Um incêndio de dimensões consideráveis está activo na zona de Morel, no concelho de Mirandela, distrito de Bragança, segundo o "site" da Autoridade Nacional da Protecção Civil (ANPC).
O fogo começou pelas 16:40, com duas frentes e tem consumido zonas de mato, tendo participado nas operações 61 bombeiros, apoiados por 15 viaturas e um helicóptero.
Devido à extensão das frentes foi accionado o Grupo de Análise e Uso de Fogo, com capacidade para recorrer a técnicas de contra-fogo ou de fogos tácticos como forma de impedir o avanço das chamas.
Anteriormente, outro incêndio, com três frentes, devastou mato em Alto Vilar, no concelho de Valongo, distrito do Porto, sendo combatido por 58 bombeiros, com 15 viaturas e três helicópteros.
Este fogo, que começou às 15:37 e entrou em fase de rescaldo pouco depois das 18:00, numa altura em que a temperatura já começara a baixar.
Neste feriado esperam-se temperaturas abaixo da média para esta época do ano, pelo que o risco de incêndio tenderá a diminuir, mas sendo o dia escolhido por muitos portugueses para início ou fim das férias, o trabalho dos bombeiros na área do socorro tenderá a aumentar.
quarta-feira, agosto 15, 2007
Presidente da Liga dos Bombeiros Portugueses não se recandidata
O presidente da Liga dos Bombeiros Portugueses (LBP), Duarte Caldeira, anunciou que não se recanditará a um novo mandato nas eleições do próximo ano.
No dia em que o Regime Jurídico das Associações Humanitárias de Bombeiros foi publicado em Diário da República, o presidente da LBP apelou a uma renovação de quadros nas associações humanitárias e, para "dar o exemplo" não se recanditará ao cargo que desempenha desde o ano 2000.
Do novo Regime Jurídico consta a possibilidade de as Associações Humanitárias puderem desenvolver outras actividades de cariz económico, de modo a financiar os corpos de bombeiros, mas também está previsto um maior controle da tutela sobre a gestão, impondo regras mais estritas e diversas limitações.
Os novos modelos de gestão agora permitidos, incluidos num diploma que gerou polémicas, implicam, provavelmente, uma renovação de muitos dirigentes, no sentido de um maior profissionalismo e de uma adequação às novas possibilidades de cariz empresarial que agora são abertas e das quais vai depender, em muito, a capacidade de financiamento das Associações.
Num País em que existem 435 corporações de bombeiros, sedeadas em 307 dos 308 concelhos do país, ou seja em todos menos num, concretamente o de Castro Marim, no Algarve, suportadas por 1.200.000 de associados, com um total de 38.000 elementos nos corpos activos, entre voluntários e assalariados, e geridas por 7.000 dirigentes, desempenhando cargos de direcção nas organizações humanitárias, o universo dos bombeiros voluntários em Portugal ultrapassa em muito os números que a opinião pública imagina, pelo que a importância da sua gestão é extraordinariamente importante.
No entanto, para além da gestão e da organização das Associações, a que a LBP tem dado particular importância, exitem vertentes onde o silêncio tem imperado ou que têm sido secundarizadas, nomeadamente quando se fala do bombeiro como indivíduo e não como membro de um corpo ou de uma associação.
Quando se fala do bombeiro, que enfrenta problemas completamente diferentes daqueles com que se deparam as estruturas organizativas, consideramos que a LBP falhou em muitos aspectos, abdicando de reivindicações que beneficiariam os indivíduos em favor de uma posição de força na defesa das Associações.
Problemas como o apoio psicológico ou formas de compensação complementares para quem presta serviço activo nos corpos de bombeiros, só para exemplificar, não tiveram a mesma atenção que o valor pago por cada quilómetro de serviço de ambulância ou o número de mandatos em que um dirigente pode estar à frente de uma Associação Humanitária.
Mesmo admitindo que a LBP é uma estutura que agrega associações, é bom não esquecer que estas dependem dos homens e mulheres que nelas prestam serviço e sem os quais a sua existência carece de sentido, pelo que uma revisão da postura da Liga, dando prioridade ao indivíduo e não às estruturas, é algo que consideramos da maior importância.
