A dependência psicológica é, indiscutivelmente, o problema principal das redes sociais, tornando-se num autêntico vício, que, nalguns casos, quase certamente em número crescente, implica tratamento especializado, mas o recurso a outras funcionalidades para manter contactos ou armazenar dados e informação agrava esta situação, acrescendo uma vertente prática que pode ter, igualmente, efeitos graves.
Podemos equiparar a dependência das redes sociais a outras, no respeitante às consequências de uma privação, embora com vertentes distintas, sem nunca esquecer que os comportamentos aditivos afectam cada ser humano na sua totalidade, sendo impossível comparimentizar comportamentos e atitudes dentro de uma única vertente, passando das redes sociais para o mundo real e, tantas vezes, confundindo e misturando os dois.
Para além de ser uma rede social, unindo conjuntos de utilizadores em pequenas redes de contactos, que podem ser familiares, profissionais ou outras, nestes servidores reside um manancial de informação, por vezes insubstituível, que inclui dados e informação pessoal, recordações de toda uma vida e contactos, eventualmente substituindo sistemas mais convencionais ou concebidos para este efeito.
O hábito, que consideramos perigoso, de recorrer a este tipo de rede, que disponibiliza plataformas de comunicação privada, como mensagens directas, e que muitos usam com substituição de outras plataformas, mais específicas, pode determinar a impossibilidade de comunicar, sendo manifesto que, em muitos casos, não foram previstas alternativas tão simples como o disponibilizar um endereço de correio electrónico ou mesmo um número de telefone.
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