Os dias com elevadas temperaturas que irão, previsivelmente, ocorrer esta semana porão representar um primeiro teste à situação resultante das tempestades de Fevereiro, que devastaram várias zonas no Centro do País, derrubando inúmeras árvores, que, em grande parte continuam no solo, constituindo um sério risco em caso de incêndio.
O perigo resultante do actual cenário é conhecido, foram feitos diversos alertas e o Governo já alertou para o que pode ser um "Verão terrível", sendo certo que, face ao perigo existente, o conjunto de acções realizadas nos parece insuficiente, nomeadamente em termos de prevenção, que teria que passar pela remoção ou queima de parte das árvores derrubadas.
Não tendo decorrido este tipo de acções, e face à impossibilidade de proceder à remoção de uma tal quantidade de árvores, caso decorram incêndios nas áreas mais afectadas, onde a quantidade de combustível que jaz no solo é muito substancial, a forma de combater fogos que aí ocorram será complexa e, quase certamente, com um exito muito limitado, que não irá para além do controle de danos.
Decorrendo, ainda o mês de Maio, o dispositivo de combate aos fogos ainda não está na sua força máxima, mas com previsão de temperaturas que, nalguns distritos podem rondar os 40º. mesmo que após alguns meses em que choveu em quantidades apreciáveis, o risco de incêndio é extremamente elevado, com o nível a depender, naturalmente, das condições exactas que se verificarem em cada local.
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