terça-feira, abril 01, 2008

Medidas contra o carjacking apresentadas dentro de 60 dias


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Uma situação de car jacking

O grupo de trabalho encarregado pelo Ministério da Administração Interna (MAI) de apresentar medidas contra o "carjacking" anunciou que terá um relatório preliminar com sugestões no espaço de um mês.

Com base nesse documento, o MAI irá tomar medidas nos 30 dias seguintes, pelo que estamos, neste momento, perante um espaço de tempo de dois meses para concretizar um programa contra este crime crescente.

Aguardamos, pois, os resultados deste grupo de trabalho, não apenas para verificar se as sugestões propostas correspondem às que enviamos, mas também para averiguar da sua valia técnica, dado que é da concretização das ideias ou conceitos que o programa de combate ao "carjacking" pode ou não ter sucesso.

Entretanto, sugerimos aos nossos leitores ler ou reler alguns dos textos que aqui publicamos, onde esta questão, bem como o uso de sistemas de localização, são analizados.

É mais caro alugar os meios aéreos do Estado? - 2ª parte


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Um Kamov Ka-32 a operar na Suiça

Mais grave ainda, em termos de disponibilidade, é o número de meios que ficarão imobilizados devido a manutenções ou avaria e que, extrapolando as percentagens da Força Aérea para helicópteros, corresponderão a um terço dos efectivos, pelo que será de esperar que, em termos médios, apenas quatro Kamov e dois Eurocopter estejam operacionais.

Em contrapartida, sendo meios alugados, é da responsabilidade da empresa contratada manter o efectivo contratualizado, suportando os custos daí resultantes que serão, naturalmente, previstos na altura da proposta apresentada a concurso.

Existe, finalmente, a polémica questão da rentabilização da EMA através de serviços prestados fora do âmbito do Estado, previsto nos estatutos e que, a verificarem-se, virão distorcer o mercado, dado estarmos diante uma empresa que opera meios adquiridos com fundos públicos e que pode ser beneficiada no relacionamento com o accionista Estado.

Esta possibilidade, que esperamos nunca se verifique, ainda não é possível, dado que a EMA ainda não tem o necessário certificado de operador, pedido em Agosto do ano passado ao Instituto Nacional de Aviação Civil (INAC), onde ainda se encontra a ser analizado, facto a que a não certificação dos Kamov Ka-32 pela agência europeia de segurança aeronáutica, European Aviation Safety Agency (EASA), não será estranho.

A actual situação dos meios aéreos adquiridos pelo Estado deriva, na nossa opinião, não da opção de aquisição ou dos próprios modelos, que será correcta no seu essencial, mas da forma de gestão, entregue a uma entidade empresarial que tem um óbvio estatuto de previlégio junto do seu accionista, do que resulta uma óbvia distorsão das regras de mercado.

A opção será, pois, a de extinguir a EMA, cuja existência, após a desistência de aquirir aviões pesados, é cada vez menos justificável e atribuir a gestão dos meios aéreos existentes a um organismo dentro do próprio Estado, eliminando em defenitivo a possibilidade de uso comercial.

Cortando os custos de funcionamento da própria EMA, atribuindo os meios a quem deles necessita, retirando-os do mercado de modo a que este funcione, sob o controle do MAI ou, por delegação da ANPC, é a solução que preconizamos com forma de obviar a muitas polémicas que têm surgido à volta de uma aquisição que consideramos essencial para a segurança dos habitantes deste País, evitando assim que a discussão se centre no acessório e se perca de vista o essencial.

segunda-feira, março 31, 2008

Um apelo

O blog Verão Verde vai contribuir com uma doação para o tratamento deste pobre cão encontrado num prédio abandonado, no passado dia 18.

Citando do Blog dos Bichos:
"É um cão com cerca de 2 anos, pesa 8,9 kg e tem um hérnia umbilical.
Tem uma doença de pele que se chama Malassésia e está muito avançada.
Os dedos estão muito inchados e cheios de pús, ele tem imensas dores e por isso a tosquia naquela zona não pôde ser feita. Todo o corpo dele são cicatrizes destas "feridas".
Tinha umas unhas muito compridas e encaracoladas e o nariz muito seco, ele poderá ter leish. Por isso, a vet tirou-lhe sangue que já deixei na Faculdade para análise.



No Hotel ofereceram a consulta, medicamentos ( conofite, antibiótico, cortisona e dermorcanis em cápsulas ), 1 saco de ração e os 3 banhos que ele fez.

