quarta-feira, junho 01, 2016

Lisboa, cidade fechada - 6ª parte

Com o empedrado das zonas de parqueamento apenas 2 centímetros acima da via de circulação, e faltando a este uma camada para ser finalizado, é óbvio que esta pequena diferença corresponde a um novo e demasiado estreito tapete, de durabilidade duvidosa, mas que, caso seja de maior espessura, fica acima do nível do empedrado, ficando os locais de parqueamento transformados em pequenas piscinas.

Dado que no empedrado destinado a parqueamento não existe escoamento, e por razões de ordem prática e funcional, o asfalto não pode subir acima deste nível, prevendo-se que fiquem nivelados, o que, só por sí, já é particularmente grave, seja em termos de segurança rodoviária, por não delimitar adequadamente as zonas, seja pelo acumular de águas sem o devido escoamento.

Mesmo as pequenas chuvas de Primavera demonstram que as águas pluviais não são devidamente encaminhadas, com a entrada em janelas e respiradouros dos prédios, que face ao elevamento do nível dos passeios e via de rodagem ficaram agora abaixo do nível da rua, a falta de escoamentos adequados, conhecida desde há muito pela Câmara, é absolutamente evidente.

Assim, e tal como acontece em inúmeras obras realizadas em Portugal, a solução passou por ir colocando sistemas de drenagem nas faixas de rodagem, o que implica danificar o tapete de asfalto já colocado, recortando-o e remendando-o, do que resulta, para além do aumento de custos, uma diminuição da qualidade da obra.
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