domingo, junho 12, 2016

Lisboa, cidade fechada - 8ª parte

É de supor que a intenção seja controlar a velocidade e desviar o tráfego do interior de um bairro residencial, mas existem outros métodos, como a simples orientação do trânsito, que não impliquem riscos para os residentes ou mesmo para quem presta socorro, que, em virtude da urgência exigível, corre substanciais riscos de acidente durante as deslocações ou, em caso de incêndio, como resultado das dificuldades de posicionamento dos veículos de combate aos fogos em ruas demasiado confinadas.

Os erros sucessivos, bem como a falta de rigor na execução face às boas práticas, serão, quase certamente, uma das causas para os atrasos, sendo patente que, perante todos os problemas potenciais, a Câmara não tem realmente opções viáveis, face à necessidade de destruir o trabalho realizado para corrigir a totalidade dos erros, com todas as consequências financeiras que daí resultam, bem como o impacto nos moradores, já demasiadamente prejudicados com toda esta situação.

São sobretudo os mais idosos que se queixa, e tal podemos testemunhar, lamentando a demora, mas também o absurdo das alterações e a perda de referências, sentindo que o bairro já não é aquele no qual sempre viveram e onde experimentam cada vez mais dificuldades em circular e mesmo em se identificar.

Também é patente o aumento, previsível, de pequenos toques entre viaturas em circulação e os que estão estacionados, com protagonismo para aqueles que são conduzidos pelos mais idosos, que manifestamente sentem dificuldades acrescidas nas manobras e, por vezes, nem sequer admitem quer o erro, quer a sua incapacidade para conduzir neste tipo de arruamento.
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