terça-feira, maio 15, 2007

GPS de pulso GlobalSat GH-615B


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GlobalSat GH-615B

O GlobalSat GH-615B é um receptor de GPS completamente selado, à prova de água e com um écran de grande dimensão que pode ser usado como um vulgar relógio de pulso, tornando-o particularmente adequado a missões em que seja obrigatório manter liberdade de movimentos.

Para além de poder ser usado no pulso, pode ser ligado a um PC através de um "interface" USB e fornece dados em formato NMEA que podem ser utilizados pelos programas mais populares, como o Oziexplorer ou o CompeGPS.

Também os dados podem ser exportados para um PC e vizualizados de forma gráfica sobre o Google Earth, algo que começa a ser cada vez mais comum neste tipo de equipamentos.

Características:

1. Chip de alta precisão SiRF Star III, capaz de receber sinal mesmo em condições difíceis.
2. Bateria recarregável de iões de lítio de alta capacidade.
3. Écran LCD de grande dimensão e fácil leitura.
4. Suporte WAAS/ EGNOS.
5. Caixa rígida, resistente e à prova de água.
6. Capacidade de gravar todo o historial de um dia de treino.
7. Pode ser utilizado como um receptor de GPS para outros dispositivos.
8. O "upgrade" de "firmware" pode ser efectuado através de um PC.
9. Marca e grava pontos de passagem de modo a armazenar rotas ou percursos.
10. Suporta o formato do Google Earth.
11. Memória "flash" de alta capacidade para armazenamento de dados.
12. Cálculo de consumo de calorias.
13. Sistema de "track back".
14. Monitor de ritmo cardiaco com sensor.

Uma característica interessante é a capacidade de armazenamento de dados posicionais, podendo substituir um GPS com "data stick logger" utilizado, por exemplo, para verificar trajectos de veículos, algo que o torna particularmente polivalente.

Este não é o primeiro modelo que mencionamos com este tipo de características, mas é o primeiro que se baseia no "chip" SiRF Star III, que tem uma precisão e capacidade de operar com sinais mais fracos muito superior à da anterior geração.

Numa pesquisa inicial, verificamos que este equipamento já se encontra disponível na Europa por preços que rondam os 150 euros, a que acrescem portes, o que, não colocando este equipamento entre os mais acessíveis, pode justificar-se pelas várias possibilidades e inovações que encerra.

Para os mais interessados ou curiosos, sugerimos que descarreguem o manual de utilizador, disponível em Inglês, onde se encontram as informações necessárias para conhecer e operar este interessante equipamento que é uma interessante alternativa à maioria dos receptores de GPS convencionais.

segunda-feira, maio 14, 2007

Adicionamos um marcador para o Kamov


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Painel de instrumentos de um Kamov Ka32

As visitas provenientes de motores de pesquisa da Internet, como o Google ou o Sapo, demonstram que existe um crescente interesse pelo Kamov Ka-32 que em breve chegará ao nosso País para combater os incêndios florestais.

Utilizando a possibilidade de defenir marcadores da nova versão do Blogger, optamos por agrupar os textos relativos a este helicóptero de modo a facilitar a pesquisa por parte dos nossos leitores.

Deste modo, do lado direito, junto dos marcadores que assinalam os temas mais utilizados, existe agora um dedicado aos Kamov, sendo que os texto relativos a este helicóptero ou que a ele façam referência, serão identificados de forma a serem facilmente consultados.

Entretanto lembramos que no passado fim de semana, um grupo de oito pilotos portugueses seguiu para a Rússia onde, durante um mês, serão treinados na operação deste modelo de helicóptero que em breve será facilmente reconhecido entre nós.

Registo de informação no Google


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Écran de pesquisa do Google

Foi anunciado no "blog" do Google que a informação resultante de pesquisas irá ser mantida durante um período de entre 18 e 24 meses, após o que será destruida.

Este foi o compromisso encontrado pelo Google no seguimento de uma directiva da Comunidade Europeia que obriga esta informação a ser mantida entre 6 e 24 meses, mas que ainda não foi devidamente regulamentada dado que tal só é obrigatório a partir de 2009.

Por outro lado, o Governo americano pretende que esta informação seja armazenada durante 24 meses, de forma a facilitar investigações na luta contra o crime, nomeadamente contra o terrorismo, sendo que este prazo é considerado exagerado por vários especialistas.

Uma possibilidade seria a de permitir ao utilizador selecionar qual o prazo em que as suas pesquisas ficariam armazenadas, num mínimo de 6 meses, sendo que, após haver legislação nacional, o valor seria ajustado de acordo com o que então fosse determinado com base no país de onde o IP fosse originário.

