terça-feira, junho 16, 2026

Mortes na estrada aumentam mais de 30% - 5ª parte

Dentro de 4 anos, certamente muito terá mudado, e em 2050 a tecnologia será completamente diferente, com a autonomização dos veículos, a implementação de novos sistemas de segurança e uma assistência via Inteligência Artificial muito mais substancial, pelo que as medidas hoje anunciadas, mais do que provavelmente, terão uma aplicabilidade muito limitada no médio prazo.

Por outro lado, é agora, numa altura em que os acidentes rodoviário aumentam e as consequências são mais gravosas que se impõe medidas, e estas não podem passar apenas pelo aumento do valor das coimas e penas acessórias ou por deixar de anunciar as operações de controle rodoviário, que passarão a ser de surpresa, sendo esta mais uma medida inútil dado que é o tipo de informação partilhada de forma eléctronica assim que este tipo de operação se inicia.

Estamos convictos de que existe um conjunto de factores, entre estes os que mencionamos nestes textos, que confluem para um tão substancial aumento da mortalidade rodoviária, parecendo que as entidades oficiais continuam a não investir adequadamente na análise que permite um melhor entendimento desta evolução negativa e, menos ainda, e como consequência, em medidas que possam, efectivamente, minorar estes números que a todos deviam envergonhar.

Novas medidas, uma nova estratégia para combater a sinistralidade, será bem vinda, desde que em tempo útil e baseada em dados rigorosos, sendo pouco razoável recorrer mais uma vez às medidas já testadas, sem resultados, ou a uma implementação no longo prazo, que, não resolvendo os problemas actuais, dificilmente estará actualizada quando chegar ao terreno, sendo quase certo que, antes disso, já obsoleta, será esquecida em prol de uma nova iniciativa.

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