Será esta uma ocasião para a LBP se renovar, mas também para cada um, individualmente, refletir sobre a defesa que esta faz dos seus direitos e sobre a necessidade de apoiar associações directamente vocacionadas para esse fim.
No dia em que o Regime Jurídico das Associações Humanitárias de Bombeiros foi publicado em Diário da República, o presidente da LBP apelou a uma renovação de quadros nas associações humanitárias e, para "dar o exemplo" não se recanditará ao cargo que desempenha desde o ano 2000.
Do novo Regime Jurídico consta a possibilidade de as Associações Humanitárias puderem desenvolver outras actividades de cariz económico, de modo a financiar os corpos de bombeiros, mas também está previsto um maior controle da tutela sobre a gestão, impondo regras mais estritas e diversas limitações.
Os novos modelos de gestão agora permitidos, incluidos num diploma que gerou polémicas, implicam, provavelmente, uma renovação de muitos dirigentes, no sentido de um maior profissionalismo e de uma adequação às novas possibilidades de cariz empresarial que agora são abertas e das quais vai depender, em muito, a capacidade de financiamento das Associações.
Num País em que existem 435 corporações de bombeiros, sedeadas em 307 dos 308 concelhos do país, ou seja em todos menos num, concretamente o de Castro Marim, no Algarve, suportadas por 1.200.000 de associados, com um total de 38.000 elementos nos corpos activos, entre voluntários e assalariados, e geridas por 7.000 dirigentes, desempenhando cargos de direcção nas organizações humanitárias, o universo dos bombeiros voluntários em Portugal ultrapassa em muito os números que a opinião pública imagina, pelo que a importância da sua gestão é extraordinariamente importante.
No entanto, para além da gestão e da organização das Associações, a que a LBP tem dado particular importância, exitem vertentes onde o silêncio tem imperado ou que têm sido secundarizadas, nomeadamente quando se fala do bombeiro como indivíduo e não como membro de um corpo ou de uma associação.
Quando se fala do bombeiro, que enfrenta problemas completamente diferentes daqueles com que se deparam as estruturas organizativas, consideramos que a LBP falhou em muitos aspectos, abdicando de reivindicações que beneficiariam os indivíduos em favor de uma posição de força na defesa das Associações.
Problemas como o apoio psicológico ou formas de compensação complementares para quem presta serviço activo nos corpos de bombeiros, só para exemplificar, não tiveram a mesma atenção que o valor pago por cada quilómetro de serviço de ambulância ou o número de mandatos em que um dirigente pode estar à frente de uma Associação Humanitária.
Mesmo admitindo que a LBP é uma estutura que agrega associações, é bom não esquecer que estas dependem dos homens e mulheres que nelas prestam serviço e sem os quais a sua existência carece de sentido, pelo que uma revisão da postura da Liga, dando prioridade ao indivíduo e não às estruturas, é algo que consideramos da maior importância.
Será esta uma ocasião para a LBP se renovar, mas também para cada um, individualmente, refletir sobre a defesa que esta faz dos seus direitos e sobre a necessidade de apoiar associações directamente vocacionadas para esse fim.
terça-feira, agosto 14, 2007
Fórum Land Rover novamente disponível
Depois de mais um período "off-line", em que surgia uma mensagem para os responsáveis contactarem o departamento de contabilidade de quem fornece o serviço de alojamento do "site", o Fórum Land Rover está novamente disponível
Foi a segunda vez, em poucos meses, que o Fórum esteve "off-line", sendo que anteriormente a indisponibilidade se deveu a um ataque contra o servidor onde está alojado.
Recentemente, um vírus do tipo "trojan" encontrava-se alojado nas páginas deste "site", sendo detectável por quem nas defenições de segurança do "browser" permite a execução de "scripts" escritos em Java e tivesse instalado um anti-vírus actualizado.
Espera-se que após este regresso, o Fórum deixe de sofrer com os problemas que se têm verificado e, porque sonhar não custa, com uma moderação mais eficaz que controle conflitos ou abusos numa fase inicial, evitando situações que se têm repetido sem vantagem para ninguém.
Foi a segunda vez, em poucos meses, que o Fórum esteve "off-line", sendo que anteriormente a indisponibilidade se deveu a um ataque contra o servidor onde está alojado.