O Google optou pelos prazos mencionados como forma de equilíbrio entre a necessidade de proteger o seu próprio sistema e de o apurar, de responder a obrigações legais díspares provenientes de distintos enquadramentos legais e de garantir a privacidade dos seus utilizadores.

Para além das pesquisas efectuadas, também os endereços de IP são mantidos, quer como forma de defesa, quer para fins tão diversos como a luta contra vários tipos de crime, como a fraude informática, complementando os dados resultante das pesquisas na consolidação da informação necessária à implementação de medidas de segurança e na resposta a eventuais solicitações de entidades responsáveis por investigações.

Aconselhamos a quem utiliza o mecanismo de pesquisa do Google a ler o texto integral, em inglês, de modo a estar ciente das implicações resultantes de um serviço que, actualmente, dificilmente podemos dispensar.

domingo, maio 13, 2007

Necessidade de actualizar as fotos das pessoas desaparecidas


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Exemplo de envelhecimento via software

Já nos insurgimos no passado pelo facto de as fotografias de pessoas desaparecidas há vários anos, algumas em fase de crescimento, se encontrarem imutáveis no "site" da Polícia Judiciária.

Não pomos em causa a necessidade de manter as fotografias correspondentes à altura do desaparecimento, mas estas podem em muito pouco corresponder ao aspecto actual, pelo que a sua eficácia terá tendência a diminuir com o passar do tempo.

As novas tecnologias permitem, com uma elevada precisão, reproduzir o processo de envelhecimento, sendo, em algums programas, possível adicionar factores que condicionam o aspecto que uma dada pessoa terá no futuro, como o facto de se expor em demasia ao Sol, fumar ou ter tendência para a obesidade.


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Foto do Rui Pedro, desaparecido há 9 anos

Numa experiência realizada o ano passado, o governo da Escócia, país onde o envelhecimento da população se faz sentir, disponibilizou um sistema "on-line" que permitia aos interessados ver como seriam no futuro, sendo possível escolher quais os anos de vida sobre o qual o programa iria actuar.

Programas mais sofisticados, disponíveis comercialmente, permitem uma maior flexibilidade e precisão, embora os melhores resultados sejam obtidos a partir dos 6 anos de idade, altura em que um conjunto de características se encontram melhor defenidas.

No entanto, na Internet existem sistemas interactivos que podem auxiliar nas investigações, tal como o da universidade de St Andrews que utilizamos para alterar a fotografia do Rui Pedro, desaparecido há 9 anos.

Relativamente a esta fotografia, devemos ressalvar que esta é uma tentativa motivada pela vontade de contribuir para a resolução deste caso ainda em aberto, mas que a mesma será removida se for considerada inapropriada ou prejudicial para a investigação por alguém relacionado com este caso.

Para além de Madeleine Beth McCann, que ontem fez 4 anos, existem vários desaparecidos, alguns deles ausentes há muitos anos, que é obrigação de todos não esquecer, mas que é competência da Polícia Judiciária manter actualizados os registos, dados e informações que facilitem a sua localização.

sábado, maio 12, 2007

Novamente adiado o concurso de aluguer de meios pesados


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Be-200 um excelente avião envolto num péssimo concurso

Após uma primeira reclamação que motivou o adiamento do concurso para o aluguer de dois aviões pesados de combate a incêndios florestais para ontem, dia 11 de Maio, uma segunda reclamação da Aeronorte motivou um novo adiamento para 01 de Junho.

Estes dois meios aéreos pesados deveriam, segundo ministro da Administração Interna, António Costa, garantiu no passado mês de Abril, estar operacionais a 01 de Julho.

Após este segundo adiamento, o Governo, caso queira manter os prazos, terá apenas 30 dias para abrir as propostas das empresas, escolher a vencedora, adjudicar e proceder à assinatura do contrato de aluguer, isto partindo do princípio que a empresa selecionada conseguirá no espaço de tempo que resta colocar os meios em Portugal e efectuar todo o planeamento necessário à sua operação.

Lembramos que a 02 de Maio, na sessão de abertura de propostas, a Aeronorte reclamou devido ao facto de um documento apresentado pela JSCBAC, representante do Beriev, estar escrito em russo, devido ao facto de a empresa não estar sedeada na União Europeia e porque o Be-200 proposto não ter um certificado do Instituto Nacional de Aviação Civil para operar em Portugal.

Este é um processo que assume contornos absurdos devido a uma série de deficiências e ao imprevisto do aparecimento de um segundo concorrente que evitou uma adjudicação directa à empresa representante do Be-200.

