sexta-feira, outubro 25, 2013

O "conto do vigário" dos nossos tempos - 16ª parte

Image Hosted by Google Telefone público em África

Logicamente, que, caso a vítima colabore, esta irá ser defrontada com sucessivos obstáculos e problemas, que vão desde novos impostos ou taxas a pagar, passando por doenças ou acidentes sofridos pelos seu "ente querido", e indo até despesas com viagens, advogados e todo o tipo de encargo que se possa imaginar, de forma a adiar ao máximo o prometido encontro em pessoa.

Exemplos muito comuns são o internamento, com uma doença típica do local onde o burlão alegadamente se encontra, com a necessidade de pagar contas hospitalares, a perda de documentos, nomeadamente o passaporte, ficando retido por um período para o qual não estava preparado, sendo necessário pagar depesas de estadia, ou o desconhecimento de algum tipo de taxa, que, a não serem pagas, implica perda de bens pessoais.

Tipicamente, existem dificuldades de contacto, para além do escrito, já que o sotaque pode, só por sí, denunciar o burlão, tornando-se evidente que este nada tem a ver com o perfil descrito, podendo ser manifesto que é de outra nacionalidade, idade ou possuir características físicas completamente distintas das que constam do seu perfil.

Naturalmente que, dado que, na maioria dos casos se trata de uma chamada internacional, uma ligação telefónica comum torna-se algo impensável, por acarretar custos particularmente pesados, mas teria a vantagem de facilitar a localização do destinatário, determinando, pelo menos, qual o país de origem.
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