segunda-feira, novembro 25, 2013

Governo, Tribunal Constitucional e os números duvidosos - 2ª parte

Image Hosted by Google Fome em Portugal nos dias de hoje

No fundo, as contas são fáceis de fazer e particularmente esclarecedoras se nos lembrarmos do nível salarial na Irlanda ou no número de meses pagos anualmente na Grécia, o que vem, naturalmente, ter um impacto decisivo no impacto de uma redução.

Exemplos práticos ajudam a entender a relatividade de uma redução percentual e do seu impacto na vida do cidadão comum, podendo usar como exemplo alguém que recebe 2.000 Euros mensais, algo comum na Irlanda, e que sofre uma redução de 25%, passando para os 1.500 Euros, e a de um nacional que recebe 800 e, com uma perda de 15%, passa para os 680.

Usamos estas percentagens e não os 12 ou 15% mencionados pelo Governo, dado ilustrarem melhor a situação, relembrando que o ordenado médio na Irlanda seria em Portugal taxado como sendo auferido por alguém francamente previlegiado, capaz de suportar todas as sobretaxas imagináveis.

Indiscutivelmente, no primeiro caso a redução em termos percentuais e de valor bruto foi bastante superior, mas o facto objectivo é que, mesmo após este corte, existe uma diferença de 820 Euros, e que, mesmo havendo encargos superiores, existe uma muito maior margem de manobra e capacidade de amortecimento, pelo que, mesmo que implique alguns sacrifícios, não se entra dentro dos limites da sobrevivência.
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