Cada vez estamos mais convencidos de que este era um concurso feito à medida e que apenas imposições legais evitaram uma adjudicação directa, sendo uma situação de tal forma suspeita que bem merece a atenção das entidades judiciais competentes no sentido de um cabal esclarecimento da situação.

Dado que se torna cada vez mais difícil prosseguir com este concurso, já esperamos que surja a tradicional declaração de "relevante interesse público" no sentido de proceder a uma adjudicação do meio que o Governo considera mais adequado segundo critérios que ele próprio, directa ou indirectamente, escolheu.

A opção de recorrer à declaração de "interesse público" para suprir deficiências processuais de uma das partes, poderá, por seu lado, levar a uma acção em tribunal, com uma eventual condenação do Estado português do que resultaria o pagamento de uma voltuosa indemnização à parte lesada, sendo, portanto, algo a evitar a todo o custo.

Entretanto, devido a todos estes atrasos, duvida-se que na data marcada estejam disponíveis os meios a contratar, facto que enfraquece substancialmente o dispositivo preparado para este Verão e, lamentavelmente, coloca em risco bombeiros e populações que se vêm privados de um conjunto de importantes meios de combate aos incêndios.

Logicamente, este será um concurso a acompanhar e, caso surjam manifestas irregularidades, a denunciar, pois os contornos de todo este processo parecem cada vez mais obscuros e levantam demasiadas dúvidas que necessitam de ser esclarecidas.

Do MAI para a Câmara de Lisboa?


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António Costa cumprimenta sapadores florestais

Têm surgido insistentes rumores de que o actual titular do Ministério da Administração Interna (MAI) poderá ser o candidato do Partido Socialista (PS) nas próximas eleições para a Câmara Municipal de Lisboa.

Sendo uma opção essencialmente político-partidária, esta não seria objecto de qualquer comentário não fosse o MAI o orgão de tutela das diversas entidades responsáveis pelo combate aos incêndios florestais, pelo que uma alteração na sua estrutura dirigente terá, inevitavelmente, consequências nesta vertente particular.

Independentemente de se concordar ou não com a orientação do MAI na área do combate aos incêndios, é inegável que o peso político do ministro António Costa, o segundo na hierarquia do Governo, se fez sentir em muitas das decisões tomadas nestes últimos anos seja em termos organizativos de um sector que sofreu profundas remodelações, seja nos processos de aquisição e renovação de equipamentos, os quais implicaram verbas vultuosas em anos de rigor orçamental.

É, portanto, com preocupação que se assiste à discussão em torno da saída do titular da pasta numa altura em que a época de incêndios se aproxima e a liderança política é mais necessária, facto que, a concretizar-se, fragiliza a credibilidade do ministro António Costa e aparenta submeter interesses partidários aos do Estado.

Não pomos em causa a importância que terá para qualquer partido político uma vitória eleitoral em Lisboa, mas uma eventual candidatura de António Costa surge como uma manifestação de flagrante falta de capacidade de renovação das estruturas partidárias, a qual não se verifica unicamente no PS, e como uma falta de consideração para com os milhares de elementos provenientes de diversas estruturas e organizações e que integram o dispositivo de combate aos fogos florestais.

A possibilidade de comprometer, mesmo que parcialmente, o esforço realizado na área da Administração Interna e protagonizado pelo actual ministro, em prol de uma hipotética vitória numa eleição local surge, portanto, como um exemplo do que de pior se pratica em termos de política partidária e um péssimo serviço prestado ao País, sacrificado em nome de interesses que deviam ser considerados como secundários pelos detentores de cargos públicos.

Esperando que esta possibilidade, sustentada por estudos e sondagens, não se concretize, a bem do interesse nacional, da sua efectivação tiraremos as devidas elações e não deixaremos de manifestar o repúdio perante uma tal demonstração das prioridades que presidiram a esta opção.

sexta-feira, maio 11, 2007

Marcada para hoje a abertura das propostas do concurso para aluguer de meios pesados


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Um Be-200 em acção na Sardenha

Lembramos que após um adiamento devido à falta de documentos por parte da Beriev, foi adiada para hoje, dia 11, a abertura das propostas do concurso para aluguer de meios pesados para o combate aos incêndios no Verão de 2007.

Com a inesperada chegada de um segundo concorrente, um processo que parecia ter um vencedor certo, fruto de um caderno de encargos que parece ter sido feito à medida do Be-200, a falha de documentação do Beriev não pode ser aceite pelo júri do concurso, tendo este concedido um prazo para que esta deficiência fosse regularizada.

