Na altura do incidente, este a energia com estas proveniências atingia perto de 70%, francamente acima do que se pode considerar seguro, faltando o factor estabilizador de uma energia controlável que pudesse amortecer uma variação súbita e manter a rede em funcionamento.
Apesar de serem apontadas algumas causas, a falta de determinar responsabilidades pode resultar em problemas para todos, empresas e particulares, que queiram ser ressarcidos pelos prejuizos resultantes deste apagão, sendo óbvio que, com o contributo das empresas produtoras e distribuidoras de energia, a culpa pode morrer solteira, mesmo sabendo-se onde reside a origem do problema.
Esta falta de responsabilização traduz grande parte da realidade nacional, sendo patente que grandes empresas e instituições, incluindo-se aqui o Estado, tendem a escusar-se a assumir responsabilidades pelos seus erros, esquivando-se a compensar quem é prejudicado pela sua acção ou inacção, seja esta intencional ou não, mas que têm, inevitavelmente consequências.
Mesmo que o relatório aponte para algumas pistas, e o da Entidade Nacional que regula o sector eléctrico adiciona mais algumas conclusões, algumas destas que implicam uma responsabilização de diversos operadores, duvidamos que existam compensações e, menos ainda, as lições sejam devidamente apreendidas e as medidas correctivas implementadas, tornando a rede eléctrica mais resiliente.
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