Ele precisa de desinfecção diária das feridas, 3 banhos semanais e a medicação para a doença não avançar. É um tratamento demorado, vai levar meses até ficar a 100%.

O NASIR é a FAT dele!!! Muito obrigada AMIGÃO! Ficou com o nome de OZZY!


Até ao momento foram gastos 26€ na análise à leishmaniose. Falta comprar, para já, o shampoo.


Quem puder ajudar nos tratamentos deste cãozinho, poderá fazê-lo através do NIB:

0065/0921/0006659/0000/57 - Banco BEST"
Entretanto apurou-se que não tinha leish, mas tem malassésia e sarna demodécica. Está a reagir bem aos tratamentos mas ainda vai precisar de tratamento e alimentação durante vários meses e, quem sabe, de alguém que lhe dê o amor de uma família.

O Verão Verde vai contribuir, e você?

É mais caro alugar os meios aéreos do Estado? - 1ª parte


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Um Kamov Ka-32 ao serviço na Rússia

Embora ainda não haja um valor final, a possibilidade de o Estado pagar mais pelos helicópteros da Empresa de Meios Aéreos (EMA) a serem postos ao serviço da Autoridade Nacional de Protecção Civil (ANPC) do que alugando meios equivalentes a empresas privadas, situação para a qual alertamos por diversas vezes, parece hoje bem real.

Esta possibilidade, para a qual o ministério da Administração Interna parece querer abrir caminho, preparando, desde já este cenário, deve ser analisada com cautela, de forma a não distorcer o mercado, mas assumindo que a opção do Estado pela aquisição de meios aéreos próprios, que apoiamos, terá custos, mas também representa um valor acrescentado em termos de segurança das populações.

Afastando-nos de uma perspectiva meramente economicista, segundo a qual estes meios do Estado nunca deveriam ter sido adquiridos, não podemos, por outro lado, justificar custos excessivos recorrendo a argumentos relacionados com a polivalência dos meios, a sua disponibilidade ou a segurança de possuir este tipo de equipamento.

Sem entrar no extremo do ministro Rui Pereira, cujo argumento relacionado com uma suposta "autonomia estratégica" é um franco exagero, dado que sobrevaloriza esta opção, e ignorando o exemplo contido na frase "se eu adquiro uma casa, estou em princípio disposto a pagar um pouco mais do que se arrendar", que confunde um investimento que tende a valorizar-se com um, como o caso de helicópteros, que inevitavelmente perdem valor a cada ano, as várias vertentes deste problema devem ser analisadas separadamente.

A questão dos custos foi, efectivamente, uma das vantagens apresentadas pelo Governo para a aquisição de uma frota que, sabe-se hoje, já não irá incluir os dois aviões pesados, de cuja aquisição o MAI desistiu, sendo usado como argumento os aumentos de preços de aluguer verificados ao longo dos últimos anos, criando-se assim a justa expectativa de que esta seria uma opção economicamente vantajosa.

Também a disponibilidade, outra das alegadas vantagens, parece agora menos clara, ao comparar um serviço completo, incluindo manutenção, substituição, tripulações e tudo o que seja necessário à operação dos meios por um sistema onde a responsabilidade passa inteiramente para a EMA que não conseguiu, até hoje, substituir o Eurocopter AS350B3 perdido no ano passado.

domingo, março 30, 2008

Safari 3.1 disponível


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Écran do Safari 3.1

Já se encontra disponível para descarga no "site" da Apple a nova versão 3.1 do Safari, para as várias plataformas de Windows e Mac.

Segundo a Apple, o Safari 3.1 é mais rápido que os seus principais rivais Internet Explorer 7 e Firefox 2 em termos de navegação, a correr aplicações Java e suporta as normas de áudio, vídeo e animação contempladas na Web 2.0.

Entre as novas características encntram-se um "interface" redesenhado, masis intuitivo, sistemas de "drag-and-drop", suporte de "feeds" RSS, pesquisa integrada ou novas facilidades no uso de favoritos.

No entanto, a nova versão do Safari irá defrontar-se brevemente com o Explorer 8.0, cuja versão Beta já se encontra disponível e que também implementa um conjunto de novas funcionalidades com a vantagem acrescida de ser um produto da Microsoft e, portanto, vir integrada nos sistemas operativos deste fabricante.

