O SIRESP usa, desde há anos, a tecnologia Tetra Dimetra, detida, em exclusividade, pela Motorola, o que reduz a possibilidade de have concorrência no fornecimento, criando uma dependência que, só por sí, deveria excluir esta plataforma, previlegiando outra, mais aberta onde vários fornecedores pudessem concorrer.
Por outro lado, a tecnologia utilizada destina-se, essencialmente, a suportar comunicações via rádio, com suporte para voz e para mensagens, mas sem capacidade para suportar vídeo e estando longe de oferecer as funcionalidades do 5G, tornando esta opção virtualmente ultrapassada.
Apesar de estarem a ser estudadas alterações que permitam utilizar vídeo, supostamente a serem implementadas até ao final da década, um prazo que, só por sí, devia fazer o Estado partir para outra solução, a dependência de um único fabricante cria situações perigosas, seja em termos de evolução, seja porque, caso a Motorola descontinue ou deixe de investir nesta tecnologia, o SIRESP pode ficar comprometido.
Esta situação, lamentável, vem, mais uma vez, colocar em causa o funcionamento do SIRESP, nomeadamente no respeitante à tecnologia utilizada, numa altura em que existem alternativas viáveis e testadas, nomeadamente via satélite, como a actualmente em uso pelas forças armadas ucranianas, fornecida pela Starlink, e para a qual irão surgir alternativas, tornando este mercado mais concorrencial e as opções mais acessíveis.
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