segunda-feira, janeiro 13, 2014

Relatório dos fogos de 2013 deve ser revelado na totalidade? - 3ª parte

Image Hosted by Google Bombeiros no combate a um incêndio florestal

Assim se podem entender as limitações que devem ser auto impostas pelos próprios autores da investigação e do subsquente relatório, que se devem cingir à sua área de competência específica, bem como as restrições, caso seja entendido como adequadas, na sua divulgação integral junto do público em geral e mesmo de entidades a ele ligadas, observando sempre princípios de equilíbrio e de necessidade.

Naturalmente que tudo quanto constar do relatório e possa servir de ensinamento, corrigindo erros, melhorando as tácticas, complementando a formação, ou que, de alguma forma, venha a contribuir para que exista uma maior segurança e eficácia no combate aos fogos, deve, necessariamente ser divulgado, sob pena de situações passadas se repetirem no futuro, algo que consideramos uma falta de respeito pela memória dos que este ano perderam a vida.

No entanto, nem todos os detalhes devem ser tornado públicos, dada a sua inutilidade prática, que contrasta com a dor que pode provocar na família e amigos das vítimas, que devem merecer o respeito e apoio de todos, enquanto se preserva a memória dos seus entes queridos que perderam a vida nos incêndios deste Verão.

Após criadas as condições e o cenário no qual decorrem determinados eventos, mesmo que existam ainda indícios de uma acção ou decisão individual, caso esta seja irrelevante para o desfecho final, a mesma perde toda a importância, dado não alterar o rumo inevitável dos acontecimentos pelo que, caso resulte em prejuizos sem nenhuma contrapartida positiva, consideramos adequado omití-la de qualquer documento público.
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