Não há proporção entre a diminuição de área ardida e de prejuizos


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Uma floresta após um incêndio

Apesar de se ter verificado uma substancial redução da área ardida no ano de 2007, as perdas resultantes dos incêndios florestais não se reduziram na mesma proporção e atingiram perto de 100.000.000 de euros.

Em termos comparativos, os 31.450 hectares ardidos em 2007 estão perto de 15% da média dos cinco anos anteriores, mas os prejuizos resultantes não acompanharam esta redução, ficando por um terço dos 300.000.000 de euros médios dos últimos anos.

O relatório da Direcção-Geral dos Recursos Florestais (DGRF), para além de diversas considerações relativas ao combate e aos prejuizos provocados, analisa as excepcionais condições meteorológicas e o seu efeito na área ardida e dá um especial destaque aos elevado número de incêndios ocorridos em Novembro.

Na análise ao combate aos fogos, aponta-se como uma das falhas principais o trabalho de rescaldo e o elevado número de reacendimentos e a necessidade de uma melhor qualidade a nível de investigação, de modo a caracterizar melhor as origens dos incêndios, uniformizando os critérios e os procedimentos seguidos nos vários distritos do País.

Também a rapidez de intervenção melhorou, com 87% das intervenções a realizarem-se em menos de 20 minutos após o alerta, aproximando-se muito dos 90% previstos para 2012, do que resultaram incêndios que, na sua maioria, foram de curta duração.

No extremo oposto, houve ainda 0.5% de ocorrências em que a primeira intervenção só se verificou mais de uma hora após o alarme, mas o relatório falha na apreciação qualitativa dos meios utilizados e da eficácia destes no combate às chamas.

Um dos factos mais relevantes do relatório da DGRF é o facto de não haver uma proporção directa entre a diminuição de área ardida e de prejuizos, o que indicia que as zonas afectadas serão, em média, mais valiosas do que as perdidas em anos anteriores.

Esta constatação ganha força se nos lembrarmos que, após os anos em que os fogos devastaram indescriminadamente as zonas rurais, tem havido uma tendência para os incêndios incidirem sobre as áreas mais protegidas ou resguardadas, nestas incluindo os parques ou reservas naturais.

Tendo em conta a insuficiente reflorestação feita nos últimos anos, de que resulta uma substancial diminuição da floresta, a tendência será a de continuar a haver uma percentagem substancial de áreas protegidas ou de elevado valor económico a serem atingidas, embora a extensão da área ardida tenda, em termos médios, a diminuir de forma análoga à da floresta portuguesa.

Assim, após uma fase inicial em que ardeu essencialmente mato ou floresta de escasso valor económico, contribuindo para limpar áreas abandonadas, os incêndios vão tender a concentrar-se cada vez mais em zonas produtivas ou de interesse ambiental, resultando daí esta desproporção entre a área queimada e o seu valor.

sábado, março 29, 2008

Voluntários em Lisboa para testar o Loki


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Écran do Loki

O Loki é um sistema de orientação baseado no sinal de WiFi mapeado, que assim substitui o mais convencional GPS.

Para utilizar o Loki é necessário um equipamento portátil, que pode correr sistemas operativos Windows, incluindo a versão Mobile, ou Mac, um "browser" e uma ligação WiFi, após o que será instalado um programa gratuito que pode ser descarregado a partir do "site" do fabricante.

Neste momento, em Portugal, apenas está disponível em Lisboa, pelo que só na Capital este teste pode ser efectuado, mas está prevista a cobertura de outras cidades nacionais.

Caso haja voluntários interessados em testar este sistema, bastará disporem do equipamento necessário e da possibilidade de aceder aos pontos WiFi mapeados, agradecemos que o façam e que partilhem as suas experiências com os restantes leitores deste "blog".

Apenas 32 EIP estão protocoladas


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Bombeiros numa missão de socorro

É manifesto que a criação de Equipas de Intervenção Permanente (EIP) de bombeiros estão muito aquém das expectativas, com apenas uma trintena protocoladas e que deverão estar em condições de intervir no próximo Verão.

Este número está abaixo de metade do previsto pelo Ministério da Administração Interna (MAI) e parece cada vez mais longe atingir as 200 EIP previstas em três fases até ao ano de 2009.

Mesmo a nível legislativo, a integração das EIP numa perspectiva globalizada de segurança, na qual são incluidos aspectos que vão desde a protecção policial à prevenção rodoviária, também atrasou o processo, estando muitas autarquias à espera de uma versão final dos diplomas.

