Concretizando um pouco, em França já arderam mais de 160.000 hectares, sobretudo na zona de Bordéus, com mais de 220.000 residentes a terem que ser evacuados, desconhecendo-se, neste momento, quantos poderão regressar ao local de residência, seja por não teram habitação, seja porque a devastação pode ter comprometido as várias estruturas que permitem uma vida sustentável, podendo incluir-se aqui deste redes eléctricas e de água, passando por comunicações e mesmo pela estrutura económica.
Estamos a falar de um enorme fluxo humano e a necessidade de dispor de uma infraestrutura logística importante, capaz de, com muita rapidez, proporcionar locais seguros, fora do alcance das chamas, e com um mínimo de infraestruturas, nomeadamente a nível do fornecimento de bens e serviços essenciais, o que requer ter um fornecimento de água, electricidade e alimentação.
Este tipo de instalação tem que ser planeada e, nalguns aspectos, preparada com antecedência, estabelecendo nos locais determinados uma infraestrutura básica, que pode não incluir, por exemplo, cablagens ou tubagens, mas deve ter preparados os locais de passagem, bem como os de instalação de infraestruturas, com locais exactos para cada tipo de estrutura.
Para além do fornecimento de bens básicos, relacionados com alimentação e higiéne pessoal, será necessário dispor de serviços complementares, não apenas na segurança, a todos os níveis, mas também em áreas distintas, como o apoio psicológico ou serviços de saúde básicos, sem esquecer uma rede de comunicações adequada às necessidades de quem se vê privado do seu ambiente natural.
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