quarta-feira, setembro 30, 2015

E o vencedor é... - 2ª parte

Relativamente ao maior partido da oposição, após um período de algum embaraço político, que teve dois picos, um na derrota eleitoral nas anteriores legislativas, outro com a prisão do seu líder de então, a tendência parece ser diferente, mas o afirmar-se como apoiante durante uma campanha particularmente infeliz, pessimamente gerida, onde as mensagens obviamente não passam, deixando uma dúvida permanente, pode resultar em resultados eleitorais muito abaixo do esperado.

Embora facilite difundir uma ideia, é manifesto que forma e conteúdo se encontram em âmbitos completamente diferentes, e a credibilidade, em questões de maior complexidade, resulta mais da convicção ao arauto e da sua credibilidade pessoal do que de todo um conjunto complexo de permissas, muitas vezes alicerçada em equações complexa ininterpretáveis pela maioria dos eleitores, para os quais podem não ter outro impacto para além de um certo fascínio perante o que parece ser uma ciência inalcançável.

Quando confrontadas com duas a três ideias chave, repetidas até ao infinito, baseadas nalguns factos selecionados, que sendo verdadeiros "per si", podem não traduzir uma realidade mais global, múltiplas ideias complexas, que carecem de análise, interpretação e estudo, são pouco eficazes, bastando que na sua essência possuam algum tipo de vulnerabilidade, geradora de dúvidas, para esta seja explorada e todo o edifício se desmorone.

Outras forças políticas têm uma plataforma eleitoral mais estabilizada e assumida, complementando-a com votos de protesto que, na sua essência, não traduzem sequer uma aproximação de princípios, mas tão somente a rejeição ou reprovação do "status quo", reforçando quem mais o contesta, sendo expectável que, na actual conjuntura, corresponda a um reforço do número de votos e, pela expressão que já possuem, se traduzirá, quase certamente, numa maior representação parlamentar.
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