quinta-feira, março 31, 2016

Blusões em cabedal - 3ª parte

Em termos de utilização prática, a falta de bolsos de muitos modelos é a característica mais penalisadora, tornando-se complicado acomodar um pequeno conjunto de objectos, como um par de luvas, essencial no tempo frio, um telemóvel, caneta e um bloco ou carteira, facto que deriva, em grande parte, da maior dificuldade em trabalhar um material tão pesado como o cabedal.

Também os sistemas de fivelas podem revelar-se menos práticos e flexíveis e mais difíceis de ajustar do que o mais actual velcro ou fecho éclair usados em modelos mais recentes, mas revelam-se mais resistentes e, uma vez ajustados, são seguros e duráveis, sem sofrer avarias ou danos mesmo em utilizações mais exigentes.

O forro em pelo de ovelha, o mais comum, permanente revela-se extremamente quente, permitindo suportar temperaturas extremas, muito mais baixas do que as verificadas entre nós, sendo macio e confortável, mas pode revelar-se inadequado e mesmo incómodo em climas mais temperados, podendo impedir a utilização de blusões que recorram a este tipo de revestimento interior.

A gola, normalmente forrada da mesma forma que o interior, protege adequadamente e de forma confortável o pescoço, uma vez ajustada através da respectiva correia, que pode ser simples ou dupla, substituindo bem um cachecol, salvo no caso de este ser enrolado no corpo, mas tem o inconveniente de se sujar com facilidade, pelo que muitos pilotos optavam por usar um lenço ou echarpe em volta do pescoço.
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