Recordamos que este é um assunto que temos vindo a acompanhar e a analisar em diversos textos e que, naturalmente, será objecto de novas abordagens no futuro.

O desfecho deste concurso interessa-nos em dois aspectos distintos, sendo, naturalmente, o primeiro o seu resultado no respeitante ao resultado do mesmo, e o segundo no aspecto da transparência do processo que, tal como outros que envolvem o Estado, levantam muitas dúvidas.

O intuito deste texto é, sobretudo, o de recordar aos nossos leitores que mais se interessam por este tema, a importância deste concurso e as implicações que tem nas relações de confiança que devem existir entre os cidadãos e o Estado, sendo que acompanhar atentamente esta situação pode ser um contributo para o esclarecimento de negócios que levantam justificadas dúvidas.

Falta de entendimento atrasa sistema Galileu


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Esquema do sistema Galileu

A falta de entendimento e as profundas divergências entre as empresas que compoem o consórcio privado responsável pelo projecto está a comprometer o sistema de orientação europeu Galileu.

O sistema, concorrente do GPS, deveria estar operacional até 2012 e ser composto por um conjunto de estações terrestres uma trintena de satélites, na sua maioria actualmente em desenvolvimento.

O consórcio de que fazem parte empresas de tecnologia aeroespacial e de telecomunicações, como a EADS, a Thales, a Inmarsat, a Alcatel-Lucent, a Finmeccanica, a AENA, a Hispasat e a Teleop necessita de chegar a um acordo urgente, de modo a manter os prazos, factor importante em termos comerciais, mas também para não aumentar os custos que são pagos pelos contribuintes europeus.

Caso não se verifique um entendimento que permita sair do que já foi considerado "um beco sem saída", a solução para salvar o projecto será a de aumentar o volume de investimento público, actualmente previsto para custar aos contribuintes 1.000.000.000 de euros, mas que, caso os privados não assumam na totalidade a sua parte, que corresponde ao dobro deste montante, a comparticipação do orçamento comunitário terá que aumentar.

A alternativa será a de entregar a gestão do Galileu à Agência Espacial Europeia, transformando-o essencialmente num projecto dependente de financiamentos públicos que virão a ser imputados na sua totalidade ou quase aos contribuintes europeus.

Lembramos que a data original do lançamento do sistema Galileu estava prevista para 2008, algo que se verificou de imediato ser impossível de cumprir, e que seria possível obter uma maior precisão do que o actual GPS, no que a União Europeia considerou como um exemplo do desenvolvimento tecnológico comunitário.

Entre as várias aplicações, e que nos interessa particularmente, encontrava-se a possibilidade de utilizar o Galileu no combate aos incêndios florestais, particularmente graves no Sul da Europa, no que prometia ser um importante auxílio para as protecções civis dos países mais atingidos.

Entretanto, o primeiro satélite de validação, o Giove-A, já está em órbita, como noticiamos na altura do lançamento, esperando-se que o segundo seja lançado até ao final deste ano.

O sistema Galileo, apresentado como uma alternativa europeia ao GPS americano, criou muitas expectativas em termos de precisão e da multiplicidade de serviços comerciais a prestar, mas a sua forma de financiamento, com parcerias públicas e privadas e o grande número de entidades envolvidas prometiam algumas dificuldades que facilmente aumentariam caso os custos aumentassem ou a entrada em funcionamento e consequente rentabilização fosse adiada.

Presumivelmente, iremos assistir a um aumento do investimento e do controle público, dado que uma maior disseminação a nível privado poderá resultar numa ainda maior dificuldade de coordenação e implicar a entrada de parceiros cujo controle poderá escapar aos governos dos países envolvidos.

Actualmente, presume-se que a entrada em serviço será mais uma vez adiada, para além de 2012, deixando ao GPS o papel de sistema de orientação e navegação por satélite universal, algo que só poderia ser contrariado se a Rússia abrisse o seu sistema Glonass, actualmente de uso exclusivamente militar, numa opção que poderia ainda levantar mais dificuldades comerciais ao Galileu.

Caso a opção russa fosse pela exploração comercial do sistema, de forma análoga ao que se passa com o GPS, o atraso no Galileu e o aumento dos seus custos poderiam levar a sérias dúvidas quanto à sua rentabilização e mesmo ao fim prematuro do projecto.

Enquanto se espera por novidades, o GPS poderá continuar a ser por muitos anos o sistema de navegação universal, com base no qual os equipamentos de orientação pessoais irão funcionar.

quinta-feira, maio 10, 2007

Placa WiFi D-Link DWL G520+ - 3ª parte


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Écran de configuração WEP

A instalação do "software" da placa, após o equipamento ser ligado, decorre de forma automática, podendo a maioria dos parâmetros ser deixados com os valores de origem, mas parte da configuração tem que ser feita manualmente, nomeadamente a respeitante às restrições de acesso que implementamos.