Recentemente, um vírus do tipo "trojan" encontrava-se alojado nas páginas deste "site", sendo detectável por quem nas defenições de segurança do "browser" permite a execução de "scripts" escritos em Java e tivesse instalado um anti-vírus actualizado.
Espera-se que após este regresso, o Fórum deixe de sofrer com os problemas que se têm verificado e, porque sonhar não custa, com uma moderação mais eficaz que controle conflitos ou abusos numa fase inicial, evitando situações que se têm repetido sem vantagem para ninguém.
PJ investiga incêndios em Alpiarça
O elevado número de ignições de incêndio registadas durante a passada segunda-feira no concelho de Alpiarça levantou suspeitas, pelo que o caso está a ser investigado pela Polícia Judiciária (PJ).
Neste concelho verificaram-se seis a sete focos de incêndio em áreas tão diversas como vinhas, eucalipatal ou pinhal, no curto espaço de um par de quilómetros ao longo da estrada que liga Alpiarça a Fazendas de Almeirim, no concelho de Almeirim.
O número de ignições ocorridas num concelho de pequenas dimensões, como o de Alpiarça e o facto de terem sido detectadas pelas 03:00 vem dar força à tese de que se trata de fogo posto, dada a óbvia improbabilidade de puderem ocorrer por causas naturais.
Esta situação ocorre no mesmo dia em que a PJ deteve um ex-bombeiro, indiciado por causar 4 incêndios em datas posteriores à sua expulsão da corporação dos Bombeiros Voluntários de Tabuaços.
Os quatro incêndios de que o agora detido se encontra indiciado ocorreram entre 27 de Maio e 8 de Agosto, este último na véspera da sua detenção, nas localidades de Desejosa, Vale Figueira, Pinheiro e Granja, todas no concelho de Tabuaço.
Num ano com um baixo número de ignições, o problema do fogo posto, em conjunto com a elevada percentagem de ocorrências que se verificam em áreas protegidas, constituem, sem dúvida, motivo de reflexão e de preocupação.
Se no respeitante às ocorrências em áreas protegidas, que rondam os 50%, se pode encontrar justificação no facto de terem sido poupadas em anos anteriores, com excepções conhecidas, como os incêndios no Parque Nacional da Peneda Gerês, o elevado número de fogos provocados intencionalmente deve ser objecto de uma análise baseada nos dados revelados pelas autoridades competentes.
Havendo menor número de ocorrências, torna-se possível proceder a uma investigação mais cuidadosa de uma maior percentagem de fogos, pelo que as suas causas podem ser apuradas com maior rigor, dando assim uma imagem mais correcta de uma realidade que tem sido fruto de demasiadas especulações.
Durante anos, em caso de dúvida, as causas dos incêndios apontavam para fogo posto, muitas vezes incluindo acções deliberadas e negligentes, do que resulta uma manifesta impossibilidade de adoptar medidas preventivas dado que os responsáveis têm perfís completamente diferentes.
Também a moldura penal constante da legislação em vigor acaba por ser influenciada pela fraca precisão dos resultados das investigações, tal como sucede com o perfíl psicológico do incendário, feito a partir de um conjunto restrito de indivíduos cuja ingenuidade da maioria permite uma captura fácil.
Os dados recolhidos no respeitante a incêndios florestais têm-se verificado como pouco precisos, nalguns casos como manipulados, de modo a construir realidades convenientes ao poder político, que assim pode tomar decisões ou implementar medidas que raramente respondem às causas dos problemas estruturais que determinam o evoluir deste tipo de fenómeno.
Espera-se que este ano as investigações sejam feitas e concluidas atempadamente, dando assim origem a dados fidedignos, objectivos e úteis, capazes de caracterizar as causas reais dos incêndios e perspectivar as soluções mais adequadas para a solução deste problema.
Neste concelho verificaram-se seis a sete focos de incêndio em áreas tão diversas como vinhas, eucalipatal ou pinhal, no curto espaço de um par de quilómetros ao longo da estrada que liga Alpiarça a Fazendas de Almeirim, no concelho de Almeirim.
O número de ignições ocorridas num concelho de pequenas dimensões, como o de Alpiarça e o facto de terem sido detectadas pelas 03:00 vem dar força à tese de que se trata de fogo posto, dada a óbvia improbabilidade de puderem ocorrer por causas naturais.
