Todas estas possibilidades e alternativas necessitam de estar bem sinalizadas, de forma que a mensagem seja entendida por todos, independentemente das línguas que falem, e que seja intuitiva, não exigindo reflexões ou interpretações e, menos ainda, criando dúvidas ou incertezas, podendo ser complementada por um número de contacto com operadores conhecedores da situação.
Quer Portugal, quer Espanha são destinos turísticos, com muitos turistas a dirigirem-se para o Interior, onde também reside um bom número de estrangeiros, seja como população activa, muitas vezes desempenhando tarefas que os nacionais recusam, ou para usufruir da reforma num território que esperam calmo e seguro, mas que conhecem pouco e onde terão dificuldades em orientar-se.
Ignorar os não nacionais, concretamente os que não falam a nossa língua, em países onde a percentagem de cidadãos estrangeiros se aproxima dos 15% em Portugal e dos 20% em Espanha, passa os limites da incúria, por colocar em risco entre 1/6 e 1/5 dos residentes, pelo que o sistema de alertas deve ser adequado a esta realidade, esperando-se que as alterações se verifiquem com a maior rapidez e antes de novas vagas de incêndios.
A tragédia de Almeria, e na altura em que escrevemos já se contabilizavam 12 mortos, continuando desaparecidas várias pessoas, merece uma reflexão no respeitante ao tipo de alertas que devem ser enviados em caso de incêndios, bem como a sinalética que deve estar presente em locais de maior risco e a existência de uma rede nacional que permita uma fuga tão segura quanto possível em caso de incêndios.
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