Podem-se apontar várias causas para este fracasso, seja a nível de indefenição legislativa, seja devido aos encargos, estimados em perto de 33.000 para a autarquia e para a Autoridade Nacional de Protecção Civil (ANPC), mas também a dificuldades de coordenação, recrutamento ou gestão de pessoal.

Facto concreto, é o de que esta promessa governamental parece sem cumprimento à vista, não obstante as declarações do responsável do MAI, Rui Pereira, para quem "as equipas de primeira intervenção estão a ser criadas a bom ritmo e sobretudo em concelhos onde o risco de incêndio é maior".

No entanto, estas EIP, pela sua estrutura e pelo número de efectivos deixam muitas dúvidas quanto à sua capacidade de resposta, sobretudo quando se calcula a disponibilidade real com base em escalas de rotação de serviço, do que resulta uma grave dificuldade em termos de disponibilidade.

Somos favoráveis a que as EIP existam, numa primeira fase, a nível distrital, juntamente com outros meios de reserva, ou de associações de municípios, de modo a que possam estar permanentemente disponíveis equipas completas, com a necessária capacidade de intervenção, independentemente da existência de turnos, após o que, depedendo das condições, se poderia alargar o programa a municípios isolados.

sexta-feira, março 28, 2008

Tata compra Jaguar e Land Rover


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Símbolos da Land Rover e da Jaguar

A companhia indiana Tata Motors, chegou a acordo com a empresa norte-americana Ford para a aquisição da Jaguar e da Land Rover.

Segundo informação do canal televisivo indiano NDTV o valor do negócio ascende a 2.500.000.000 de dólares, saindo a Jaguar e a Land Rover do universo da multinacional americana Ford, à qual pertenceram durante os últimos anos.

Esta aquisição, que inclui a propriedade intelectual permite manter as actuais fábricas e postos de trabalho, bem como as expectativas laborais e de reforma dos funcionários das marcas.

A Tata Motors, conhecida por produzir o automóvel mais barato do Mundo, pertence a um vasto grupo no qual se incluem actividades tão diversas como a hotelaria ou a produção de bens alimentares e vem demonstrar a força de economias emergentes, capazes de adquirir marcas de prestígio de origem europeia ou americana.

Espera-se que a aqusição destas duas marcas pela Tata Motors contribua para a sua estabilidade financeira e para um apuramento técnico dos modelos, já que a breve passagem pela propriedade da Ford pouco valor acrescentado representou para estas duas marcas de origem britânica.

Menos dois aviões pesados pagam novos polícias - 2ª parte


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Veículos da Polícia de Segurança Pública

No entanto, o problema vai mais longe e deverá, apesar de não ser o objectivo deste espaço, incluir uma reflexão acerca dos novos efectivos para as forças de segurança.

É manifesto que o problema das forças de segurança não é o número de efectivos, cuja proporção em relação à população é mais elevada do que na maioria dos países europeus, mas a sua organização, os meis disponíveis, a especialização dos seus elementos, a coordenação, comunicação e controle e tantos outros factores que não são devidamente contemplados.

Também não foi revelado quantos elementos das forças de segurança sairão do activo ao longo do periodo de formação dos novos agentes, sendo que, em termos globais, poderemos estar a falar de uma mera reposição das saídas e não de um reforço real.

Lembramos que a investigação de vários dos crimes mais complexos, como o desaparecimento de Maddie McCann, a violência na noite do Porto ou o atentado junto do bar "O avião" continuam sem dar os esperados resultados e quando os ilícitos fogem aos padrões mais habituais os resultados são insuficientes, acabando as investigações por ser abandonadas sem qualquer sucesso.

A maior dissuação, no respeitante a crimes graves e complexos, aqueles que causam alarme social, não é o maior patrulhamento, a única razão para o aumento de efectivos, mas a perspectiva de que os responsáveis serão descobertos, presentes ao poder judicial e condenados, não indo esta opção do MAI no sentido que consideramos o mais correcto.

Esta troca de dois meios aéreos pesados por um suposto aumento de efectivos nas forças de segurança, que não serão tão necessários como a reestruturação destas entidades, surge como errada, substituindo um investimento manifestamente útil por uma aparente maior protecção dos cidadãos que, na verdade, não sentirão qualquer vantagem real nesta medida.