Esta situação ocorre no mesmo dia em que a PJ deteve um ex-bombeiro, indiciado por causar 4 incêndios em datas posteriores à sua expulsão da corporação dos Bombeiros Voluntários de Tabuaços.
Os quatro incêndios de que o agora detido se encontra indiciado ocorreram entre 27 de Maio e 8 de Agosto, este último na véspera da sua detenção, nas localidades de Desejosa, Vale Figueira, Pinheiro e Granja, todas no concelho de Tabuaço.
Num ano com um baixo número de ignições, o problema do fogo posto, em conjunto com a elevada percentagem de ocorrências que se verificam em áreas protegidas, constituem, sem dúvida, motivo de reflexão e de preocupação.
Se no respeitante às ocorrências em áreas protegidas, que rondam os 50%, se pode encontrar justificação no facto de terem sido poupadas em anos anteriores, com excepções conhecidas, como os incêndios no Parque Nacional da Peneda Gerês, o elevado número de fogos provocados intencionalmente deve ser objecto de uma análise baseada nos dados revelados pelas autoridades competentes.
Havendo menor número de ocorrências, torna-se possível proceder a uma investigação mais cuidadosa de uma maior percentagem de fogos, pelo que as suas causas podem ser apuradas com maior rigor, dando assim uma imagem mais correcta de uma realidade que tem sido fruto de demasiadas especulações.
Durante anos, em caso de dúvida, as causas dos incêndios apontavam para fogo posto, muitas vezes incluindo acções deliberadas e negligentes, do que resulta uma manifesta impossibilidade de adoptar medidas preventivas dado que os responsáveis têm perfís completamente diferentes.
Também a moldura penal constante da legislação em vigor acaba por ser influenciada pela fraca precisão dos resultados das investigações, tal como sucede com o perfíl psicológico do incendário, feito a partir de um conjunto restrito de indivíduos cuja ingenuidade da maioria permite uma captura fácil.
Os dados recolhidos no respeitante a incêndios florestais têm-se verificado como pouco precisos, nalguns casos como manipulados, de modo a construir realidades convenientes ao poder político, que assim pode tomar decisões ou implementar medidas que raramente respondem às causas dos problemas estruturais que determinam o evoluir deste tipo de fenómeno.
Espera-se que este ano as investigações sejam feitas e concluidas atempadamente, dando assim origem a dados fidedignos, objectivos e úteis, capazes de caracterizar as causas reais dos incêndios e perspectivar as soluções mais adequadas para a solução deste problema.
segunda-feira, agosto 13, 2007
Chuva volta ao Norte do País
Após alguns dias de bom tempo, prevê-se que este piore a partir de terça-feira, sobretudo na região Norte do País, onde deve chover no final tarde.
Os dados avançados pelo Instituto de Meteorologia, apontam para céu que durante esta segunda feira o céu esteja pouco nublado ou limpo, apresentando-se muito nublado no litoral a norte do Cabo da Roca, mas com tendência para piorar terça-feira
A chuva fraca deve-se prolongar até quarta-feira, altura em que o tempo começará a melhorar, esperando-se que no dia seguinte já não haja ocorrência de precipitação.
Na carta de risco, pode-se verificar a influência desta descida de temperatura e da chuva na probabilidade de ignições, resultando não apenas na previsão de um período de acalmia, como na projecção deste para os dias seguintes, numa demonstração inequívoca entre o clima e o deflagrar de incêndios.
Esta realidade, conhecida por todos, parece apenas escapar a alguns responsáveis políticos que tentam comparar os dados meteorológicos deste Verão, no qual não se verificaram períodos prolongados com altas temperaturas, com o ocorrido noutros anos, em que as condições meteorológicas propiciaram um elevado número de incêndios de grandes dimensões.
Os dados avançados pelo Instituto de Meteorologia, apontam para céu que durante esta segunda feira o céu esteja pouco nublado ou limpo, apresentando-se muito nublado no litoral a norte do Cabo da Roca, mas com tendência para piorar terça-feira
A chuva fraca deve-se prolongar até quarta-feira, altura em que o tempo começará a melhorar, esperando-se que no dia seguinte já não haja ocorrência de precipitação.
