O Governo, através do Ministério da Administação Interna, alertou para a possibilidade de um "Verão terrivel" a nível de fogos florestais, como consequência da grande massa de matéria combustível que jaz no solo, em grande parte como consequência do mau tempo, concretamente, como resultado dos ventos fortes que devastaram parte do Centro do País.
Foram inúmeras as árvores arrancadas pelos ventos fortes que, ainda hoje, permanecem nos solos, onde a madeira tem vindo a secar, e estará muito mais seca no Verão, pelo que existem extensas áreas cobertas de combustível, onde as chamas se podem propagar com enorme intensidade, tornando o seu controle quase impossível.
A legislação em vigor impõe prazos para limpezas dos terrenos rurais, mas, objectivamente, esta é uma situação de excepção, sendo óbvio que nem sequer existem os recursos, em termos de equipamentos, mão de obra e forma de escoamento de combustíveis que permitam concluir esta tarefa nas zonas onde a devastação resultante do mau tempo mais se fez sentir.
O apelo que é feito aos particulares, e a insistência no cumprimento da legislação em vigor, confronta-se com a escassez de meios e de mão de obra, contrastando com a falta de imposição do mesmo para os terrenos públicos, onde combustíveis se acumulam em enormes quantidades, sem que o Estado cumpra o legalmente disposto enquanto ameaça com coimas os particulares.
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