Os ventos fortes que devastaram parte do País derrubaram vários milhões de árvores, estimando-se que só na zona de Leiria este número possa ficar entre os cinco a sete milhões, sendo certo que, a nível nacional, podemos estar a falar de várias dezenas de milhões, concentrando-se, sobretudo, na região centro.
Estes milhões de árvores que actualmente jazem no chão e vão secando, sendo de prever que estejam completamente secas dentro de poucos meses, na altura do tempo quente, representam um enorme perigo, constituindo uma enorme fonte de combustível, nalgumas zonas, com uma grande acumulação e continuidade, do que podem resultar fogos particularmente intensos.
Acresce a existência de combustíveis finos e, naturalmente, uma impossibilidade de limpar as zonas afectadas da forma habitual, removendo apenas excedentes que se encontram nos solos, pelo que nestas zonas, para além das dificuldades de acesso, o acumular de combustíveis representa um enorme perigo, que se vai acentuar à medida que a madeira vai secando e a temperatura vai subindo.
Sendo difícil, mas actuais circunstâncias e com a brevidade necessária, remover todas estas árvores, tal não deve resultar no alheamento face a um problema que necessita de ser abordado e, se não resolvido, pelo menos mitigado, prevenindo fogos que podem atingir graves proporções e afectar zonas já de sí devastadas.
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