Na carta de risco, pode-se verificar a influência desta descida de temperatura e da chuva na probabilidade de ignições, resultando não apenas na previsão de um período de acalmia, como na projecção deste para os dias seguintes, numa demonstração inequívoca entre o clima e o deflagrar de incêndios.
Esta realidade, conhecida por todos, parece apenas escapar a alguns responsáveis políticos que tentam comparar os dados meteorológicos deste Verão, no qual não se verificaram períodos prolongados com altas temperaturas, com o ocorrido noutros anos, em que as condições meteorológicas propiciaram um elevado número de incêndios de grandes dimensões.
Ministro diz que não é o clima que evita os fogos
O ministro da Administração Interna (MAI), Rui Pereira, afirmou em Évora, durante uma visita ao Centro de Coordenação de Operações de Socorro realizada na passada na 5ª feira, que os resultados positivos obtidos este ano no combate aos incêndios florestais não têm sido o "resultado da sorte", mas de uma "resposta adequada" do dispositivo.
Para o titular do MAI, "para ter sorte, temos trabalhado muito e continuaremos a trabalhar muito", sendo que os "resultados ilustram o esforço" de um dispositivo com cerca de 9.500 elementos.
Referindo-se às condições climatéricas que se verificaram durante este ano, o ministro considerou que anos anteriores, "com condições idênticas, os resultados foram piores", salientando a rapidez da resposta, a coordenação, quer ao nível político, quer operacional, e a programação dos meios envolvidos.
Lembramos que, segundo os dados fornecidos pela Direcção-Geral dos Recursos Florestais (DGRF), os incêndios florestais ocorridos em Portugal até 31 de Julho destruiram cerca de 5.000 hectares, tendo sido contabilizadas 4.529 ocorrências de fogo, das quais 571 foram classificados como incêndios florestais e 3.958, em que ardeu menos de um hectare, como fogachos.
Os comentários de Rui Pereira, de um triunfalismo injustificado, escamoteiam a realidade, sobretudo no referente às condições climatéricas e omitem um factor de extrema importância, o da área ardida em anos anteriores e que serve de barreira de contenção, impedindo a propagação de incêndios de grandes dimensões.
Num texto recente, cuja releitura sugerimos, suportado pela opinião de especialistas, as causas para a redução do número de ignições e de incêndios tem, essencialmente, outras causas que não as apontadas pelo MAI, alertando para a transitoriedade de uma situação que é, fundamentalmente, conjuntural.
Países com dispositivos de combate em nada inferiores ao nosso, como a Itália ou Espanha, com melhor ordenamento do território, como acontece na Galiza, sofreram graves prejuizos devido aos incêndios florestais, sendo a grande diferença em relação a Portugal as condições meteorológicas aí verificadas.
Os comentários do MAI são, portanto, incorrectos, dado ocultarem substancial parte da verdade, contradizerem especialistas e darem uma falsa sensação de segurança, aparentando que foi efectuado um trabalho que, praticamente, ainda nem foi começado.
Em condições atmosféricas adversas, tal como aconteceu em diversos países da orla mediterrânica, a realidade seria completamente diferente e, provavelmente, ouviriamos uma série de desculpas igualmente absurdas, em linha com o distanciamento da realidade das frases proferidas por responsáveis políticos que, manifestamente, não conhecem o País em que vivem.
Para o titular do MAI, "para ter sorte, temos trabalhado muito e continuaremos a trabalhar muito", sendo que os "resultados ilustram o esforço" de um dispositivo com cerca de 9.500 elementos.
Referindo-se às condições climatéricas que se verificaram durante este ano, o ministro considerou que anos anteriores, "com condições idênticas, os resultados foram piores", salientando a rapidez da resposta, a coordenação, quer ao nível político, quer operacional, e a programação dos meios envolvidos.
Lembramos que, segundo os dados fornecidos pela Direcção-Geral dos Recursos Florestais (DGRF), os incêndios florestais ocorridos em Portugal até 31 de Julho destruiram cerca de 5.000 hectares, tendo sido contabilizadas 4.529 ocorrências de fogo, das quais 571 foram classificados como incêndios florestais e 3.958, em que ardeu menos de um hectare, como fogachos.
