidade e uma evidência que perante um conjunto de circunstâncias e de factores, como os que se verificaram na Grécia, o número de meios e de efectivos é sempre insuficiente quando não houve um trabalho prévio em termos de prevenção e de ordenamento do território.

Sabemos que a coordenação e a primeira intervenção tem vindo a melhorar, mas será ainda mais decisivo o facto de muitas das áreas devastadas pelas chamas em anos anteriores constituirem barreiras naturais, capazes de, em conjunto com outros obstáculos, conter o avanço das chamas, compartimentando-as e evitando muitos incêndios de grandes dimensões.

Considerar que um conjunto de recursos, mesmo que aparentemente adequados, podem compensar a falta de investimento no planeamento e no ordenamento do território, a cada vez maior desertificação do Interior ou as cada vez mais evidentes alterações climáticas, corresponde a assumir um risco que vai depender de um conjunto de factores que, efectivamente, ninguém controla, pelo que tanto podemos ter a sorte do ano passado, como passar por uma situação semelhante à que os gregos experimentaram na mesma altura.

A problemática dos incêndios florestais não pode continuar a ser encarada de forma sectorial ou parelar, mas numa perspectiva integrada e abarangente, que não se restrinja a um mero esforço de combate, mas, sobretudo, a criar condições para que uma luta desigual onde há sempre perdas e prejuizos não venha sequer a ocorrer.

sábado, fevereiro 16, 2008

Já foi nomeado o novo presidente do INEM


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Ambulância do INEM

Foi confirmado que o novo presidente do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) será o coronel Abílio Gomes, actualmente a desempenhar funções no Ministério da Defesa e em serviço no Hospital Militar de Belém, e que tem experiência na área da emergência e na implementação e direcção de hospitais de campanha.

O coronel Abílio Gomes, esteve recentemente envolvido na reestruturação dos serviços de saúde militares, que prevê a concentração dos actuais hospitais dos três ramos das Forças Armadas em apenas duas unidades, uma em Lisboa e outra no Porto.

O novo presidente do INEM, que é cardiologista de formação, preside à direcção da Associação Portuguesa para Prevenção e Reabilitação Cardiovascular e é o primeiro nomeado pela nova ministra da Saúde, Ana Jorge.

As reacções à demissão do anterior presidente do INEM corresponderam, essencialmente, ao esperado, sendo comum a ideia de que não será a substituição deste responsável a introduzir alterações significativas no funcionamento do socorro pré hospitalar, mas apenas uma nova orientação a nível de políticas da saúde.

Assistimos, portanto, aos esperados apelos à reabertura de alguns serviços e valências, bem como a uma maior colaboração com os bombeiros, mas, da parte do Governo ou do Ministério da Saúde, ainda não houve uma justificação para esta demissão nem a manifestação do propósito de alterar a política de encerramentos sem que antes existam alternativas.

Há, no entanto, decisões a nível operacional, dependentes do INEM, como a de operar os futuros helicópteros sem médicos e ou das viaturas de suporte imediato de vida (SIV), que são tripuladas apenas por enfermeiros, as quais foram tomadas à revelia das ordens profissionais ou mesmo contra elas.

Também a aceitação de que através do reforço dos meios de socorro pré-hospitalares poderia compensar o encerramento de serviços, substituindo cuidados que só podem ser prestados em unidades de saúde, bem como a manifesta incapacidade de coordenar os meios do INEM com os dos bombeiros, podem ser atribuidos ao responsável agora afastado, que optou por uma via que não podia dar resultados positivos.

Com a designação de um novo presidente, com uma formação diferente, pode-se esperar um conjunto de melhorias a nível organizacional, mas, tal como o coronel Abílio Gomes saberá, decorrente da sua experiência militar, tal como os militares ganham tempo para ser obtida uma solução política, também o socorro pré-hospitalar apenas permite ganhar tempo, mas é na assistência hospitalar que se encontra a solução defenitiva.

Sem alterações significativas e uma reorganização dos mapas de urgência, não será o INEM a compensar as manifestas deficiências e erros resultantes da actual política para o sector da saúde, pelo que é ilusório esperar que seja o INEM a salvar o que o poder político condena.

sexta-feira, fevereiro 15, 2008

Land Rover Veteranos 2008 - Terras de Mora


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Cartaz do Land Rover Veteranos 2008

Vai-se realizar no próximo dia 15 de Março o passeio "Land Rover Veteranos 2008 - Terras de Mora", que percorrerá caminhos e estradas deste concelho alentejano.

Este evento destina-se aos "veteranos" da marca, concretamente aos vários modelos de Land Rover Série e está adequado a veículos sem preparação específica, de modo a que todos possam participar sem problemas e sem gastos adicionais em material.

No "site" do evento encontram-se todos os detalhes necessários, incluindo a ficha de inscrição, descrição dos locais e informações relativas a onde comer ou dormir, permitindo aos interessados reunir todos os dados necessários à sua participação.

Esta é a possibilidade de desfrutar de um dia bem passado, confraternizando com os adeptos dos Land Rover mais antigos e viver a mística que caracteriza estes modelos e é mantida pelos seus proprietários.

PJ: um exemplo a evitar - 2ª parte


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Distintivo da Polícia Judiciária

Em contrapartida, assuntos prementes, como os respeitantes à Lei Orgânica da PJ ou referentes ao enquadramento da investigação criminal, passando por questões orçamentais, funcionais ou a ligação a outras entidades ou instituições, nas quais um director tem importância essencial, parecem esquecidas em prol de um assunto mediático mas que, pela sua especificidade, nunca deveria ser alvo de comentários de quem tem um dever de reserva sobre o mesmo

No entanto, mais grave ainda, é a persistência de a tutela, após a violação do dever de solidariedade institucional que coloca em causa os tribunais e o MP, manter no cargo quem pode ter comprometido o processo de investigação criminal mais mediático que alguma vez esteve nas mãos da PJ, sendo que a solidariedade do ministro da Justiça neste caso assume contornos de cumplicidade que devem ter consequências políticas.

Se num primeiro momento a substituição do director nacional da PJ poderia ter controlado os danos provocados pelas suas declarações e permitir a continuação do trabalho investigatório, o apoio dado pelo ministro da Justiça veio escalar o problema, cuja solução pode passar agora pela não manutenção do governante que tutela esta polícia de investigação criminal.

A própria solidariedade do ministro da Justiça para com o actual director nacional, levanta dificuldades em encontrar um sucessor em caso de substituição, dado o incómodo que representa herdar um cargo de alguém que teve, manifestamente, um apoio da tutela que se baseia em relações pessoais.

Temos, finalmente, a defesa do director nacional feita por um seu subordinado, no que é a inversão de princípios básicos conhecidos, quando se sabe que deve ser o superior a defender quem dele depende, resultanto em mais um incómodo e numa acrescida sensação de quebra de solidariedade.

Esta longa sequência de erros, de lapsos e de confusões desacredita a PJ com instituição, coloca em causa o seu prestígio internacional e, o que é mais grave, vem desautorizar orgãos de soberania com os quais a colaboração é essencial em termos funcionais e os próprios elementos no terreno que, independentemente dos seus erros, necessitam do apoio da hierarquia.

Este é um exemplo de como se escala um problema, aumentando a sua dimensão e gravidade, de como se quebram princípios básicos de solidariedade e se compromete o trabalho realizado, descredibilizando a instituição e os seus funcionários sem que de nenhuma destas vertentes se possa extrair qualquer vantagem ou, sequer, uma explicação plausível para tal desaire.