Os incêndios dos últimos dias são uma antevisão do "Verão terrivel" mencionado pelo actual ministro da Administração Interna, com base na situação no terreno, em parte como consequência das tempestades do início do ano, e como reflexo de uma previsão meteorológica que aponta para várias vagas de calor e um Verão anormalmente quente.
Assim, a situação que se verifica sobretudo a partir de 5ª feira, mas com agravamento no dia de ontem, era esperada pelo próprio Governo, com todo um cenário que fazia antever a possibilidade de, já no início de Julho, podermos assistir a uma primeira grande vaga de incêndios, com toda a destruição, prejuízos e danos para a vida e saúde humana, mas também consumindo recursos que poderiam ser úteis numa fase posterior.
Para além do número de ocorrências ser elevado, a área devastada é relevante, sobretudo no incêndio iniciado em Vouzela, e que se tem propagado a diversos concelhos, com múltiplas frentes de fogo, e que, no pior dos casos, pode vir a atingir centenas de milhares de hectares, atingindo, por exemplo. Mortágua, ou ultrapassando o Caramulo.
É de notar que esta não é uma zona desertificada, parcialmente abandonada, é uma área que inclui povoações importantes, estabelecimentos fabris, uma rede viária relevante e tudo o que estrutura um conjunto de concelhos em termos económicos, sendo que a sua devastação pode ter efeitos similares aos ocorridos nos incêndios de Outubro de 2017.
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