Os comentários de Rui Pereira, de um triunfalismo injustificado, escamoteiam a realidade, sobretudo no referente às condições climatéricas e omitem um factor de extrema importância, o da área ardida em anos anteriores e que serve de barreira de contenção, impedindo a propagação de incêndios de grandes dimensões.
Num texto recente, cuja releitura sugerimos, suportado pela opinião de especialistas, as causas para a redução do número de ignições e de incêndios tem, essencialmente, outras causas que não as apontadas pelo MAI, alertando para a transitoriedade de uma situação que é, fundamentalmente, conjuntural.
Países com dispositivos de combate em nada inferiores ao nosso, como a Itália ou Espanha, com melhor ordenamento do território, como acontece na Galiza, sofreram graves prejuizos devido aos incêndios florestais, sendo a grande diferença em relação a Portugal as condições meteorológicas aí verificadas.
Os comentários do MAI são, portanto, incorrectos, dado ocultarem substancial parte da verdade, contradizerem especialistas e darem uma falsa sensação de segurança, aparentando que foi efectuado um trabalho que, praticamente, ainda nem foi começado.
Em condições atmosféricas adversas, tal como aconteceu em diversos países da orla mediterrânica, a realidade seria completamente diferente e, provavelmente, ouviriamos uma série de desculpas igualmente absurdas, em linha com o distanciamento da realidade das frases proferidas por responsáveis políticos que, manifestamente, não conhecem o País em que vivem.
domingo, agosto 12, 2007
Especialistas confirmam que diminuição de incêndios se deve à meteorologia
Para diversos especialistas, a substancial diminuição da área ardida verificada este ano deve-se a condições meteorológicas favoráveis, à área ardida nos últimos anos, e a uma melhor organização da vigilância e do combate aos incêndios.
Destes factores combinados, resulta que a área ardida este ano seja só 6.6 % da média dos últimos cinco anos, mas tal situação é transitória dado resultar, em grande parte, de factores que não são controláveis.
Os grandes incêndios ocorridos em 2003 e 2005 destruiram largas áreas florestais que ainda não se regeneraram e funcionam como barreiras naturais, impedindo ou dificultando a propagação das chamas, mas o facto de a vegetação estar a ser reposta sem um verdadeiro ordenamento poderá permitir que, dentro de poucos anos, a situação volte ao que era antes destes anos fatídicos.
É, no entanto, nas condições meteorológicas excepcionais que reside o menor número de ocorrências e o baixo valor de área ardida, vindo os dados da Direcção Geral dos Recursos Florestais confirmar que em Junho e Julho, sobretudo no Norte do País, choveu mais do que o habitual e as temperaturas foram mais baixas do que a média.
Mais importante ainda, não houve períodos longos com elevadas temperaturas, sendo estas ciclicamente interrompidas por dias mais frios e, em muitos casos, pela ocorrência de precipitação, factores decisivos para diminuir o risco de incêndios.
Estas condições, opostas às que se verificaram em diversos países mediterrânicos, evitaram situações semelhantes às que se verificaram nas Canárias ou na Grécia, onde os incêndios tiveram um impacto significativo durante este Verão e transformaram o passado mês de Julho no pior de sempre a nível europeu.
Relevante, mas com impacto menor, tem sido a melhoria do sistema de detecção e vigilância, onde se verificaram progressos a nível de coordenação e de comunicações, bem como os trabalhos de diversas autarquias, mais sensíveis à problemática dos incêndios e que têm implementado medidas a nível de faixas de combustível, aceiros e caminhos, criando assim uma quadícula que contém os incêndios no interior de perímetros delimitados.
Em contrapartida, a nível de particulares, as alterações têm sido muito diminutas, resultando, em grande parte, da diminuta dimensão de propriedades rurais e de uma excessiva fragmentação destas, as quais, na maioria dos casos, não são englobadas em áreas ordenadas ou zonas de intervenção floresta, em que a gestão é partilhada pelos proprietários.
Temos, pois um País que continua essencialmente dependente de um conjunto de factores que não controla, de legislação que não é cumprida ou de projectos que não chegam a ser implementados, pelo que a vulnerabilidade em que nos encontramos deve ser motivo de reflexão de todos quantos se preocupam não apenas com a problemática dos incêndios florestais, mas com todas as vertentes a eles ligados, como o desenvolvimento regional ou a solidariedade nacional.
