Num País que depende da rede rodoviário muito para além do razoável, onde o sistema ferroviário, para além de conhecidas fragilidades e deficiências, enferma de problemas de ligação à rede Europeia, enquanto se insiste na obsoleta e problemática bitola ibérica, a interrupção da principal via do País num ponto central tem consequências particularmente complexas.
Mesmo argumentando que existem alternativas, é indiscutível que a A1 é uma via estruturante para o País, por onde, para além do trânsito de passageiros, passam mercadorias da maior importância, por onde são transportandos doentes, onde veículos de socorro circulam constantemente, e que o seu corte tem um impacto severo a vários níveis que vão desde a vertente económica à segurança das populações.
Grande parte dos bens alimentares, objectos postais, combustíveis e outras mercadorias essenciais transitam pela A1, num fluxo ininterrupto que se mantém dia e noite, pelo que irá rapidamente ocorrer uma saturação das vias alternativas, incluindo passagem pelo interior de povoações, tornando-se óbvio que existe não apenas um impacto enconómico, mas também na segurança rodoviária, com um largo número de veículos pesados a circular em vias menos adequadas.
Infelizmente, mas inevitavelmente, a água proveniente do Mondego continuou a deslocar-se do concelho de Coimbra para o de Montemor o Velho, alagando novas zonas, provocando novos danos e prejuízos, e condicionando a circulação rodoviária, pelo que os problemas em termos de trânsito na zona Centro do País se têm vindo a alargar, condicionado a acessibilidade a um extensa área de território.
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