domingo, junho 26, 2016

Lisboa, cidade fechada - 10ª parte

Mas mesmo no interior de um bairro dividido em dois pelo Liceu Felipa de Lencastre, em vez de concluir um dos lados, concretamente aquele pelo qual se deram início às obras, optou-se por começar do lado oposto antes de terminar o que foi iniciado em Setembro, paralizando uma cada vez maior área e prejudicando um numero crescente de moradores, que enfrentam cada vez maiores dificuldades em aceder às respectivas residências.

Desta forma, e tendo em conta todos os erros de realização, que têm implicado refazer trabalhos previamente realizados, a perspectiva de um termo a curto prazo parece cada vez menos realista, com as opções dos residentes a irem cada vez mais no sentido da via judicial, única forma de serem ressarcidos por um conjunto de prejuizos e incómodos incompatíveis com os próprios montantes pagos à autarquia.

Aliás, alguns destes pagamentos surgem como absurdos, sobretudo os efectuados à EMEL, sabendo-se que os locais de parqueamento em grande parte não estão acessíveis, e que as ruas estão, na sua maioria intransitáveis, o que justificaria plenamente a dispensa deste encargo que, nas actuais circunstâncias, não fazem qualquer sentido.

Infelizmente, após o que para a Câmara será uma requalificação da área envolvente, as habitações do bairro poderão ver o IMI a ser aumentado, não obstante das obras resultar para os moradores apenas inconvenientes, incómodos e o perigo eminente de inundações, degradação dos imóveis e dificuldades no socorro, com tudo o que tal implica para a segurança de pessoas e bens.
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