Destes factores combinados, resulta que a área ardida este ano seja só 6.6 % da média dos últimos cinco anos, mas tal situação é transitória dado resultar, em grande parte, de factores que não são controláveis.
Os grandes incêndios ocorridos em 2003 e 2005 destruiram largas áreas florestais que ainda não se regeneraram e funcionam como barreiras naturais, impedindo ou dificultando a propagação das chamas, mas o facto de a vegetação estar a ser reposta sem um verdadeiro ordenamento poderá permitir que, dentro de poucos anos, a situação volte ao que era antes destes anos fatídicos.
É, no entanto, nas condições meteorológicas excepcionais que reside o menor número de ocorrências e o baixo valor de área ardida, vindo os dados da Direcção Geral dos Recursos Florestais confirmar que em Junho e Julho, sobretudo no Norte do País, choveu mais do que o habitual e as temperaturas foram mais baixas do que a média.
Mais importante ainda, não houve períodos longos com elevadas temperaturas, sendo estas ciclicamente interrompidas por dias mais frios e, em muitos casos, pela ocorrência de precipitação, factores decisivos para diminuir o risco de incêndios.
Estas condições, opostas às que se verificaram em diversos países mediterrânicos, evitaram situações semelhantes às que se verificaram nas Canárias ou na Grécia, onde os incêndios tiveram um impacto significativo durante este Verão e transformaram o passado mês de Julho no pior de sempre a nível europeu.
Relevante, mas com impacto menor, tem sido a melhoria do sistema de detecção e vigilância, onde se verificaram progressos a nível de coordenação e de comunicações, bem como os trabalhos de diversas autarquias, mais sensíveis à problemática dos incêndios e que têm implementado medidas a nível de faixas de combustível, aceiros e caminhos, criando assim uma quadícula que contém os incêndios no interior de perímetros delimitados.
Em contrapartida, a nível de particulares, as alterações têm sido muito diminutas, resultando, em grande parte, da diminuta dimensão de propriedades rurais e de uma excessiva fragmentação destas, as quais, na maioria dos casos, não são englobadas em áreas ordenadas ou zonas de intervenção floresta, em que a gestão é partilhada pelos proprietários.
Temos, pois um País que continua essencialmente dependente de um conjunto de factores que não controla, de legislação que não é cumprida ou de projectos que não chegam a ser implementados, pelo que a vulnerabilidade em que nos encontramos deve ser motivo de reflexão de todos quantos se preocupam não apenas com a problemática dos incêndios florestais, mas com todas as vertentes a eles ligados, como o desenvolvimento regional ou a solidariedade nacional.
sábado, agosto 11, 2007
Fogos circunscritos em Constância e Gouveia
Operação de socorro dos Bombeiros Faialenses
No concelho de Constância, distrito de Santarém, um incêndio florestal começou hoje pelas 13:21 perto da Estrada 358-2 que liga Constância à Barragem de Castelo de Bode, sendo combatido por 82 bombeiros, apoiados por 22 viaturas e três helicópteros.
Em Cativelos, no concelho de Gouveia, distrito da Guarda, outro incêndio que começou pelas 13:42 consumiu áreas de mato e foi combatido por 59 bombeiros, com 14 viaturas e dois helicópteros.
A actual instabilidade meteorológica tem continuado a evitar situações demasiadamente complicadas, resultantes, normalmente, de um esforço excessivamente prolongado, mas com o tempo quente a vir para ficar, segundo as previsões actuais, a partir de meados da próxima semana poderemos assistir a um aumento do número de ocorrências que, apesar de tudo, não deverão atingir valores comparáveis com anos anteriores.
Maddie McCann: 100 dias sem rasto
Missing: Madeleine Beth McCann
Não vamos analisar as diligências nem os métodos utilizados durante esta investigação ou o facto de só muito recentemente e após um texto aqui publicado e enviado a um conjunto de entidades, as fotografias dos desaparecidos começarem a ser actualizadas, mas não podemos deixar de criticar a postura de uma polícia de investigação criminal que parece demasiado influênciada e submetida aos media, mudando de estratégia comunicacional de acordo com o interesse e a pressão da comunicação social.
