domingo, janeiro 12, 2014

Relatório dos fogos de 2013 deve ser revelado na totalidade? - 2ª parte

Image Hosted by Google Bombeiros no combate a um incêndio florestal

A forma cuidadosa como o titular da pasta, o ministro Miguel Macedo tem abordado o assunto, a falta de confiança nas instituições, a reconhecida impunidade que se verifica a muitos níveis ou a tendência para o esquecimento, situações conhecidas do passado, são inquietantes e podem levar a crer que o mesmo se repetirá nesta caso, com os responsáveis a serem ilibados através de uma teia de cumplicidades.

Apesar de uma demora, que não deixa de ser inquietante, estamos em crer que existem razões para a demora na divulgação do relatório na sua totalidade, em função da diversidade dos seus conteúdos e das diversas implicações, não apenas no campo operacional, disciplinar, ou mesmo criminal, mas também em termos pessoais, dado referir situações complexas, entre as quais aquelas nas quais houve perda de vidas humanas.

Devemos realçar o facto de a investigação ter sido da responsabilidade de uma entidade independente, composta por especialistas numa matéria extremamente complexa, que dificilmente se poderiam encontrar entre as entidades oficiais ligadas à investigação, de forma a que pudessem avaliar com o mesmo nível de rigor as várias vertentes e implicações decorrentes dos incêndios florestais do Verão de 2013.

É, no entanto, de notar que um relatório realizado neste âmbito por especialistas, não por juristas, deve ser essencialmente técnico, tão objectivo quanto possível, evitando-se considerações ou opiniões subjectivas, que, por dependerem de uma visão pessoal e de uma interpretação dos factos, pode ser contestada e envolta em polémica.
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