A configuração da placa para aceder ao ponto de acesso fornecido pelo "router" depende do nível de segurança que tenhamos decidido implementar de modo a evitar acessos indevidos, algo absolutamente obrigatório para proteger a rede de intrusões e como forma de evitar fornecer um acesso grátis a toda a vizinhança.

No nosso caso, optamos por uma chave WEP com 10 caracteres hexadecimais e selecionar um canal específico, mas poderá haver "routers" ou situações onde, cumulativamente, só o acesso de determinadas placas, determinado pelo endereço físico destas, também designado por "Media Access Control (MAC) address", pode ser autorizado.

Para além disso, o "router" dispõe de uma "firewall", que se adiciona às implementadas por "software" em cada um dos equipamentos a ele ligados, e de uma traslação de endereços de IP, como forma de reforçar os meios de defesa contra eventuais intrusões.

Neste aspecto, queremos recordar que existe uma responsabilidade efectiva de quem proporciona o acesso e que o detentor do contrato, facilmente identificável pelo prestador de serviço, poderá ser responsabilizado por crimes ou ilegalidades cometidas através de um sistema que não protegeu devidamente.

Esta questão legal, a que se adiciona um eventual pagamento por tráfego ou uma degradação das prestações dos sistema, devem constituir um alerta para quem implemente um sistema de acesso sem fios, o qual carece de um planeamento mais rigoroso do que uma rede onde existe a necessidade de uma conexão física.

Lamentavelmente, situações de acesso anónimo legais existem, sendo exemplo disso os "jardins digitais", cuja inexistência de controle já foi diversas vezes denunciada sem que a Câmara Municipal de Lisboa tenha respondido ou tomado medidas que corrijam este problema.

Com um conjunto de placas "wireless", a que se adicionam algumas ligadas por cabo, um "router", e uma antena, o acesso de que dispomos via um "modem" de cabo permite a um conjunto de computadores comunicar entre sí e aceder à Internet com a rapidez e segurança possível nos dias de hoje e dentro das habituais limitações orçamentais.

Sem formação e planeamento, não há tecnologia que resista


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GPS portátil Magellan eXplorist

Tem-se vindo a assistir a um certo deslumbramento tecnológico centrado nos GPS, como forma de solução para um conjunto de problemas que, normalmente, nem sequer são correctamente equacionados.

Após anos em que o GPS era considerado como um luxo praticamente inacessível e de funcionamento quase incompreensível para a maioria de quem ouvia falar deste recurso tecnológico, a quebra nos preços e a sua disseminação vulgarizaram um equipamento que continua a ser francamente subaproveitado.

Ao contrário do que seria lógico, a esmagadora maioria dos GPS distribuidos não estão integrados em qualquer solução, operando isoladamente e sem que as informações dele provenientes sejam partilhadas por utilizadores ou aplicações e menos ainda consolidada com dados obtidos a partir de outras proveniências.

A aquisição de receptores de GPS, que poderá, em princípio, ser positiva, acaba por não ter os resultados esperados, pelo que os equipamentos tendem a ser pouco utilizados por utilizadores que não receberam a necessária formação para deles tirarem todo o partido.

Ao contrário do que seria lógico, em vez de idealizar uma solução em função de objectivos defenidos que se propõe alcançar, a tendência é a de adquirir equipamentos de forma desconexa, tentando, "à posteriori", enquadrá-los numa estrutura que não foi pensada desde o início para os utilizar e rentabilizar.

Assim, temos vindo a assistir a uma vulgarização do uso de GPS sem que a tal corresponda uma melhoria efectiva na operacionalidade de quem passou a dispor de mais um recurso tecnológico, acabando estes equipamentos por constituir mais um encargo do que uma mais valia, no que pode levar ao abandono da sua utilização.

Temos insistido no recurso às novas tecnologias, mas sempre que estas sejam acompanhadas da necessária formação e integradas numa solução devidamente planeada, sem o que os resultados obtidos serão fracos e desencorajadores, criando a ilusão de que estas de pouco servem na resolução de situações concretas.

Apela-se, portanto, a um esforço na área da formação e do planeamento, qualificando os utilizadores e dando-lhes os meios técnicos e a instrução teórica e prática que, efectivamente, permita por em bom uso o que, de outro modo, será apenas um devaneio de quem não vê mais do que aparências.