Passou-se da teoria do assassínio para o rapto, voltou-se à ideia inicial, mas o facto é que, aparentemente, continuam a não surgir provas conclusivas que, pelo menos, permitam excluir uma ou mais das numerosas hipóteses que têm sido colocadas, pelo que, aparentemente, pouco se tem avançado.
Sem por em causa o trabalho da Polícia Judiciária (PJ), que não se conhece em profundidade e está sob segredo de Justiça, não podemos deixar de criticar a forma como esta se relacionou com os media e com a população em geral, mudando por completo a sua postura em virtude da presença de diversos orgão de comunicação social britânicos e das críticas que estes fizeram quanto à falta de informações disponibilizadas.
A forma como a nossa polícia se habituou a trabalhar e o controle que exerce sobre a informação são essenciais para o sucesso dos método de investigação seguidos, e uma súbita alteração devido a pressões externas pode comprometer em muito os resultados que se pretendem obter.
A cedência aos orgãos de comunicação social ingleses será, portanto, uma das grandes derrotas da PJ, independentemente dos resultados que vier a conseguir, mas também o relacionamento com o público e com os orgãos de polícia estrangeiros, nomeadamente ingleses, não deixa de merecer reparos.
A cooperação com o público é essencial, bem como a disponibilidade para ouvir teorias que, por absurdo que pareçam, podem introduzir elementos novos ou despertar possibilidades nunca imaginadas, pelo que limitar os pedidos a um auxílio nas buscas, cuja iniciativa parte da Guarda Nacional Republicana, é redutor e um despedício de recursos.
Saber escutar, filtrar e aproveitar as ideias que sejam sustentadas pelos indícios existentes ou que não sejam por eles desmentidos é prática comum em muitos países e pode levantar possibilidades que nunca teriam ocorrido aos investigadores.
Também o tardio recurso ao Forensic Science Service, dependente do Home Office, o equivalente britânico ao Ministério da Administração Interna e considerado como um dos serviços forenses mais competentes do Mundo, com recursos técnicos inexistentes em Portugal e capacidade de análise com muito maior rapidez, pode ser apontado como um erro na condução de um processo que levanta demasiadas dúvidas.
Neste caso, o relacionamento com as entidades externas, inclusivé com a própria polícia inglesa, que tem mais recursos em determinadas áreas e poderia ter ajudado logo no início, pode comprometer os resultados e por em causa a competência e a qualidade dos investigadores portugueses.
Espera-se, sinceramente, que este caso termine com o retorno de Maddie para a sua família, mas também que se extraiam as necessárias lições sobre um relacionamento entre autoridades policias, comunicação social e sociedade em geral que necessita de ser revista, evitando prejudicar as investigações devido a uma excessiva mediatização ou à manifesta incapacidade de solicitar apoio nas alturas em que este é mais necessário.
As investigações, ou qualquer actividade ou operação de que dependa uma vida humana, não são o local para discussões estéreis, ânsia de protagonismo ou orgulho insensível, factores que, fundamentalmente, constituem sérios obstáculos ao sucesso de qualquer empreendimento.
sexta-feira, agosto 10, 2007
Skype cria serviço de partilha de vídeos
Écran de configuração do vídeo no Skype
O desenvolvimento da versão 3.5 do Skype para Windows teve a colaboração de "sites" dedicados à partilha de vídeos, concretamente a Dailymotion e a Metacafe, dando a possibilidade de descarregar os vídeos aí armazenados para o perfíl de cada utilizador.
Também é possível usar os vídeos nas conversações via texto do Skype ou retirar "frames" de uma videochamada e guardá-las para serem usadas mais tarde.
O Skype 3.5 dá ainda a possiblidade de efectuar transferências de chamadas, a nível individual ou em modo conferência ou efectuar remarcações automáticas para outros utilizadores.
O serviço básico do Skype é gratuito, mas vários dos seus adicionais, como a possibilidade de telefonar para um telefone fixo, são pagas, pelo que é fundamental para a empresa aumentar o número de utilizadores, atraindo-os através da implementação de novas funcionalidades.
O "software" do Skype pode ser descarregado gratuitamente a partir do "site" do fabricante e, tal como temos vindo a aconselhar, é uma solução eficaz e económica para quem necessite de manter comunicações prolongadas ou de longa distância.
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