Também temos conhecimento de comunicações fixas que apenas foram restauradas há poucos dias, concretamente na zona de Vila Nova de Foz Côa, havendo ainda diversas infraestruturas por reparar, o que significa que muitas vulnerabilidades subsistem, desconhecendo-se se as reparações efectuadas foram efectuadas de modo a prevenir, tanto quanto possível, falhas semelhantes às ocorridas em Março ou se, pela pressa, existem riscos acrescidos de falha.
Enquanto se fala de novas medidas regulatórias, seja em termos gerais, seja específicas para áreas atingidas por catástrofes, o facto é que muito continua por fazer e, não obstante as dificuldades perante as dimensões da tarefa de reconstrução, foi feito menos do que era possível e, sobretudo, foram descuradas vertentes essenciais, algumas das quais podem potenciar novas tragédias ou comprometer o socorro.
Será de esperar que nem tudo fique reparado até aos meses com maior calor, incluindo-se aqui vias rodoviárias e sistemas de comunicação, entre estes o SIRESP, que continua a apresentar falhas e condicionamentos, sendo certo que uma solução só será eficaz com aposta séria na prevenção, não havendo meios de combate que possam suprir as falhas estruturais que se verificam.
Nesta conjuntura, será de fazer um esforço antes que o tempo quente, que tipicamente surge em Junho e com maior incidência nos meses seguintes, incidindo na transitabilidade e em faixas de contenção, eventualmente promovendo a queima de algum combustível, de modo a antecipar o que sabemos poder ser um Verão realmente terrível e que pode acrescentar uma nova tragédia a todas as que já se registaram no presente ano.
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